Friendship Crazy
35 Descobrindo TUDO!
Notas iniciais
P.O.V Rapunzel
Ver o Jack ali naquela situação não era nem um pouco agradável, muito pelo contrario, minha cara já estava toda suja por conta das lagrimas que não paravam de cair. Ele estava completamente imoveu com vários fios ligados ao corpo e deitado na cama. Acho que era a mãe dele ali, ela era uma mulher jovem até com cabelos brancos também (Achei que o Jack tinha pintado mas pelo jeito não) até a altura dos ombros, pele tão clara quando a do filho, olhos azuis, vestia um vestido preto até os joelhos, um salto alto preto com brilho dos lados e uma bolsa de mão cinza. Imagine um Jack na versão feminina, seria ela.
- O que mais os médicos disseram ? — Perguntou o Soluço que estava pior que eu, eu acredito que ele está pior que a Merida.
- Disseram que ele acabou de passar por uma cirurgia então vai ficar dormindo forçado por pelo menos dois dias... — Estava explicando a Leila, esse era o nome dela.
- Ele corre algum risco ?! — Perguntou o Soluço um pouco mais alto que seu normal.
- Não querido, graças a Odin não.- Exclamou Leila.
- Quem vai ficar aqui com ele esses tempos ? — Eu perguntei. — Bem vamos ter que fazer turnos.
- Bem eu vou ficar com ele até a noite ai o Stoick fica com ele a noite, eu volto amanhã de manhã...- O Lucas interrompeu e só agora eu percebi que estavam todos no quarto.
- Nós ficamos com ele a tarde. — Falou. — Por favor ?
- Claro mas não sei se ele já vai ter acordado. — Respondeu ela. — Pois bem vou ir lá em baixo ver com o medico o seu estado e tudo mais, vamos comigo Stoick ?
- Eu..Bem.. — Ele olhou para nós e depois pra ela que estava quase expulsando ele a força da sala. — Claro. — Assim os dois sairão deixando a gente sozinhos ali.
-Acho que alguém vai ter que copiar a lição desse cara. — Falou a Marrie e todos nós sorrimos pela a primeira vez naquele dia.
- Eu disse que ele era mais durão do que parecia ser, de emo frágil só tem cara mesmo. — Disse a Black fazendo todos rirem legal mesmo.
- Acho que ele nunca mais vai largar do nosso pé. — Disse o Lucas.
-Ele nunca vai parar com as brincadeirinhas sem graça, que sempre acabam com a Merida dando uma surra nele. — Disse o Flynn.
- Mas o que seria de nós sem essa brincadeiras, né ? -Perguntei.
- Não seriamos o que somos hoje sem esse cara e suas brincadeiras. — Falou a Merida.
- Não teríamos nem nos conhecido sem ele. — Falou o Soluço e eu me lembrei do dia em que o Jack esparrou na rua comigo, eu sentia alguma coisa por ele e achei que fosse amor, mas descobri que era amizade pra toda a vida, amizade que nunca vai acabar apesar das barreiras que eu sei que vai ter.
Todos nós ficamos do lado da cama dele e eu pude ver melhor como pálido ele estava, claro ele é pálido, mas desta vez estava mais pálido que o normal ,era pálido de uma pessoa doente. Todos deram aos mãos e gritamos ali.
- NÃO NOS DEIXE JACK!!
Depois que a noite caiu decidimos que seria melhor ir cada um pra sua devida casa, os únicos que insistiram em ficar lá foram o Soluço, que bateu o pé e falou que de lá não saia de jeito nenhum e o Lucas que falou que quando o Soluço fosse embora ele também iria. Peguei um táxi ali embaixo junto com a Merida. Ela ficou calada metade do caminho até que enfim se prenunciou.
- É culpa minha.
- Claro que não é. — Respondi.- Por que seria ?
- Eu mandei ele embora ontem lá de casa e agora ele está ai nesse estado.- Falou tristonha. — Queria ter feito alguma coisa, me sinto uma inútil.
- Olha mesmo que você pudesse fazer alguma coisa, não teria chegado a tampo para impedir. — Falei. — Só quero saber uma coisa, o que foi aquele escândalo com a Michaella ? Você não iria pra cima dela sem motivos, você pode passar essa imagem mas eu sei que não faria.
- Tem coisas que ainda estão além da sua compreensão Punzie. — Que raiva que me dá quando ela faz isso, acha que eu sou uma bebezinha que não sabe de nada, vai a merda. — Onde está a sua mãe ?
- Ela fez o que sempre faz — Falei me lembrando que eu tenho que falar com ela. — saiu pra viajar sem nem me avisar.
- Entendo. — E essa foi a última palavra por todo o caminho.
Ela foi pra casa primeiro e o táxi me deixou na minha logo em seguida, parecia que eu queria me trancar no meu quarto pra sempre, me trancar num mundo meu sem ninguém e eu sabia de um jeito que não seria tão fácil esquecer assim do mundo, assim que eu abri a porta me deparo com a minha mãe ali.
- Aonde você estava ?- Perguntei arqueando uma sobrancelha.
- Eu estava no hospital. — Falei e seus olhos arregalaram. — Não tem nada haver comigo, bem basicamente não, o Jack sofreu um assalto e balearam ele.
- Nossa ainda bem que não foi você. — Disse respirando fundo.
- Ainda bem ? Eu preferiria que fosse eu na situação dele, ele é meu amigo então não fale assim. Falando nisso eu realmente queria falar com você.
- Fale logo tenho uns papeis pra arrumar. — Exclamou.
