Frio jovem... O mundo em perigo!!!!

7 Capítulo 7 – Alef... O filho do Mar!


Notas iniciais
RESUMO DO CAPÍTULO: O que está acontecendo no acampamento, enquanto os jovens lutavam contra o hiérbóreo? Relembrando o último encontro do filho do mar, com a senhora da juventude.

Éolo, começa a sentir os efeitos de tudo que está acontecendo, quando seu controle sobre o vento some. No epicentro de seu descontrole, encontramos o Acampamento meio sangue, sendo invadido por tufões ameaçadores e ventos incrivelmente cortantes. Hermes, vendo toda a bagunça, não perde a chance de fazer mais uma das suas, não importando-se com o caos reinante no Acampamento, o deus, esconde todas as armas e itens mágicos dos campistas... como será que os semideuses protegerão ao local sem seus preciosos itens?

Cada vez mais, as criaturas do inverno, ultrapassam a barreira do acampamento, isso por si só, seria um enorme problema, não fosse o fato de Bóreas, estando com o artefato da deusa da juventude em mãos, poder fazer voltar a vida uma vez mais, cada uma de suas feras. Mais um noite difícil no acampamento.

(…)

Naquela manhã, cada um dos semideuses, ao saírem de seus chalés, olham para os céus, tranquilos pela primeira vez, desde que Lady Hebe havia sido capturada. Naquele dia finalmente o clima, havia voltado ao normal, talvez com a saída da missão de resgate, Zeus tenha ficado mais tranquilo, recuperando o controle sobre o clima em todos os cantos do mundo, ou apenas a barreira do acampamento tenha finalmente sido refeita.

Por todo lado, via-se jovens cabisbaixos, olhando para os estragos em todo o lugar, muita coisa estranha aconteceu o acampamento, naquele curto espaço de tempo, cada um dos eventos, causando um prejuízo diferente aos semideuses, ou a estrutura do acampamento. O pior, era que mesmo que os estragos tivessem ocorridos em dias diferentes, nada havia sido reconstruído ainda, pois cada vez que pensavam em começar o trabalho, algo novo acontecia.

Outros andavam preocupados, pensando nos amigos que estavam longe, indo salvar a deusa e claro a todos, já que o fato dela estar em apuros, parecia estar mexendo com os demais deuses de uma forma estranha e inexplicável para todos.

No primeiro dia, o estrago já foi grande... um raio caiu nos estábulos, queimando boa parte deste, os animais nervosos soltos pelo acampamento, a estrutura toda danificada, não apenas pelos raios, mais também pela tempestade que alagou ai, entrando por buracos causados pelo incêndio. Não fosse a forte chuva que caia no momento do incêndio, todos os estábulos teriam transformado-se em cinzas.

A arena, em algumas partes estava parecendo uma lagoa, necessitando urgente de uma drenagem, para que todos pudessem voltar a treinar normalmente, a lama no local fazendo os semideuses atolarem seus pés se andassem sem cuidado por ali.

Como explicar aqueles jovens que pensavam estar em segurança ali, que após serem assolados por toda aquela tempestade, o clima tenha ficado nebuloso durante aquela noite, o acampamento já bem devastado sendo invadido pelos monstros do submundo, enviados com toda certeza por Lorde Hades, para destruir a todos.

Não fosse a ajuda de Ares, aumentando neles a vontade de lutar, o plano do deus teria sido devastador para todos. Muitos foram os que se feriram naquela noite, que parecia sem fim, outros tão cansados de lutar que agora, pouco podiam ajudar na reconstrução do lugar.

Para aqueles que do frio dependiam para estarem bem, sofreram de forma horripilante com o calor vindo das forjas de Hefesto, quando este aumentou o volume diário de seu trabalho, o fato de todos parecerem não ser capazes das menores ações naquele dia escaldante só piorou tudo, afinal, o azar de todos estava tão nítido naquele dia fervente, que qualquer coisa que fossem fazer, simplesmente parecia impossível.

