FriendZone?

51 O Final da FriendZone?


Notas iniciais
Ok, esse é o ultimo capítulo da fic. Não estou sabendo lidar com isso faz umas semanas, por isso a demora. E cara, é muito difícil decidir terminar a história, sabia que ela ia acabar, mas não quando. Está sendo mais complicado porque essa é a minha primeira fic, e alguns me deram tanto apoio comentando, divulgando e favoritando. ( Eu amo vcs *U*) . Bom, certamente a história mudou e tomou seu próprio rumo, nunca imaginaria que ela fosse acabar desse jeito, e não me arrependo de nada que escrevi. Mas enfim, apresento a vocês: o Ultimo capítulo de FriendZone?. Boa Leitura s2

Ponto de vista do John

Estava nervoso e triste. Tudo parecia parado, o tempo, os carros, pessoas, vento. Todos estavam olhando para Kathie ali parada com a mala pronta, ansiosos para saber a sua decisão. Creio que ela vai voltar com a mãe dela. Eu sei que vai e o que mais me doí é não poder fazer nada para impedir.

Não podia, nem deveria impedir. Ainda tudo estava parado, ninguém se mexia, nem a leve brisa da praia passava por aquele momento, só sentia a minha respiração. Que foi ficando um pouco acelerada, não estava preparado para ouvir.

Enquanto tentava respirar, eu me recordava de tudo que passamos juntos. Todos aqueles bons e maus momentos, dos beijos, dos abraços, provocações e tudo o que aconteceu. Foi intenso essas lembranças. E ela ali com todas as memórias.

— Eu já sei o que fazer

Essa frase ecoou, a voz dela. Como eu amava tudo isso. Como pode ser que uma pessoa seja tão perfeita. “Eu já sei o que fazer” Foi uma facada, um buraco no meu peito ou seja já estava com saudades, só faltava ela dizer, eu sabia o que ela ia dizer.

— Eu vou FICAR. Desculpe mãe ou estranha que não participou da minha vida. Desculpe Candace, mas não posso ser sua irmã. Não posso e nem devo abandoar meu pai e meu irmão. Não posso abandonar o John. – Ela veio na minha direção e me abraçou.

Ficar, verbo, predicativo intransitivo e pronominal, permanecer num lugar; continuar a estar num lugar. Permanecer num lugar. Esse é um verbo muito especial para mim agora. Eu estava errado, completamente errado, ainda por mais que eu a conheça não estou na sua cabeça, mas acredito que ela vai perder uma grande oportunidade de conhecer alguém muito importante em sua vida, sua verdadeira mãe. Não desmerecendo a namorada do pai dela que foi muito compreensiva e aguentou todas as agressões de Kathie.

Eu estava errado. Nunca fiquei tão contente por estar errado. Essa sensação invadiu tudo, a alegria tomou conta de mim. Tenho uma namorada, uma melhor amiga. EU TENHO A KATHIE, PORRA!.

Ponto de Vista da Kathie

Aquele abraço me confortou completamente, me sentia em casa. Com o John eu me sentia a garota mais especial. Porém ainda não acredito que estou namorando meu melhor amigo, ele já conheceu meu lado ruim, o mais nojento, o mais terrível de todos e ainda sim ele me ama. Acho que eu tenho sorte.

Não pude ignorar o fato que ele e meu pai me ajudaram em toda minha vida, bom até agora. Queria mesmo ter conhecido Nova Zelândia, Candace parece ser uma garota legal, mas isso só ia me fazer lembrar o David. Da morte e de tudo. Ainda não tem explicação nenhuma. Coo ele sabia de tudo...

[...]

Fui me despedir de minha mãe. Da Candace. Não queria manter contato com elas, não podia ignorar esses acontecimentos. Tudo ainda não fazia sentido. Não fazia sentindo continuar a tentar e fingir que somo amigas para sempre.
—Você sobrevive sem mim, como eu sobrevivi sem a sua presença. – Falei segurando a mão de minha mãe
— Não Kathie, por favor!
— Desculpe, não superei e não vou deixar para trás. – Me virei para Candace — E você, cuidado quem namora. Ela é muito bonita – Apontei para a minha mãe — Mas é sério, se cuida. E desculpe se te julguei mal, sabe como é né. Melhor amigo e namorado – Sorri, mas não me convenci que estava feliz.

