Eu avisei que ela era estúpida, disse Uther, agora vocês estão mortos.

—Kanar, acorda-Morgana balançou meu braço, sussurrando- Eles estão se aproximando, o que faremos?

—O que bons paladinos sempre fazem em caso de perigo das pessoas que amamos- Respondi- Nós lutamos.

Palavra de luz: Consagração!

Uma cor amarelada tomou conta do chão, consumindo o lugar aos poucos. Consegui ouvir barulhos de adagas sendo retiradas dos cintos de couro, e alguns deles perguntando do que se tratava a coloração amarela.

Morgana saiu da retaguarda e jogou mais de seus fracos nos inimigos. Eles gritavam de agonia, e quando abaixaram a guarda, eu terminei o feitiço, fazendo todos eles irem para os céus, destruindo todo o lugar, os barris começaram a explodir, derrubando todo o vinho na área. Com um pouco de opera no fundo, isso seria divino.

—Pegue as adagas deles-Disse Morgana- Nós vamos precisar.

Tem uma coisa vindo Disse Uther, assustado Proteja-se, ele é diferente de qualquer outra coisa que eu ou você já lutamos!

Senti algo agarrando meus pés. Mas não eram mãos ou cordas: O vinho do chão estava de alguma forma me impedindo de me mover aos poucos, eu sentia o liquido subindo pelo meu corpo e me apertando com mais e mais força.

—Admito que vocês deram mais trabalho do que pensei. Mas não foi muito esperto da parte de vocês derramar a fonte do meu poder ao redor de vocês.

Eu vi Morgana escondida por trás dele com sua adaga, Dawn. Ela preparava o bote, quando de repente um jato de vinho à jogo contra a parede.

—Qual a sua, seu velho caquético?- Gritou Morgana- Você tem poderes do vinho? Nem pra ter um poder de verdade você serve!

—Eu nunca disse que era vinho- Respondeu, rindo- Esse liquido na quais vocês estão mergulhados não é uma bebida alcóolica. O corpo de vocês está lotado com isso, e vocês não perceberam do que se tratava?

Meu Deus… Isso é..?

—S-s-sangue?!- Perguntou Morgana, quase tendo um ataque de pânico. Infelizmente, Morgana é uma Hemofóbica. Ou seja, ela desmaiou assim que caiu a ficha.

—Oh, ela tem medo?-Perguntou, se aproximando dela.

—SE VOCÊ TOCAR UM DEDO NELA, VOCÊ VAI VER!

—Eu não a culpo, sabe. Quando eu era mais novo eu também odiava a substância, mas quando você precisa explodir um padeiro de dentro pra fora para conseguir se alimentar, o medo some.

Palavra de luz: Legi…

—Oh, cale a boca- O sangue tampou minha boca, impedindo o feitiço de se completar- Eu sempre odiei pessoas iguais a você, sabia? Sempre certinhos, com sua baboseira de ética e honra, blah blah blah. Quer saber? Cansei de vocês. Durmam.

A substância me consumiu, me fazendo apagar.