Friendship Crazy
29 Conversando
Notas iniciais
P.O.V Merida
Sai de lá correndo pra casa. Queria que um ônibus me atropelasse e eu não sobrevivesse, queria qualquer coisa. Só não queria me casar com alguém que eu nem ao menos conheço. Cheguei em casa banhada nas lagrimas, abri a porta e ia correndo pro meu quarto quando alguém segurou fortemente meu braço.
- Merida o que aconteceu ?- Perguntou minha mãe preocupada.
- Quer mesmo saber o que aconteceu ?! — Minha voz saiu alta, eu não a culpava por isso, fora uma decisão que eu também havia tomado. — Eu vou me casar com alguém que eu nem conheço e sabe por quê ? Pra dar um futuro descente pros meus irmãos!
- Merida se você ainda quiser desistir.- Disse tristemente. — Eu vou entender filha...
- Eu não posso desistir mas não pense que eu vou fazer isso por você, não que irei fazer isso pelos meus irmãos que não tem culpa... — Eu pensei em falar "Que não tem culpa da mãe que tem" Mas isso iria doer demais nela. — Olha mãe eu tomei minha decisão quanto eu tinha quinze anos e eu não vou mudar ela agora.
- Quem foi o garoto ? — Essa pergunta me pegou de surpresa. Eu sabia quem havia sido o garoto que fez meu coração bater mais rápido.
- Não tem garoto nenhum mãe, eu só lembrei que daqui ha alguns meses quanto eu completar dezoito anos, vou estar em cima de um altar. — Disse agora ano meu tom normal. — Vou pro meu quarto descansar.
- Merida se você não quiser se casar não tem problema, você não tem que pagar por erros que eu e seu pai cometemos. — Disse e isso apertou meu coração, a culpa de eu ter que me casar era dela e dele mas eu não podia jogar isso na sua cara. — A gente pode achar outro jeito.
- Outro jeito ? — Perguntei meio irônica. — Não tem outro jeito, vocês precisam pagar essa divida e — Respirei fundo pra conseguir disser isso. — E eu fui vendida...
- Merida vendida é uma palavra muito forte. — Me repreendeu como sempre.
- O.k — Tentei pensar numa palavra que não fosse "forte". — Que tal, perdida no jogo ? Quando eu tinha 15 anos.
- Você não tem que pagar pelos nossos atos.
- Tenho sim. — Disse elevando de novo o tom da voz. — Porque se eu não me casar com um cara que eu nem conheço, meus irmãos não vão ter o que comer. Já que a gente é sustentados por um cara que vou me casar , melhor dizendo,com um ser que eu nunca vi. — Suspirei. — Eu só preciso descansar um pouco, me caso daqui a cinco meses mesmo né ? Posso ter uma vida normal até lá ?
- Claro só não pode namorar ninguém, foi umas das condições que ele colocou. — Claro tinha me esquecido desse detalhe tenho que ser virgem até o dia dia casamento. Assenti e ela me permitiu subir pro meu quarto.
Tranquei a porta com tudo queria me afogar num mar ou me matar com um tiro, qualquer coisa que não me fizesse pensar que daqui a pouco eu estaria noiva, daqui a um mês meu futuro marido apareceria pedindo a minha mão. E eu teria que desistir pra sempre dos homens. Mais especificamente do Jack.
Deitei-me na minha cama e calhei a chorar, minhas lagrimas enxeriam baldes se pudessem. De tanto chorar acabei adormecendo e sonhando com quem eu menos queria.
*Sonho On*
Eu estava num jardim e estava vestida de noiva, provavelmente hoje era o dia do meu casamento, todas as pessoas a minha volta sorriam alegremente, mas a unica que deveria sorrir, estava triste. Eu. Eu estava triste pelo fato de que hoje era meu casamento.