Talvez a noite anterior, tenha sido a mais difícil de todas para os semideuses, afinal, como lutar em meio a um vendaval, com risco de um tufão levantar eles do solo e... sem armas. Até mesmo os filhos de Hermes, tão acostumados a roubarem dos outros semideuses algo de valor, ficaram boquiabertos com o que o pai fez.

Em meio aquela balbúrdia que o acampamento estava, sendo invadidos pelas feras do inverno, todos já meio esgotados, os obrigar a lutar sem suas tão queridas armas, foi um tanto exagerado por parte do deus. Sem esquecer, do campo de morangos, sempre tão belo, hoje estar devastado por um dos tufões de Éolo, que por ali passou, sem piedade alguma. A Casa Grande, mostrando enormes buracos o teto, onde telhas foram carregadas pelo vento.

Mas não hoje... hoje o silêncio era tudo o que havia por todos os lados, enquanto eles encaminhavam-se ao refeitório para a primeira refeição, todos já haviam sido informados, antes de deixarem seus chalés, que hoje não haveria treinos, era necessário zelar para que o acampamento voltasse ao seu normal, arrumando tudo que foi destruído.

Mas eles não ficavam tranquilos, com o fato de nada estranho estar acontecendo, pois sabiam que com certeza, lady Hebe ainda estava em perigo, assim, aquele silêncio poderia significar que a missão havia falhado, ou que uma outra divindade estivesse preparando algo ainda mais letal para todos. O silêncio não era nada tranquilizador, estar ali, sem saber o que poderia acontecer, ou quando, ou com quem, deixava todos em alerta.

O refeitório sempre tão animado, com as conversas de todos, hoje parecia mais uma cripta, todos de cabeça baixa, comendo em silêncio, outros olhando seus pratos cheios, sem conseguirem sequer pegar algo.

A cada pequeno barulho, todos erguiam-se prontos para atacar o que fosse, o medo estampado em muitos rostos, a determinação em outros, mas na maior parte, eram apenas copos que caíram, ou semideuses cansados arrastando seus pés. Até mesmo o canto de um pássaro os deixava apreensivos, tanto ocorreu, que agora era difícil, quase impossível, acreditar que teriam um dia de paz.

Zack, o conselheiro do chalé de Hebe, estava saindo dele, pensativo, lembrando da última vez que havia visto a mãe, quando esta descera do Olimpo, em meio ao treino de Alef, um dos semideuses que hoje iam ao seu resgate.

“Se tirarmos o marido de Hebe daquele grupo que estava indo ao seu resgate, o último daqueles semideuses a ter tido algum contato com a deusa, antes de seu desaparecimento, havia sido Alef, em um dia de atividades normais do acampamento a deusa estava observando o rapaz treinar, próximo a ele uma de suas proles, Zack, conselheiro de seu Chalé também o observava, como ela, estava curiosa em saber como o filho havia recebido a notícia de que teria tal cargo, havia decidido aparecer para os dois semideuses ali na arena. Momentos após Alef, ter invocado um cão infernal para treinar suas habilidades.

No momento em que o rapaz consegue transpassar o animal com sua espada, uma névoa densa e branca toma todo o local, é possível sentir em meio a ela, uma certa paz, algo que indica que uma divindade que tem isso em seu ser está em meio aquela estranha névoa que surgiu de repente. Ele nota que a névoa parece brotar dos céus, descendo até a terra em linha reta, antes de espalhar-se por toda a arena. O rapaz mira o centro da arena, de onde a névoa começa a manchar-se de vermelho, apenas uma sombra a princípio, mas que materializa-se aos poucos em um belíssimo vestido.

A dona dele então surge, caminhando lentamente, uma deusa, com os cabelos presos em um coque frouxo, usando aquele longo vestido cor de sangue, com um doce sorriso estampando o seu rosto, os olhos brilhando, exaltando bondade. Ela para em frente ao semideus, ainda com a mesma expressão, ao dirigir-se ao rapaz.

