Frio jovem... O mundo em perigo!!!!
6 Capítulo 6 – Hiperbóreo... a primeira armadilha do inverno.
Notas iniciais

Eles viajaram por cerca de sete horas mantendo contato pelos comunicadores, vez ou outra monstros apareciam, mas nada com que eles não pudessem lidar com calma, por fim eles chegavam a Toronto, Thomas optou por descerem em uma floresta um pouco afastada da cidade para descansarem, depois eles seguiriam juntos pelo ar, Donner, Shadow e a moto de Thomas podiam aparecer sempre que chamados e eles podiam levar seus companheiros de terra um com cada, ele estipulou as duplas, Alt e ele, Damon e Alef, Steven e Eric. Logo eles se organizaram e fizeram uma pequena fogueira para se aquecerem, eles iriam descansar três horas e então seguir viagem. Thomas estava quieto, o que era estranho ele se limitava a falar apenas para comandar a equipe e agora estava sentado em um tronco com os companheiros ao redor da fogueira.
Os semideuses mal podiam crer que haviam chego até ali, sem problemas, além claro, do tempo cada vez mais congelante, a medida que avançam. O frio é intenso... aqueles que não são imune a ele, podem sentir em seus ossos o efeito do clima, em suas peles, o vento cortante a castigar-lhes... em suas vestes, pequenos flocos de neve alojando-se. Mas claro que Bóreas, não os deixaria seguir adiante assim tão fácil. Afinal, ele é o único a saber tudo que pode ganhar se a deusa não for resgatada, apenas ela pode indicar aos semideuses o valor daquilo que o deus agora carrega onde quer que vá. Assim, Bóreas sabe exatamente o que fazer, para que ali onde estão, seja o mais perto de Hebe, que eles consigam chegar.
Antes que possam pensar em como dirigir-se até Quebec, um barulho amedrontador toma os arredores, até que podem ver um nada amistoso hiperbóreo a frente deles. O hiperbóreo não estava muito pacífico. Era o inverno e ele deveria estar o mais calmo possível. Entretanto, o senhor do inverno havia lhe ordenado coisas e ele executaria.
Steven ao notar o hiperbóreo frente a eles logo se coloca de pé. Não iria atacar, apenas manter o monstro afastado para que os outros tivessem tempo de executar o plano que foi passado a todos pelos comunicadores embutidos em todas as armaduras. Retirou da bainha sua espada mágica, Frost e acionou sua munhequeira que tornou-se um escudo completamente redondo ao estilo grego, alguns metros do monstro e o fitou, ele sabe que o hiperbóreo, com certeza ficará agitado com sua presença, pelo fato de ser filho de Bóreas. Começou a brandir a espada contra o escudo praguejando em grego e avançado em direção ao monstro mas sem tentar um ataque direto.
Assim que sentiu a presença do filho de Bóreas o hiperbóreo agitou-se. Só de ele estar se levantando os barulhos já eram absurdos. Ao ver os semideuses "diante" de si o hiperbóreo rugiu e bateu ao peito.
(…)
Os semideuses não sabiam, mas as maçãs que apareceram sobre eles, na fogueira do Acampamento, criaram uma ligação deles, com a mente de Hebe, assim ela vê o momento que Steven, filho de Bóreas, avança sobre a fera, correndo o risco de cair em uma das armadilhas criadas por Bóreas.
_ PARE! — a voz de Hebe, surge como um eco em toda a região, parando o avanço do semideus, que ao olhar o chão em sua frente nota algo estranho.
A frente da fera, um poço de muskeg, escondido pela neve espessa que cobre todo o local, uma poça de lama, tipo areia movediça, só que de lama e se pisar com força cai instantaneamente em um buraco de 4 metros. Não fosse o aviso da deusa, o semideus estaria agora provavelmente morto, pois não daria tempo de um de seus companheiros socorrê-lo.
Ao perceberem, que seria impossível aproximarem-se da fera, os jovens precisam usar um nova estratégia, ataques longos, que coloquem fim ao hiperbóreo, sem que ocorra uma baixa entre eles.
