Notas iniciais
Boa leitura, galerinha

Caia uma garoa fina no cemitério de Phoenix, o que era raro considerando que a cidade era uma das mais quentes.

Mas era melhor assim, a chuva ajudava a esconder minhas lágrimas enquanto via o caixão sendo enterrado na sepultura.

Me chamo Maya Lahote e hoje estava sendo enterrada Jane Edwards, minha mãe. Ela morreu de câncer de mama ontem à noite.

Somente eu estava presente no cemitério, pois não tínhamos parentes. Ela era casada com Ronald Edwards, que sumia desde que ela descobriu o câncer.

Ele é um ser repulsivo que eu não gosto nem de pensar,ele é o motivo dos meus pesadelos.

Quando terminam de fechar a sepultura fui embora para a casa que estava acostumada a chamar de minha, mas como gastamos muito com o tratamento da mamãe não tinha mais dinheiro para o aluguel. Por isso que estou indo morar com a último pessoa que eu pensei que teria que pedir ajuda, meu pai.

Thomas Lahote, não sei nem se posso chamar ele de pai pois nunca convivemos como pai e filha, pois quando se envolveu com minha mãe ele já era casado e tinha um filho, então minha mãe foi apenas um caso para ele.

Como ele já tinha uma família, ele apenas me reconheceu como filha, mais era a mesma coisa que nada. Ele é casado com Lucy Lahote e tem um filho chamado Paul Lahote, que agora tem dezenove anos (dois anos mais velho que eu). Eles moras em uma cidade chamda Forks, no estado de Washington.

Peguei minhas malas no meu antigo quarto e sai para a rua em busca de um táxi.

Logo achei um e segui direto para o aeroporto, chegando lá fiz o chekin-in e aguardei anunciarem o voo.

- Passageiro do voo 563, com destino a Seattle por favor embarcar no portão três.

Suspirei, peguei minhas malas e segui em direção ao portão três .

- Passaporte por favor — pediu a fúncionaria.

Ela viu meu passaporte e me deixou embarcar. Chegando na minha poltrona me acomodei nela e me preparei para enfrentar 4 horas de vôo e mais duas de ônibus quando chegar a Seattle.

Havia um homem segurando uma plaquinha com meu nome escrito assim que cheguei na rodiviaria de Forks, eu não saberia dizer se era meu pai ou qualquer outro homem da tribo, mas caminhei até ele, que me guiou para um velho fusca.

Conforme nos aproximávamos de La Push, reserva indígena onde meu pai morava a chuva parecia aumentar, e isso só me fez soltar um suspiro, estava claro que eu nunca mais veria a luz do sol e aquela reserva seria minha prisão à céu aberto, além disso vou ter que lidar com minha madrasta e um meio irmão, acredito que eles me odeiam, pois sou a prova viva de que Thomas os traiu.

Assim que saí do carro um bando de meninos me olhavam de cima a baixo. Será que existe uma gangue aqui?

Ignorei e peguei minhas malas entrando na casa.

Vi que o homem entrou logo atrás de mim e ficou me encarando quando parei no meio da sala.

- Seu nome é Maya, não é? — ele perguntou — eu sou Thomas, seu pai.

Incrírivel, eu sou filha dele e ele ao menos nem sabia meu nome.

Thomas me disse que eu teria que dormir no sótão, porque não tinha mais quartos na casa e foi para lá que eu levei minhas coisas.

A decoração do meu quarto era composta por uma cama de solteiro feita de madeira, um enorme baú antigo na parede oposta à janela, um criado mudo que fazia par com a cama e uma escrivaninha de metal com partes enferrujadas.

Arrumei minhas roupas no baú e quando terminei me sentei na cama pensando o que seria de mim agora.

Sai dos meus devaneios quando ouvi uma batida na porta e ela se abrindo revelando Thomas.

- Maya, desça quero te apresentar sua madrasta e seu irmão.

Era agora a hora de enfrentar as feras, seja o que Deus quiser.

Notas finais
Nos contem o que você achou
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.