Comecei a andar pelo jardim e via meus amigos todos rindo e eu triste. Me sentia culpada por estar assim no meu "grande" dia. Meus pai riam alegremente com uns amigos que eu acho que eram meus sogros. Assim que vi meu três pequeninos (irmãos) brincando felizes e contentes, eu não pude deixar de sorrir, afinal era por eles que eu estava fazendo isso, era pra que eles tivessem um futuro bom.
Continuei a andar e me vi em frente ao pequeno altar, estavam todos lá e eu agora estava vestida como uma verdadeira noiva, meu vestido era todo babado e com pequenos detalhes em vermelho, meu cabelo estava solto e eu segurava um buque de rosas na mão. Comecei a andar até o altar como uma devida noiva tem que fazer.
Mas me surpreendi em ver que não era um estranho quem estivera ali, era o Jack e quem me levava ao altar era o meu grande amigo Soluço, Rapunzel estava de madrinha junto com a Marrie e a Black, seus vestidos eram todos iguais num tom vermelho mais claro ao mais escuro.
- Cuide dela Jack. — Disse o Soluço me deixando no altar.
- Vou cuidar. — Respondeu o cabeça de neve ambulante que não conseguia conter o sorriso.
O Padre começou a falar aquele monte de palavras de casamente e em cada uma que era pronunciada meu sorriso crescia mais e mais, olhava para as meninas deves em quanto e estas pronunciavam com a boca "O pesadelo acabou" e eu sabia que pesadelo era, era o meu casamento de verdade.
- Jack Frost aceita Merida como sua legitima esposa ? — O Jacknha assentiu e o padre continuou. -Merida aceita Jack Frost como seu legitimo esposo ? — Eu assenti. — Então ao poder que ha em mim concebido, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Quanto o Jack ia finalmente me beijar eu escutei barulhos muito forte.
- Que merda. — Disse e minha visão ficou turva.
*Sonho off.*
Acordei com alguma coisa batendo na janela, parecia....Pedra. Levantei da cama, amarrei meu cabelo num coque bem mal feito e fui até a janela. Não acreditei quando eu vi um certo ser pendurado na arvore.
- O que você tá fazendo aqui Soluço ?- Pensei que o Jack iria me ver mas foi o Soluço.
- Posso entrar ? — Perguntou e eu fiquei impressionada como ele consegui subir aquela arvore.
Eu abri mais a janela e ele consegui pular da arvore para o meu quarto, eu fiquei sentada na cama enquanto ele tirava a areia das roupas.
- Merida eu...Eu.. — Ele tentava falar mas parecia que a frase não se formava. — Eu sinto muito.
- A Rapunzel te contou ? — Eu perguntei e eu assenti. — Já esperava que ela fosse fazer isso.
- Não culpe ela. — Disse ele rapidamente. — É que depois que você saiu correndo o Jack meio que começou a chorar. — Um aperto se formou em meu coração quando ele disse isso, eu não queria que ninguém chorasse ainda mais por mim.- E elas tiveram que contar pra ele e eu fiquei sabendo.
- Por que o Jack não veio ? — Perguntei achando estranho o fato do Soluço ter vindo e ele não.
- O Lucas podemos dizer colocou ele pra dormir. — Eu arregalei os olhos, mas sabia que era bem a cara dele fazer isso. Provavelmente o Jack começou a insistir a vir atrás de mim. — Ele já tá em casa e eu vim aqui.
- Por que ? — Perguntei.
- Por que de eu ter vindo aqui ? ´- Perguntou e eu assenti. — Queria ver como você estava.
-Como você acha que alguém está sabendo que daqui a um mês seu futuro noivo, aparecerá e pedira sua mão em casamento, e mesmo você querendo falar não com todas as suas forças, você terá que aceitar pra salvar sua família ? — Perguntei de um jeito irônico, depois de perceber o que eu fiz, me desculpei. — Desculpa..
- Não. — Ele disse e por uma hora eu achei que sua resposta seria essa, mas logo ele continuou. — Não precisa pedir desculpa, as vezes precisamos colocar tudo pra fora. — Disse meio desanimado e se sentou do meu lado na cama.
