Frio jovem... O mundo em perigo!!!!
3 Capítulo 3 – Aparição de Hebe... a Missão dos semideuses começa!
Notas iniciais

Os planos de Hebe, quando sentiu a presença de seu precioso artefato nos domínios gelados de Bóreas, haviam sido desfeitos pelo senhor do vento.
A deusa desejava apenas recuperar o que lhe roubaram, sabendo que quanto mais tempo ela ficar distante do objeto, mais o caos se instalaria entre as divindades... atingindo também os mortais, com os quais aprendera a conviver de maneira pacífica.
O último pensamento dela, antes que o deus a congelasse, foi justamente o quanto havia sido ingênua ao imaginar, que ele não tornaria tudo praticamente impossível para ela, dado o humor instável de tal divindade.
(...)
O deus aprecia sua nova estátua, admirado com como a deusa teve coragem de lutar, não por ela, mas por todos, pondo-se em um enorme risco. Um sorriso de escárnio brota em seu rosto, antes de dentro do gelo, chamar aquilo que ela tão imprudentemente lhe contou o paradeiro.
Ele sabia o que era, sabia o quanto aquilo significava na ordem de todas as coisas. Bóreas sai da arena de gelo, após enchê-la de armadilhas, além claro de aumentar o poder da prisão em que deixou Hebe.
A deusa, mesmo ali imóvel, mantém sua consciência, sentindo o frio, percorrer suas veias. Assim ela faz a única coisa, que o senhor dos ventos, não pode proibi-la.
(...)
Finalmente as incríveis tempestades que assolaram o Acampamento, haviam terminado. Ao redor da fogueira, nada das festividades costumeiras, todos os presentes mantinham-se em silêncio, imaginando o que de tão grave poderia estar acontecendo, para que o senhor do Olimpo chegasse a tal descontrole.
Quebrando aquele silêncio aterrorizante, uma voz ecoava da fogueira para todo o acampamento. Todos os campistas estavam reunidos ali. E uma maçã verde enevoada surgiu na cabeça de seis campistas. Sim, enevoada. O poder de Hebe estava restrito já que ela estava congelada. Quanto mais tempo ela assim ficasse, maior o perigo da deusa não mais retornar daquela prisão gelada.
Thomas é o primeiro a reconhecer a voz da deusa, sua amada esposa, que ele julgava estar naquele momento em segurança, no Olimpo, mesmo estando apreensivo, com os estranhos acontecimentos.
"Deuses e semideuses correm perigo,
Tomem cuidado com seus inimigos,
Não se descontrolem e pensem antes de agir,
Para uma guerra evitar surgir,
Um artefato pode trazer a destruição,
Fiquem alertas com o ladrão,
Testes serão feitos,
Cuidado com seus defeitos,
Cuidado com a deusa aprisionada,
Um simples toque e ela pode ser quebrada,
Ela se encontra na arena de gelo,
Dentro de um buraco que o deus tinha feito
Se conseguirem cumprir com o ordenado,
Vocês serão recompensados"
– Conto... com vocês... Thomas... guie todos... o mais rápido... que puder...
A voz de Hebe, saí aos sussurros, onde ela está, seus olhos fecham devagar, o último resquício de sua consciência, esvaindo-se dentro daquela gelada prisão, a última imagem que a deusa vê, é o rosto de Thomas em choque diante dela, seu amado e valoroso marido, a quem ela gostaria de dizer que logo estariam juntos, mas além de estar fraca, Hebe era incapaz de mentir, muito menos a ele, que era aquele a quem ama mais que tudo. No acampamento, a fogueira retorna ao seu normal, diante do olhar estupefato de todos.
Thomas, prontamente recobra-se do susto, reunindo-se na cabana onde vive com Hebe, com os semideuses escolhidos para resgatar sua esposa, mas mesmo o rosto decidido do semideus, demonstra o estado que o mesmo encontra-se, a preocupação com Hebe, transparecendo em seus olhos. Ele é claro culpando-se por não ter ido logo para a cabana em que os dois vivem, para garantir que a esposa já havia voltado do Olimpo, pois poderia ter, muito antes, inteirado-se do que estava acontecendo com ela.
O jovem imaginava, que após todas as barreiras que tiveram que derrubar para ficarem juntos, finalmente, o casal teria paz, para viverem o amor que os unia, mas agora, seu coração pesa, diante da situação perigosa que Hebe está. Lutaram contra tanta coisa, ele até mesmo foi até o senhor dos deuses, contar sobre o romance secreto e pedir a mão de sua amada, correndo o risco de ser morto, para que conseguissem casar e viverem um ao lado do outro, mas agora, tudo poderia ser destruído rapidamente, sem que ele entendesse porque Hebe fez aquilo, quando foi que sua frágil esposa, passou a fazer coisas tão imprudentes?
Ele olhava para o grupo escolhido pela deusa, para resgatá-la, os conhecia, mas ainda assim, precisava ter certeza de que era o grupo certo, sua felicidade, na verdade sua própria vida dependia deles, pois se algo desse errado e eles não resgatassem Hebe, para o semideus, tudo estava perdido.
