Friends Don't Kiss Me Like You Do
1 Friends Before A Romance
Notas iniciais

Hermione estava sentada no primeiro degrau das escadas, que davam no segundo andar da casa e num silêncio profundo, permitia-se lamentar sua vida fatídica. Suas noites ao lado do marido, supostamente infiel, estavam ficando cada vez mais difíceis. Ele já não era o mesmo, seu conhecido bom humor, também estava mudado; seu casamento era um verdadeiro caos. A mudança repentina na personalidade de Rony, estava lhe destruindo internamente. Ela queria um feitiço para eliminar sua dor, mas a mulher — por mais inteligente que fosse —, não conhecia nenhum que pudesse ajudá-la naquele momento. Estava só consigo mesma.
A noite perdurava e com o passar das horas, àquela casa tornava-se mais fria e escura. Os gritos escandalosos de Rony perpetuavam sua mente perturbada, que por sua vez, pedia socorro. Hermione recolhia suas melhores memórias de sua longa estadia em Hogwarts. Ela estava com os olhos fechados, mas em seus lábios perfeitamente desenhados havia a sombra de um modesto sorriso, lembrara do momento em que dançou com Harry. Apenas ele sabia melhorar o seu humor duvidoso e sempre nos piores momentos estava ao seu lado. Era um bom ouvinte... seu melhor amigo.
Como uma espécie de consolação, a jovem, que abraçava os joelhos firmemente, ouviu a campainha da casa tocar, seu coração pareceu pular num frenesi contagiante, e, apressadamente, ela dirigiu-se a porta. Estava descalça e desarrumada. Enquanto ela erguia os seus cabelos para amarrá-los, os pés confrontavam-se com o chão gélido de madeira. Seus olhos sorriram, quando ela o viu. Ter Harry ao seu lado naquele momento difícil do casamento, era tudo que, Hermione necessitava, mesmo que ela ainda se sentisse atraída pelo seu melhor amigo.
Era estranho voltar a vê-lo após tanto tempo. Sem lhe dizer uma única palavra que fosse, a jovem envolveu o amigo em seus braços, sufocando-o e depositando sobre o mesmo toda a sua angústia. Ela estava tentando colocar palavras não ditas naquele abraço e ele talvez tenha entendido sua tentativa, pelo menos, era o que demonstrara. Tentando recuperar-se do abraço, que quase lhe custou a vida, Harry afastou-se aos poucos e passou a fitá-la com resignação. Através dos olhos tristes da bela que enrugava os lábios de forma involuntária em sua direção, ele podia sentir o seu sofrimento, então ele segurou a sua face pequena entre as mãos gélidas e criou coragem para questiona-la a respeito.
— Hermione... Hermione, você está bem? — indagou, Harry, pelo simples fato de conhecer muito bem sua amiga, ele sabia que ela não estava bem; podia captar sua dor, mesmo que fosse algo abstrato. — Hermione... o que há de errado? — ele insistiu abismado e impaciente por uma resposta. Finalmente, Hermione se afastou dos seus braços e seu olhar passou a fitar o teto. O silêncio se abateu entre os dois e por um longo momento, nada mais foi dito.
Por muitos anos aqueles dois comportaram-se como irmãos, contudo, no fundo, ambos tinham convicção de que outro sentimento rondava-os, desde que se conheceram no trem à caminho de Hogwarts. Algo forte, incontrolável, eu diria. Não sucumbir a desejos internos foi a melhor saída para os dois, entretanto, com o passar do tempo tudo estava se complicando. Suas vidas estavam incompletas, havia a necessidade de algo a mais. Era impossível prever o que aconteceria naquela noite, fria e escura de Londres.
— Hermione, eu... — iniciou Harry.
— Eu estou bem! — interrompeu Hermione instantaneamente. Sua garganta ardeu ao pronunciar aquelas palavras, eram tão falsas quanto o sorriso entre dentes estampando em sua face desprovida de cor — O que faz aqui? — indagou enraivecida, sua voz soara demasiada ríspida. Sua ira era justificável. Estava com raiva, mas não pela presença do amigo, e sim, pela ausência do marido. Harry encarou a mulher por um instante. O silêncio era soberano no ambiente. Tanto a se dizer e nenhuma coragem para fazê-lo.
