Friendship Colored
2 A noite.
Notas iniciais
Annabeth.
Nico estacionou o carro próximo a uma boate chamada Meio-Sangue.
– Nome exótico. – Comentei.
– Você vai adorar esse lugar! – Thalia jogou os braços para cima.
– Talvez. – Dei de ombros.
– Ei, o que o Percy estava fazendo na sua casa?
– Lembra o cara que minha mãe namorava?
– Sim.
– Percy é filho dele.
– Poseidon? Ele é um amor de pessoa.
Sorri para ela, não quis contar o que houve mais cedo porque conheço minha prima.
Continuamos seguindo em direção a festa, Percy e Nico cochichavam algo atrás de nós, mas eu não dei muita importância.
O lugar era bem legal, mas eu não consegui ver muita coisa devido às luzes que piscavam a fumaça e a aglomeração de corpos que pulavam e cantavam no ritmo da música.
– O que a Srta. deseja? – O barman me perguntou assim que sentei em um dos banquinhos.
– Uma cerveja está ótimo. — O cara assentiu e depositou uma em minha frente.
Olhei em volta a procura de Thalia, e a encontrei praticamente se engolindo com Nico em um canto próximo. Beberiquei a cerveja e a coloquei novamente no balcão dessa vez a procura de Percy.
– Me procurando? – Senti sua voz rouca e sexy ao pé do meu ouvido e estremeci.
– Talvez. – Sorri.
Percy puxou minha cerveja e deu um gole.
– Hoje mais cedo... – Ele começou.
– Relaxa, até parece que você nunca viu uma mulher nua. – Sorri puxando a cerveja de volta.
– E quem disse que eu fiquei incomodado em te ver sem roupa? Por mim pode ficar daquele jeito sempre que quiser. – Sorriu malicioso.
– Foi o que eu pensei. – Ergui a garrafa sorrindo, e analisando a festa novamente. – Você está vendo aquela ruiva?
O moreno olhou por cima do ombro.
– O que tem ela? – Puxou a garrafa para si e bebericou.
– Ela, meu querido, não tira os olhos de você.
– Acho que tenho que cuidar disso então.
– Ah você tem. – Pisquei.
Percy se levantou e foi em direção à ruiva, no começo ela se fez de difícil, mas no final acabou cedendo e logo os dois estavam se agarrando. Quando terminaram, ele retornou para o bar.
– E então...?
– Molhado e grudento demais.
Sorri com o comentário.
– Enquanto nos beijávamos – Percy puxou a garrafa – percebi a presença de gêmeos por aqui...
– Deixa comigo. – Sorri.
Não demorei em avistá-los, ambos eram magros, bonitos com cabelos escuros e encaracolados, um deles estava com uma garota por isso decidi deixá-lo para o final.
– Olá. – Me aproximei de um tentando ser sexy.
– Olá. – Ele me avaliou de cima a baixo e me puxou pela cintura.
Não precisamos de diálogo algum, apenas começamos a nos beijar. Até que ele beijava bem, mas babava muito. Quando precisamos do ar nos afastamos e eu dei as costas para o mesmo.
– Ei! – Gritou ele. – Seu nome...
– Joana! – Gritei em resposta sem me virar.
– Connor.
Certifiquei de que Connor me perdera de vista e me aproximei de seu irmão que estava com a garota.
– Com licença querida. – A empurrei levemente com a mão.
– O que você pensa...
Agarrei a nuca do garoto e começamos a nos beijar, ele não beijavam tão mal, mas também não era melhor do que o irmão.
– Obrigada por isso. – Sorri e pisquei para ele que sorria abobado, a garota me fuzilava.
– Se-seu nome. – Gaguejou.
– Eliana.
– Travis.
Com isso virei às costas e me misturei à multidão, quando tive certeza de que Travis e Connor pararam de me procurar, retornei para o bar onde Percy me esperava com um sorriso safado.
– Como foi? – Ele perguntou.
– Buldogues.