– Vejo que andastes treinando muito, filho de Poseidon, suas habilidades estão cada vez melhores!

(…)

A prole de Hebe acordará cedo hoje, depois de receber os novos poderes junto de seu mais novo chicote, ele queria e devia treinar estas novas habilidade que acabará de ganhar de sua mãe. Ele não era muito de gostar de luta e tudo isto, mas isto não queria dizer que ele não sabia, então logo pra continuar com isto em sua cabeça, deveria se preparar melhor para se precisasse usar da força física para resolver as coisas, estar bem preparado, então nada mais justo do que usar tudo aquilo o que ele tinha a sua disposição.

Logo o mesmo pula rapidamente de sua cama logo cedo e vai em direção ao banheiro, fazendo tudo o que fazia normalmente. Sai do banheiro revigorado e animado, veste a camiseta laranja do acampamento, calça jeans e tênis Nike e pega seu mais novo chicote e sair chalé afora indo em direção a Arena. Adentrando na arena o semideus pode perceber que havia tido uma luta e tanto naquele local, ele vê o filho de Poseidon exterminando um cão infernal e logo após isso, sua mãe surgir em meio uma névoa densa. Com a chegada desta, Zack resolve aproximar-se.

– Olá lady Hebe. -Zack sorri e se vira para o tal semideus e completa sua fala. — Não te conheço, mas posso perceber que és um excelente lutador.

– Olá Lady Hebe e obrigado semideus! — Alef sorri de canto e toca na espada que transforma-se novamente em um colar com pingente de punho cerrado e coloco em meu pescoço, fazendo uma reverência a deusa — Lady Hebe, se não se importa, tenho que treinar! — com outra reverência e aceno para o semideus que é o filho de Hebe. — Não posso parar de treinar Senhora, mas se precisar de algo, eu interrompo meu treino para lhe fazer esse favor!

– Olá Zack. Como está? Espero que tenho gostado dos presentes que lhe dei, e Alef, por favor continue seu treinamento, foi por vê-lo lá do Olimpo que desci, além claro de querer certificar-me que Zack recebeu meus presentes.

– Estou bem e com a senhora ? Espero que esteja... e a questão dos presentes, lhe agradeço desde já, adorei o chicote e os poderes que veio junto à ele. — Zack olha agradecido para sua mãe e logo percebe o que ela diz para o semideus, ele não era qualquer um, ela descera do Olimpo para ver o treinamento dele, é claro que veio pra ver Zack, mas ver o semideus em ação seria o auge de sua decida.

– Fico feliz que tenha gostado, reservei especialmente para quem fosse ser meu conselheiro, não seria agradável se tivesse errado em minhas escolhas.- A deusa olha carinhosamente para o filho, que desde o primeiro momento em que ela teve contato, sempre procurou honrá-la, por esse motivo o fez conselheiro de seu chalé, sabe que ele conseguirá cumprir as funções devidas.

Alef então retira um colar com pingente de tridente e ao tocar nele transforma-se em uma adaga que poderia retalhar alguém ou até mesmo esquartejar, afastando-se um pouco deles e encaro o nada a minha frente.

– Invocação! — ele fala um pouco alto como da primeira vez e dois cães infernais aparecem latindo pra ele, cercando-o — Agora não criaturinha! — usando "passos de anjos", poder que Hermes lhe deu, que aumenta sua velocidade, surpreendendo o animal, surgindo às suas costas, Alef desfere um golpe certeiro com sua adaga, rapidamente passando para o outro lado dele, passando a adaga em formato de tubarão com força na cara do cão e o mesmo vira pó. — Agora é sua vez garoto! — ele fala enquanto encara o outro cão que rosnava furioso quase arrancando pedaços dele com seu olhar — Venha! — chamo ele com minha mão e começo a girar em volta do mesmo muito velozmente fazendo um círculo em volta dele. — Discos de água! — a água flui de dentro de mim acertando o cão em todo o lugar e o mesmo se desintegra virando pó.