— Estava aqui perto e resolvi visitar meus amigos, mas vejo que não foi uma boa ideia. — Nesse momento, Hermione, que encarava seu reflexo deplorável na vidraça da janela, voltou seu corpo para trás imediatamente e seus olhos arderam como nunca. — Tudo bem... — respirou Harry apoiando suas mãos no quadril antes de voltar a falar — Posso voltar uma outra hora. Só precisava te ver ... — o antigo costume de enrugar os lábios quando nervoso continuava igual. Harry não sabia manusear as palavras certas, se é que eles existiam. Estava desconcertado pela proximidade. — ...Vê-los — ele tentou consertar sem êxito. — Bom... Eu vou... Até logo, Hermione e ...
Antes que Harry continuasse a falar bobagens, Hermione caminhou até ele com pressa e voltou a abraçá-lo, mas agora com mais intensidade. Cautelosamente, ele conduziu suas mãos até sua silhueta, pousando-as lá de forma sutil. O perfume da bruxa era doce, provocante, e sua pele tão suave quão seda italiana, lhe permitia devaneios eróticos com seu corpo. Harry podia ouvir o coração da mulher acelerado e ela o seu. Estava tudo muito confuso e a proximidade dos corpos só os confundia ainda mais. Já não enxergavam-se como simples amigos, mas como homem e mulher, o que eram de fato.
— Preciso de você, Harry! — sua voz virou um sussurro, calmo e invasivo. Harry estava tentando absorver aquelas palavras, mesmo que não fosse o melhor momento para ouvi-las — Por favor... Fique... Fique comigo. — pediu em um tom suplicante. Sua proposta lhe pareceu tentadora, embora soubesse que tudo se resumiria em uma boa conversa, mesmo assim, o bruxo decidiu-se por ficar. Era tudo o que ele mais queria.
— Ficarei, Hermione... Sempre — sussurrou-lhe em resposta. Os seus olhares encontraram-se ao término do abraço e subitamente, o ar de tristeza do ambiente dissipou-se restando um clima agradável e quente — E ... Rony, onde ele está? — questionou, cortando toda a tensão de suas palavras e deixando a amiga furiosa novamente, entretanto, aquela era a única forma de fugir da conversa que estava tomando um rumo perigoso, perigoso o bastante para fazê-lo levar a sua melhor amiga para cama sem pensar duas vezes.
— Eu não sei. — essa foi sua única resposta, embora houvesse algumas suposições do paradeiro do seu marido rondando sua mente. — Rony está estranho comigo, nunca está em casa. Seu complexo de inferioridade não foi superado como havíamos pensado. Ele está igual ou pior — ela murmurou com a voz esganiçada. Harry pestanejava compulsivamente e continuou a ouvi-la em silêncio, tomando a precaução de manter-se distante — Não sei se fiz bem em me casar com o Weasley! — sibilou de forma leve e informal. Hermione esperava uma reação qualquer de Harry, porém não obteve nenhuma, seu amigo estava como uma estátua viva, olhando para o nada — Harry... Você não vai dizer nada? — questionou impaciente pela resposta, todavia, as feições mornas de Harry seguiram iguais, sem qualquer alteração — Gostaria de estar em sua mente, agora e....
— Não seria uma boa ideia, — ele disse num sobressalto estranho. A ideia de ter Hermione em sua mente era tão perturbadora que o fez querer sair de onde estava no mesmo instante — realmente não seria! — continuou em voz alta deixando-a intrigada de sua reação exagerada.