Damon, um dos escolhidos, o único filho de Deimos no acampamento, melhor amigo de Thomas, olhava para ele preocupado, sabia da natureza explosiva, até mesmo impulsiva do rapaz, quando via-se em situações como aquela. Não que ele colocasse à prova a competência de Thomas, sabia o grande guerreiro que ele era, mas tratando-se de Hebe, era preciso cuidar para que o jovem não perdesse a cabeça, em desespero, pela segurança da esposa.
Alef, filho de Poseidon e Altamir, filho de Hécate, eram grandes amigos, saberiam trabalhar entre eles, mas e com o restante da equipe? Isso era algo a ser acompanhado de perto, pois os semideuses escolhidos, sem exceção, eram pessoas de personalidade forte, os atritos precisavam ser evitados, pelo bem maior.
Steven, que naquele dia havia ajudado no incêndio dos Estábulos, também estava na equipe, o jovem semideus, recém reclamado, tendo a primeira oportunidade de mostrar seu valor, os ali presentes sabiam que Hebe deveria ter seus motivos para escolhê-lo, por isso merecia um voto de confiança dos demais. Por último, ele via o rosto do filho único de Kera, Eric. O líder da missão não conseguia imaginar, porque um filho da destruição fora escolhido, mas não questionaria os motivos de sua esposa, por acreditar naquele grupo, só precisava achar a melhor maneira de manter o foco de todos.
As terras geladas dos domínios de Bóreas tem apenas um ponto de partida possível, precisam estar em Nova Iorque, de onde partirão para Toronto, no Canadá, como chegarão até lá, cabe a eles, como equipe encontrarem a melhor solução. Para evitar grandes sustos, a primeira medida de Thomas, é enviar um deles em uma missão de reconhecimento, como o destinos são as terras imensamente geladas do Canadá, ele escolhe Steven, porque não terá nenhum percalço, não ligado ao clima ao menos, sendo filho de quem é, o frio na verdade aumenta seu poder.
(…)
Hades, em seus domínios sente as mudanças ocorrendo por todos os cantos. Ele sabe que Zeus, assim como ele, sentiu a aura de Hebe diminuir, perdendo então o controle. Querendo irritar ainda mais o senhor do Olimpo, ele decide que seria a hora perfeita para uma sutil invasão ao acampamento.
Enquanto o grupo da missão, estava ocupado com os planos do que fariam para resgatar Hebe, no acampamento, todos estavam tendo que lidar com os cães infernais enviados por Hades, durante toda a madrugada, alguns ficando seriamente feridos, mas felizmente nenhuma baixa ocorreu aos campistas, pois estes haviam recebido uma grande ajuda de Ares.
Ares em sua fortaleza, é informado, não apenas da sorte de Lady Hebe, da qual ele próprio havia sentido que algo estava sendo feito contra ela, mas não conseguia entender ao certo o que, como de que Thomas, sua própria prole, marido da referida deusa, saiu em missão de resgate. O deus, prevendo que algo pudesse ocorrer contra o acampamento, aumenta nos semideuses, a sede por sangue, para que assim, possam proteger o local, em meio a loucura que o mundo está, desde que Zeus, perdeu o controle sobre o clima. O clima. Como em todos os lugares os seres infernais estão surgindo, logo os escolhidos de Hebe escutam os sons de luta vindos do acampamento, trazidos pelo vento, até onde eles estão. Assim, eles voltam para junto dos outros semideuses, varando a madrugada acordados, lutando contra aqueles monstros, sem demonstrarem cansaço, consequência do vigor aumentado, outro “presente” de Ares aos campistas naquela noite.
(…)
Thomas, resolve voltar a cabana, após planejar tudo o que era possível com as informações que tinham, apesar dos protestos de Damon que pedia ao amigo que naquela noite dormisse no chalé de seu pai, pois não confiava em deixá-lo sozinho. Ele na verdade, até oferece-se para ir com ele, o que Thomas proíbe, pois precisa de um tempo sozinho para digerir o que ocorre. Ele sobe em Nibelum, seu dragão, quase como um autômato, com o olhar um tanto vazio, os pensamentos longes, levados as terras gelados, tocando Hebe, mesmo que ele não saiba disso.
Ao abrir a porta, o semideus solta um longo suspiro, olhando a escuridão de seu lar, Hebe jamais passou uma noite fora desde que casaram, voltando do Olimpo, todos os fins de tarde, para os braços dele.
Ele caminha arrastando-se até o pequeno bar no canto da sala, mas no lugar de servir o habitual copo de vodca que toma todas as noites, ele carrega a garrafa, indo até sua poltrona favorita. Mas ele estanca em frente a ela, lembrando de que sempre, a esposa senta-se em seu colo, para perguntar como foi o seu dia. Mas não aquela noite, a deusa está longe de seus braços, correndo perigos que ele apenas pode conjeturar.
Ao imaginar o que pode ocorrer se ele como líder, cometer falhas, Thomas atira a garrafa na parede da sala, revoltado com a situação, com Hebe que não pensou antes de colocar-se em perigo, por ele que precisa agir mesmo estando em desespero, por ter pensado em manter sua rotina noturna, mesmo sabendo que a bebida iria apenas atrapalhar seu raciocínio.
Parecendo destruído, Thomas encaminha-se para o quarto deles, jurando a si mesmo manter a cabeça no lugar e trazer Hebe de volta, sã e salva, para ele, para os seus braços. Nem que para isso precise dar sua própria vida, já que pensa não estar salvando apenas uma pessoa, indo até a esposa.
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