Friends...

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Espero que gostem.Boa Leitura!

Minha vida mudou completamente no dia que a mamãe morreu e meu pai se tornou um alcoólatra e abandonou a mim e a meu irmão. Eu e o Jeremy tínhamos duas opções, ir para um orfanato ou ir morar com o irmão do papai o tio John, mas essa não era realmente uma escolha nossa era do tio John e ele escolheu cuidar da gente o que deixou o Jeremy muito feliz e a mim também. Eu realmente pensava que a gente poderia ser feliz novamente, mas eu não estava contando com ela. Eu não estava contando com a esposa do tio John. Eu deveria ter percebido o ódio nos seus olhos no momento que a gente entrou pela porta, mas eu ignorei, assim como ignorei o sorriso falso dirigido a mim quando ela falava comigo. Eu só pensava no quanto o Jeremy estava feliz e isso era a única coisa que importava para mim porque para um garoto de seis anos ele já tinha sofrido demais.

Eu vivi em uma fantasia por pelo menos quatro meses, até ela mostrar quem realmente era e o quanto ela odiava a minha presença naquela casa. Eu não me importei quando ela “sem querer” esbarrou com o ferro quente em mim, ou quanto ela “sem querer” fez com que eu tropeçasse e torcesse o tornozelo. Eu realmente não me importava com nada disso com tanto que ela não fizesse o mesmo com o Jeremy. O meu irmão gostava muito dela, assim como ela parecia gostar dele o que era algo inacreditável porque eu não achava que alguém tão cruel pudesse gostar de outra pessoa que não fosse ela mesma.

– Elena! – Gritou a pessoa que eu mais amava no mundo no meu ouvido.

– Humm... – Murmurei fingindo ainda estar dormindo.

– A mamãe disse que você vai se atrasar para a escola. – Disse o Jeremy pulando em cima de mim.

Sim, ele a chamava de mãe o que era algo que me fazia querer gritar. Ela não merecia o amor do Jeremy.

– Eu já vou levantar. – Falei sem animação alguma.

– A mamãe fez panqueca. – Disse animadamente e continuou pulando em cima de mim.

– Humm... – Murmurei, não é como se ela fosse me deixar come-las. – Pode ir descendo, daqui a pouco eu desço.

– Tudo bem. – Disse beijando minha bochecha. – Bom dia, Elena.

Suspirei beijando sua bochecha. – Bom dia, Jeremy.

Eu simplesmente odiava o quão rápido a noite se passava. Porque vamos combinar para mim eu tinha acabado de fechar os olhos como era possível já ser de manhã?

E mais um dia infernal começa...

***

Desci a escada preguiçosamente ouvindo a risada do Jeremy na cozinha. Pelo menos ele era bem tratado e saber disso era o que me motivava a levantar da cama todos os dias.

– Bom dia, Elena. – Disse o tio John assim que eu entrei na cozinha.

– Bom dia. – Falei timidamente sentando na cadeira ao lado do Jeremy.

Eu me sentia uma completa estranha nessa casa.

– Bom dia, Elena. – Disse Isobel me dando um dos seus típicos sorrisos falsos.

Eu tinha certeza que o tio John sabia o que ela fazia comigo e isso me deixava com muita mais raiva.

Porque ele não fazia nada para impedir?

– Bom dia. – Murmurei desviando meu olhar para o Jeremy que estava olhando para a Isobel e o tio John com os olhos brilhando. Ele tinha os colado no lugar do papai e da mamãe e eu não o culpo por isso, ele só tinha cincos anos quando a mamãe morreu e o papai parou de dar atenção a ele.

– Eu não sabia que você iria comer já que você não toma café da manhã, então eu não fiz panquecas para você, sinto muito. – Disse a Isobel e pelo sorriso em seu rosto ficava bastante claro que ela não sentia nada.

– Não tem problema. – Falei forçando um sorriso. – Eu vou esperar o Damon.

Dei um beijo na bochecha do Jeremy que retribuiu e sussurrou no meu ouvido – Eu amo você.

– Eu também amo você, pequeno. – Sussurrei o fazendo sorrir.

Sair da cozinha sem nem se despedir do tio John ou da Isobel.

Mal coloquei o pé fora de casa e o carro do Damon apareceu.

– Oi. – Falei quando entrei no carro o olhando curiosamente, eu nunca entendi porque ele só vestia preto.

– Oi. – Disse me analisando dos pés a cabeça antes de começar a dirigir. Ele começou a fazer isso depois que eu apareci com o meu braço roxo. Ele nunca perguntou o motivo, mas acho que no fundo ele sabia.

A minha amizade com o Damon era diferente. Ele não me fazia perguntas sobre minha vida pessoal e eu não fazia perguntas sobre a sua, mas eu não vou mentir e dizer que não tinha nem uma curiosidade sobre a sua vida, porque Damon Salvatore é um enigma do qual uma garota com uma vida normal iria adorar desvendar. O que não era o meu caso já que não tinha nada de normal na minha vida. Uma curiosidade imensa que eu tenho sobre ele é: Onde ele vai todas as quartas? Todas as quartas-feiras ele vai me buscar e me deixa na escola e diz que tem um compromisso. Teve um dia que eu quase perguntei, mas ai eu lembrei que isso daria o direito a ele de me fazer uma pergunta da qual talvez eu não pudesse lhe dar a resposta.

– Você precisa de mais tempo? – Perguntou o Damon me cutucando.

– O quê? – Perguntei o olhando confusa.

– Bem nós já chegamos faz cinco minutos, mas você continua ai, sentada olhando para o nada. – Disse com um sorriso divertido nos lábios. – Pensando em mim?

– Não seja idiota. – Falei sentindo minhas bochechas esquentarem. – Eu tenho coisas mais importantes para pensar do que em você.

Abrir a porta do carro saindo porque de repente aquele lugar tinha se tornado pequeno demais para mim e o ego gigante do Damon.

– Sei. – Disse ainda sorrindo e passando o braço pelos meus ombros. – Pronta para mais um dia no inferno?

– Claro. – Respondi sorrindo.

Se aquele era o inferno o que o diabo estava fazendo na casa onde eu morava?

Notas finais
Então gostaram? Devo continuar?