- QUATRO -

Junie tomou uma ducha rápida, secou os cabelos, e re-fez a maquiagem. Colocou suas roupas molhadas no cesto de roupa suja das atletas, e calçou um “all star” cano longo. Sua próxima aula era teatro, e ela não poderia prever o que a maluca professora Magnólia iria aprontar com eles.

A jovem bela procurou não prestar atenção nas suposições de Nathalie e Victória, sobre os motivos aparentes de Dan estar no time de natação.

Cécilys, apenas seguia Junie desenfreadamente, e resmungava pedindo colo. Ter uma gata – que custava quase dez mil dólares, e que aparecia poucas vezes em casa, era um fardo duro de carregar para a garota com feições de fada. Cécilys poderia aparecer em qualquer hora e lugar. E como isso estava incluindo a escola, Cécilys não aparecera lá pela primeira vez. Junie e Elisabeth procuraram convencer o diretor a aceitar a carteirinha de passe para Cécilys, assim a gata poderia circular por toda a escola, dês de que Junie estivesse com os documentos para a gata, e a gata não arranjasse problema algum.

Junie estava moralmente intrigada em como o garoto que ela mais detestara no mundo, estivera segurando a gata mais turrona que ela conhecera na vida. Alem de Junie, apenas seu primo Jesse, conseguira tocar na gata sem ter problemas com seqüelas.

Ela saiu do vestiário, com Cécilys em seu ombro como um papagaio de pirata.

- Junie... – chamou seu técnico ao sair.

- Huh? – perguntou ela saindo do torpor.

- Agora seu tio Billy está aqui, não seu treinador. – Billy riu calmo.

- Oi tio Billy; — acenou Junie sorrindo.

- Jun, querida preciso de um grande favor de você. – pediu ele pomposo.

- Favor? Que favor? — Pediu Junie enquanto Cécilys resmungava em seu ombro.

- Seu primo Jesse... – Billy mordeu o lábio. – Vai vir da Faculdade de Stanford, e não estaremos na cidade, nas semanas de folga. Estaremos em Nova York. Á procura de um de meus tios. Será... que Elisabeth e você... – ele enrolou.

- Podemos receber Jesse? – completou Junie sorridente – Será um enorme prazer. Jesse está fazendo falta em meus dias.

- Tem certeza que não tem problema? – certificou-se Billy.

- Sem problema algum! – afirmou Junie com seu rosto iluminado de alegria.

- Então... Estamos combinados. – respirou fundo ele.

- Estamos... é melhor ir. Tenho uma aula de teatro agora... – bocejou Junie em sua despedida.

Nathalie e Victória a esperavam curiosas, na porta do ginásio.

- Era sobre Dan? – perguntaram curiosas, como um abutre ataca um cadáver.

- Não... Eu não tenho nada a ver com o idiota. – Junie pareceu escarrar ao sibilar.

- Então... o que era? – questionou Victória.

- Jesse. Meu primo. – Junie sorriu ao lembrar do garoto magrela e moreno claro, que tinha sempre os cabelos negros espetados, e um sorriso moleque nos lábios.

- Está falando do... Jesse Jack, o filho do treinador? – metralhou Vick.

- Quem é Jesse? – perguntou Nathalie perdida no assunto.

- Nath, depois eu explico – Junie revirou os olhos – e Vick, sim é ele mesmo.

- O garoto não tinha uma queda por você. Ele se esborrachava no chão por ti! – exclamou a amiga ruiva.

E o sinal tocou mais uma vez – para a alegria de Junie.

As garotas caminharam cumprimentando todos os “oi” e “olá” que era redirecionado a elas. Junie era simpática. E procurava conhecer todas as garotas e garotos da escola.

- Ei Junie, — uma voz fina e esturricada que ela detestava a chamara pelas costas. – Fiquei sabendo que tem outro jogador de futebol interessado em você... A matéria vai ficar pronta rápido... – era Jessica Woolt, Irmã postiça de Angela. As duas permaneceram no jornal da escola até depois de acabarem de estudar – graças ao seu lindo papai diretor. E Junie sentia discórdia mortal das duas vilãs. Junie quase esbofeteou Jessica, mas foi impedida por Nathalie e Victória. As irmãs – bruxas – saíram gargalhando pela porta da frente da escola.

Era mais que óbvio que Junie não poderia estapear uma daquelas meninas; elas eram maiores, e tratadas como professores, e afins da escola.

O jornal perdera o auge de sua fama á anos. Devido à falta de interesse de Junie pelo material, os demais alunos começaram a adquirir sua indiferença á ele. E naqueles dias, o jornal escolar estava prestes a ser cortado.

