Fronteiras Não Separam Um Grande Amor

27 Coisas Feitas Pelo Coração


Notas iniciais
Esperam que gostem!!! Capítulo narrado na terceira pessoa ok pessoal?Acho que assim fica melhor para expressar os sentimentos de cada personagem

O dia do debate de Laura se aproximava e ela estava cada vez mais nervosa, porem preparadíssima. Por mais que ela não enxergasse, ela era excelente em discussões: sabia defender seus argumentos, fazer com que os outros acreditassem nos dela e de quebra dissolver os argumentos alheios. Steve tinha razão ao dizer que ela tinha chances altíssimas de vencer este fórum. Laura fez questão de que Victor fosse com ela para se sentir mais segura e ele, obviamente, não pensou duas vezes e aceitou o pedido. Laura queria um amigo ao seu lado naquele momento difícil e importante de sua vida; Victor por sua vez queria uma chance de reconquistar aquela garota tão linda que um dia foi sua. Morango e Steve se falavam constantemente por celular e também pela internet.

Depois dos primeiros dias, na verdade logo após a conta do celular chegar, decidiram que seria melhor usar o telefone só em caso de emergência! Estavam apaixonados! Falavam-se todo dia e passavam cada minuto pensando um no outro; Laura ensinava a Steve coisas do “novo mundo” e Steve contava a ela coisas do seu mundo, coisas da guerra, contava de seus amigos daquela época e por fim acabou falando de Peggy. Este assunto nunca tinha sido abordado por eles, no começo Laura até pensou em pergunta-lo sobre seus antigos amigos e amores, mas resolveu esperar por uma atitude dele... Estava tudo muito recente ainda.

Laura estava certa em esperar pela atitude dele! E ele assim contou a ela sobre Bucky e também sobre Peggy, alguém que até não muito tempo atrás ele não gostava de falar, por deixá-lo em grande estado de nostalgia! Agora com Laura as coisas mudaram. Morango definitivamente ­ o trouxera para uma nova realidade e colocara Peggy em outro lugar do coração de Steve: No lugar das boas recordações! E para Steve o mais interessante de tudo é que só agora ele percebe que o que sentia por Peggy não era propriamente amor. Não era o mesmo sentimento que ele sentia agora por Laura, era admiração, talvez algo relacionado à adolescência, talvez porque Peggy fosse uma moça bonita estava ao seu lado na guerra. Com Laura é diferente, se houvesse uma guerra agora ele sabia que ela não estaria ao seu lado... Talvez estivesse contra ele. Laura era uma garota completamente diferente dele, ela era mandona, guerrilheira, às vezes arruaceira, ela não é nem um pouco militar, muito sensível e cabeça dura!

O que Steve sentia por Laura era muito maior do que ele já sentiu por qualquer outra garota. Era forte, era uma conexão, ele se sentia na obrigação de protegê-la custe o que custar, ela o fazia se sentir feliz, era com a imagem dela na mente que ele acordava todas as manhãs sorrindo. Foi com ela os momentos mais alegres que ele já teve, é sempre ela que está ali quando ele precisa de força. É Laura o motivo para ele seguir em frente, ela é sua melhor amiga e seu grande amor, e isto ficou mais evidente quando Laura entrou em coma e Steve sentiu um profundo vazio. Não é algo que se possa descrever, mas se você um dia já sentiu isso, com certeza entenderá. Ela era a garota com ideais mais opostos dele possível Mas, eram estas diferenças dela, que o completavam. E as diferenças dele a completavam. Como feijão com arroz! Não conseguiam se imaginar separados embora antes, estar juntos parecesse algo completamente inusitado.

Manuela estava se sentindo cada vez mais alienígena em Asgard e ansiava desesperadamente por sua volta. Desde o dia de sua chegada, onde chamou Odin de “Pudim” em sua recepção, as gafes e king kong’s era constantes. Manu se assustou no primeiro jantar, quando foi servido a Thor um javali assado INTEIRO e ele o comeu como um troglodita, com as mãos. Sem contar que gritos e rosnadas entre os homens ali era coisa extremamente comum! Thor com os amigos conseguia ficar mais cavernoso ainda, sem contar que ela não gostou nada, nada de saber que Thor havia traçado metade da população feminina dali. Ah ela fez um escândalo! E o pior: na frente de sua sogra Frigga. Frigga! Esta não está muito feliz com a escolha do filho, mas sabe que nada pode fazer, afinal “quem um dia irá dizer que não existe razão para as coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que existe razão?”. Por isso Frigga deixou que o tempo mostrasse a Thor que aquela ali não era a donzela ideal para o deus do trovão.

