FriendZone?
39 Frente da porta rosa
Notas iniciais

Ponto de Vista da Kathie
— Estou preocupada com a Lana
— Faz três dias que ela não vai pra escola – Fala Jenny
— Caralho, o que tá acontecendo aqui? – Pergunto, olhando para Allan de mãos dadas com a Tina — Nem pense em dizer alguma coisa Jenny! To cagando e andando para esses dois, só lamento de eu ter perdido meu tempo com esse babaca. — Fui em direção a eles, já que estavam na frente da porta da escola.
Existe cérebro na cabeça dele? Acha que eu só sirvo pra ser um troféu na prateleira dele, que lindo. Pelo menos eles formam um casal bonito, um casal feito por dois babacas. Kathiane! Pare com esse mimimi todo criatura. Entro na sala já procurando John, encontro ele conversando com a Morgana e Melani
— Chegou a que ama atenção – Grita Melani ao me ver –— Amei ver você chamando de puta a Tina, foi o babado fortíssimo querida, e aquele gato esticado no muro? Credo, mas bem que a Lana mereceu, com aquele cabelo rosa quer só atenção pra ela mesma e eu aqui? Desapareço é claro. — Todos olham para Melani, a ignorando
— Melani isso foi quarta-feira, hoje é segunda. O babado não é fortíssimo não – Protestou Jenny
Jenny senta em sua cadeira e logo Morgana vai atrás, Melani vai atrás de atenção fazendo eu e o meu melhor amigo ficar sozinho.
— Então o que fez final de semana?
— Eu fiquei escutando música e lendo. E você Kathie?
— Me perdoa?- Pelo que?
— Assisti mais um episódio da nossa série, desculpa não aguentei
— Nossa Kathie! A gente combinou de ver o próximo episódio na minha casa hoje, ta e agora?
— Eu assisto de novo contigo – Falo jogando a minha mochila no chão e sentando na mesa dele – Faço pipoca doce – Ele ri e concorda com a cabeça.
[...]
Quando terminou as aulas, eu, Jenny, Morgana e John fomos visitar a Lana. Não foi difícil para eu estar naquela rua, claro que me lembrava do Allan, fui muito apaixonada por ele, mas agora é tanto faz ou nem faz já que não sinto porra nenhuma por aquele idiota. Só sentia raiva dele com a Tina, foi tipo minha primeira decepção amorosa, mas acho que lidei muito bem com ela dizendo FODA-SE a tudo que se ligava a ele.
Esperamos Allan chegar do colégio, já que ele espera que eu suma da visão dele para começar a andar com a Tina. Não queríamos que a Lana atendesse a porta, pois achávamos que ela não deixaria a gente entrar.
— O que querem aqui? – Falou Tina com um sorriso no rosto
— Ei! Fala comigo assim não querida – Retrucou Jenny
— Falo do jeito que quiser amore
— Fica calma vocês duas – Falou John
— Ah, não se mete John – Disse Allan o encarando — Querem ver a Lana? Vocês não vão conseguir, ela não me deixa entrar porque deixaria vocês?
— Porque a gente não é um idiota como você Allan – Falei — E nem como você – Apontei a cabeça para Tina.
Allan abriu a porta, e fomos em direção ao quarto da Lana. Batemos na porta e nada, esperamos um pouco, vai que ela estava se trocando ou algo do tipo. Batemos mais uma vez, um pouco mais forte. Do nada brotou o Allan atrás da gente
— Eu disse que ela não ia deixar vocês entrarem, são idiotas também — Fala piscando para mim
— Talvez ela precise de tempo – Falou Morgana
— Mais tempo? – Pergunta Jenny
John se aproxima mais da porta
— Lana? Sou eu, John. Posso falar com você? Bom, sei que você está me ouvindo, então vou falar assim mesmo, daqui. Lana, sei como se sente, sei que é difícil superar a perda de alguém. Sabe como sei disso? Meu pai foi assassinado como o seu gato, tá, não tão como o seu gato, mas tu entendeste. – Ele me olha — Eu o vi morto. E não é uma sensação muito agradável, mas dá para superar com ajuda de amigos. Lana pode abrir a porta? – Quando essa frase terminou, ouvimos a chave virando e a porta se abrindo. Lana puxou-o para dentro do quarto e fechou com uma força.
[...]
— Até que enfim, Jenny e Morgana já foram para casa. Estou Pensando em ir algum fast food. Quer ir? – Falo quando John aparece na sala
—— Sim, nem almocei. Só comi umas barras de cereais que Lana tinha no quarto. —
— Allan! Gritei — To indo embora, valeu pelo almoço. Até. – Fui em direção á porta junto com o John.
Na caminhada até o fast food, John não falou nada. Caminhava de cabeça baixa, queria perguntar sobre a Lana, o que aconteceu e etc., mas parecia indelicado demais perguntar naquela hora, naquele momento.
Ponto De vista do John
Queria contar tudo o que Lana me disse, mas eu prometi que não falaria para ninguém ou seja sou um túmulo nesse assunto, que saco! Queria pelo menos contar a minha melhor amiga. Sabia que a Kathie estava muito curiosa, mas porque ela não perguntou nada?
[...]
Deixei a Kathie em casa, já que não ia deixar ela voltar para casa sozinha na noite. E é claro que quando estamos sozinhos, na noite e voltando a pé para casa os pensamentos mais absurdos invadem a nossa cabeça, geralmente perguntas. E se as outras pessoas não perdoassem a Lana? Eu perdoei ela por ajudar o Garoto Loiro, ela estava desesperada, pelo menos já sabemos que ele pode fazer de tudo para destruir a vida de Kathie e as nossas, a questão é POR QUÊ?
Se não tiver um motivo realmente bom, por que disso? Pra que gastar o seu tempo infernizando as outras pessoas? Caralho, isso não tem sentido nenhum.
Ponto de Vista da Morgana
— Pai, podemos passar na casa da Lana? Quero convencer ela a voltar para escola. Prometo que não demoro – Meu pai concorda com a ideia, já que era caminho mesmo e eu acordei muito cedo para ir á escola, então não tinha problema.
Allan abre a porta para mim com um sorriso, dou um abraço nele, já que ele era meu amigo, mas agora nem tanto. Tenho saudades da amizade dele, ele pode ser um idiota, mas é um verdadeiro amigo. Fui em direção ao quarto de Lana, dava para ouvi-la cochichando, mas com ela mesma. “Faço isso ou não?” “Ninguém vai saber” Na mesma hora que essas palavras chegaram ao meu ouvido subiu a ideia de que ela iria se matar, então corri o mais rápido que pode. Mas não cheguei a tempo, ouvi um grito antes de entrar no quarto, fiquei parada na frente da porta rosa claro esperando algo acontecer.
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