Ela então observa atentamente todo o desenrolar do rapaz, invocando as criaturas e investindo sobre elas, mesmo ela pouco ligada a lutas, sabe identificar alguém que leva cada quesito do treinamento a sério, poucos são os semideuses que tem isso, essa vontade de provar-se e chegar longe. Mas, quando ele termina, a deusa resolve ver o que mais ele pode fazer, até que ponto ele já desenvolveu seus poderes, ela olha para Zack, sorri para ele antes de sussurrar algo para que só ele escute.

– Farei algo que acho você não imaginaria sua mãe fazendo. — ela então fecha seus olhos, elevando a mão aos céus, antes de uma luz brotar entre seus dedos, que ela direciona para o filho de Poseidon, assim que ele é envolvido pela uz verde que sai da mão da deusa, seu corpo treme, começando a enrugar-se, ao estender a mão ele percebe as rugas de um idoso. Hebe então olha séria para ele, falando de forma clara, já menos doce, ela fica assim quando envolve-se nos treinos de algum semideus, algo raro, é claro. — Teu corpo tem agora 70 anos, mostre o que pode fazer com os movimentos mais lentos.

Zack não era de ir na arena frequentemente mas em alguma ocasiões ele vira filhos de Ares fazendo aqui, mas um filho do rei do mar? Aquilo era novo para ele, Poseidon tinha outros filhos, mas aquele era o que se destacava mais na opinião de Zack., que percebe que sua mãe diz algo em seus ouvidos palavras doces como sempre, e logo ri fraco esperando o que sua queridissima mãe irá fazer. Ele fica de boca aberta, como vira sua mãe fazendo aquilo, como ela mesmo havia o avisado, mas aquilo deixou Zack tão surpreso quanto ele apostava que o filho de Poseidon estava, logo Zack pode reparar mais na aparência que ele adquiriu, parecia um senhor idoso, parecia não, ele agora era um senhor de idade, até que sua mãe revertesse o que fizera.

– Boa sorte, filho do mar. — Zack diz fitando-o, ele sabia que a prole de Poseidon iria conseguir desempenhar com perfeição o que sua mãe acabara de o desafiar.

Alef sorri para a deusa e toca na adaga de tubarão, que se transforma em um colar com pingente de tubarão, colocando-o no pescoço.

– Esfera Mental! — diz como num sussurro e um escudo envolve-o, protegendo-o de qualquer ataque surpresa ou alguma coisa vinda em sua direção — Agora chegou a hora de pensar. Sem força bruta, força não é a solução quando se tem inteligência! Bem, vejamos um plano! — olhando ao redor ele percebe um bebedouro a poucos metros de distância. — Invocação! — aparece um cão infernal.

O mesmo ri da aparência do semideus antes de avançar sobre ele. Na mesma hora ele bate na barreira criada por Alef e cai. O semideus aproxima-se do bebedouro tentando manter o escudo à sua volta. A apenas um metro de distância do bebedouro o cão tentando quebrar a barreira e ele concentrado em mantê-la, concentrando-se também no bebedouro. O bebedouro explode e ele faz alguns movimentos leves e devagar movendo a água de lugar e mandando-a na direção do cão infernal.

– Vamos ver quem é o velhinho agora cãozinho! — ele fala rindo e envolve o cão em uma esfera de água. Aos poucos o cão vai se retorcendo dentro da esfera e eu compacto mais ainda a esfera. Depois de alguns segundos, o cão vira pó e eu devolvo toda água pra terra e olho para Hebe.

Ela desvia então o olhar, para o semideus, que agora aparenta ser um idoso, com um sorriso em seus lábios, demonstrando estar admirada com sua perspicácia, realmente ele tem um grande controle de seus poderes. Ela lança então um olhar ao filho, acenando com a cabeça em direção ao filho de Poseidon, Zack apenas pode esperar para ver o que a mãe procura lhe mostrar com tudo aquilo, já que sabe que ele não é dado a lutas e batalhas.

