Fronteiras da Alma

1 A Falta Que Você Me Faz


Notas iniciais
Disclaimer: Esta fanfic é baseada na obra: Inu-Yasha. Todos os direitos e personagens citados nesta fanfic com base na história original são de propriedade da autora Rumiko Takahashi, a exceção dos personagens que eu mesma criei. Essa fanfiction é centrada nos sentimentos dos personagens ao se depararem com seus piores medos. Tem romantismo e ação, além do drama pessoal de cada personagem. Essa história começa a partir do episódio 52 de Inu-Yasha, "A verdadeira natureza do youkai não pode ser reprimida” Nesse episódio, Inu-Yasha havia se transformado em youkai completo, por causa da luta contra Gattenmaru (um youkai mariposa) e matou não só o youkai, como também os bandidos humanos que o serviam. Apesar de serem apenas bandidos, Inu-Yasha não se vangloriou da matança, não era daquele jeito que ele queria se tornar um youkai completo. O episódio termina com ele e Kagome conversando a beira de um riacho logo após a matança... E aqui começa minha fic... Haverá um Crossover com Rurouni Kenshin a partir do cap 14. Escolhi a música Toki Wo Koeru Omoi (Sentimentos que transcendem o tempo), tema do primeiro filme de Inu-Yasha também de mesmo nome, como tema desta fic porque ela combina com a atmosfera da trama, em um misto de romance, angústia e saudade. O sentimento, seja ele para o bem ou para mal, atravessa o tempo, perdura, se renova, se transforma. O tempo, que só ele cura ou alimenta o ódio. O tempo, que só ele cura ou alimenta o amor...

Legenda:

" " = Pensamentos dos personagens

– = Fala dos personagens

-x-x-x-x-x- = Passagem de tempo de um acontecimento para o outro

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– Hei, Kagome! Kagome! Acorda!

– Hã? Ayumi? O que foi?

– Eu é que pergunto! A aula já acabou e você nem se mexeu para arrumar a sua bolsa...

A amiga Eri aproximou-se preocupada.

– É, ficou olhando para o nada. Parece até que foi hipnotizada! Você está passando mal?

– Estou bem, meninas. Não se preocupem...

Na verdade, não estava. Sentia-se desanimada e triste. Mas não podia simplesmente contar as suas amigas o que havia acontecido. Até porque, envolvia a outra era. Yuka aproximou-se e teve que remexer na ferida.

– Já sei! Deve ser aquele garoto de quem você falou.

– É! Aquele ciumento, mal educado que te trocou por outra... – Completou Eri, mas as outras duas trataram de correr e cobrir-lhe a boca.

– Está tudo bem... Eu e ele terminamos mesmo... – Kagome levantou-se e colocou a mochila nas costas. Seus cabelos cobriam seu olhar. – Até amanhã.

Após a saída de Kagome, Eri conseguiu livrar-se das outras duas.

– Hei! Vocês estão querendo me sufocar?

– Sua tonta! – Então, Ayumi deu um cascudo na cabeça de Eri.

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Caminhando solitária pelo pátio do colégio, Kagome nem se deu conta quando passou por Houjou.

– Higurashi, como está a dor na coluna?

– O quê? – Levantou o olhar. – Houjou... “Acho que ele esteve falando com o meu avô...” Ah, sim... A coluna... Aquele emplastro que você me mandou ajudou muito... – Fingiu um sorriso. – “Pena que não sirva para coração partido...”

– Você não parece bem... Posso acompanhar você até a sua casa? Sabe, só para ter certeza de que vai ficar bem...

Ela estava muito desanimada para não concordar. Até que a companhia dele era agradável. Ele era um rapaz muito inteligente e gentil. Pelo menos, ele não falaria um monte de besteiras como as amigas dela. Ela não queria que ele subisse toda aquela escadaria do templo, mas ele insistiu em acompanhá-la até a porta de sua casa.

– Obrigada pela companhia, Houjou.

– De nada... Você tem certeza de que está bem?