Ele estava transpirando excessivamente. Era como se não tivesse o controle do próprio corpo em suas mãos, algo estranho se considerarmos sua personalidade calma e inexpressiva. Harry não queria dar vazão ao sentimento adormecido por anos. Suas vidas estavam decididas e encaminhadas. Uma possível traição infligiria todos os seus conceitos. Havia um passado do qual se orgulhavam, mas também havia um presente tão incerto quanto um raio de sol em um dia nublado. Se por um lado eles queriam permanecer na mesmice; pelo outro queriam experimentar o novo que estava obstruindo seus corpos.
— Harry... Olhe para mim. — seu pedido, que soara mais como uma ordem, foi previamente atendido pelo bruxo que aproximou-se um pouco mais — Sou como um fantasma agora. Tão infeliz quanto um vampiro condenado à imortalidade. — ela deu uma risada sem graça e caminhou em direção ao amigo que com os olhos implorava para que ela não avançasse mais — Toque as minhas mãos e sinta o quão gélidas elas estão. — Harry realmente queria tocá-las, mas aquela não lhe parecia a ocasião correta para o ato, sendo assim, limitou-se a observá-la. — Toque-as, Harry! — ela insistiu erguendo as mãos em sua direção. Bastaram alguns minutos de súplicas entre olhares e finalmente Harry decidiu atender o pedido, era como se uma corrente elétrica percorresse o seu corpo naquele momento.
Hermione só queria ser enxergada... Enxergada pelo homem que durante anos amou em segredo. Com seu casamento em ruínas e sua vida fatídica, ela precisava de algo a mais, algo sólido o bastante para mantê-la de pé e apenas em Harry, seu melhor amigo, ela enxergava essa oportunidade.
— Hermione. . . Eu preciso ir embora. — murmurou Harry desconcertado o bastante para atropelar suas palavras sem qualquer consideração. — Realmente preciso ir e....
— Achei que fôssemos amigos. — Hermione fez questão de externar sua indignação para com ele e afastou-se deixando-o pensativo — Somos amigos, não somos? — atreveu-se a questioná-lo talvez quisesse confrontar suas emoções. — Não vai dizer nada?
Sem dizer uma única, Harry caminhou até a porta para ir embora. Queria esmurrar a si mesmo pela covardia, entretanto, não o fez. Com a respiração presa e mil incertezas na mente, deu meia volta, jogou Hermione contra a parede e ergueu os seus braços contra mesma. Podia-se enxergar o desejo emanado pelo excesso de transpiração dos corpos que aqueciam-se anormalmente. Hermione havia conseguido que o centrado Harry Potter perdesse o controle, mais um grande feito para ela.
— O que espera de mim, senhora Weasley? — perguntou Harry com um olhar devorador direcionado a amiga que o retribuía na mesma medida ou até mesmo com mais intensidade.
— O que espera que eu faça? — Hermione estava desvirtuada e antes mesmo que pudesse vir a dizer-lhe algo Harry voltou a falar.
— Quero beijá-la... Sim, eu quero... Isso é tão sujo. Sinto repulsa por desejar-te! — repeliu-se ofegante. — Deve estar satisfeita, afinal, era isso que queria... Não era?
— Achei que eu fosse a única a me sentir assim! — sussurrou contra os lábios entreabertos do amigo e sorriu audaciosamente — Não sentiria tanta culpa se soubesse o que o seu 'amiguinho' faz todas as noites. Ele me trai, Harry — confessou olhando-o nos olhos e sem pestanejar.
— Hermione, eu não....
— Eu sei que você não sabia de nada.
— Então por que me contou isso? – ele questionou confuso.
— Pra que não pare algo que eu quero. É Tão sujo e tão bom e sabe por quê?
Harry não aguentou uma palavra mais proferida por Hermione. Sim, ele queria beijá-la e sabia que ela queria fazer o mesmo, mas não conseguia parar de pensar em Gina, a irmã do seu melhor amigo, aquela que ocupou seus pensamentos – ou ele pensou que ocupava – desde seu segundo ano em Hogwarts, e, principalmente, a mãe de seus três filhos. O que diria à suas crianças quando descobrissem que todo o papo de ser honesto agora não passava de hipocrisia?
— Eu... Eu não posso. – sussurrou se afastando.
