Friendship Colored

4 Nothing Left To Say.


Notas iniciais
CHENICO! Desculpem pela demora, mas como o prometido cá estou eu na segunda-feira *u*

Annabeth.

Tomei um banho demorado, e não pude evitar pensar em meu pai. Ele saiu de casa quando eu tinha 12 anos, desde então eu não o vejo.

Ao sair, coloquei um vestido azul que modelava meu corpo, salto alto da cor nude, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e, por fim, fiz uma maquiagem leve.

Parei em frente ao espelho me olhando por alguns instantes, era incrível como eu havia mudado com o tempo.

Vejo Percy apoiado na cômoda me olhando por cima do ombro e sorrindo de canto, então me viro para ele.

– Como estou?

– Você está... Perfeita. – Ele sorri, mas suas bochechas coram um pouco.

O moreno se aproxima, e me agarra pela cintura me levando até a cama. Ele se deita e eu me deito ao seu lado.

– Isso vai amassar minha roupa.

– E mesmo assim você continuará linda.

Sorrio e me deito em seu peito.

– Você quer que eu vá com você?

– Não. – Respondo. – Está tudo bem.

– Qualquer problema me liga?

– Pode deixar mãe. – Sorrio.

Ficamos em silêncio por alguns instantes. Levanto minha cabeça e encontro os olhos verdes.

– Você está me encarando. – Disse ele, sem desviar o olhar.

– Você também. – Ergo uma sobrancelha. – Tenho que ir.

Os olhos de Percy praticamente imploram para que eu não me levante, aliás, eu não quero me levantar, mas como tenho que ir faço-o assim mesmo.

– Boa sorte loira. – Ele se levanta e me abraça, e eu o aperto sentindo seu cheiro e o conforto de seus braços.

Nossos olhos cruzam novamente, e eu encosto nossos lábios em um selinho e saio correndo deixando um moreno desnorteado e sorrindo para si mesmo. Apesar de não ser um beijo de verdade, meu corpo inteiro estava em choque, e eu sorria como uma boba.

– Tchau filha, eu te amo. – Diz minha mãe da cozinha.

– Oi? – Ainda estou sorrindo. – Ah... – Balanço a cabeça. – Tchau mãe, te amo também... Tchau Poseidon.

Com isso entro no carro do meu pai que já está a alguns minutos me esperando.

– Pai! – Eu sorrio entusiasmada.

Meu pai responde com um aceno de cabeça, ele se quer olha pra mim, ou fala comigo. Não diz o quanto eu cresci, ou, o quanto estou bonita. Isso me magoa um pouco, mas não digo nada. Nós vamos até o restaurante em um silêncio constrangedor.

Descemos do carro, e seguimos para a entrada. Uma mulher que deve possuir mais ou menos minha idade está vestida com uma toga roxa que possui alguns enfeites dourados. Seus cabelos são longos e escuros assim como os olhos.

– Boa noite, em que posso ajudá-los?

– Eu fiz uma reserva hoje de manhã. – Diz meu pai.

– Senhor...?

– Chase.

– Ah sim, mesa para quatro! – Sorri ela. – Meu nome é Reyna e estarei servindo-os esta noite.

Reyna nos leva até uma mesa enorme ao fundo do restaurante, e eu me pergunto por que tão grande já que só jantarei com meu pai.

– O que vocês desejam por enquanto?

– Uma coca-cola e você... Annabeth? – Ele diz meu nome arrastado.

– O mesmo.

A garota se afasta e logo depois retorna com as bebidas.

– E então... – Beberico um pouco da coca-cola. – Porque mesa para quatro?

– Você vai descobrir... E como está sua mãe?

– Ótima. – Respondo.

– Bom... Bom. – Meu pai olha nervoso para todo o lado do restaurante.

– Algum problema pai?

– Não! – Ele sorri debochado. – Claro que não! Porque teria?

Dei de ombros, nós não dissemos mais nada, ele apenas continuou vagando o olhar pelo restaurante até que parou em uma direção e sorriu.

Segui seu olhar e vi uma mulher morena com mais ou menos a idade de minha mãe, e uma menina que aparentava a minha idade. Elas estavam cada vez mais próximas, e minha mão começou a suar.

Quando a morena se aproximou, meu pai a beijou. E em seguida, deu um beijo na cabeça da outra garota.

– Vocês estão lindas! – Ele disse a elas.

Revirei os olhos e comecei a remexer minha perna inquieta.

– Annabeth? – Frederick chamou quando se lembrou da minha presença por ali.

– Sim, pai?

– Essa é minha mulher, e esta é a filha dela... Nós nos casamos recentemente.

Olho para aquela família feliz, e faço algo que me surpreende, sorrio para eles.

– Então é isso? – Me levanto.

– Isso o que? – Pergunta ele assustado.

– Você fica sem me ver ou falar comigo durante quatro anos, e em fim quando me chama pra sair é para apresentar sua nova família?! – Percebo que estou gritando.

– Annabeth acalme-se.

– Me acalmar? – Grito. – Vai se foder! Você – aponto para ele – me abandonou quando eu era uma criança, e eu me lembro do quanto doeu ter de crescer sem um pai, eu chorava o dia inteiro. – Abaixei o tom de voz.

– Annabeth eu... – Frederick colocou a mão em meu ombro, mas eu a retirei em seguida.

– Nunca mais me mande notícias suas, eu não as quero.

Com isso saí do restaurante sem olhar para trás. Caminho sem rumo enquanto as lágrimas teimosas insistem em cair e embaçam minha visão. Entro no primeiro bar que vejo, não prestei atenção no nome, mas tinha Eme no meio.

Fui direto ao bar e peguei uma bebida virando-a em um gole só, em seguida apanhei uma cerveja e fui para pista de dança.

A música era Nothing Left To Say do Imagine Dragons, eu estava rodando e bebendo seguindo o ritmo da música e a fumaça na aglomeração de pessoas.

– THERE’S NOTHING LEFT TO SAY NOW! THERE’S NOTHING LEFT TO SAY NOW! I’M GIVING UP! GIVING UP! GIVING UP NOW! – Cantei jogando a cerveja para o alto.

Um garoto de cabelos encaracolados e sorriso maroto estava a minha frente, eu o puxei e começamos a nos beijar.

Senti uma mão me puxando, e em seguida fui jogada no ombro por alguém.

– ME SOLTA! – Chutei, enquanto gritava.

– Annabeth você pode parar de me chutar?

Percy.

– Pra onde estamos indo?

– Pra casa.

O moreno me colocou na caminhonete de Poseidon, e dirigiu até em casa, nós não dissemos nada, o que achei bom porque eu não queria comentar sobre Frederick.

Quando chegamos, subimos diretamente para o quarto. Minha cabeça doía, mas eu ainda tinha consciência do que estava passando a volta, ou seja, não estou bêbada.

– Você vai dormir comigo? – Pergunto me jogando na cama de Percy, e retirando o vestido ficando apenas de roupa íntima.

– Assim fica difícil não querer dormir com você! – Ele puxou os próprios cabelos. – Mas hoje eu só vou dormir com você, não dormir.

Percy retirou a camisa e colocou uma calça de moletom, depois lançou uma camiseta em minha direção.

– Vista isso.

– Sério?

– É claro que não, mas se eu for dormir com você de roupa íntima...

Dou de ombros e coloco a camiseta.

– Melhor?

– Não. – Ele sorri. – Eu preferia antes.

Percy deita-se ao meu lado, e me puxa para si colando nossos corpos.

Notas finais
É isso... :)