Ela queria desatar a chorar, mas ao invés disso, engoliu sua tristeza e se despediu pedindo a ele para não se preocupar. Ele lhe entregou um vidrinho com uma essência perfumada e disse que era para dar alívio aos pulmões, por causa da gripe equatoriana que ela havia pego na semana anterior. Quando ele finalmente partiu, ela fechou a porta e repousou a testa na parede fria por um momento. A voz de um certo hanyou ecoou em sua mente. “Não preciso mais de você!” Ela despertou do transe quando sentiu Buyo acariciando-lhe as pernas. Ela tirou os sapatos, pegou o felino no colo e foi para o quarto. Jogou a mochila num canto, colocou o gato sobre a cama, separou uma muda de roupa e foi tomar um banho. Ao voltar para o quarto, primeiro foi até a janela. Observou distante o templo do poço Hone Kui e, sem-querer, deixou escapar um nome querido.

– Inu-Yasha...

Fechou a janela e trocou de roupa. Sentou-se na cama e ficou a fitar os livros sobre a escrivaninha. Na última semana era só o que ela fazia para esquecer. De casa para a escola, da escola para casa e afundar-se nos livros até desmaiar de sono, só para acordar novamente para ir a escola no dia seguinte. Mas, vez por outra, se lembrava do que acontecera na última vez em que o tinha visto.

-x-x-x-x-x- FlashBack -x-x-x-x-x-

Kagome sentou-se atrás do hanyou e o abraçou.

– Inu-Yasha, eu entendo você...

Ele se surpreendeu um pouco, mas aquele gesto o confortava. Colocou sua mão sobre a dela, que repousava sobre seu ombro esquerdo. Mas em seus pensamentos só havia muita confusão e sofrimento. A única certeza de que tinha era a de querer mantê-la em segurança.

“Kagome... Eu não me lembro do que eu fiz quando estava transformado. Isso nunca tinha acontecido antes. Da próxima vez que eu me transformar minhas garras poderão feri-la também. Eu não posso deixar isso acontecer, Kagome... Não posso...” Ele segurou firme a mão dela por um instante e depois a afastou com um tapa e se levantou. Kagome ficou ali, sentada na grama, segurando a mão que ele batera sem entender o que estava acontecendo.

– Inu-Yasha?

Ele mantinha-se de costas para ela. Era difícil ter que magoá-la.

– Você acha que eu me importo com aquelas pessoas que morreram, Kagome?

– Eu sei o que está fazendo... – Disse ela levantando-se.

Então, ele virou-se bruscamente e a olhou com tamanha seriedade que ela ficou receosa.

– Você não sabe de nada... O que você viu foi o verdadeiro Inu-Yasha! Eu, na verdade, até gostei de ter derramado tanto sangue...

– Mentira! Você só está dizendo essas coisas porque acha que eu vou embora! Mas eu não vou! Não vou abandonar você, Inu-Yasha!

Kagome aproximou-se e o abraçou. Ele queria desesperadamente retribuir aquele abraço, mas conteve sua vontade. “Tenho que convencê-la a partir... Perdão, Kagome...” Então, ele se separou dela e deu-lhe um tapa no rosto. Chegou até a arranhar-lhe a face. Ela cobriu o arranhão com uma das mãos e o encarou com os olhos cheios de lágrimas. Sua voz estava embargada.

– Eu não vou abandonar você...

Ele sentia um aperto enorme no peito, mas não podia fraquejar. “Tenho que afastá-la de mim!”

– Sua humana idiota! Você é mesmo muito burra! Você acha que todo esse tempo eu estive realmente preocupado em te proteger? A única coisa para a qual você serve é para achar os fragmentos da Jóia Shikon. Só que agora, já não faz diferença. O Naraku já tem praticamente a Jóia completa. É só pegar os fragmentos daquele lobo fedido e mais algum que estiver perdido por aí. – Cruzou os braços. – Humph! Moleza! Você já me encheu a paciência. Vá embora! Não agüento mais olhar para essa sua cara!

