From water to wine...

3 Primeiro dia de aula...


Notas iniciais
Gente, se tiver alguém acompanhando eu adoraria saber tá? Kkk trouxe personagens novos pra vocês! Boa leitura!

Acordei com meu celular berrando na minha orelha, deslizei para desativar o alarme e me sentei na beirada da cama. Esfreguei os olhos e olhei em volta, nada parecia real ainda...

Me levantei e fui pro banheiro tomar um banho pra despertar, tomei banho, fiz minha higiene matinal e fui escolher o que vestir. Peguei uma calça jeans normal, uma camiseta baby look cinza simples, calcei meu all star branco e vesti um moletom. Fiz um coque abacaxi no cabelo.

Olhei no espelho, tava bom, não vou me maquiar uma hora dessa da manhã. Peguei minha mochila, ainda com os cadernos que usava na outra escola e desci as escadas em direção a cozinha.

Manu estava na cadeirinha alta, comendo cereal e bebendo leite.

— Bom dia nenê. – beijei a bochecha gordinha dela, que também já estava pronta pra ir pra creche.

Minha mãe que estava tomando café de frente com a pia se virou quando ouviu minha voz.

— Bom dia filha, já ia subir pra ver se tava acordada... – sorriu.

— Tava tomando um banho pra despertar, ver se me animo um pouco... Vamos? – perguntei claramente nada animada.

— Acabou Manu?

Manu fez que sim. Peguei ela no colo.

— Vamos então.

Minha mãe engoliu o café e pegou a bolsa dela e da Manu. Fomos pra garagem, coloquei a Manu na cadeirinha e entrei.

— Vou te deixar primeiro ta filha? – fiz que sim.

— Ta ansiosa Manu? – perguntei.

— Não... quero ficar em casa. – fez bico e eu ri.

— É, eu entendo o sentimento, mas aposto que seu dia vai ser melhor que o meu...

— Da pra vocês duas pararem de reclamar? – minha mãe disse irritada mas rindo. Dei risada.

Quando chegamos na minha escola, olhei em direção a ela, e mais parecia uma universidade, de tão bonita e grande.

Me despedi da minha mãe e da Manu, que me desejaram boa sorte, e desci indo em direção á aquele palácio.

Era realmente muito linda, passando os portões enormes por onde entravam centenas de alunos, havia um gramado lindo, e árvores que eu tinha quase certeza que eram centenárias, vários banquinhos de cimento, e uma escadaria que levava ao pátio interno. O pátio interno também era lindo, canteiros com flores que em volta eram bancos onde vários grupinhos de alunos se reuniam e conversavam, e bem ao lado o refeitório, com muitas mesas. Vi mais duas escadas, menores do que as da entrada, pelo que estava escrito uma levava a secretaria/diretoria, e outra levava ás salas de aula. Mais a frente havia um portão por onde eu via umas quadras além do mesmo. Fui em direção á secretaria.

A atendente estava concentrada e não me viu chegar ao balcão.

— Ahn... Bom dia? – arrisquei. Ela erguei os olhos dos papeis que assinava.

— Ah, me desculpa, bom dia... – me estudou por um momento – aluna nova? – assenti – Muito prazer, pode me chamar de Lúcia, eu vou ali pegar seus papéis... Qual seu nome e ano?

— Prazer, meu nome é Maya, e sou do 2° ano.

Ela sorriu, e entrou na porta atrás do balcão, voltou em poucos minutos.

— Ta aqui, Maya, perfeito. – ela juntou alguns papeis e me entregou – Maya, ai estão seus horários de aula, o número do seu armário e a senha, um mapa da escola que eu circulei onde a sua sala fica. Agora assina esse papel aqui por favor... – ela me entregou outro papel e eu assinei – E já está tudo certo, qualquer dúvida pode falar comigo, seja bem vinda a nossa escola, espero que goste. – ela sorriu prestativa e eu agradeci.

Saí da secretaria procurando minha sala no mapa, quando o sinal tocou. Me apressei, não queria ser a ultima a entrar na sala.

Foi fácil achar a sala e graças a Deus não tinha quase ninguém, nem o professor ainda. Me sentei na fileira da janela, na antepenúltima carteira, pra não parecer muito antissocial. Fiquei observando os alunos entrarem, e caramba, ser bonito parecida um pré-requisito pra estudar aqui.

Assisti as três primeiras aulas e entendi o conteúdo sem dificuldade, nenhum dos professores pediu pra que eu me apresentasse, fiquei muito grata por isso. O sinal tocou, peguei a carta do João, dobrei e coloquei no bolso, guardei os materiais na mochila e fui saindo da sala quando vejo a Maria encostada ao lado da porta do lado de fora.

Ela abriu um sorriso enorme quando me viu.

— Oi! Eu sabia que era você!

