From the Caverns Below
2 Capítulo 2- Morgana
Primeira coisa que fiz quando acordei foi puxar Dawn* e tentar acertar aquele velho podre, mas o que eu fiz na verdade foi sem querer acordar o Kanar.
—MEU DEUS ALÔ-Gritou a gazela escandalosa.
—Desculpa, sem querer te acordei- Respondi. Deus, como ele é fresco quando acordado.
Olho para o lugar e fico surpresa pela escuridão, talvez eu tenha visto um rato voltando para a toca, assustado com o grito do meu amigo. O máximo que consigo ver é um ponto brilhante atrás de mim.
Tentei me mover para achar uma porta, mas quando me levantei fui surpreendida com o teto ser extremamente curto, fico de joelho no máximo. Ganhei um calo como recompensa nessa descoberta. Vou levantar devagar na próxima vez que acordar em um lugar desconhecido.
—Meu Deus, onde estamos?- Perguntou Kanar, desesperado.
—Não faço a mínima ideia, se eu fosse expert em não saber onde estou, diria que estou dentro de um barril.
—Você tem algo aí para ajudar a gente? É madeira, é fácil de quebrar com um pouco de força e um objeto de metal.
—Ok, deixe-me ver o que eu posso fazer- Enfiei minha mão na minha bolsa -Hm… Primeira edição de Neon Genesis Evangelion não… Explosivos de nível D não… Alicate não… ACHEI!
Nossa, não achei que acharia isso, estou com esse troço faz semanas! Um exemplar de “Martelo Para Adolescente Edição #1”, disseram que só porque vendi meu primeiro perfume não queria dizer que eu deveria comprar literalmente a primeira coisa que aparecesse na minha frente. Parece que foi útil, perdedores!
Bati com força no buraco luminoso atrás de mim, e BOOM, uma parede a menos. Quando saí de dentro do lugar, tive uma surpresa: Aquilo realmente era um barril!
O lugar era um armazém de vinho, escorria a bebida pelos barris, era um porão cheio deles, chegava a sujar o lugar.
Olhei para Kanar, e seus olhos brilhavam em uma coloração azulada. Isso era o sinal que Uther estava falando com ele. Uther aparentemente é um falecido paladino que vinculou sua mente com ele e mantém uma conexão, deixando-o ver seu espírito.
—Tem pessoas vindo-Disse Kanar, apontando para o teto- Esconda-se!
Nós dois corremos e nos escondemos em um montinho de barris, eu cheguei a me sujar com a quantidade de vinho.
—Uther me disse que são dois caras de túnicas armados com duas adagas aparentemente envenenadas-Confirmou, e logo depois seus olhos voltaram ao normal.
No mesmo momento ouvi um barulho de algo se abrindo, e em seguida passos, de duas pessoas. No curso de Alquimia de Apolo Arno, falaram que em caso de luta, um alquimista deve ficar em um posicionamento bom para fazer suas poções e ajudar o time. Mas adivinha? Eu não ligo para o que Apolo Arno pensa.
Procurei na minha bolsa algo útil, mas o máximo que consegui foi um “Laboratório Portátil Edição #9”. Nossa, que saudade que deu do meu cinto de utilidade. Misturei uma coisa ou outra, e consegui algo legal. Uma poção de coloração vermelha, com uma finalidade de explodir com eles dois.
Sem pensar duas vezes, me levantei e joguei o frasco neles, mas infelizmente eu talvez tenha trocado sulfato de sódio por Ácido fluoroantimónico. Não foi o que eu queria, mas algo bom o bastante. Os dois caras começaram a gritar de dor, o que fez Kanar ficar furioso:
—Eu não acredito que você forçou um combate desnecessário! O grito deles está alarmando os outros!-Em seguida, mais cinco deles apareceram.
[Dawn é a adaga que Morgana conseguiu em uma missão. Ela não sai de casa sem ela no bolso. Alguns tem animais, outros diabretes, já ela tem uma adaga]
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