- Pelo visto não sou a única com problemas né ? — Depois da minha fala ele pareceu meio desconfortável. — Manda.
- Nada não, não quero encher mais a sua cabeça de problemas.- Eu olhei pra ele arqueando uma sobrancelha.
- Você é meu amigo é o seu dever me encher de problemas. — E por um minuto naquela tarde eu sorri. — Assim como é o meu dever também te encher de problemas.
- A Rapunzel também tá com problemas. — Eu sabia que tipo de problemas era aqueles dela e pareciam piores que os meus. — Ela me contou sobre os pesadelos/lembranças dela.
- E você o que que fez ? — Suspirei.
- Não sei o que fazer. — Assumiu se jogando na minha cama. — Eu não sei nem o que falar pra ela. — Suspirou. — Eu preciso de ajuda ruiva.
- Quer ajuda de alguém que também não sabe o que fazer ? — Perguntei me jogando do seu lado na cama. — Mas eu acho que você deveria seguir seu coração, o que ele acha ? Que você deve ou não ajudar ela nessa busca ? Que ela deve mesmo fazer essa busca ?
- Ele diz. — Pensou um pouco. — Diz que eu tenho que ajudar ela quando ela for falar com a mãe.
- Então ajude, levante esse traseiro magricelo da minha cama e vá.- Disse tentando animá-lo que de algum jeito funcionou.
- E você ? O que seu coração diz ? — Acho que essa era a pergunta que eu me fizera ha três anos atrás, enquanto ainda namorava o Lucas. — Acha mesmo que vai ser feliz com alguém que nem ao menos conhece ? Mesmo sabendo que ama outro ?
- Meu problema é mais serio Soluçinho, não é questão de coração é questão de , se eu não me casar meus irmãos não vão ter um futuro. — Eu confiava no Soluço de olhos fechados então não havia motivos pra eu não desabafar com ele.
- E o seu futuro ?
- Eu já vivi bem demais...- Eu ia terminar a frase até ser interrompida pro um magricela.
- Faça me o favor Merida. — Disse num tom irônico e virando seu rosto pra mim que até agora fitava o teto. — Você tem 17 anos vai ainda fazer 18 e vem me dizer que já viveu demais. — Ele parecia revoltado com as minhas palavras. — Me poupe né ? Você ainda não viveu nada da vida e vai desistir dela assim ? Como se não fosse nada ?!
- Soluço não é assim. — Tentei explicar pra mim mesma. — Eu tenho que proteger a infância dos meus irmãos e minha família.
- E pra isso vai jogar fora a sua vida ?! Você precisa entender que não vai estar jogando fora a sua vida somente. — Ele disse isso e se levantou. — Pensa que o Jack aguentaria te ver triste, casada com alguém que você não ama, ele se mataria Merida.
- O Jack me conhece ha um mês, dois ? Ele suportaria. — Disse me sentindo culpada.
- Merida nesses dois mês e meio eu vi um Jack que nunca tinha visto antes. — Disse mais calmo agora. — Um Jack preocupado, um Jack estudioso ,até mesmo, um Jack que não queria só saber de pegar geral. — Agora ele me olhava. — Eu vi um Jack chorando, chorando por alguém que desistiu de lutar.
- Eu não desisti. — As lagrimas já teimavam em descer pelo meu rosto. — Eu só não tenho saída.
- Sempre tem saída para aqueles que sabem ver a luz no fim. — Disse e abriu a minha janela. — Merida eu não aguentaria te perder, ninguém de nós aguentaria te ver sofrer e triste. — Ele então pulou na arvore e foi embora me deixando com aquelas malditas palavras na mente.
- Mais que merda!! — Gritei me jogando na cama e chorando de novo. — Por que eu não poderia ter uma vida normal ?? Por que meu Deus. — Eu fiquei ali, me remoendo de raiva de mim mesmo, vendo a noite surgir e com ela mais um dia longe da minha liberdade surgia.
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