Notas iniciais
nada a declarar. Já disse o que tinha pra dizer.

[Tsurugi POV]

Posso dizer que conheci vários dele, ao longo dos tempos em que vivi. Posso até contar que eu fui muito feliz, que tive grandes pessoas ao meu lado, que me deram apoio em todas as minhas decisões, exceto no momento que decidi me desfazer de mim, largar a minha vida e me submeter às deprimentes vontades do meu próprio coração.

Não, não julgue erroneamente que eu em arrependo. Não me arrependo. De absolutamente nada. Viver com Mizuki, ter um filho com ele e adotar uma linda menininha chamada Rise foi mais do que apenas o melhor dos presentes que ganhei.

Mizuki definitivamente é a pessoa que mais amei no período de minha existência. Nosso melhor momento juntos era brincar com nosso filho, mas lamento por ele não ter visto seu pequeno crescer e se tornar um menininho lindo que é hoje, lamento por não ter divido com ele um segundo a mais de felicidade quanto tive essa oportunidade.

Mas Mizu, pra mim, é uma das melhores coisas que aconteceu.

Além de Shiny, o meu melhor e mais inesquecível amigo. Certamente, a pessoa que tem um lugar para sempre em meu coração, que nunca vai sair dali de dentro. Shiny, para quem não conhece, é meu amigo. Não de tão longa data, mas ele consegue me conhecer melhor do que ninguém. Ele sabe até quando estou satisfeito ou quando estou realmente muito abatido, morrendo por dentro.

Pra mim, não há melhor lugar no mundo do que quando estou com Shiny na balada, tirando os momentos em que posso aproveitar com meus filhos. Se bem que Shinya sempre riu muito e cuidou do meu pequenino Yuuki quando eu mais precisei... Ou quando ele precisava de um sorriso maior do que eu poderia oferecer.

Torno a repetir: Não me arrependo de momento algum que passei ao lado deles. E não foi por eles que precisei largar tudo e encontrar meu melhor momento para me sentir vivo novamente... Foi porque eu queria melhor para ser o melhor para eles.

[Hizumi POV]

Seriedade era a melhor palavra para mim. Primeiro Kaya, depois Kamijo... e por último Byou.

Kaya era a pureza que eu desejava ter em minhas mãos, tão puro e aveludado quanto às rosas do jardim que eu levava para ele em todas as noites. Mas, num surto, eu o perdi. Do dia pra noite, realmente, foi mais do que eu pude suportar... mas eu tinha gente lá pra me ajudar.

Então, conheci Kamijo, uma pessoa que se tornou especial em pouco tempo. E logo começamos a ficar juntos, éramos da mesma natureza, meio parecidos, necessitados de um carinho extremo para se sentir vivo... Mas em apaixonei por outro alguém com ele – e aí sim, eu tive certeza de que era meio fraco demais.

Nessa época, a pessoa por quem me apaixonei era Byou, um loirinho lindo. Perfeito. E meu neto. Incesto não é exatamente uma das melhores coisas, mas... Ele significava demais para mim. Deixei do Kamijo e prossegui minha vida ao lado de Byou, tranquilamente. Ele era mais do que apenas especial para mim. Muito mais... Mas eu mal sabia que, na verdade, eu estava sendo enganado como muitos outros, porque – na verdade – tudo o que acontecia, por mais amor que houvesse... Era duro de suportar.

Enfim, tirando isso... Vou falar de Aiji. O meu melhor amigo. Depois meu genro, quando se casou com meu filho. Sinceramente, acho uma pena eu não estar lá para ver esses dois se casando, porque eu ajudei nessa história, em que os dois ficaram tanto tempo lutando contra a própria vontade até terem coragem de se declarar, acabar com namoros antigos pra ficar finalmente com quem gostavam.

Aiji, pra mim, é mais do que um amigo. É o espelho da minha alma, era o tipo de pessoa legal que eu queria me tornar um dia. Ele nunca se preocupou em me dizer aquilo que achava, quem sabe brigar comigo se considerava errado o que eu estava fazendo ou a forma com que eu estava agindo. Ele era quase minha mãe quando eu deveria ser seu pai. E a pessoa que deveria estar do lado dele.

Por outro lado, enquanto um brigava comigo, outro em dava o carinho que precisava. Mikaru, meu filho, marido do Aiji. Ah, esse eu nunca vou me esquecer (igualmente o Aiji), mas Mika era uma espécie rara de filho. Meio anjo da guarda, que aparece nos momentos em que você menos espera que ele esteja ali, sabe? Entretanto, ele sempre estava lá. Pra em chamar carinhosamente de pai.

[Miya-chan POV]

É difícil contar em palavras o que já aconteceu comigo, a minha volta. Perdi muito, perdi tudo... E tenho perdido as minhas esperanças de viver, mas estou tentando ser forte pelos amigos que tenho. Na época do Gui, vivia pelo Kou. Viva pelo Kou... Hum... Bem, isso – querendo ou não – durou não mais do que cinco dias. Cinco TENSOS dias, os quais eu lembro com muita dor no coração, pela saudade imensa que sinto dele, às vezes, quando me pego pensando nisso sozinho... [n/a: informações oferecidas pelo Guilherme.]