Ela colocou uma das mãos sobre o ombro dele, mas ele a empurrou violentamente, fazendo com que ela batesse contra o tronco de uma árvore. Ele praticamente gritava ao falar.

– Você é surda? – Fez um ar esnobe. – Anda, Kagome, o que está esperando? Se manda! Vou dar a você a chance de sair viva dessa história, desde de que me entregue os fragmentos que estão com você, é claro...

– Você realmente seria capaz de me matar por causa disso? – Mostrou o vidrinho com fragmentos.

– Me dê isso!

Ele foi até ela e a segurou pelo pescoço. Tomou o vidro de sua mão e a jogou no chão. Fingiu um sorriso triunfante.

– Não preciso mais de você! Se quer viver é melhor voltar para aquele seu mundinho esquisito enquanto ainda pode, senão eu vou acabar matando você...

Ele saiu caminhando enquanto ela, com a mão na garganta, tentava recuperar o fôlego. Ela cobriu o rosto com as mãos e chorou silenciosamente.

-x-x-x-x-x- Fim do FlashBack -x-x-x-x-x-

Uma voz familiar ecoou pela casa, trazendo-a de volta a realidade.

– Filha, já estou em casa! – Ao entrar no quarto, a mãe percebeu o olhar cheio de lágrimas da filha e sentou-se ao lado dela, sobre a cama. – Kagome...

– Não é nada, mamãe... Eu vou ficar bem agora que tudo acabou. Eu já estava cansada mesmo de ter que ficar correndo perigo por causa daquela maldita Jóia... Agora posso continuar a minha vida.

Olhou para a mãe e fingiu um sorriso.

– Kagome, você nunca soube como mentir... – Acariciou os cabelos da filha. – Não combina com você. Eu sei que está magoada e se não quiser me contar o que aconteceu, eu entendo. Não quero forçar você a nada. Mas também não quero ver tanta tristeza num rosto que sempre viveu sorrindo... Você sempre vai poder contar com a sua mãe, mesmo que não possa me dizer em palavras o que se passa com você.

A colegial já não agüentava mais. Precisava desabafar. Abraçou a mãe com força e desatou a chorar.

– Por que, mamãe? Por que eu tive que me apaixonar por ele? Por quê?

A mãe abraçou a filha, que soluçava compulsoriamente, tentando confortá-la.

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Na Era Feudal, Inu-Yasha estava sentado em um galho da Árvore Sagrada. Seus pensamentos eram só para uma pessoa. A queria de volta ao seu lado. Mas, acima de tudo, queria que ela estivesse em segurança. E enquanto ele não descobrisse uma forma de controlar aquele monstro que despertara dentro dele, o mais seguro para ela seria estar longe dele. Sentiu alguma coisa bater na sua testa, na verdade, uma pedrinha. Olhou para baixo e viu Miroku.

– Inu-Yasha, precisamos conversar.

– Pare de me encher, Miroku! Não estou com paciência hoje.

– Hoje, ontem, amanhã... Que diferença faz? Tem estado assim todo dia, desde que...

Rapidamente o hanyou desceu da árvore e, antes que o monge completasse a frase, foi erguido no ar pelas vestes.

– Eu já disse que não quero mais falar neste assunto!

Jogou o Monge para o lado e saiu caminhando. Ainda insistente, Miroku levantou-se e, tirando a poeira da roupa, aconselhou o amigo.

– Os problemas não se resolvem sozinhos, Inu-Yasha! Eles devem ser enfrentados!

O hanyou virou-se bruscamente e cerrou o punho.

– E por acaso eu pedi a sua opinião?

– Talvez esse seja o seu problema. Você sempre age como se estivesse sozinho, mas só que você não está! E agora a Kagome está sofrendo, do outro lado daquele poço, por causa desse seu medo idiota!

“Kagome...” Seu corpo tremia ao ouvir aquele nome.

– Você não entende... Ela poderia ter sido morta, por mim... Eu não quero acordar de mais um pesadelo como aquele e ter o sangue dela nas minhas mãos.