(…)
Mesmo que Hebe quisesse deixar tudo nas mãos daqueles semideuses, naquele momento ela sentia-se agradecida pela ligação que seu poder havia feito entre ela e a mente deles. Pois não fosse essa ligação, naquele momento um dos bravos semideuses que arriscavam tudo para resgatá-la teria encontrado um triste destino, provavelmente levando Thomas com ele, pois ela sabe que o maior perigo que seu marido corre nessa missão que lhe foi proposta, é justamente dar sua própria vida para salvar um de seus companheiros.
Outro pensamento invade a mente da deusa, após ver o jovem seguro, quer dizer, o quanto alguém pode estar seguro frente a um hiperbóreo, é sobre a discussão boba que teve com seu pai, momentos antes de vir parar nos domínios de Bóreas. Seu pai apesar de no passado, ter sido um dos que zombaram de Hebe, tem conseguido conquistar o carinho da filha a cada dia, tratando-a com o respeito que merece, mas não naquele último encontro deles. O senhor do Olimpo, já cansado das mudanças de humor dela, nas última semanas, acabou jogando-lhe na face certas verdades, por estar nervosa, pelo artefato que já havia sentido falta, ela havia agido erroneamente com ele, agora estando ali presa, arrepende-se por ter brigado com o pai, pois não sabe ao certo quando voltará a vê-lo, para que possa pedir-lhe que compreenda os motivos que a levaram agir daquela maneira.
Toda a insensatez de Hebe, estava mexendo com todos, ela sentia isso, mesmo ali, quase sem ter nenhum de seus sentidos trabalhando corretamente, enquanto sentia o seu corpo mortal, cada vez mais congelado. Algo que ela não entendia, é como mesmo em meio a raiva, o deus lhe permitira viver, talvez a sede dele por uma batalha, tenha feito que entendesse que caso a mantivesse ali, outros viriam até seus domínios mais rapidamente, do que se ele simplesmente a destruísse. Mal sabia ela que Zeus sentia-se naquele momento, da mesma forma que ela, sentado em seu trono, pensando na filha, triste ao lembrar que no último encontro que tiveram, estavam discutindo, como não ocorria a muitas eras.
(…)
– Minha parte, espero vocês! — a voz de Alef, se faz ouvir entre eles, sendo prole de Poseidon, o rei dos mares, boa parte de água flui de dentro dele, que a direciona para o hiperbóreo com um olhar amedrontador que nunca havia feito. Parecia estar em guerra com ele. — Hey, aqui! Discos de água! — ele tenta distrair o monstro, logo depois direciona as mãos para o mesmo e vários discos de água saem em alta velocidade, saem da mão do semideus. Com um aceno de cabeça, informa os outros que o plano pode prosseguir.
Damon respira fundo e corre para o lado do Gigante, ele então pega a espada que recebeu de Ares e faz a mesma entrar em ignição, eram as chamas do medo, bom se os outros olhassem teriam problemas mas era a maneira mais fácil de Damon cumprir sua parte, ele arremessa a mesma em horizontal fazendo com que a Espada passasse em frente aos olhos do Gigante.
Após o surgimento do hiperbóreo Altamir levanta-se recuando um passo, acionando a armadura, na mesma hora o rapaz relembra a estratégia de Thomas. Após o ataque de Damon ele ergue seu cetro, concentrado no que precisa fazer.
– Invocação Terciária — o cetro de cobalto aparece em suas mãos, sabia o que fazer. Apontando o cetro para o hiperbóreo, ele usa um feitiço que nunca tinha tentado em uma criatura tão grande. — Subvolo — O hiperbóreo é elevado do chão, Altamir concentra-se ainda mais, para impedir que ele voltasse ao chão. Era meio difícil, mas não impossível. Ele então assim como os outros, fica aguardando a seus companheiros deem continuidade aos ataques.
O hiperbóreo tinha apenas um propósito. Atrapalhar. E claro, Bóreas sabia que os semideuses iriam resistir então não escolhera um hiperbóreo normal. E também, não o deixara "indefeso". O deus concedera ao hiperbóreo defesas e ataques nada comuns a espécie. O hiperbóreo viu um semideus apontando a arma para ele mas, ignorou, resolvido a deixá-lo por último por considerá-lo magro demais,
Ao ver a espada passar diante de seus olhos o hiperbóreo irrompeu em medo.