Depois de Kou, tive mais muitas complicações. Me apaixonei fortemente por Kou e, sem ele, eu não queria ficar, jurei até que eu iria me matar. Ele me prometeu que ficaria pra se despedir de mim, mas não foi possível, acho que muita gente tem medo do adeus...

Então, tive Byou. Com quem dividi momentos incríveis, afinal. Praia, mar... Tudo muito bom, colorido, mais do que apenas uma brisa de verão. E chegou, indo embora em seguida, tão rápido quanto essa chega pra avassalar tudo e some num piscar de olhos, num pulsar de coração... e no derramar de uma lágrima.

Não apenas eles, é claro. Hoje tenho mais do que apenas essas pessoas (que me restaram apenas na memória).

Tenho pessoas que me cercam e fazem mais do que apenas diferença na minha vida. Para começar, Ha-chan. Agora me pergunte como e quando eu o conheci. Vou te responder, com o peito estufado, que não faz mais do que um mês que eu conheci essa coisa por acaso, num dia qualquer, tedioso e sem nada para fazer. Mas essa criatura é tão especial pra mim a ponto de eu já considerá-lo meu irmão. E grande amigo.

Ha-chan é, sem dúvidas, o cara que você nunca acha que vai se dar bem com ele até conversar e ver que você tem mais do que apenas a profissão em comum. Você tem amizade, ideias e cretinices – leia-se piadas de um tanto mal gosto – com ele. E ele te entende, na hora que precisar entender.

Não é necessário agitar para usar. Nem desenhar para entender.

Além dele, tem alguém que faz mais diferença do que tudo. Quer dizer, falar sobre meu Yu-yu-yu-yuu-chan é mais difícil do que falar de mim mesmo – e olha que já me considero uma pessoa complexa demais pra ser discorrida em palavras.

Pra mim, Yuu-chan é mais do que um amigo, mais do que um irmão... Mais até do que uma pessoa especial. Não sei defini-lo, nem transcorrê-lo em palavras simplificadas, só sei dizer que gosto muito dele. Não, mentira. Eu amo ele, amo muito, demais. Yuu-chan pra mim é quase como um role model, aquilo que eu quero ser um dia. Ele se acha, é verdade, sobre tudo quando me pede pra chamá-lo de meu semezão, mas ele não é mais do que o seme que todos queriam ter – e digo que ele é meu, do mesmo jeito!

Por esses e tantos outros não mencionados aqui, como minha querida Hanna, sobrinha preferida, que eu vivo. E continuarei vivendo.

[Aki POV]

Já é minha vez de falar? Ta bem. Eu poderia começar dizendo para lerem uma pá de fanfic, mas vou seguir a linha dos outros e falar apenas das coisas, mencionando-as. Começando pelo começo. Sagão, encantador, legal, boa companhia para bebida. Primeiro amor da minha vida; teria ficado ele se não fosse...

Aoi, meu amigo querido, por quem eu zelo até agora pelo bem estar. O significado que ele tem na minha vida é maior do que todo mundo acha, e ele eu perdôo de tudo – como já perdoei e agora torno isso público. Aoi, pra mim, é como se fosse parte do ar que respiro. Porque é dele que veio um terço do apoio que eu recebi para continuar minha vida, quando eu mais achava que as coisas não valiam mais a pena, sabe? Foi com a ajuda dele. E eu só o conheci graças a...

Saga. Meu amigo. Melhor amigo. Pessoa com quem me desentendo uma das 24 horas que tem num único dia. Cozinhar pra ele é sempre a maior das aventuras que vivi, sem sombra de dúvidas, principalmente quando eu me aventurava fazendo, em menos de meia hora, espaguete, brownie com sorvete e torta de morango. Quem disse que eu não faço de [quase] tudo pra agradar a quem me vale à pena? Eu acho que sempre foi bom jogar Bejeweled® com ele, simplesmente divertido demais pra eu dizer que não... Riamos horrores, mas nunca nos esquecíamos de quem éramos. Nunca nos esquecemos do quanto precisávamos de um amigo... Mas vivíamos nos desentendendo. Sabe a dor da perda? É a pior...

Pois bem, Uru-chan, claro. Meu pai. Meu pai e pessoa que tanto amo, na verdade. Com ele, eu posso contar 48 das 24 horas de um dia. Ou até mais, se depender fortemente disso, nee... Simplesmente pelo fato de que ele me entende até quando eu digo que quero comer pudim ou quando caio no chão, me corto inteiro e peço pra ele colocar um band-aid da hello kitty, super meigo e doce, nee. Bem, todo mundo sabe que eu sou gay, mas... As pessoas nunca viram a gente juntos quando a gente se conheceu. Fomos à praia, com apenas um violão e mais nada. Ele passou protetor solar nas minhas costas e rimos muito, brincando na água feio duas crianças... E como sinto saudades do tempo que eu falava com ele todo dia...