— Nossa, oi, como sabia que era minha sala? – sorri.

— Coincidência, ta na mesma sala da minha amiga... Mas achei que você estava no terceiro, que pena, queria que fosse da minha sala.

Uma garota com o cabelo ondulado, comprido e moreno iluminado, dos olhos pretos chegou e abraçou a Maria pelos ombros, e sorriu pra mim.

— Oi, eu te vi na sala aluna nova, o que achou até agora?

— Oi... – retribuí o sorriso – Até agora ta tranquilo.

— Ah, eu sou a Gabi, você é...?

— Maya, né? – Maria respondeu por mim, fiz que sim.

Gabi sorriu e depois se voltou pra Maria.

— Aliás, ta esperando o que? Cadê o bonito?

Maria revirou os olhos.

— Você sabe que quando os três estão juntos são lentos né?

Comecei a me sentir meio intrusa no assunto então achei melhor ir.

— Bom, foi bom ver você de novo Maria, e foi um prazer Gabi, mas to indo lá comer alguma coisa... – falei e olhei pro corredor tentando me lembrar o caminho pro refeitório.

— Ta doidona Maya? Você vai com a gente, esperai que só estamos esperando meu namorado... – ela olhava pra porta do 3°A – Ali, ele ta vindo.

Gabi, soltou ela e assim como eu ficou observando os três garotos que vinham em nossa direção, só podia ser brincadeira.

Um deles era bastante alto, tinha o corte de cabelo mais normal dos três, baixo e despojadamente penteado de lado, olhos verdes, sorriso muito bonito, e com certeza era o namorado da Maria, vinha sorrindo em direção a ela, mesmo que obviamente ainda falasse com os outros dois. Com um braço em volta da cintura dele, tinha outro garoto, um pouco mais baixo, parecia saído de uma revista de surfista, tinha o cabelo comprido, até os ombros mais ou menos, ondulados e meio bagunçados jogado para o lado, pele bronzeada e olhos também verdes, tinha um físico bem bonito também e era claramente o mais animado dos três. E por ultimo caminhando do outro lado do namorado da Maria, com as mãos no bolso, vinha um que tinha a mesma altura do surfista, mas tinha o sorriso mais sutil, e na minha opinião mais bonito dos três, seu cabelo tinha um corte assimétrico, era curto, porem sua franja era um pouco mais comprida e jogada de lado, não do tipo emo, mas num estilo Johnny Depp nos anos noventa. Cabelos negros assim como os olhos, e mandíbula muito marcada. Quando tirou as mãos do bolso pra ajeitar o cabelo, vi que usava muitos anéis, e usava também um brinco de cruz pequeno e prata em na orelha esquerda. Esse último olhou na minha direção e imediatamente voltei meu olhar para as meninas.

— Oi amor, desculpa a demora... – ele olhou pra mim – Oi... você é nova né?

— Uai, tem a nossa idade. – Gabi respondeu com um sorriso irônico.

Ele riu.

— Uau, é sempre bom te ver Gabi, oi também.

— Vocês dois, modos por favor... – Maria passou os braços pela cintura do namorado, empurrando o surfista que resmungou um “ai” claramente ofendido – E sim, ela é nova, e se chama Maya, Maya esse é meu namorado Lucas.

— Oi. – sorri, eles formavam um casal lindo. Vi pelo canto dos olhos o de olhos negros escorar o braço nos ombros da Gabi.

— Acho que alguém está tímida... – ele sorriu e disse me analisando de cima a baixo.

Ajeitei minha postura e olhei pra ele.

— Você não estaria? – respondi na lata.

Gabi pareceu gostar, por que abafou um risinho com as mãos, o sorriso dele também alargou, e é, ele era lindo mesmo.

— Ah, pode apostar que eu to. – ele me olhava nos olhos, mas não tive tempo de corar, por que o surfista nos fez quebrar o contato visual. Ele chegou e me abraçou apertado. Fiquei sem reação por um instante, mas ele nem teve tempo de notar pois continuou as apresentações.

— É o bonitão constrangido aí é o Gui, e eu sou o Biel, seja bem vinda Maya, vai ir comer com a gente? To cheião de fome.

Gabi revirou os olhos e deu um tapa no braço do Biel.

— Gabriel, o que já conversamos sobre invadir o espaço pessoal dos outros sem consentimento? Pelo amor de Deus...

Fiquei com dó da cara de constrangido dele.

— Não tem problema, ta tudo bem, prazer Biel. – sorri pra ele.

— Que bom, desculpa viu, vamos então? – ele pareceu aliviado e animado de novo.

Nos encaminhamos todos para o refeitório, todos conversando, obviamente já eram amigos a um tempo, imaginei que seria difícil me encaixar ali, mas eles estavam facilitando o máximo possível pra mim e eram todos muito gentis, e bonitos.