Depois que elas foram embora seguir as suas vidas, todos já estavam de mala pronta para ir de volta a cidade. Onde só tenho que lidar com Melanie e Allan, bom agora com a Tina. Mas é melhor ter eles como inimigos do que um psicopata que era apaixonado por sua mãe.

Durante a viagem de volta, John não parava de me abraçar dizendo que estava errado sobre minha pessoa. Não ele não estava errado, eu realmente queria descobrir o mundo da minha mãe, mas decidi na ultima hora quando eu olhei para ele com aquela cara de “Venci a friendzone e agora ela vai embora”.
— John, algo está me incomodando.. – Disse em voz alta para que o pai e a mãe da Morgana ouvissem
— O que?
— Como que o David sabia o que a gente ia fazer? — John ficou pensativo, Morgana ficou pensativa, Lana a mesma coisa.
—— Ele tinha mais alguém ajudando, e não era só a Lana não – Disse Morgana
— Mas quem? – Perguntou Lana
— Melanie? – Falei, só por falar. O nome dela ficou vagando nas nossas mentes a viagem toda.

Ótimo, isso não tinha acabado completamente. O carro parou e eu olhei para fora, vendo que meu pai com o meu irmão estavam lá, em frente a porta da casa da Morgana me esperando. Saltei do carro e fui abraçar meu pai, que sussurrou.
— Estava com medo de te perder
— Eu sei pai, mas eu estou aqui ok?

Dei um abraço no meu irmão que não estava entendendo nada. Mas não perguntou. O John veio logo atrás de mim, dando oi pros dois.
— John, por que você não dorme lá em casa? – Disse meu pai
— Acho que é melhor eu ir para casa mesmo, minha mãe deve estar preocupada. – Ele me deu um beijo e tirou a minha mala com a dele, foi andando arrastando a mala pela calçada.
— O que deu nele?
— Não sei pai
— Brigaram?
— Não, ele deve estar exausto. Foi uma viagem muito cansativa.

Chegamos a casa, fui direto para o banheiro, tomei uma ducha longa. Como era bom estar em casa. Peguei a toalha e enrolei no meu cabelo, comecei a me vestir e a repassar tudo o que tinha acontecido na viagem. Quem diria que ia acontecer isso tudo.

A parte mais dura, não foi ver o David cair do segundo andar e bater a cabeça numa pedra. Foi ver minha mãe, aquela mulher estranha, mas que pareceu que eu conhecia ela faz muito tempo e ao mesmo tempo parecia que a gente nunca teve uma ligação.

Fiquei contente por escolher minha família do que ela. Fiquei mais aliviada quando John me apoiou em tudo o que fiz, mesmo sabendo que talvez iria me perder.

Isso só me mostrou que escolhi a opção certa. Depois de secar o cabelo. Jantei com a minha família e só contei coisas boas e o que pretendia fazer depois que terminasse o colegial.

Acordo antes do despertador tocar, me visto com uma blusa branca, calça jeans azul marinho e um tênis All Star preto. Tomei meu café da manhã, dei um beijo na bochecha do meu pai e um beijo na testa do meu irmão.
— Kathie! Se lembre de que a sua madrasta vai vir hoje a noite. Vamos buscar ela no aeroporto.
— Ok pai.

Peguei minha mochila e saí de casa. Ia andando para escola, encontrar talvez John, porém encontrei o Allan
— Olá Kathie
— Oi
— Tudo bem? Eu ouvi que aconteceu. Na verdade todo mundo sabe.
— Sim, e a Tina?
— Terminamos.
— Por quê?
— Ela está com outro, tinha uma relação com um cara na cidade que ela foi.
— Que pena — Fingi ter interesse no assunto
— Eu não, sinto pena do que a gente perdeu.
— Esta brincando né? Escute Allan, fui apaixonada por você, FUI! Não sou mais, você que me perdeu e eu espero que nunca me encontre. Sou grata na verdade por tudo o que você fez de bom e de mal comigo, pois encontrei o John, e advinha? Estamos muito bem. Agora melhor se mandar daqui caralho.