O que é um pouco trágico para os que lutavam com ele, pois a natureza de um animal amedrontado, é apenas uma, ele ataca. Ele bateu o pé rapidamente, batendo com a lateral do pé no semideus que estava perto. Ele urrou e bateu no peito novamente e dois dos poderes concedidos por Bóreas acionaram-se.
Um era o frio. Como se o deus previsse que eles estariam de roupas antitérmicas o deus deu tal poder ao hiperbóreo. O frio agora era transmitido pelo olhar do monstro. E claro, não podia ser evitado. Não era necessário o contato visual, apenas ficar na mira dele e sentiria um frio descomunal.
O gigante iria avançar quando foi levantado e o segundo poder entrou em execução. Ele era um ser racional. Por isso foi escolhido. Ao ver a fonte do "problema" logo a minou. O gigante urrou e fechou os punhos fazendo com que ventos girassem ao seu redor afetando ao equilíbrio de todos. O vento girava sobre sua cabeça o ponto contra o chão.
O cetro que o estava fazendo levitar foi dado pela própria deus Hécate . Entretanto, o hiperbóreo também tinha o apoio dos magos do norte. Seus globos oculares ficaram totalmente azuis. O poder dos magos. O cetro do semideus perdeu o brilho pondo o hiperbóreo no chão novamente. Não que o poder dos magos fosse maior que o de Hécate, porém, digamos que a deusa havia tomado um partido. O hiperbóreo continuou o ataque. Ele fixou os olhos no semideus que segurava o cetro e abriu a boca assoprado com toda a força nele.
Thomas via toda a cena querendo explodir o hiperbóreo, mas ele tinha que zelar pela equipe, ele logo que vê Steven ser atacado e pensa... a armadura aguenta... Logo ele vê Altamir ser escolhido como alvo, ele então usa seu poder soberano dos ventos e faz os ventos quentes do sul tomarem conta do local diminuindo o frio, ar frio e quente quando se encontram causam tornados. Thomas foca um pequeno tornado prevenindo Alt do sopro gelado. Ele logo dá um comando mental para Nibelum seu dragão que libera uma onda de chamas brancas na direção do hiperbóreo, chamas invencíveis que só apagavam depois de consumir seu alvo.
O hiperbóreo sentira uma drástica mudança climática. Ele iria tratar de reverter a situação. Os ventos do sul não eram nem um pouco bem-vindos. Estavam em um dos extremos do norte e no meio do inverno. Entretanto, seria atacado por um poderoso fogo. Mas, claro. Ele estava preparado. Um dos poderes que Bóreas tinha ensinado o hiperbóreo a usar entrou em ação.
O pelo dele ficou espeço. Como se fosse uma segunda pele impermeável.
Era como se a pele dele fosse de aço. Esta habilidade ele vira um dos generais de Bóreas executar e teve poder para reproduzi-la. O fogo o atingiu. Uma camada de calor estava na pele dele. Que não queimava, porém, estava quente. O calor não era algo insuportável. E nem com que se preocupar.
O gigante virou-se para o tornado que chocou-se contra sua pele inflamada. Ele soprou no tornado que foi ficando gelado e se desfez. O semideus podia convocar os ventos do norte. Porém, o hiperbóreo convocava os do norte. E os do norte não estavam muito longe. Estavam em seu território e em seu tempo. Em poucos segundos rajadas de vento chegaram girando o hiperbóreo. O clima mudou novamente tornando-se frio novamente. A neve que estava derretendo parou e ficou sólida novamente. O frio não simplesmente voltara, porém, voltara implacável.
A mudança do clima por conta do vento sul, afetou Steven. O chute do hiperbóreo teria causado danos mais graves. O fogo lançado contra o monstro não teria feito o efeito desejado. Mas isso não poderia durar muito tempo. A pedido do líder resolveu manter distância tentando distrair ou quem sabe chamar a atenção do monstro. Ele afasta-se brandindo a espada contra o escudo com brutalidade fazendo o barulho ecoar pela montanha assim tentando distrair o hiperbóreo.