Hebe parece despreocupada, quando uma maçã verde surge em suas mãos, ela saboreia a fruta enquanto observa o último monstro sumir. Sabendo que o poder que ele usou para proteger-se vem de Cratos, mas que como toda benção, não dura por muito tempo, ela sem nem ao menos parar de comer a fruta, estende sua mão em direção ao chão.

As pedras que encontram-se sob a terra emergem rapidamente, sob o olhar assustado de Zack, que apenas tinha ouvido falar da capacidade de gravitação da mãe sem que tivesse presenciado alguma vez.

– És rápido senhor? — ela fala em tom de brincadeira pelo fato dele estar ainda sob a forma idosa, já que a deusa, não usou pouco poder para a transformação, ele ainda ficará assim por mais um tempo. As rochas são lançadas em direção ao semideus, de tamanhos variados e das mais diversas direções.

– Discos de água! — uma porção de água flui de dentro de Alef mas ele não os atiro contra as rochas, transformando a água em um tridente resistente. Sem agir muito levanta o tridente — Tridente Fulminante! — uma porção de água flui de dentro dele envolvendo-se no tridente como se fosse uma peça se encaixando em outra. o Tridente fica mais forte e consegue repelir a qualquer coisa grande ou outra coisa do tipo — Agora!

Ele fecha os olhos e começa a girar o tridente em acima de sua cabeça e as rochas iam caindo no tridente e sendo jogadas para os lados. Aquilo era como uma hélice de helicóptero e estava dando certo. Vendo que as rochas acabam ele coloca-se reto segurando o tridente com a cara fechada olhando para eles.

– Senhora, terminou? Ou quer mais algo de mim? — a postura reta, cara fechada como se fosse um cadete do exército em sentido esperando as ordens da deusa.

Zack não podia nem pensar em como o mesmo conseguiu safar-se daquilo, ele mesmo não estava entendendo o que estava acontecendo, apenas decidiu observar aquela cena que ficaria marcado em sua mente para sempre.

Hebe olha atentamente cada movimento de Alef lançando olhares furtivos para seu filho, com um grande toque de ironia que ele presenciava pela primeira vez no olhar da mãe. Era raro que a deusa mostrasse sua face vingativa a alguém, mas como patrona da adolescência ela tinha certos traços menos gentis, que estavam aflorando naquele momento.

Sorrindo abertamente para o filho de Poseidon, com a audácia dele, ao imaginar que ela já pudesse ter terminado, ela dirige-se a ele com mais um de seus dons ocultos, a própria fala da deusa, capaz de iludir ao outro, fazendo seu ego elevar-se com os elogios, desconcentrando-o.

– Parabéns Alef, mesmo com desafios assim, sua calma é louvável. Realmente surpreendente!

Mas a ira de Hebe, logo depois, transparece em seu olhar, Zack a seu lado assusta-se com a frieza presente nele, a mãe transformando-se em outra, tão rapidamente e de forma assustadora.

– O que é capaz de fazer sem poder mexer seu corpo, apenas com sua mente, filho de Poseidon?

Uma nova rajada de pedras eleva-se do chão, voando em direção ao rapaz, vinda novamente de todos os lados. Ele então percebe, ao tentar defender-se que consegue apenas mover-se do pescoço para cima, ao abrir sua boca, nota as cordas vocais endurecidas, assim como o restante de seu corpo, ele não pode emitir nenhum som, apenas grunhidos sem nexo. Hebe então, vira-se para Zack, com um olhar de indignação ao falar-lhe.

– Ainda dirá que minhas proles são inúteis, por não manejarem armas?

Só então ele percebe o intuito de sua mãe ao usar aqueles poderes, ela apenas quer mostrar-lhe, que mesmo sem batalhas, pode desempenhar um papel de destaque. Ele fica surpreso ao saber que seus pensamentos chegaram até ela no Olimpo, que isso a tenha feito vir até o acampamento, apenas para chamar-lhe a atenção.