— E por que não?
— Porque nós temos vidas diferentes, Hermione! – ele gritou – Porque temos família formadas e filhos em Hogwarts e quando eu sair dessa casa lembrarei que traí a mãe dos meus filhos, entende? Consegue entender?
— Você não quer se esquecer disso apenas por algumas horas? – ela argumentou. Os botões de sua blusa roxa sendo delicada e discretamente abertos.
— E-eu....
— O que Gina Weasley tem que eu não tenho? Seus lindos olhos azuis? – e então riu irônica despejando veneno ali – Cho não tinha olhos claros e foi com ela que escolheu ter seu primeiro beijo. Os cabelos ruivos? Posso garantir que as castanhas fazem essa visão ser comparada ao lixo. Oh! Mas você deve estar falando das maravilhosas curvas da senhora Potter, não?
— Mione... – ele tentou sendo novamente interrompido.
— Toda mulher tem seu truque, Harry. Por que não me dá uma chance para mostra-los?
A mente de Harry o avisou sobre aquilo, ela gritava que não resistiria um ataque daqueles e antes mesmo de terminar o alerta todas as posições e truques que sua melhor amiga podia executar enfeitavam seus pensamentos.
— Caramba. – ele sussurrou.
— Ele me maltratou, Harry. Ele está sendo um mal exemplo para Rose e Hugo, me trata como empregada, além de me chamar de... – ela queria confessar tudo, tudo que tinha passado durante todo aquele tempo e principalmente o que Rony a contava quando bêbado.
— Do que ele te chamou, Mione?
Hermione quis se bater por quase ter soltado a ofensa de seu marido, e se achava fraca por aquilo sempre atingi-la como se fosse um rato recebendo vassouradas. Ela se virou para a janela onde a última luz do sol iluminava a casa. Uma lágrima desceu por seu rosto onde de costas para Harry ela lembrou de todas as vezes que fora insultados por sonserinos da mesma forma.
— Do que ele lhe chamou? – Harry pedia estourando seu limite de auto controle.
A garganta dela pareceu fechar e a voz se esconder na parte mais escondida das amídalas.
— Sangue-ruim, a pior coisa a se dizer pra quem não nasceu bruxo. – ela repetia a mesma palavras de mais de 20 anos atrás quando fora insultada pela primeira vez por Draco Malfoy.
— Cuspidor de lesmas idiota! – ele exclamou. A ira de Harry parecia ir bem mais além do que qualquer outro acesso de raiva que já tivera.
A mente dele repetia perguntas sem respostas agradáveis. E quanto aos juramentos que fizera ao se casar com ela? E quanto a todas as vezes que jurara não deixa-la triste? E no fim de todas, a pior de todas o incomodava Por que ele sentia que devia mostrar a Hermione o que era dar amor real a uma mulher mais do que diziam ser amizade ou um laço afetivo entre irmão e irmã?
Hermione pensou não ter mais forças para convencer Harry de que ele deveria fazer dela apenas sua, sua cabeça parecia explodir e os olhos lacrimejavam deixando que as lágrimas formigasse por sua bochecha até morrer ao chegarem no queixo. Se ele não a queria daquele jeito, então que fosse embora, ela já havia sido humilhada demais.
Harry havia ido até a cozinha tentar se acalmar, ele sempre fazia isso desde a Batalha de Hogwarts, fosse em sua casa ou na casa de qualquer um, ele dizia que estar perto de comida o lembrava Dobby quando recém-livre. Sua raiva parecia não se esvair de imagens de Rony trocando Hermione por uma qualquer, talvez misturando bebida e drogas de trouxas sem motivo ou necessidade.
Ele precisava sair dali ou cometeria uma loucura, mas ao passar pela sala em direção a saída notou Hermione agora sentada numa poltrona. Os botões da camisa que haviam sido abertos delicadamente antes do clima ruim começar permaneciam assim, e, por estar meio curvada, Harry viu mais do que devia ver no estado em que se encontrava. Os cabelos revoltosos dela davam o ar maduro e ao notar lágrimas em seus olhos pensou algo inadequado. Poderia ele fazê-la chorar de excitação daquele mesmo jeito?
