Friendship And Love

10 Epílogo/Prólogo


Notas iniciais
Então, esse é o último capítulo - o oficial. Chamo de epílogo porque a narração é antes da estória inteira começar, só por isso. Espero que gostem. Em breve, eu creio, pretendo escrever mais um pouco sobre essas loucas amigas que viajaram pelos EUA :)

— Demi, as garotas estão aqui! — gritou minha mãe, Dianna, no andar de baixo da casa.

— Estou indo! — respondi no mesmo tom.

Bati a mão no bolso da calça para conferir se meu celular estava ali. Peguei a mochila e a pus no ombro, dando uma última olhada no quarto. Dianna insistira para que eu o deixasse bagunçado, para que quando sentisse falta de mim apenas olhasse, e eu assenti com seu desejo.

Era tão estranho ir. Digo, eu havia passado mais da metade da minha vida dentro daquele quarto, tocando violão e compondo, e agora eu o estava deixando. Pelo menos, era por uma boa razão. Eu viajaria pela Rota 66 até Chicago, junto com minhas melhores amigas. Estava tão orgulhosa de mim: minha primeira aventura.

Desci e encontrei Mary comendo um pedaço de bolo que minha mãe fizera. Miley conversava com ela, Dianna e Taylor. Sorri, animada ao vê-las em posições tão normais quanto possível.

— Eu vou sentir falta disso — Mary falou apontando para o bolo. Dianna sorriu torto. — Quase dá vontade de desistir e ficar aqui.

— Você prometeu, Mary — eu disse, empurrando-a pelo corredor que dava para a porta de entrada. — E não se quebra promessa entre amigas.

— Odeio quando você usa nossa amizade como desculpa. — Ela bufou e me olhou irritada. Contive-me com um sorriso tímido, mas triunfante.

Taylor e Miley passaram por nós, puxando Mary com ela. Quando fui fechar a porta, minha mãe apareceu, me fitando tristemente.

— Tchau, mãe — falei um pouco receosa. Despedidas não era uma coisa fácil pra mim. Tanto que não tinha me livrado das minhas amigas do jardim-de-infância e agora iria atravessar os Estados Unidos com elas.

— Tchau, Demi. — Ela acenou deprimida. Tentei-lhe dar um abraço, mas iria soar muito falso. Por isso, corri o mais rápido possível para o carro de Taylor.

Era um Chevy Impala ‘67 preto. O avô de Taylor o comprou e depois repassou para o pai dela. Antes de eu convencê-la a ficar com o carro, ela achava que era um lixo sobre rodas. Aquele carro era o nosso bebê e eu o prezava tanto quanto minha amizade com àquelas garotas.

— Puxa, e eu pensando que Miley era a que não tinha sentimentos — disse Taylor quando entrei.

— Nem todos abrem o berreiro só porque vai sair da casa dos pais, Tay — alfinetou Mary sorrindo para mim. Agradeci a resposta mal dada com a cabeça.

— Próxima parada: casa de Selena — falou Miley, colocando Taylor para acelerar o carro.

Sorri involuntariamente. Talvez ninguém tenha notado. Eu não via Selena há uma semana, por causa das entrevistas de faculdade que os pais a obrigaram a fazer. Eu sentia mais falta dela do que qualquer uma outra que estava naquele carro. Confesso-lhe uma coisa: ela era meu primeiro amor — e eu não me arrependia nada disso.

A casa dela não era muito longe da minha. Em questão de minutos, estávamos parando em frente ao gramado verde e bem cuidado da casa dos Gomez. Antes de sairmos para chamar Selena, no entanto, ouvimos gritos vindo de dentro.

— Não, mãe, eu vou embora! — Era a voz de Selena. Seu tom estava muito mais que irritado. — Nenhuma entrevista mais!

— Selena Gomez! — O grito da mãe era mais alto que o da filha. — Se você sair por essa porta, nunca mais entrará!

Selena abriu um pouco a persiana da sala e viu o Impala.

— Ótimo! Espero ouvir isso desde que tinha dez anos!

A porta de abriu e Selena saiu pisando forte. Antes de atravessar o gramado, sua mãe apareceu à porta, mas ela não lhe deu nenhuma atenção e continuou seu caminho até o carro.

Taylor não pensou duas vezes em dar a partida quando Selena entrou no carro. Que estranho. Selena estava ali, do meu lado. Eu sentia sua respiração, e nada me vinha à mente para falar-lhe. Eu pensava naquele momento há uma semana e, quando chegara à hora, eu não sabia o que fazer.

Ninguém disse nada até sairmos do nosso bairro. Selena caiu no choro e me abraçou. Soltei um sorriso tímido.

— Eu estava com saudade. — Não sabia se ela se referia às outras ou só a mim. Pensar na última possibilidade me fez corar.

— O-o que a-aconteceu? — perguntei gaguejando, passando meu braço em torno dela.

— Loucuras da minha mãe, mais uma vez. — Selena suspirou cansada. Depois, sorriu (para minha alegria). — É bom fugir disso um pouco.

— Sorte a sua! — exclamou Mary, do meu outro lado, animada. — Alguns dias serão o bastante para muitos motéis, caminhoneiros e Rota 66!

Taylor e Miley gritaram mais animadas que Mary. Selena deu um sorriso, um pouco desinteressada, ainda abraçada em mim, o que me causava calafrios de nervoso.

— Não se preocupe — sussurrei ao ouvido de Selena. — Vou proteger você dessas malucas.

Baby, you can drive my car! — cantaram Taylor, Miley e Mary. — Yes, I’m gonna be a star! Baby, you can drive my car! And maybe I love you! Beep beep'm beep beep yeah!

Selena riu. O som me lembrava sinos sendo delicadamente tocados.

— Meus pais sempre dizem que tenho de arranjar um namorado. Mas pra quê namorado quando tenho as melhores amigas do mundo... e você?

Só depois de algumas horas de viagem fui entender o que Selena queria dizer.

E me senti a pessoa mais feliz do universo.

Notas finais
A música que as meninas cantavam chama Drive My Car, dos Beatles e que os Jonas fizeram um cover.
http://img8.imageshack.us/img8/8964/chevroletimpala01k.jpg
Carro da Tay. Sim, é o mesmo do Dean de Supernatural *-*
Não abandonem, pois acho que até semana que vem sai alguma coisa nova por aqui :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!