Ele atravessou a rua, mas não porque eu pedi. Foi porque avistou seus amiguinhos populares. Fico melhor sem ele. Cheguei na escola, todos me olharam, acho que eu já tinha que estar acostumada. Fiquei com um pouco de receio, mas logo enxerguei Jenny, John e Morgana.
— Olha só Kathie. A Praia fez muito bem para você — Disse Jenny
— To bronzeada?
— Também e chegou aqui com um sorriso. -Dei um abraço nas duas, e um beijo no John.
—— Cadê a Lana? — Perguntei com saudades daquela louca
— Você não soube? Ela está numa escola de artes, longe daqui. Os pais dela viram os desenhos dela e chamaram um crítico da escola e ela passou. -Falou Morgana com um sorriso
— Mas e a sua múltipla personalidade?
— ela tem um acompanhamento médico e um psicólogo vinte e quatro horas.

Tocou o sinal e fomos para a sala. Bom, o pessoal no todo ficou bem. Acho que valeu q pena tudo o que passamos.

[ No ano seguinte...]
— Ta muito gato.
— Sério?
— Sim amor, esse smoking* ficou perfeito em você.
— Nossa Kathie, merece um beijo. — John saí da frente do espelho e me beija. — Nem acredito que vamos nos se formar no ensino médio.
— Falta por os brincos e vamos sair. Meu pai deve estar muito puto comigo. — Peguei os brincos que estavam dentro de uma caixinha. — Pronto.

Fomos para a sala e fechamos a casa do John, já que toda a sua família estava já na cerimônia e só faltava os formandos. Entramos no carro do meu pai, que quase chorou quando nos viu.
— Vocês estão tão arrumados. — Sim! Isso era um ELOGIO vindo do meu pai.
— Obrigado Sr. Torres
— Então John, já sabe o que vai fazer da vida? – Perguntou o meu pai, vendo se o meu namorado tinha futuro, ele já fez milhares de vezes essa pergunta para mim. “o que vai fazer da vida Kathie?’ É muita responsabilidade para uma garota que recentemente completou 17 anos. Não devíamos escolher a nossa vida a partir que saímos do ensino médio.
— Ser professor, igual o meu pai
—Ele ficaria orgulhoso John, tenho certeza disso.
— Desculpa amor, mas eu odeio professores – Falei rindo – Mas acho que posso conviver com isso.

[Dezessete anos depois ]

Ponto de vista do John

Olho a janela da minha sala, estava anoitecendo. Hora de ir para casa. Quando fechava a minha sala de aula de informática na faculdade encontro com a Kathie, professora de música, sou suspeito para falar, mas ela é a melhor. Nós vamos ao estacionamento e entramos no carro. Chegamos em casa e Kathie foi preparar a janta e eu entrei no quarto do meu filho mais velho, Mattew. Ele estava olhando para baixo fixamente. Sento na cama ao lado dele, ele não se mexe.
— Pai, acho que a Rachel só vai ser minha amiga mesmo.
— Por que você acha isso?
— Porque ela só me olha como amigo. – Dou um sorriso
— Filho, quando eu era mais jovem, sua mãe era a minha única amiga, minha melhor amiga.
— Sério?
— Sim, eu venci a FRIENDZONE.

Olho para a porta aberta e passa uma criança de três anos correndo. Vou atrás dela.
— Holly, quer saber como eu conheci sua mãe?
— Sim papai! – Ela se joga para o meu colo, e a levo para o quarto do irmão, sentei na cama com Holly no colo, porém tive uma ideia. Voltei para a cozinha e puxei minha mulher para o quarto.
— Resolvi contar as crianças como nós nos conhecemos e a nossa amizade.
— Mas não vamos contar sobre o David, bom agora não.
— Quem é David? A mãe, por favor! – Reclama Mattew
— Depois contamos essa parte. – Pisco para ele. – Bom, sua mãe sempre foi linda
— A nem vem. Comecei a me cuidar quando tinha quinze anos, era um bichinho do mato – Se intromete Kathie
— Ok, sua mãe era o bichinho do mato mais lindo que todos que estudavam naquele colégio. Ai ela veio até mim e disse: “Vamos ser amigos?” “Você é muito lindo, seja meu namorado”
— A claro, foi exatamente assim que aconteceu – Kathie revira os olhos
—A noite vai ser longa.

The End.

Notas finais
Sua opinião é muito importante para mim, não deixe de comentar (ainda mais no ultimo cap ><) Vai ter sim uma nova fic, mas vou dar um tempo e planejá-la melhor. Espero que vocês acompanham e gostem da outra que virá em breve como vocês gostaram dessa. Vai ter um capítulo extra! Tão, até ;)