— Já vai embora? – ela perguntou. Suas palavras cortando todos os pensamentos impuros dele.
— Gina deve estar se perguntando o porquê estou demorando tanto. – falou pensando na primeira desculpa que passava por sua mente.
A risada de Hermione preencheu o local em escárnio e Harry ficou espantado ao presenciar ela engolindo em dois goles o que parecia ser uísque.
— Eu não sou a única traída na história, Harry. Rony não nega que me trai, não nega que bebe ou se droga, além de tudo confessa mais coisa do que deveria quando fica nesse estado. O que a nossa querida Senhora Potter diz estar fazendo agora? – Hermione soltou indo em direção a Harry. Como ela conseguira ficar bêbada em 15 minutos, só Merlin sabe!
— Gina está gravando um comercial para a patrocinadora do time de quadribol.
— Jura? Então a patrocinadora agora se chama Vítor Krum? Interessante.
— Krum? Mas o que... – ele tentava ligar todos os pontos aturdido.
— Sua querida Gina te trocou, Harry, pelo ainda maior jogador de quadribol profissional do século. Sabe como eu sei disso? – ele negou – Imaginei que não. Uma noite, Rony chegou fedendo a bebida de trouxa, vinho, e estava irritado. Tentei ajudá-lo a se arrumar para dormir, mas ele só xingava alguém durante o processo.
— E daí?
— E daí que eu perguntei a ele, já estava curiosa para saber quem era. Ele me disse “O maldito Krum”. – ela deu uma pausa para rir da própria fala – Me contou que Krum apareceu no mesmo bar que ele e ficaram conversando e bebendo até o momento em que Krum soltou algo do tipo “sabia que sua irmã tem o cu mais doce que já provei?”. Você conhece Rony, ele não ia deixar barato, então arrumou briga no bar, e depois de expulso, voltou pra casa.
— Ela... Gina... Ela estava transando com o Krum esse tempo todo?
— Ahaaam. – a fala dela soava arrastada devido a longa dose de bebida – E eu me lembro de como o Krum fazia comigo.
— Fazia o quê com você? – Harry perguntou.
— Sexo. Ele é muito bom no sexo.
— Muito bom? Melhor do que eu? – seu ego havia sido ferido. As duas mulheres de sua vida, Hermione e Gina, haviam ido pra cama com Krum que mal sabia falar a língua inglesa e agora Hermione estava dizendo o quanto seu oponente era melhor do que ele.
— Eu nunca transei com você, Harry, mas me lembro que quando Krum fazia era selvagem. Assim! – ela exclamou abrindo a blusa por completo e se livrando da peça logo em seguida. O sutiã vermelho escuro da bruxa fez o membro de Harry começar a pulsar por dentro da calça. Aquela visão parecia demais pra ele.
— Hermione. – ele sussurrou.
— O que foi? Meu sutiã está sujo? – e antes que ele pudesse pensar em responder, ela o tirou – Roupa suja vai pra lavar.
Hermione ria escandalosamente da sua frase idiota.
Os seios da morena estavam livres de panos agora. E bem na frente de Harry. O leve vento vindo da cozinha deixo-os arrepiados e os mamilos se realçaram no contorno mediano. Para completar a visão, Hermione parecia estar se divertindo apertando e massageando-os inocentemente.
Ela faz isso tão inocentemente quando bêbada, não dá nem pra acreditar o gênio que é quando sóbria. Ele pensa segurando o pênis por dentro da calça.
— O que acontece quando você os beija? – ela pergunta novamente, agora próxima de Harry que tentava pensar em algo para fazer o membro quase duro broxasse tendo insucessos – Beija eles, Harry, vai!
Harry tentou resistir, e quase conseguiu, mas Hermione ficou impaciente e segurou os cabelos de Harry o indicando a direção para qual ir. Certeiramente seus lábios pressionam contra os mamilos dela.