Zack estava um tanto quanto surpreso, o filho de Poseidon teria se saído bem e ainda desafiando Hebe a fazer mais alguma coisa que ela desejava, aquilo deixava Zack com medo do que podia acontecer. A prole da juventude agora só presta atenção na conversa que ambos estão tendo, sua mãe não falava assim com ele, deveria estar sendo irônica ou algo do tipo, mas sabia que mais aventuras aguardava para a prole de Poseidon, mas apenas decidiu guardar para ele e prestar atenção no que aconteceria logo em seguida.

Logo após ela falar sobre "não mexer o corpo" aquilo já estava realmente assustando Zack, o que a prole do mar poderia fazer para se safar disto agora ? Esta dúvida ficou martelando na cabeça de Zack, mais novamente ele se assustou com as pedras vindas de todas as direção em rumo ao tal campista, mas parecia que agora ele não conseguia se movimentar com a mesma rapidez do que antes, então ele ouve sua mãe dizendo algo para ele e ainda boquiaberto responde.

– Perdoe-me pela petulância de não poder saber o verdadeiro significado, nunca mais irei questionar alguma coisa que herdei de você, Lady Hebe.

Zack abaixa a cabeça sabendo que estava errado, muito errado em questionar porque proles da juventude não se interessariam por lutar como os demais campistas, mas logo sua mãe lhe responde fazendo tais atos que ele agora sabe a real resposta.

Hebe estava como sempre falando daquele jeito doce e calmo, logo Alef pensa em Spike. Tentando fazer contato com ele, sem falar nada e também tenta fazer contato com Árthur, seu pégaso. Por sorte os dois aparecem rapidamente no local.

– Me tirem daqui rápido por favor! — fala na mente deles e eles assentiram com a cabeça. Árthur, rapidamente o pégaso que ganhou de seu pai junto da sua reclamação lhe ajuda a montar, mas ele ainda estava imóvel. Com a ajuda de Spike consegue montá-lo, sendo levado para longe das pedras que voavam em sua direção. — Obrigado pessoal! — tenta emitir o som de sua voz mas só saem grunhidos estranhos parecendo de porco.

Logo depois que as rochas param de cair, Árthur e Spike descem deixando-o da mesma forma que ele estivera quando Hebe o imobilizou.

– Mais algo M'Lady? — mas só saem grunhidos e mesmo assim ela é capaz de entendê-lo, olhando-o olhar furiosa.

Usar seus animais, foi uma estratégia muito boa realmente, ela precisa admitir, mas se ele pensa que a deusa terminou, está redondamente enganado. Ela faz um sinal para que Zack tampe os seus ouvidos, com um olhar que ele nunca viu, como se a noite tomasse conta da deusa, mas no fundo ele vê o brilho do sol em sua íris. Ela volta-se para o filho de Poseidon, arcando-se para a frente ao ver que o filho fez o que mandou, ela solta um grito alucinado em direção ao rapaz, esse pelas ondas emitidas é lançado ao chão, alguns metros longe de onde estava, ao erguer seus olhos eles parecem vazios, uma nova orde de pedras levanta-se, pairando em frente a deusa, que as levita como se estivesse fazendo malabarismos com elas, mas ela aguarda para atacar, pois percebe Nice, aproximando-se, talvez algo em dupla seja ainda mais desafiador para o semideus naquele momento, em que seus golpes, surtirão o efeito contrário, sendo nocivos apenas a ele mesmo.