Todavia Odin não pensou desta forma. Fazia questão de deixar claro sua insatisfação com a presença de Manuela em Asgard! Em um dia, Manuela ouviu Odin dizer a Thor a seguinte frase:

– Se queres uma mulher midgariana, que seja! Mas prefiro aquela outra... A Jane do que esta louca que me trazes!

Nem precisamos dizer que ela ficou aos cacos! Se não bastasse ser chamada de louca pelo sogro, ela ainda foi diminuída perante Jane, a moça que ela conhecera no aniversário de Tony e que apelidara de “minúscula”! Ou seja, se ela é menor que a minúscula, Manuela é microscopia! Isso era demais para a jovem Manuela. Sem contar que alem de tudo ainda tinha Sif, a “amiga” de Thor que fazia de tudo para deixar sua estada em Asgard a pior possível! Sempre iniciava assuntos asgardianos estranhos na mesa, quando ela estava com Thor, falava de coisas que Manuela nunca ouviu falar. Certo dia Sif “sem querer” derrubou vinho em sua cabeça. Isso aí, na cabeça! Absolutamente revoltada Manuela partiu para cima de Sif, porém logo Thor e Frandall separaram a briga antes que ela pudesse meter a mão na cara da sujeita. Sif não era uma má pessoa, apenas queria se livrar da estrangeira que estava, ao seu ver, atrasando sua vida. Estar em uma comunidade viking já não era a coisa mais legal para Manu, agora estar em uma comunidade viking conhecendo a fama de pegador do seu namorado e de quebra sendo rejeitada pelo sogro... É demais!

Chateada e soluçando Manuela foi correndo até seus aposentos para fazer suas malas e dar o fora dali, seguida por Thor que a barrou em uma sala redonda que continha um grande chafariz negro em seu centro.

– Manuela espere! Aonde vais?

– Para casa! – choramingou de volta, ainda correndo e um pouco perdida.

Thor a puxou pelo braço para que ela o encarasse.

– Escute! Sei que está difícil se acostumar, mas você precisa conhecer o modo de vida asgardiano!

– NÃO!EU NÃO PRECISO! – gritou indignada, batendo os pés – Eu quero voltar pra minha terra! A Laura tinha razão quando disse que eu ia me arrepender de ter vindo! Eu acho que ela joga praga, porque tudo que ela fala acontece! Thor eu não aguento mais ver você comendo feito um ogro e rosnando, nem ver seu pai me olhar com cara de coruja seca e muito menos aquela piranha da Sif me perturbando! Eu nããããão agueeeeeeento mais! Eu quero sair daqui eu que...

Manuela falava sem parar e Thor estava começando a ficar assustado. Então ele fez o que ele sempre fazia quando eles tinham algum problema: Conversavam? Não! Se beijavam! Louca e desesperadamente. Todos os problemas deste casal eram resolvidos assim, não tinha isso de diálogo! Manu até que tentou estabelecer a lei do dialogo na relação deles, como Morango tinha sugerido, mas não deu certo: enquanto ela explicava como as coisas deveriam ser, Thor a beijou e isso a desconcentrou... Enfim, não deu certo!

O beijo deles ali na sala do chafariz prosseguia em tom desesperado, uma mistura de amor e ódio, e como era de se prever as carícias começaram a ficar mais quentes. Ela meio que sem perceber começou a tirar a camisa dele e ele tomou esta atitude como um “siga enfrente” começando a desabotoar a camisa dela. Desabotoou uns três botões e parou,levantou a do chão e beijou seu pescoço. Manuela em seu subconsciente tentava descobrir como tinha chegado àquela situação! Thor já não pensava muito em situações normais, naquele momento então...

Ao modo que as carícias aumentavam eles iam andando para trás a procura de uma parede para encostar, ainda com as bocas coladas em um beijo frenético. Até que Manu pareceu tropeçar e Thor a soltou para ver o que era e ela caiu. Ela havia tropeçado no pequeno degrau do chafariz e ela acabou por cair lá dentro, espalhando água para todos os lados. Um baita banho frio no fogo deles! Manuela caiu de costas em um grande mergulho, enquanto um Thor completamente escabelado e incrédulo observava a cena. Pois é... Não foi dessa vez!

– O que você esta esperando para me tirar daqui seu animal? – reclamou Manuela com a mão estendida

– Ah cla-claro!- Thor respondeu a puxando pela mão

Um clima de vergonha tomou conta do lugar. Manu não conseguia olhar para a cara dele e vice-versa! Não acreditavam que quase chegaram no “vamo ver” no meio de uma sala de estar! Que vergonha! Sem dizer mais nada, Manu completamente encharcada seguiu seu rumo até seu quarto, enquanto Thor ainda parecia chocado e paralizado ali, no meio do sala!