— Bom. – ela sussurra – Mais, por favor, mais.
— Eu.... – e lá estava ele fugindo de novo dos truques de sedução de Hermione.
Ela te traiu, Harry! Te traiu! Então, dê o troco nela. Olhe Hermione na sua frente, ela o quer e você a quer, então se deixe perder o controle esta noite. Sua mente lhe avisava perversamente.
Sua mente foi em flashes de Hermione no passado, quando foram a Sala Precisa no segundo ano algumas horas antes de partirem, seus cabelos domados em um coque baixo feito sem amarrador de cabelo deixando o pescoço delicado exposto. Ele quisera toca-lo, mas reprimiu o desejo. Ou quando no terceiro ano, durante a missão de salvar Sirius, ele notara o pequeno pano da calcinha rosa que a menina usava aparecer. E agora, ele a tinha praticamente nua e queria fugir. Não! Dessa vez ele iria fazer o que desejava.
Violentamente, Harry sugou um dos mamilos de Hermione fazendo com que a menina abrisse a boca, mas tão entorpecida pelo mísero prazer, não conseguiu deixar que o gemido saísse. Sentiu a corrente de ar passar por entre seus corpos notando que estavam longe demais para o bem um do outro.
Puxando-a contra si, ele não hesitou dessa vez em beijá-la como queria há anos. Era provavelmente seu maior desejo não realizado e ele aproveitaria que o natal estava próximo para ganhar seu presente.
— Harry. – ela suspirou contra seus lábios. Estava entregue, mesmo que cheirasse a bebida e não tivesse plena consciência do que fazia, mas era como a psiquiatria dizia “a verdade está escondida em nosso subconsciente”.
O beijo não podia ser mais selvagem, quem os olhasse de longe jugaria ter mais luxúria do que paixão e, com toda certeza, inapropriado para todas as idades.
— Vou lhe perguntar algo, e quero que me responda sinceramente para que eu possa executá-lo com eficiência... Posso te fazer minha? Mesmo não sendo casados um com o outro, mas com outras pessoas, eu te pergunto isso. Posso te fazer minha?
— Por que ainda está de roupas, Harry? – a voz doce num tom taciturno e sexy influenciou ele a se desfazer da calça que a mulher a sua frente usava.
Uma calcinha rosa. Uma calcinha rosa exatamente da cor que Harry olhara no episódio do vira-tempo era como Hermione se mostrava pra ele agora, se aquele não era o destino lhe dando uma segunda chance, então só podemos chamar de sorte porque a coincidência não existia mais para ambos.
— Parece um sonho. O sonho mais erótico que poderia ter com você, e não sabe o quanto desejo isso em segredo há anos. Tão linda e nem parece real, não quero acordar nunca.
— Por que não me toca?
Hermione o havia desafiado a continuar, mesmo em torpor ela tinha medo de ser deixada na mão como em quase todas as outras vezes, e então só restaria a ela os próprios dedos e lembranças de Harry em sua adolescência. Não parecia agradável ou justo na visão da bruxa acabar desse jeito.
Ela não precisou esperar muito para perceber que o desafio fora aceito com sucesso. Harry havia passado a mão por cima de seu ponto de prazer sem se livrar da última peça dela que, diga-se de passagem, possuía uma faixa molhada e o cheiro avassalador de excitação que não deixou de chamar a atenção dele.
“Qual seria o gosto dela?” a imagem passou por sua cabeça. Talvez doce ou talvez salgada, mas ele apostava que lá no finalzinho sentiria o leve sabor de uva natural dela mesma.
Ele precisava saber, necessitava!
E foi o que fez. Jogou Hermione no sofá e, em um gesto automático, ela deixou as pernas abertas onde os lábios de Harry beijaram os lábios vaginais dela pela primeira vez, mesmo que por cima do fino pano da peça íntima que usava. Parecia ser uma substância viciante, mas ele mal pôde distinguir o sabor entre pano e Hermione. Harry começou então a tirar a única coisa que ainda a cobria, — mesmo que não completamente — mas surpreendentemente ela o impediu.
