Friendship Crazy
49 Últimos detalhes.
Notas iniciais
P.O.V Rapunzel.
Bom dia! Bem ontem a noite eu falei com o Jack, digamos que a conversa tenha sido amigável, pelo esperado, sinceramente, acho que ele vai fazer alguma coisa a respeito mas espero que não, isso só colocaria todo o nosso plano a perder. E eu juro que eu mato ele, se ele estragar.
– Falou com o Jack ? — Bem eu esqueci de falar pro Soluço o papo que eu tive com o Jack.
– Senta ai que eu falo com você. — Disse batendo do outro lado da cama.
Contei pra ele o que eu falei pro Jack, resumindo, tudo. Ele já sabia desdo dia em que desconfiou de mim, aquilo foi cômico. Ele achou que eu não deveria ter falado pro Jack já que ele tem certeza que o mesmo não vai ficar parado, eu , lá no fundo, também sei. Mas já não aguentava mais ver meu amigo sofrendo por ai e eu com cara de culpada.
– Hoje é nossa última chance de arrumar tudo,amanha de manha vamos ligar para a policia. — Disse já imaginando a cara do pai da Black. — Vou pro porto hoje, daqui a pouco para ser mais exata, espero que a Black já tenha conseguido o transporte.
– Pera ai, eu vou junto. — Falou ele levantando mas eu empurrei de volta pra cama.
– Você vai ficar aqui de olho no Jack, ou acha que eu deixaria ele aqui , a merce pra fazer o que quiser ? — Perguntei. — Você fica, prometo que antes de anoitecer eu já estou de volta. — Falei dando um selinho em seus lábios e pegando a minha bolsa.
Resolvi que não iria passar no quarto da Black, a essa hora e do jeito que ela estava animada, provavelmente já esta no nosso barco. Assim que eu cheguei lá em baixo fiquei abismada com o tamanho da lancha que a Black arranjou, ela subornou alguém, só pode. Tipo assim a lancha dava de três na que a gente veio, a gente veio num caiaque comparado a isso.
– Como você conseguiu isso ?! — Perguntei assim que subi a bordo.
– As vezes quando você mexe na gaveta do seu pai descobre umas coisinhas. — NÃO ACREDITO QUE ELA MEXEU NAS COISAS DAQUELE VEIO! Eu desisto da Black.
– Tá mas você pegou só isso né ?! CÉUS! — Bem esse ,meu último grito foi ela tirando a lancha do lugar.
– Claro que não! Vê no segundo bolso do short aí atrás. — Eu mexi no short dela e encontrei o que deveria ser a chave de algum carro.
– Black não me diga...
– Aquele veio vai pirar quando não vê mais o carro dele no lugar.
Chegamos no porto em cerca de uns dez minutos, a ilha não era tão longe quando você ia com uma lancha tão potente. Além disso ela era muito confortável. Descemos e fomos até o estacionamento, tinha vários carros ali, até mesmo o da Marrie. Por que eu não pedi o carro dela emprestadado ? Ah talvez seja porque eu não sei dirigir. Pera aí e pelo o que eu me lembre a Black é de menor ainda.
– Black quem vai dirigir ? — Perguntei e vi os seus olhos se arregalarem. — MAS É CLARO VOCÊ NÃO PENSOU NISSO NÉ ?!
– Desculpa. — Disse e assim que chegamos no carro do pai dela ouve outro imprevisto, o carro tava com o motorista dentro. — Achei como a gente vai dirigir.
– Como ? — Perguntei mais ela foi na direção do motorista com uma cara super preocupada, abriu a porta e falou pra ele.
– Moço me ajuda a minha amiga ta tendo uma crise de asma precisamos levar ela pra casa! — Disse desesperada, mas o que ?! Por que ela me meteu nisso!
– Ela não parece estar tendo crise de nada. — Disse me olhando então eu entendi o recado. Comecei a tossir e me contorcer no chão.
– SOCORRO! E-Eu não con-consi -consigo respirar! — Disse.
– Viu ela precisa de ajuda. AJUDE ELA! — Ele saiu do carro me pegou no colo e me colocou no banco traseiro.
– Não seria melhor levar ela para o medico ? — Disse ele.
– Não em casa tem remédio. — Disse ela.