A deusa estava em seu templo quando nota uma luta um tanto

quanto interessante Hebe lutando contra um semideus e ao que parece ele estava tendo dificuldade, mas algo chamou atenção da deusa era a audácia e a imprudência dele perante uma divindade. Já decidida ela começa a brilhar em raios cor de ouro que a levariam em direção a arena no acampamento meio sangue para um encontro um tanto quanto único e diferente. Na arena o semideus estava em apuros já que estava surdo e imóvel, Hebe mostrava um lado que ninguém nunca a vira exibir, no meio da luta uma névoa branca e densa surge causando em todos ali presentes uma sensação de vitória, sensação de que poderiam vencer qualquer coisa e em uma explosão dourada e focalizada no centro da arena aparece uma jovem com aparentemente seus vinte anos, que trajava uma armadura de ouro com desenhos de batalhas e asas, um capacete em ouro também, uma gargantilha em ouro com o pingente de asas, um anel de ouro com pedras feitas de diamante, e das costas da jovem duas asas brancas enormes estavam abertas e assustavam os semideuses ali presentes. A jovem tira o capacete e começa a olhar com seus belos olhos cor de ouro intensos as pessoas na arena e faz uma breve reverencia a Hebe deixando algumas madeixas de seus belos cabelos ruivos caírem em seu rosto.

– Olá caros semideuses e minha grande amiga Hebe, vejo que estás complicando a vida do jovem filho de Poseidon chamando assim minha atenção e por isso eu irei ajudá-lo talvez assim ele consiga tentar te tocar e mostrar se realmente és forte como aparenta.

Niké caminha com suas asas fechadas até o semideus que tremia de medo e toca em seu ombro, onde o que ela fez foi apenas dar ao semideus uma chance maior de vitória, uma chance que se ele falhasse com a deusa ele iria sofrer as consequências e elas não seriam nada agradáveis para ele. Após dada essa ajuda a deusa caminha até a arquibancada e perto dela faz um trono aparecer, o jovem Zack prole de Hebe estava atento a tudo e ao sentir a aura da deusa um sentimento de vitória surge nele. Niké volta seus olhos para a luta e pronuncia as palavrasao semideus.

– Lute, prove que és realmente forte, mas cuidado pois as consequências serão graves caso faça o que não deve, agora tens mais chances de vitória porém ela só dependerá de você para se concretizar ou não, faça bom uso dessa chance.

– Grato Senhora! — Alef levanta-se fazendo uma reverência a elas. Recua seis passos, percebendo que sua força havia retornado, mas ainda estava na forma de velho, um espírito de vitória estava tomando conta dele e muitos planos se passaram por sua cabeça — Sem armas agora. Só poderes! — pensa enquanto observava cada detalhe na expressão da deusa Hebe, caso ela quisesse lhe surpreender.

Segura o tridente com mais força e pisa no chão. Tremores tomam conta da arena, aquilo poderia derrubar qualquer um, mas não causaria muitos danos em Hebe, pelo fato da mesma ser uma deusa.

– Tridente fulminante! — diz em voz baixa para não gastá-la e uma parte de água flui de dentro dele envolvendo-se no tridente deixando ele mais forte e poderoso. Outra parte de água flui de dentro dele e envolve-se como no tridente, a água vira tipo uma armadura e ele fecha os olhos para tentando deixá-la sólida. Depois de alguns segundos, consegue ter tal sucesso e manipula o tridente em volta de seu corpo como se estivesse jovem, mas não estava, era um velho meio que em forma conseguia fazer certos movimentos mas com um pouco de esforço. — Essência brutal! — fala um pouco alto transformando-se em um urso, poder concedido por Lorde Cratos, solta um longo rugido e encara Hebe.

Assim que os tremores começam, Hebe apenas usa seu poder de voo, para levitar do solo, ser filha de Zeus, tem suas vantagens ao lidar com abalos sísmicos, ela mantem o olhar no rapaz, acompanhando cada poder usado por usado, até que um urso surge onde antes estava o filho de Poseidon, usando um artificio um tanto previsível. Batendo suas mãos, uma esfera de energia surge envolvendo o corpo da deusa, uma barreira intransponível, a não ser por uma magia realmente avançada, algo que um semideus não seria capaz. Do corpo da deusa, saindo de seu campo magnético, uma luz em forma de chicote, vai até o "urso', envolvendo-o, há eras que Hebe não utilizava sua Aura Tranquila, ela faz com que a criatura envolvida por sua luz, perca qualquer motivação para continuar uma luta, tornando-se assim um alvo fácil.