— Tire sua blusa, ou sua calça. Eu não quero ser seu brinquedo sexual que quando despida chega ao quase estupro sem se importar com o próprio prazer. Eu o provoquei para que se entregasse, então exijo obter tanto prazer quanto o que parece estar tendo ao me ver quase nua. Vamos, tire uma peça de roupa! – ela exigiu.
Harry não se mexeu, então ela viu que ela mesma deveria despi-lo assim como ele fizera com ela. Ela exigira justiça e ele estava dando a ela o que queria.
A mão de Hermione pareceu tremer ao tocar o peito pálido de Harry, agora definido, mesmo que não aparentando, pelo treinando semestral de cada auror. A blusa escura dele revelando cada parte de seu corpo que ela sonhara em tocar longe de olhos que a julgassem. A pele dele febril sobre seu tato e mesmo assim ela parecia não acreditar que aquilo estava acontecendo.
Ao tirar a blusa, suas mãos não deixaram de explorar o tronco desnudo de Harry. As unhas deixando rastros por onde passavam num tom avermelhado, ela não se preocupava em machuca-lo naquele momento e ele mal parecia notar que estava sendo arranhado por Hermione.
E então veio a vontade de beijá-la só encarando as orbes castanhas dela. Os lábios dela eram delicados, num tom róseo chamativo e ela olhava para os lábios finos dele, porém atraentes para ela, tudo isso levou a mais um beijo.
As mãos dela fincavam na costa de Harry com pressa e as dele apalpando todas as curvas de Hermione. Eles se levantaram do sofá e tatearam às cegas da sala até as escadas e pararam bem ali o beijo com um selinho rápido, ainda queriam contato, cada vez mais e por isso, Hermione tratou de puxar Harry escada a cima até alcançar a porta de seu quarto com Rony, sendo presa contra a parede logo em seguida.
O coração dela soava junto com sua respiração. Eles estavam na porta do quarto do casal Weasley, ela iria consumar a traição ali no mesmo lugar que consumara seu casamento achando que a partir dali sua vida seria um mar de rosas inexistente. Ainda assim ela se perguntava se não devia abrir outra porta para se entregar para Harry, seria mais correto, não é?
Deixe de ser ridícula sua mente a julgou Por que demora tanto para decidir? Rony deve ter vindo aqui milhares de vezes com uma prostituta enquanto você provavelmente escrevia um relatório para o Ministério da Magia! É a sua vez, Granger!
A citação de seu antigo sobrenome a fez abrir a porta do quarto enquanto chocava seus lábios com o de Harry, ele por sua vez juntava seus corpos já excitados e apenas os troncos nus se tocavam deixando a pele de ambos com arrepios e tremeliques.
A cena de minutos atrás se repetiu e agora Hermione estava jogada na cama e Harry se livrando da calça jeans libertando sua ereção. Não usar roupas de baixo era algo que ele só se deixava fazer quando não estava no trabalho, qualquer outra situação era permitida, situações exatamente como aquela.
— Harry. – ela sussurrou. Harry não tinha o pênis maior que o de Rony, mas com toda certeza era mais grosso.
Ele ignorou a súplica dela e atacou o pescoço com essência de uva, deixando-a com uma bela coleção de chupões ali. Ele aplicava beijos por cima de cada um tentando fazer com que a dor do dia seguinte fosse superada, mas se distraiu minutos depois enquanto a provocava passando o nariz pelo lóbulo esquerdo dela.
— Harry... Faça. – ela implorava novamente.
Com a mão livre, ele começou movimentos de excitação no próprio membro, gemendo bem no ouvido de Hermione, esta agarrada ao seu pescoço tentando de alguma forma permanecer perto dele. Sua mão pousou em cima da de Harry o ajudando e segundos depois a única que o masturbava.
— Está pronta? – ele perguntou. O assentimento da mulher o levou a conduzi-la até a cama onde de frente pra ele foi torturada de prazer.