– Inu-Yasha... – Se sensibilizou com o amigo. – A Tessaiga é a sua espada protetora. Se você conseguir dominá-la, pesada como está, essa transformação nunca mais vai acontecer...

– Mas enquanto isso não acontecer, Miroku, eu não posso trazê-la de volta...

Inu-Yasha deu as costas e saiu silenciosamente. Silencioso também permaneceu o monge, pois não havia nada mais que pudesse dizer para tentar convencer o hanyou. Apenas retornou para a cabana da velha sacerdotisa.

– E então, Miroku? Conseguiu? – Perguntou Sango enquanto observava o monge sentar-se.

– Não, ele está decidido...

– O Inu-Yasha é mesmo um imbecil! Como é que ele pôde mandar a Kagome embora daquele jeito?! – Exclamou Shippou.

– Ela nem se despediu dessa vez... Já faz uma semana...

– Eu entendo como ele se sente, Sango. Só o que podemos fazer é esperar pelo melhor.

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Inu-Yasha parou diante do poço Hone Kui. Queria ir buscá-la, mas não podia. Lembrou-se do tapa que dera naquele rosto tão gentil e que tanto desejava ver novamente. “Me perdoe...” Um vento frio soprava e os primeiros flocos de neve começaram a cair. Ele olhou para o alto e fechou os olhos. Sacudiu um pouco a cabeça para livrar-se dos pequenos pontos brancos que se acumularam sobre seu rosto. Então, num único golpe, sacou a Tessaiga e golpeou as árvores atrás de si, destruindo a vegetação. Por causa do peso o hanyou não pôde manter erguida sua espada, deixando-a cair rudemente sobre a relva. Do meio da nuvem de poeira que o golpe levantara surgiu Kouga, falando em tom cínico.

– Hei, cara de cachorro! Você já foi melhor com essa espada...

– Ora, vê se não me amola, seu lobo fedido! O que está fazendo aqui?

– Eu não vim aqui para perder meu tempo com você, cachorrinho. Onde está Kagome?

– Humph! – Guardou sua espada. – Como se eu fosse dizer isso a você!

Indignado com aquela resposta, o youkai ergueu o punho.

– Se você não me disser por bem, dirá por mal! Então? Como é que você prefere?

Inu-Yasha sorriu e estalou as garras.

– Eu prefiro ter lobo para o jantar!

O hanyou avançou sobre Kouga, porém este era rápido demais para suas garras e escapou do golpe. Tampouco poderia usar a Tessaiga, pesada como estava. Kouga começou a tirar vantagem por poder desviar dos ataques.

– Há, há! Você é lento demais para me pegar, cara de cachorro!

– Seu lobo de uma figa! Pare de ficar saltando de um lado para o outro e lute!

– Parece que você não vai me dizer onde a Kagome está, então vou ter que ficar por aí até descobrir!

– Não perca seu tempo! Ela foi embora e nunca mais vai voltar!

Aquelas palavras soaram dentro da mente de Kouga como uma facada. Ele parou por um instante, tentando assimilar o que escutara e Inu-Yasha aproveitou para acertar-lhe um soco, bem no queixo. O hanyou recuou um pouco esperando que o lobo revidasse, mas este apenas alisou o local do golpe e encarou Inu-Yasha.

– Como assim ela não vai mais voltar? Para onde ela foi?

– Ela voltou para o mundo dela... Ou você realmente achava que a Kagome pertencia a este lugar?

– O que eu acho não é da sua conta! O que foi que você fez com ela? Foi culpa sua, não foi?!

Inu-Yasha nada disse e se desarmou daquela luta. Não fazia mais sentido brigar daquele jeito ali. Na verdade, ele deveria estar buscando uma maneira de controlar a Tessaiga. Ele virou-se e saiu caminhando.

– Não dê as costas para mim! Me responda! Onde a Kagome está? – Percebeu que seu oponente nem mesmo lhe dera atenção. – Inu-Yasha!

