Passados o café da manhã e almoço, Chuck não conseguia esconder que escondia alguma coisa. Alisha percebia. Ela teve que por a cabeça pra funcionar. Fingir amizade com Eduarda pra con-quistar a confiança de David. Não, isso não funcionaria.

— Me deu vontade de tomar sorvete...

— Num frio desse Alisha? – indagou David.

— eita, não posso ficar com vontade de tomar sorvete mais não?

— não briguem! – pediu Duda. – Tem sorvete lá dentro, Alisha, você quer?

— Er... – ela pensa; “plano fracassado”. – É que era aquele de casquinha, sabe?

— A ta. Você quer ir lá? Tem uma sorveteria aqui perto. – disse Duda, tentando ser gentil.

— Bom... Acho que vou sim.

— Alisha, só me responda uma coisa: você não está grávida, né? – perguntou David, com um aspecto assustado.

— eu acho que não. Só porque estou com vontade de tomar sorvete, significa que eu es-teja grávida?

— eu só te fiz uma pergunta. Mas se você quer me dar varias respostas desnecessárias, fique a vontade. Você sabe que eu sou seu saco de pancadas. – respondeu ele.

— David! – repreendeu Duda. – você fala que Alisha é grossa com você, mas você tem hora que é pior que ela. ela está certa dessa vez.

— Vai ficar me corrigindo agora, mamãe? – perguntou ele, com ironia.

— Não. Não devo fazer isso. Mas só não quero saber de confusão na minha casa. – disse ela, seria. – Alisha, quer ir lá? Eu vou com você. Se você quiser, claro...

— sim... Quero sim. – disse Alisha, grata. – Isabella! Quer vir, meu amor?

— Não mãe! Eu quero ficar aqui pra esp... Não, não quero sorvete, mamãe. Ta frio.

— Tudo bem, eu que sou doida. – disse ela, sorrindo. – filha, vem cá.

Alisha chamou Isabella no quarto e conversou com ela, cochichando.

— O que você ia dizer?

— Que horas? – perguntou a pequena,cochichando também.

— Na hora que te chamei.

— ah, não é hoje que o padrinho vem cá?

— Você lembra disso?

— Claro! Aniversario do papai, eles vão fazer festa surpresa pra ele. Você esqueceu mãe?

— não. Eu achei que você tivesse esquecido.

— moças, o que tanto cochicham? – perguntou Duda, na porta do quarto.

— Segredo da Bella e da mamãe, tia Duda! – diz Bella.

— então ta!

As duas pararam de cochichar e voltaram pra sala. Chuck não se movia do lugar, a fim de não demonstrar alguma coisa. David foi insistido pra ir com elas. Resolveram sair. Bella ficou com Chuck, que mais tranqüilo, perguntou a ela:

— Porque você não quis ir com seus pais?

— Tio! Eu quero ver vocês fazendo a festa pro papai! Que horas o padrinho vai chegar?

Chuck sorriu. Bella mais parecia com sono do que com vontade de ajudar. Chuck também.

— Bebela, acho que o padrinho ainda vai demorar. Mas enquanto isso, eu acho que vou descansar um pouco.

- posso dormir com você?

- Pode!

Chuck faz Bella dormir, enquanto esperava Pierre e Cia chegarem. Logo o telefone toca. Era ele. Ele tenta não fazer barulho pra não acordar a menina. Ele atende, sorridente:

— alo? – diz Chuck.

— Chuck! Chegamos! Onde que é a casa dela?

— Onde vocês estão?

— naquela referencia que você me deu. Em frente um prédio branco, próximo a torre.

— vou ver perai. -Chuck chega na janela e vê o carro deles. – Faz um sinal aê, Pierre.

Pierre começa a balançar o braço pra fora da janela do carro.

— você viu?

— Vi, idiota! Vira a esquerda que eu estou descendo.

Chuck pega Isabella dormindo e desce com ela. Não arriscaria deixar ela sozinha dentro do apartamento sem proteção nas janelas. Chegando lá, o porteiro não queria abrir de jeito ne-nhum.

— Mas Sr. Porteiro! É verdade! Nós conhecemos a Eduarda, ela mora nesse prédio. – dizia Pierre.

— todos nessa cidade a conhecem. Sinto muito não posso te deixar entrar. Nem você nem esse pessoal todo que está ai.

— Ah! – diz ele, enfezado.

- Calma Pierre. – dizia Lachelle.

Chuck veio e viu a tropa do lado de fora da garagem. Bella acabou acordando. No colo de seu tio, observava a situação e ainda com sono, ficou quietinha vendo eles se estressarem.

— O que está acontecendo aqui? – perguntou Chuck.

— ele não quer nos deixar entrar, Chuck. – disse Seb, calmo.

— Sr. Porteiro, eu sou primo da Eduarda e tenho licença e direito de deixar eles entra-rem.

— Pois só acredito vendo. Me mostre um documento então.

— Criatura de Deus! Ele está com uma criança no colo, você quer que ele a coloque no chão só pra provar algo besta? Você acha que a Eduarda deixaria um estranho sozinho na casa dela? E COM UMA CRIANÇA? — disse enfezado, Pierre.

— Pierre, apelar não adianta! – disse Jeff.

— tudo bem! Tudo bem! Entrem! Mas se acontecer alguma coisa, a responsabilidade é de vocês! — disse o porteiro chato, abrindo o portão. Pierre, Lachelle, Jeff, Seb e Ashley entra-ram.

— padrinho! *-* — disse Bella.

— Meu amor! Vem no meu colo, vem?

Ela estica os braços e vai pro colo dele. Pierre lhe da um beijo carinhoso e lhe abraça, sendo retribuído.

— Eu achei que você não vinha mais.

— Eu prometi que ia vir. Não ia deixar de cumprir.

— Bom, mas onde que ela mora, então? –perguntou Jeff.

— Venham comigo. — disse Chuck.

Os sete subiram com sacolas e um monte de coisas elevador a fora. Muita tralha pra arrumar com pouco tempo disponível. Eles não faziam idéia que horas os três iriam voltar. Então, deixa-ram pra observar o ambiente depois.