O cardápio do dia era pizza, compramos uma coca-cola na cantina pra dividirmos e nos sentamos nos banquinhos am volta das flores. Estavámos comendo e conversando banalidades, quando a Gabi se virou para o Gui.

— Cadê sua amiga? Não é assim que ela chama vocês pra escola toda agora?

— Começa não em, sabe que to tentando manter a educação com a Beatriz, mas ta difícil. Com sorte ela não veio hoje... – respondeu mau humorado.

— Então acho que ta com azar... – Biel apontou uma garota vindo em nossa direção.

Ela era bonita, e muito estilosa, Era morena, de olhos verdes, os cabelos compridos e repicados, usava jeans rasgados, coturno e jaqueta jeans, delineado gatinho, gloss e um brinco bem grande de pena. Tudo combinava perfeitamente numa vibe misturando country e rock.

— Oi gente, bom dia, tudo bem? – ela cumprimentou a todos sorrindo, mas pareceu não notar minha presença, o grupo se limitou a assentir e sorrir falsamente – Que bom... Gui, posso falar com você um minutinho? A sós?

Ele suspirou e jogou o resto de sua pizza no lixo, se afastando dali com ela logo em seguida. Eu não estava entendendo nada, mas achei ele meio grosseiro.

De longe era notável o desconforto dele e como ela estava nervosa e gesticulava muito com as mãos. Ele olhou em minha direção enquanto ouvia ela a contra gosto, engasguei com o refrigerante e desviei o olhar, percebi que a Gabi me observava.

Me levantei.

— Gente, eu já volto, preciso fazer uma coisa. – e saí desajeitada até o gramado do pátio externo.

Depois de me acalmar do constrangimento e de parecer uma curiosa, me sentei em um dos banquinhos debaixo de uma árvore enorme e peguei a carta do João no bolso da calça. Respirei fundo.

Ele era claramente meu primeiro amor, mas nunca esteve disponível tempo suficiente para explorarmos isso, então ficamos muito amigos, mas ambos sabíamos que havia um sentimento diferente ali. Abri a carta e comecei a ler.

“ Oi princesa, antes de qualquer coisa, me perdoa, sei que deve estar decepcionada por eu me despedir só com uma carta, mas realmente não pude ir até a sua casa a tempo. Eu sei que tínhamos assunto a resolver, e eu prometo eu não esqueci e não vou esquecer, por que eu gosto demais de você e vou sentir muita saudade de te ver todos os dias, das nossas brincadeiras, conversas e momentos. Mas isso não vai ser por muito tempo, por que vou aí te ver o mais rápido possível, já perdemos muito tempo não acha? Se cuida por aí.

PS.: Me manda msg quando ler.

Do seu dengo. Bjs.”

Quando dei por mim, estava sorrindo igual boba e com o coração quase saindo pela boca de tão acelerado.

— Alô? Terra chamando? – me assustei e dobrei a carta correndo, Gabi me olhava curiosa e com malícia.

— Meu Deus, que susto... – suspirei e ela riu.

— Nossa, tava concentrada, que isso ai? – ela apontou pra carta dobrada na minha mão.

Suspirei.

— Ah, algo mal resolvido lá da minha antiga cidade...

— Hm... Acho que eu estava enganada então. – ela se sentou do meu lado e fechou os olhos aproveitando a sombra fresca da árvore.

— Sobre o que?

— Sobre seu interesse no Gui. – arregalei os olhos.

— É, você se enganou bastante.

— Que bom, melhor pra você amiga, ali nunca mais se aproximou de ninguém, não sei nem como ainda anda com a gente. – eu só absorvi a informação.

— Não é pra tanto Gabi. – Maria chegou e se sentou do meu outro lado. – Ele tem os motivos dele, e você sabe disso.

— É pra tanto sim, nunca mais teve nada sério depois dela.

Deduzir ser a Beatriz.

— O que aconteceu entre eles? – me permiti ser curiosa, mas o sinal bateu assim que perguntei. Gabi se levantou e estendeu a mão pra mim.

— Vamos, outro dia eu te conto, já que você não está interessada né. – sorriu, eu ri e peguei a mão dela.

— Eu não to, já tenho a carta pra me dar dor de cabeça, obrigada.

— Que carta? – Maria perguntou enquanto passou um dos braços pelos meus ombros a caminho de volta pra sala, então expliquei pra ela brevemente sobre o João durante o caminho.

Lucas nos encontrou e junto da Maria voltaram para a sala deles junto com os meninos, e eu e a Gabi voltamos para a nossa.

O restante das aulas passaram normalmente, com exceção da Gabi que veio se sentar na carteira ao meu lado, e eu já me sentia um pouco mais confortável.

Notas finais
E aí?? Espero que tenham gostado, me dêem a opinião de vocês nos comentários, beijos até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.