Notas iniciais
Olá pessoas! Como estão? Bom... Boa leitura... Este capítulo é mais... Como direi? Esperançoso! :3

Mais uma vez, sentada contra a escrivaninha, desta vez, com um pouco de esperança, quem sabe o que pode acontecer?

Sorrio fraco para a parede, como sempre gelada, mas, desta vez, agradável.

Pego a lapiseira e aperto pela grafite três vezes, com leveza a cada toque de minha mão disponho-na no papel, como um amante ao tocar na cintura de sua enamorada, preparando-se para dançar. Mais uma vez sorrio e começo a escrevinhar.

'Sabe aquele estranho momento no qual você assiste a um filme ou lê um livro e vê o casal que você gostaria que ficasse junto no final, realmente acabam bem, com todo aquele sentimento de felizes para sempre? É incrível, não?

Ou aquele estranho momento enquanto ainda no meio da trama você se aflige pois a garota gosta de um cara que não gosta dela, e o mocinho gosta da garota, mas não consegue falar que gosta dela?

São todos sentimentos malucos que nós como leitores passamos. O mais interessante de todos eles são as sensações que os incríveis escritores conseguem nos fazer sentir. Nosso coração dispara, mesmo não sendo nosso amor, acabamos por sonhar que seja. As bochechas se avermelham e ficamos com vergonha, mesmo não sendo o nosso beijo, desejamos que seja, queremos ter uma memória igual. A raiva de ter cometido um erro, mesmo não sendo seu erro ou mesmo seus problemas, gostaríamos que fosse, pois sabemos que no final tudo dará certo. A historia não é nossa, mas em momentos diversos nós gostaríamos que fosse.

Acredito eu, com meus botões, que os escritores são de forma geral sacanas e maus. Eles não percebem o que nos fazem passar? Escrevem uma incrível historia para nos fazer sonhar, acreditar e desejar, sendo que no dia seguinte eu — ao menos — acordo e percebo que minha vida... Não é realmente aquela. Isso é muito ofensivo.

Mas a coisa que realmente me intriga é essa vontade que temos em acreditar, e que eles acabam proporcionando a nós:

'Escrevo porque desejo que aquilo aconteça, nem que seja com apenas uma pessoa no mundo.';

'Escrevo pois sei que faço as pessoas fazerem maluquices, e isso mudará a vida delas.';

'Escrevo porque esta de alguma forma é a minha história.';

'Escrevo porque me divirto imaginando o que viria a ser.'

O mundo da imaginação e da escrita é cheio de paradoxos, enigmas, sonhos e pesadelos. São as possibilidades. Quem disse que um dia Drácula não existiu? Ou que haverá uma Pangea onde teremos que disputar para viver? Ou até mesmo um casal híbrido de vampiro e humano? Ou como exemplo um bruxo que sobreviveu e uma escola de magos?

Já imaginaram quantas possibilidades deixariam de existir se não houvesse a escrita, ou pior já imaginou quantos mundos deixariam de existir sem a mesma?

Você ai! Já fez seu próprio mundo, ou melhor, já mudou o seu mundo?'

Acabo escrevendo isso para alguém, mas engraçado, se encaixa tão bem para mim mesma.

Não.

Não fiz nada.

Posso ter uma segunda chance? Eu quero sim... Eu quero fazer meu mundo.

Tenho essa chance?

Suspiro, largando finalmente a grafite, cansada de tanto escrever, dento-a no papel, e sigo eu para o mesmo destino. Deito na minha cama, com mais um suspiro, não triste, esperançoso, fecho os olhos acreditando que o dia seguinte, com certeza será melhor.

Notas finais
Bom... Obrigada por ler! O que acharam? Por favor, comentem!! Obrigada mais uma vez. Eu escrevi este texto já faz tempo, mas senti que se encaixava tão bem neste momento da minha vida que não tive como não postá-lo. Sinto que isso faz-me-á bem! 'Kay? Kissus!