O lobo ficou ali parado até Inu-Yasha desaparecer no meio da floresta. Ele estava furioso, mas acima de tudo queria saber o que tinha acontecido a Kagome. De Inu-Yasha não poderia tirar nenhuma informação, mas... e quanto aos demais?

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Após escutar o desabafo da filha, sua mãe ficou a observar pela janela a neve que caía lá fora, bem leve e delicada. Kagome enxugou as lágrimas com a mão.

– Mamãe, me desculpe...

– Por que, minha filha? Não há vergonha no amor. Venha, eu quero lhe mostrar uma coisa...

As duas desceram as escadas e saíram da casa. Caminharam um pouco e depois pararam.

– O que foi, mamãe?

– Filha, olhe para toda essa neve que cai. O chão está coberto dela, assim como as casas, as plantas. É estranho você olhar para este solo que antes estava tão verde e agora vê-lo assim tão diferente. Você nem o reconhece mais, não é mesmo? Mas observe com atenção... – As duas se abaixaram e ficaram olhando para o chão. Então a mãe afastou a neve até encontrar o solo e nele um pouco de grama. – Apesar dessa cobertura fria, ainda existe muita vida aí embaixo. E não importa quanta neve caia e nem mesmo quanto tempo dure esse gelo, um dia vai acabar e a vida que está por baixo vai fluir novamente.

A mãe levantou-se e ficou observando a Árvore Sagrada, mas Kagome permaneceu sentada observando aquele solo ser coberto novamente pela neve enquanto sua mãe continuava suas sábias palavras.

– Com o amor, também pode acontecer a mesma coisa, minha filha. Ele fica tão soterrado pela tristeza que você nem percebe que ele existe. Mas ele surgirá um dia quando a neve se for...

– Eu não posso mais voltar, mamãe... Ele tomou os fragmentos de mim.

– E você acha que ele não virá buscar você, não é? – Notou a filha abaixar a cabeça.

– E por que ele viria? Ele já tem os fragmentos e... e a Kikyou... Não precisa mais de mim...

Sentindo a tristeza da filha, a mãe abaixou-se e ergueu-lhe o rosto, encarando-a.

– Você tem certeza disso, Kagome? Sabe, eu acho que se Inu-Yasha mandou você de volta sem ter como voltar por si própria, deve ter algum bom motivo, não acha? Tenha fé, minha filha... Essa é a base de todo amor.

Kagome lembrou-se das palavras de Inu-Yasha. “Se quer viver é melhor voltar para aquele seu mundinho esquisito enquanto ainda pode, senão eu vou acabar matando você...” Chegou a conclusão de que sua mãe tinha razão. Apesar do modo rude como a tratou, ele só queria ter a certeza de que ela estaria segura. A única coisa que ela podia fazer agora era ter fé e esperar.

– Mamãe, o que a senhora faria se a vida de alguém com quem a senhora se importa corresse perigo por sua causa?

– Que pergunta, Kagome... Eu não sei, mas acima de tudo, eu ia querer que essa pessoa especial estivesse feliz e segura. Mesmo que isso significasse eu não poder estar com ela... Por quê?

Kagome sorriu, o que deixou sua mãe mais aliviada.

– Por nada... Vamos tomar um chocolate bem quente?

– Eu comprei uma caixa de marshmelow porque eu sei que você adora.

As duas se levantaram e sacudiram a neve de seus corpos. Antes de entrar em casa, Kagome deu mais uma olhada para a Árvore Sagrada. “Por favor, Inu-Yasha, venha logo...”

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Na outra era, Inu-Yasha brigava ferozmente contra um youkai urso. Tinha que tentar de alguma forma, descobrir como manejar a pesada Tessaiga. O youkai praticamente se desfez com o único golpe que deu com sua espada, mas ela ainda era pesada demais para ser empunhada com firmeza. Guardou-a e refletiu um pouco sobre as palavras de Miroku. “..Você sempre age como se estivesse sozinho, mas só que você não está! E agora a Kagome está sofrendo, do outro lado daquele poço, por causa desse seu medo idiota!” Resolveu voltar ao vilarejo.

Continua no próximo cap...