O caminho inteiro foi eu tentando parecer alguém doente, com asma, eu nunca vi ninguém com asma! Já a Black tentava parecer preocupada comigo, mas eu sei lá que lá no fundo ela estava gritando : Se fudeu! Otária. Amigos, não servem para merda nenhuma. Chegamos e não era na minha casa, muito menos nada Black, estávamos em frente a uma casa simples, perto do morro, onde quase ninguém morava, só as pessoas com as condições financeiras baixas.
– Obrigada. — Disse ela e depois saiu do carro, abriu a porta de onde eu estava e me tirou de á com um puxão só, o motorista olhou estranho mas logo saiu com a nossa carona.
– Achei que ela estaria esperando a gente lá. — Falei já sabendo o que vinhemos fazer aqui.
– Mudanças de plano. — Disse e bateu na porta de madeira, uma jovem morena de cabelo curto, com uma barriga grande e magrinha.Que vestia um vestido verde aguá que caia perfeitamente nela , uma sapatilha fechadinha branca e uma bolsa de lado marrom clara. Deus essa menina é uma princesa! — Oi você é a Tiana ?
– Sou eu sim e quem são vocês ? -Perguntou doce.
– Eu sou a Black , irmã do Nathan , e essa aqui é a Rapunzel, minha amiga. — Disse a Black.
– Ah claro pode entrar, eu estava indo comprar as coisas pra fazer o almoço, achei que vocês chegariam mais tarde só. — Disse e ofereceu passagem para a gente.
– Obrigada. — Disse assim que adentrei em sua casa.
Meu pai parecia casa de boneca. Ela era toda de madeira, mas era tão organizada, a sala era simples, tinha um sofá verde claro também. Uma mesinha de centro marrom, uma estante de livros, cheio de coleções, um tapetinho verde na porta, uma escada que ia para o andar de cima. Tinha uma porta de onde vinha cheiro de biscoitos prontos, aquilo quase me fez flutuar para lá.
– Fiquem a vontade. — Disse ela e nós nos sentamos.
– Bem eu vou ser rápida, a gente já conversou pelo celular e você já sabe de tudo, sua familia mesmo sofreu nas mãos daquele homem.
– Sim sim. -Disse se lembrando, com certeza deve ter sido uma lembrança muito triste.
– Pois é, eu quero aquele homem atrás das grades e você também. Mas pra isso eu preciso que você vá comigo e fale tudo, tudo mesmo sobre o que ele fez.
– Ele me ameaçou, falou que se eu falasse alguma coisa ele terminava os serviço...
– Olha. — Dessa vez fui eu quem falei.- Eu sei que vai ser difícil encarar aquele homem depois de tudo o que ele fez, mas se você quer ser livre de uma vez, se você quer que o Nathan seja livre com você, você precisa ir lá. Eu te prometo que nada de ruim vai acontecer com você.
– Você não pode prometer isso pra mim, e o meu filho e se ele se vingar nele.
– Ele não vai encostar um dedo no seu filho se ele tiver presso. — Disse e segurei suas mãos. — A gente, não melhor, eu prometo.
– Tudo bem. — Ela disse, sabia que estava me metendo numa furada, mas não podia deixar de prometer isso para ela. — Eu vou.
Ficamos mais algumas horas ajeitando tudo, a Tiana iria ficar escondida no quarto da Black e do Lucas até amanhã, entraríamos com ela pela cozinha. Não deixaríamos ninguém ver ela. Principalmente o Nathan. Nisso tudo descobri que Tiana já estava de oito meses e que era uma menina. O Nathan com certeza vai babar na princesinha dele. Tiana foi até o seu quarto e pegou uma muda de roupa, só pra dormir mesmo. Ficamos esperando ela descer e ela foi rápida.
– Bem vamos, já está anoitecendo. — Disse a Black se levantando, sim a gente já tinha ligado para um táxi.
– Tá tudo pronto. — Disse ela.
– Tiana, esse é o último dia que você vai ficar presa no passado, a partir de amanha, você vai estar livre.
E assim voltamos para aquela maldida ilha, ou perfeita dependendo do ponto de vista. Mas para a gente, aquilo ali era onde as coisas começariam a mudar, pra melhor ou pra pior.
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