– Oh monstrengo! Olha eu aqui! — Alef fala enquanto acerta um disco de água na cara dele e recua alguns passos enquanto alguns flocos de neve iriam se agarrando a sua armadura. Com uma mão ele manda os discos de água e com a outra aperta o comunicador. — Andem logo, façam suas partes, eu não posso ficar o dia todo aqui! — ele tira a mão do comunicador e a coloca na frente do corpo mandando mais discos de água.
–Tsc! — Damon resmunga ao ver o resultado do plano, ele então sussurra no comunicador que recebeu de Thomas para que pudessem efetuar planos e melhorar o combate em equipe. — Escutem, vou usar um poder e paralisar ele, após isso usem tudo puderem para acabar com ele. — Damon então respira fundo e bate o pé no ritmo no ritmo da música, ele então começa a cantar A Arte do Insulto da banda Matanza, o mesmo sacudia a cabeça como se realmente estivesse ouvindo a música na cabeça.
Eric como lhe fora ordenado, apenas fica quieto mexendo no fogo da fogueira, todos estavam apanhando de certa forma porém isso não o comovia, sequer olhava em direção a eles, mesmo assim estava odiando o frio que estava fazendo, no auge da batalha a fogueira se apaga o que o irrita mais ainda, respira fundo tentando manter a calma e espera ordens...
Assim que o frio tomou o local Altamir agradeceu mentalmente a Thomas pela proteção térmica na armadura. Seu ataque tinha funcionado, por um certo tempo, até os olhos do hiperbóreo tomarem uma cor azul. O cetro do nada foi "anulado", ele nunca tinha visto isso acontecer, o hiperbóreo voltou ao chão e atacou Steven, o dragão de Thomas lançou chamas no monstro, mas parecia não surtir o efeito desejado. Alt fica com raiva do monstro, não sabia o por que, mas não aceitava ele ter anulado seu cetro. Após o aviso de Damon, já sabia o que fazer. Apontou o cetro novamente:
– Gaudete — Uma dor interna no estômago do hiperbóreo, era excruciante. Podia partir rochas e abrir cortes externos. Estava com raiva, ódio.
O hiperbóreo em pouco tempo quase fora reduzido a nada. Ele agora ouvia um leve canto que era doce. Até invadi-lo por completo. O hiperbóreo paralisou-se. Ele podia ver os semideuses agindo mas, não conseguia dar importância. Ele estava em um transe
Durante o transe o gigante sentira o fogo ardendo em suas costas. Seu poder estava perdendo a estabilidade e ele começava a sentir calor de mais. De repente, ele sentira uma dor dentro de si e percebera que vinha do cetro. Porém, não podia fazer nada. Aliás, sentia apenas um pouco de dor. O quanto o encantava a ponto de fazê-lo esquecer de tudo.
Até certo tempo. Quando o fogo começou a alastrar-se pelo corpo do hiperbóreo ele saiu do transe. Claro, não tinha poder o suficiente para isso. Porém, o fogo de dragão causava uma dor que era bem suficiente para isso. E com a ajuda dos magos ele saíra do transe.
Ele urrou de dor. Sem o transe a dor viera com toda a força. Seu pelo, mesmo grosso e espeço, começava a ser consumido. Ele só teria alguns minutos mas, tinha um propósito. E iria concluí-lo. Na verdade, já havia concluído. Ele atrasara os semideuses o momento exato da ultrapassagem.
O hiperbóreo tomado pelo pânico e dor deu seu último ataque. Ele uniu as mãos entrelaçando os dedos e a baixou. Estava claro que ele iria cair, mas, ele já não aguentava-se mais em pé.
O seu último ataque não se saíra tão bem. Ele havia mirado no menino com o cetro de cobalto. Seus braços caíram para o lado e ele abriu a mão e conseguiu acertar o garoto. Porém, já não tinha força. A única coisa que caiu sobre o garoto foi o peso da mão do hiperbóreo.
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