O moreno sorriu, e admito que sua risada fosse música para os meus ouvidos.
– Encerramos por hoje?
– Nada disso! – Sorri indignada. – Eu fiquei com dois cachorros babões e você só com uma ruiva.
– Beleza, escolhe a próxima e ficamos quites.
– Hum... – Olhei em volta novamente, e vi uma loira solitária em um canto. – Aquela ali.
– Opa, ela é gata se bem que a ruiva também era.
– Você é gosto... – Me interrompi no mesmo instante.
– Eu sou o que? – Ele ergueu uma das sobrancelhas.
– Você é gostoso, não faz sentido eu escolher garotas que implorem por você... – eu o olhei de cima abaixo. – Tenho que escolher as bonitas porque talvez elas tenham namorado e te rejeitem.
– Entendi. – Percy sorriu de canto. – Você também não fica atrás nesse termo...
Ele acabou de me chamar de gostosa ou...?
– Ah sim, obrigada. – Bebi a cerveja tentando disfarçar meu estado de vergonha.
O moreno sorriu, e foi em direção à loira. Ela resistiu por alguns minutos, mas logo eles se beijaram e ele retornou.
– Você tem razão, ela tinha namorado.
– E mesmo assim não te rejeitou? Que cadela.
– Pode até ser, mas que beija bem beija. – Revirei os olhos e me levantei. – Aonde você vai?
– Dançar. – Deixei a garrafa na mão de Percy e fui em direção à pista.
Não sei o nome da música, mas era animada. Comecei a dançar de uma forma sexy e às vezes eu lançava olhares para Percy que sorria e erguia a garrafa em minha direção.
Juntaram-se vários rapazes em minha volta e todas aplaudiam e gritavam até que...
“Joana?” “Eliana?” as vozes disseram em uníssono.
Olhei para os gêmeos que entraram em um diálogo de como me conheciam ou de qual era o meu verdadeiro nome, aproveitei a pequena discussão e corri até Percy.
– Sujou! Sujou! Vamos. – O puxei pela mão.
Ele sorriu, deixou 10 pratas no bar e então corremos para saída.
– Percy! Annabeth! – Thalia e Nico gritaram.
– Percy? Ele me disse que se chamava Jeferson! – A ruiva gritou.
– Jeferson? É Alex! – A loira bateu o pé.
Nós dois continuamos a correr, e quando tomamos distância suficiente da boate paramos para arfar e começamos a rir como loucos.
– Jeferson? É Alex! – Imitei a loira.
– Joana? Eliana? – Ele imitou os gêmeos e gargalhamos ainda mais. – Acho melhor irmos para casa.
– Sim. – Concordei ainda rindo.
Não demoramos para chegar a casa, já que era a apenas um quarteirão dali e já havíamos corrido metade.
Assim que estávamos dentro de casa, cessamos as risadas e subimos para nosso quarto.
Percy tirou a roupa na minha frente sem se importar muito e ficou apenas de cueca novamente e se jogou na cama.
Peguei meu pijama – um camisetão e um short mais curto que sei lá o que — fui ao banheiro, e escutei um resmungo “Sem show agora?” não pude evitar sorrir.
Quando terminei de me trocar voltei para o quarto e fiquei em pé na cama de Percy, como ele estava no centro dela com as mãos atrás da cabeça, coloquei uma perna do lado e a outra do outro.
O moreno abriu os olhos lentamente e colocou as mãos na minha coxa me puxando de forma que eu sentei em seu abdome, e então ficou acariciando minha coxa.
– Essa noite foi o máximo. – Sorri.
– A melhor parte está acontecendo agora. – Ele sorriu.
– E olha que nós nem fizemos nada.
– Fizemos sim.
– Estou dizendo, entre nós, eu e você... Não nos beijamos ou...
– Quando você quiser ser beijada por mim é só dizer.
– Não hoje. – Sorri me levantando e indo para minha cama.
– Você que sabe. – Percy virou para o lado.
– Boa noite Moreno.
– Boa noite Loira.
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