From The Inside
33 Drastic Changes part - I = New rules
Notas iniciais
Três partes para uma grande história que não se pode contar em apenas um.
Nova vida, nova casa, novas regras.
Hoje as aulas começavam, seria legal ou não?
Ia lá saber. É tô realmente confusa... Tudo mudou tão rápido, as coisas mudaram tão de repente. Me sinto fora do meu habitat, como se eu não pertencesse a esse lugar, com razão, pois eu realmente não estava em casa; eu estava na casa de alguém que eu nem se quer conhecia, estava em um mundo que eu não conhecia.
Meus amigos de repente já não conseguiam me fazer sentir em casa, dentro desta nova vida todos pareciam desconhecidos; Luan estava distante, Lippe estava estranho, Noah... Nem sabia onde ele estava, Claire estava gigante e só sabia dormir.
Acordei e fui tomar um banho, vesti o novo uniforme que era uma blusa branca com o emblema da escola e a calça azul também com o emblema da escola. Todos já estavam prontos para a escola, dei um bom dia e desci para a garagem sozinha.
Thomas nos levaria para a escola, como sou adiantada pra ir pra escola me sentei ao lado do carro e esperei.
O tempo passou e nada deles, ah como eu odiava aquilo. Fiquei entediada e me sentei no chão.
− Oi.
Ouvi uma voz melodiosa e me virei. Era um garoto lindo, olhos azuis, pele branquinha, cabelo marrom e parecia um nerd; para completar o visu nerd, um óculos preto estilo Ray-Ban.
− Oi... − respondi.
− Sou Robert, ah... Deixa eu adivinhar, esperando o Thomas?
− É... Sou Mellody.
− Família dele? − ele perguntou confuso.
− Não, sou sobrinha de um amigo dele.
− Ah. Bom, vamos esperar juntos pois eu também vou com ele.
− Okay. Estudamos na mesma escola?
− Sim− ele respondeu com um sorriso.
− Legal.
Acho que dois segundos depois a galera toda desceu; então nos apertamos no carro fomos para a nova escola.
Ao chegar lá fiquei impressionada, a escola era toda branca e majestosa, mas o que dava a graça a ela eram os jardins. Já na entrada haviam varia floreiras com petúnias plantadas, haviam três árvores plantadas de forma que formassem um corredor de folhas e galhos, isso na entrada. Quando já estávamos dentro da escola tudo parecia mais majestoso ainda. A escola era sustentada por pilares de pedra, o piso era todo de mármore negro, as paredes também eram pintadas de branco; era impressionante o quanto a escola era limpa (contando com o fato de que branco aparece mais sujeira), a escola era linda.
Fiquei prestando atenção em tudo. De repente Luan me puxou e me beijou na boca, era mais um daqueles beijos quentes e delicados ao mesmo tempo.
− Nossa meu bem, quanto tempo faz desde nosso ultimo beijo. − disse ele com um sorriso tosco na cara.
− Muito tempo mesmo. − olhei no relógio. − Fazem exatamente trinta e oito minutos desde nosso ultimo beijo.
− Hahahahahahaha − rimos em uníssono.
− Acha que nossa nova vida vai ser boa? − ele perguntou pensativo, agora segurando minha mão.
− Talvez... não sei bem.
Ele ficou me olhando, então fomos procurar as salas e nos separamos.
Entrei na minha sala de cabeça baixa, não queria reparar em ninguém, queria ficar em meu mundinho, autistando com minhas maluquices. Me sentei em minha amada cadeira no canto da sala, e lá fiquei. Logo o professor de matemática chegou falando idiotices e se apresentando para todos, odiava primeiros dias de aula.
Finalmente o sinal do recreio bateu e eu corri, queria encontrar Lippe. Fui para perto da sala dele e fiquei esperando.
Como era de se esperar ele saiu acompanhado de trinta novos amigos. Quando me viu abriu um sorriso fofo e veio correndo.
− Oi, achei que tinha me esquecido. − disse ele sorrindo nervosamente.
− Você que me largou... − eu disse séria. − Me diz por que tem se afastado de mim, Lippe? − disse mais séria ainda.
Ele fez cara de quem tinha acabado de ser pego com a cueca abaixada.
− Ehr... Mel, ah... Éh... Olha, não é coisa pra falar aqui. − disse ele engasgando nas palavras.
Aí tinha coisa!!!
− Ok, quando puder me diz, quero saber o motivo disso. Sinto que quanto mais eu me uno a Luan, mais você se afasta. Não consigo entender.
− Eu te explico...
− Espero.
Odiava esperar explicações, isso era algo que realmente me irritava.
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Finalmente deu meio dia, saí saltitando feliz em sabe que estava indo pra algum lugar que podia chamar de casa.
Ao fim do almoço me deitei no sofá, Noah e Claire saíram para comprar roupas, Thomas e tio Daniel estavam trabalhando. Sendo assim eu resolvi dormir.
Abri os olhos assustada. Cheiro e barulho de discussão. Levantei fazendo silencio e me assentei na porta do quarto. Luan e Lippe brigavam...
− ...Existem coisas que mesmo que não gostemos temos que contar para as pessoas, é o caso disso, Luan temos que contar pra Mel!
− E o que ela vai pensar!? Lippe, esta questão já ta morta e enterrada. Não levante os mortos!
− Mas hoje ela me perguntou por que de eu estar me afastando!
− Responde a verdade caralho! Você acha que eu não sei que você ama ela?! − Luan disse.
Gelei na hora.
− Sei bem que você sabe; tanto que você tá com ela pra me contrariar! Luan você não gosta da Mel! Tá com ela pra me torturar, só pra isso.
Na hora eu ouvi uma pancada, como que um empurrando o outro contra a parede.
− Não fala o que não sabe seu lesado! − Luan disse agressivo.
− Luan, tudo que fez até hoje foi pra me torturar. Acha que eu acredito que tá com a Mel por que gosta dela. Sei por que tá com ela. Sei que é pra fazer ciúme.
Nessa hora me perdi na conversa.
− Tá, inicialmente não tava com ela porque gostava, e sim pra fazer ciúme. Mas comecei a gostar. Ela é legal!
− É isso Luan?! Tá com ela porque acha ela legal. Pois eu amo ela. E você me tortura.
− Não vai ficar com a Mel, Lippe.
Lippe suspirou. O que estava havendo?
Estava nervosa, escancarei a porta e olhei pros dois.
− Pegos no flagra. O que está havendo aqui. Que historia é essa de ciúmes e de que você me ama Lippe e que você Luan não me ama? O que está havendo?
− Mel, é uma história longa... − disse Lippe
− Então começa logo.
− Ah... Tudo começou há muito tempo, quando eu tinha dez anos. Eu e Luan nos conhecíamos a tempos, mas algo estava acontecendo conosco. De uma hora pra outra, começamos a sentir atração um pelo outro. Eu e Luan nos apaixonamos um pelo outro.
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