- Bem então eu serei franca e curta, eu realmente sou sua filha ? — Perguntei simples e curta e ela me olhou espantada mas eu senti uma surpresa na pergunta, não uma surpresa de tipo "Deus que pergunta!" mas sim uma surpresa do tipo "Como ela descobriu ?!" — Responde mamãe.
- Claro que é Rapunzel que pergunta. — Disse virando de costas.
- Ta então eu tenho mais algumas para perguntar, por que você não leva o sobrenome da família que está de gerações em gerações ? Por que eu não me pareço com você ? E por que eu tenho memorias minha e de uma menininha tentando me proteger e você MAMÃE, junto outro cara tentando me roubar dela. Me explique isso mãe, claro se você for capaz de explicar.
- Eu não levo porque eu não quero, mas todo mundo sabe que você é da geração de fundadores da cidade...
- Então me explique isso como você pode ser a descendente da família, sendo que a minha vó só teve uma filha que morreu no parto após dar luz a uma menina, essa mulher não era você, pois essa mulher era loira e tem fotos dela pois ela era uma grande arquiteta. Quem é você ? Eu sou filha daquela mulher não de você. — Falei firme será que ela acha que eu fiquei todo esse tempo sentada ? A resposta é não eu pesquisei sobre a nossa família e por incrível que pareça ela não teve nem a capacidade de mudar o meu sobrenome.
- Eu sou a sua mãe ,Rapunzel! — Gritou comigo e me surpreendi com o que ela fez a seguir.
- C..Co..Como ? Nunca mais levante a mão para mim ,mamãe ! Você não é a minha mãe! — Gritei quando consegui levantar do chão, meu rosto ardia e eu queria chorar mas não ia chorar ali na frente dela. — Então me diga, como me consegui ?! Nem vem falar de adoção que não foi bem assim.
- Quer mesmo saber ?! — Gritou e eu assenti. — Pois bem eu já fali mesmo então vamos lá, eu te comprei Rapunzel e por um preço bem barato ainda por cima. — "Eu te comprei " "Te comprei Rapunzel" Essa palavras ecoavam pela minha mente e perturbavam ela. — Agora que você já sabe... -Não deixei ela terminar, abri a porta de casa e dei passagem pra ela.
- Sai daqui agora !! Saia da minha casa!! — Gritei com ela.- Esqueça que um dia me viu e que um dia eu disse que te amo!! Saia!
- Acha que vai conseguir sobreviver...
- Agora! -E ela fez o que falei saiu de casa e eu bati a porta com tudo.
Sabe dias que você quer sumir ,que você quer apagar esse dia da sua vida ? Pois bem eu estou pior que isso. Me joguei no chão e chorei, chorei pra toda a eternidade, chorei todas as lagrimas que eu tinha pra chorar. Eu berrava jogava todas as emoções que eu tinha pra fora, coloquei tudo pra fora. Mas lá no fundo eu estava livre, livre porque não tinha mais essa angustia no meu coração. Porém acima de tudo eu estava triste, muito triste. Eu fui enganada a minha vida inteira por uma mulher que eu acreditava ser filha.
Passei a noite inteira chorando, quando eu vi já estava amanhecendo. O chão de casa estava molhado com as minhas lagrimas. Mesmo tendo chorado tanto eu não me sentia mais leve, sentia que a partir de agora, eu teria outras coisas para saber. Sei que sou a filha da família dessa cidade, mas quero saber como a minha 'mãe' consegui esconder isso tanto tempo, mas ela havia me contado e eu contei pra algumas pessoas. Tem muita coisa nessa historia que não bate. E eu vou descobrir.
Fui tomar um banho para relaxar, tinha que ir para a aula hoje e mais tarde a gente resolveu ir para o hospital cuidar do Jack. Tem isso também será que ele acordou ? Por que as nossas vidas não podiam ser normais ? Que merda. Coloquei um vestido branco curto, uma meia calça roxa e uma sapatilha branca também. Soltei meu cabelo que ia até o joelho e fui bater na porta do Soluço.
- Oi amor. — Disse me beijando e eu me surpreendi por sua cara estar melhor que ontem.
- Oi noticias do Jack ? — Perguntei e seu sorriso só amentou.
- Acho que devemos dar uma bronca naquele cabeça dura, ontem mesmo ele acordou já. Os médicos disseram que é um milagre, eu digo que ele é um idiota. — Eu puxei ele para um beijo de saudade, cara como é bom ter uma noticia boa quando seu mundo está no chão. -Que gritaria foi aquela ontem a noite ?
- Bem acho melhor a gente ir indo e eu vou falando. — Falei e ele se despediu de todo mundo, pegou seu material e foi comigo pra escola.
Contei pra ela tudo que havia acontecido, ele me interrompeu em algumas partes com "Não acredito nisso!" ou "Eu deveria ta lá com você! " e em todas elas eu mandei ele ir a merda. A culpa não é dele que eu resolvi tirar tudo a limpo quando ele não estava ali.
- E agora o que você vai fazer ? — Boa pergunta.
- Recomeçar entretanto antes eu quero saber de uma coisa. — Falei.
- O que ? — Pergunto.
- Nessa historia inteira eu descobri que tenho uma irmã, minha mãe morreu mas eu ainda tenho alguém da minha família e eu quero conhece-la. — Meu Deus!! Eu não acredito nisso uma coisa acabou de se passar pela minha cabeça, eu parei de andar e fiquei estática.
- Rapunzel você acha que pode...
- É tenho certeza. — Falei.
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