Harry se sentira culpado por não ter acabado a oral que pretendera fazer em Hermione, então se antes a queria estimular com a língua, agora o fazia com o próprio pênis em movimentos circulares no clitóris dela.
Ela realmente tentou completar uma frase enquanto ele provocava pontadas de prazer nela, mas tudo o que pronunciava se tornava um gemido ou uma puxada de ar para os pulmões, seu coração produzindo o acelerado tão alto que zumbia em seus ouvidos, assim como acontecia em Harry.
Ela usava a mão para apertar os seios e atiçando os mamilos adicionando mais prazer a atividade, nem mesmo Rony a fizera alcançar um mínimo percentual da sensação de prazer como agora.
Antes que ela pudesse soltar o gemido final, Harry se afastou de Hermione. A cabecinha do pênis dele estava completamente lubrificada com o pré-gozo dele e da bruxa a sua frente, todo o pau dele duro como pedra e ele queria deixa-la gozar agora pela estimulação e, logo em seguida, mais uma, cutucando seu ponto G com sua masculinidade, mas o problema era que ele já estava atingindo o próprio limite. Ela poderia gozar várias vezes sem comprometer o prazer do parceiro, mas ele sim e não queria desapontar Hermione.
A sensação quase completa parou deixando ambos incomodados. Eles queriam continuar e foi isso que levou Harry a estender o membro completamente duro para Hermione. Ela demorou alguns segundos para entender o recado, mas recuperou o tempo passando a língua pela cabecinha dele e o pondo na boca com veracidade. Com o pênis dele todo em sua boca, ela o sugou fortemente ouvindo um gemido sofrido escapar pela boca de Harry em agradecimento. Tirou-o da boca e se afastou buscando a varinha na cômoda, onde deixara pela manhã.
— Protecto Sexuarius! – ela proferiu mirando em Harry. Ela mal conseguia acreditar que desperdiçara por 25 anos esse feitiço com Ronald Weasley.
Com a camisinha protegendo seus atos sexuais, Hermione deitou-se de novo na cama esperando ação de Harry.
— Finalmente. – ele sussurrou baixinho para ela.
Ela sentiu a conhecida ardência de algo entrando dentro dela, mais grosso que o normal, mas ainda assim, lhe dando algo que ela mal conseguia classificar.
Ele então investiu contra ela, algo fisgou seu baixo ventre de leve inexplicavelmente e ele queria sentir mais. Com a mente turva, ele impulsionou mais uma vez lentamente. Hermione xingou baixinho naquele relance.
— Rápido, não aguento esperar mais um segundo. – ela declarou com dificuldade.
O ritmo ditado por Harry aumentou a partir daí, a lentidão causara impaciência em ambos e agora só queriam que fosse rápido, não se importavam com o tempo contanto que lhes desse prazer, qualquer coisa fariam novamente para compensar a falta de apreciação do ato.
Ela usou toda a sua força e mudou de posição ficando em cima dele. As mãos dele foram para sua cintura fina e ela rebolou usando seu pênis como ponto de equilíbrio. Mal acabara de rebolar e ele a impulsionou para quicar enquanto a estocava. Os movimentos contrários elevando o nível de prazer.
Harry viu Hermione começar a ficar cansado, ele próprio já começava a ficar também, porém o prazer pedia prioridade. Sem deixar que ela parasse, deitou-a contra si, os seios dela a sua frente enquanto o tronco delicado dela relaxava. A bunda permanecia empinada e prolongando o prazer até que chegou ao limite. A explosão ocorria dentro e fora deles.
— Amigos não se beijam como você me beija, Harry. – ela falou cansada e se aconchegando no peitoral do rapaz – Nós éramos amigos antes disso, desse romance, mas agora....
— Shiu. – ele pediu a abraçando contra si.
Tudo agora estava claro para os dois. Fora uma traição de ambas as partes, tanto de Rony quanto de Hermione, assim como Gina e Harry, não poderiam ser julgados por amarem outro, não é mesmo?

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