Rita. E Exo-sama. Como poderia esquecer duas partes fundamentais da minha vida? Pois bem, são exemplos de pessoas com as quais você está dizendo um ai e eles já estão em desespero, prontos para te ajudar. Não tenho como me esquecer deles...

Muito menos de Mana, meu filho. Pessoa cujas fitas contendo inúmeros segredos está em meu poder absoluto, mas ele é uma amor de pessoa – mesmo que seja no fundo, bem no fundo, mas no fundo meeeesmo! -, tenho muita consideração por ele e sua boate GLS dada de presente por mim.

Faltou alguém? Sinto que não...

Ta bem, faltou a pessoa que move a minha vida. Meu Jin. Meu sensei, minha vida, meu rumo, meu caminho, minha perdição, meu sonho, meu futuro, meu marido e pai dos meus filhos. Ele me deu o maior dos presentes, que foi nossa pequenina Akemi. O problema é que cheguei até aqui e ainda não consegui pensar no que falar disso.

Okay, vou recorrer ao clichê. Jin é um homem atraente, bonito e sincero. Ele tem um ar muito misterioso que o cerca do ar verdadeiro dele, que é bastante sadomasoquista. Sim, eu o amo assim. Posso não ser fã de muitas coisas masoquistas ou sádicas, mas toda vez que estou com ele sinto vontade de esquecer esses pré-conceitos que tenho em relação a isso e me jogo de cabeça nesse mar profundo que é o abraço dele... Acolhedor, quente... E tão aninhador.

Além de tudo isso, Jin ainda é meu marido, meu único. As vezes, juro que algum dia ele vai se encher de tanto me ouvir dizer que eu o amo, mas enquanto esse dia não chega, continuo falando exageradamente que sou totalmente dependente dele, mesmo com tudo de arriscado pelo qual já passamos. Amo quando ele tem seus ataques possessivos e não me deixa fazer coisas, quando ele me protege exageradamente, quando ele sussurra que vai matar alguém se falar mal de mim ou se fizer algo contra mim, contra a minha vontade... Gosto de sentir ciúmes dele, gosto... de sentir saudades.

Uff... Já exagerei, eu acho...

Mas fica um carinhoso eu te amo para todos. Sagão – que vai sumir de volta... -, Aoi-chan – pela Yubizume -, Saga – pelo nosso Barney e o emdo de bolhas -, Uru-chan – pelos filmes -, Rita e Exo – por sua companhia -, Mana – meu filho desajustado -, e... Meu Jin, for undisclosed reasons.

[Bou POV]

Nunca tive amigos e já poderia ter estragado minha vida. Miku e Kanon sempre foram mais do que isso pra mim, foram quase como meus pais, pessoas com quem eu me sentia seguro, com quem eu gostava... Miku me avisava “Fique longe deles!” e eu tentava... Mas sempre foi mais forte do que eu podia resistir...

E conheci Shou, justamente uma das pessoas com quem Miku me pediu para não me envolver. De todos, Teruki foi o primeiro pra quem contei, igualmente Kanon – que inevitavelmente escutou por estar ao lado dele. Ninguém falaria para Miku e esse seria o segredo.

O segredo, afinal, podia ser apenas o fato da minha paixão ser o Shou, mas... Era um pouco mais complicado do que isso. Minha primeira vez foi com ele, numa casa pronta para ser demolida, completamente abandonada, numa zona ao leste, bastante afastada do centro de Tokyo. E, displicente, conheci ele no primeiro dia e logo estávamos envolvidos, fazendo sexo num lugar como aquele... Ou como no dia seguinte, em pleno cinema – isso acabou por virar mais do que nossa maior fantasia e algo que botamos em prática quase todas as vezes nesses 2 anos e meio que vamos ao cinema.

Pois bem, Miku acabou descobrindo que estava com ele e como foi minha primeira vez. A partir daí, começaram a surgir problemas e mais problemas. Miku, seu ex-noivo, o ex de Shou [Saga] e por aí vai.

Sou feliz por essa parte da história ter adquirido um final feliz, como muitas não têm. Podem não acreditar em relacionamentos perfeitos e em contos de fadas, mas sempre me pego pensando que a realidade que vivo é especial e perfeita demais para que eu desacredite nessas coisas...

Shou me completa, me faz sentir a pessoa mais feliz que existe no mundo. Acordar aninhado em seus braços, apesar da nossa diferença de altura, me faz sentir protegido e bem guardado, num local em que jamais vou cair ao chão e me quebrar; dormir a seu lado, abraçando-o e sentindo seu perfume toda noite e mais do que apenas perfeito... Chega a ser divino. Além disso, nem menciono aqui quando fazemos amor, quando sinto seus lábios encaixarem nos meus em sincronia, num perfeito encaixe... Eu acho perfeito. Lindo.

Depois de muito que já aconteceu entre a gente, chego a pensar, muitas vezes, que poderíamos não estar mais juntos, de forma alguma, pois tudo acontecia contra nossa vontade.

Todavia, nunca – nunca mesmo, que fique claro – eu pensei em deixar o meu Shou. A minha raposa. E a melhor coisa que me aconteceu na vida.

Notas finais
Reviews das/dos off?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!