– Senhora! — ele diz voltando a forma de semideus, ainda velho e com a pele toda enrugada, estava parecendo um velho de setenta anos de idade — Me perdoe Sra. Nice, mas como viu, não consegui encostar meu dedo na Sra. Hebe, pode me punir como achar melhor para a Sra! — fico de cabeça baixa sem expressão alguma em meu rosto

– Não creio que serás castigado por isso, não teve como ordenar sua mente a manter-se em batalha, Alef. Só espero que tenha aprendido algo hoje... que podes lutar contra várias feras, mas não pode nunca menosprezar um oponente que aparente ser fraco, ou que não seja bom em lutar, muitos, não tem músculos, ou armas.... mas podem fazer contra ti, o que eu fiz. Dominar sua mente. — ela vira-se para Zack, agora com a expressão que habitualmente ele via na mãe. — Irei retirar-me agora, espero que penses bem antes de falar que não tem valor, apenas por não empunhar uma espada.

A deusa desaparece da mesma forma que chegou ali, envolta em uma densa névoa. Alef então, lentamente retornando a aparência jovem de sempre.

(…)

Os campistas nada sabiam da luta que os enviados em missão, tinham contra o hiperbóreo enviado poe lorde Bóreas, querendo evitar que chegassem até a deusa que mantinha-se congelada, dentro de seus domínios.

Thomas via a cena e esboçava satisfação, ele logo dava parabéns aos seus companheiros e os agradecia por seguirem suas ordens pelo comunicador, ele estava a ponto de parabenizá-los pelo trabalho quando vê o hiperbóreo descer a mão sobre Altamir ele correu, por ser cavaleiro alado de Zeus ele era 5 vezes mais rápido do que o normal, ainda como presente de Hércules ele havia recebido uma tatuagem que triplicava a velocidade e a agilidade dele, ele corre na direção de Alt e usa o escudo batendo com força no hiperbóreo que já havia sucumbido apenas para jogá-lo longe de Altamir e evitar danos. Devido a força ganha de Hércules ele conseguiria tranquilamente lançar o hiperbóreo longe.

Mesmo dentro da prisão de gelo, graças a ligação feita pela maçã enevoada, Hebe acompanha toda a luta dos semideuses, que ela colocou nas mãos, sua própria vida. Após vencerem a fera, os jovens conseguem sentir um fraco perfume de jasmim tomar o lugar, Thomas sorri fraco, ao lembrar que esse é o perfume de sua esposa, mostrando a ele, que ainda está viva.

O ataque do monstro enviado por Bóreas não havia conseguido causar nenhum machucado na equipe de resgate, os semideuses seguem até a próxima parada deles, Quebec... mas a tempestade no local, já dá mostras de que Bóreas, enfureceu-se por irem tão longe. Nada podem enxergar, além de dois passos a sua frente. Voar em meio a tempestade é impossível, todos agora eram obrigados a seguirem por terra.

A cada quilômetro que os semideuses avançavam, rumo a lady Hebe, mais a tempestade ao redor deles aumentava, mas bravamente, como a deusa esperava deles, os jovens seguiam em frente, apesar da temperatura agora, chegar a -10°.

Ao chegarem nos limites de Quebec, os ventos, pareciam uivos... espera são uivos... vindos de todos os lados, altos e agourentos, ali em meio a tempestade, os semideuses podem não ver, mas percebem uma alcateia de lobos gigantes aproximar-se.

Quando o campo de visão é liberado, eles encontram-se cercados, Thomas o líder, consegue contar treze daqueles animais medonhos ao redor de todos. Os pelos tão brancos quanto a neve que caí sobre ele, os olhos vermelhos, raivosos, fixos neles, prestando atenção a cada um de seus movimentos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.