Seguiram com seu bom humor – e curiosidade até o salão de teatro.

[...]

- Por onde andou? – perguntou Anna exasperando na porta do salão.

- Fui para a aula, por quê? – pediu Junie confusa.

- Como conseguiu entrar na aula? – pediu Rose atormentada.

- Quem sabe seja meu poder de persuasão, “girls” – riu ela com deboche.

- Podia ter esperado a gente... – reclamou Anna.

- Senhoritas? – chamou a professora magrela e nariguda. – Entrem, por favor. Estão atrapalhando o curso de alunos; — sugeriu-a.

- Sim professora.

Elas se sentaram em pufes — que logo enchiam a sala. Cada vez mais alguém chegava. Jhonny, depois Peeter, depois Demetri – o namorado de Victória – e Will – o namorado atual de Nathalie.

Junie não olhou para os casais se formando á sua volta. E voltou a atenção a expressão séria e perturbante de Dan ao entrar na sala.

Ele parecia querer explodir ali.

- Bom... Já que estamos todos prontos para a aula. Apenas espero que gostem de minha nova perspectiva de arte, que encontrei para vocês... – enredou a professora.

Junie ficou pouco confusa e desconfortável com a situação.

- Quero que peguem estes blocos... – a professora indicou uma caixa gigantesca de blocos, um de cada textura e cor diferente. – Deixem que o bloco escolha vocês...

- Como eu disse... Louca; — sussurrou Nathalie para Junie. As duas riram baixo, e caminharam até a caixa abarrotada de blocos.

Um deles parecia voar para as mãos de Junie. Era um bloco de veludo, e detalhes de couro – ambos roxos claros, e galhos secos de cor negra, estampavam a capa.

Junie logo a pegou, e a colocou em seu peito. Caminhou de volta para seu pufe, e afagou as páginas com design antigo.

- Todos já escolheram? – perguntou a professora, ajeitando os óculos em seu longo nariz comprido.

- Sim. – responderam em uníssono.

- Bom... Acho que não sabem de fato o que estão segurando, e para que estão com esses blocos velhos. – respirou ela, sentando-se em cima de sua mesa.

Todos olharam curiosos para os blocos em suas mãos.

- Estes blocos, até podem parecer novos... Mas a contos antigos, que contam que o homem que fizera estes blocos, os enfeitiçava, e os tornavam únicos. E cada pessoa teria um único bloco compatível com seu humor, classe, jeito, e modo de ver o mundo... – contou a professora. – Não foi nem um pouco fácil encontrar tantos blocos, e ainda sobraram bastante...– olhou de volta para a caixa que continha muitos blocos inutilizados. – Mas... Que bom que todos conseguiram os seus.

- Vamos ver... Senhorita Stoller... Vejo que escolheu um clássico! – exaltou-se a professora, caminhando na direção dela – Esse é o famoso “Eterno” do autor Merino Cassato. Um dos mais respeitados blocos... – contou ela com os olhos brilhando – Sua personalidade, é forte e em seu intimo é frágil como a flor. Caminhando em sua própria alma, vê coisas que ninguém mais pode ver... – recitou a velha senhora – esse é o trecho que introduz ele...

- É divino... – mencionou Junie num sussurro envergonhado. A professora levantou os olhos até no final da sala, encontrando o olhar de Dan á seu bloco. Pareceu cair uma lágrima de emoção dos olhos da velha mulher.

- Eu não consigo acreditar... – murmurou a professora – Ele... Ele escolheu “Para Sempre” – suspirou e caminhou correndo na direção do jovem louro – Merino era casado, com a mulher que mais pudera amar em sua vida. E ao descobrir que a mulher detinha de câncer e não haveria esperanças para ela, ele criou Eterno – Depois fez “Para Sempre” a outra metade do bloco. Um mês após a junção das peças gêmeas; a mulher de Merino: Alerin faleceu. E seu ultimo pedido, fora abençoar os blocos das duas metades, e deixá-los irem ao mundo todo, até que encontrassem seu lugar; — enfim a mulher chegou até Dan que olhava abismado. Segurou o outro bloco, com capa de veludo e couro, violetas escuro, com estampa de uma árvore seca, em puro preto.

- Vejam... – ela mostrou um pequeno rabisco na parte superior do caderno e pediu a Junie entregar o outro. – Os dois têm um mesmo compartimento; ou seja. Completam-se com as diferenças e igualdades. – ela olhou do rosto de Junie, de fada, e passou a Dan de incrivelmente assustado. – Feitos um para o outro... – comentou a professora.

Junie parecia estar em erupção interna, quando os sussurros discriminatórios apareceram entre meio a sala.

- Podem voltar aos seus lugares. – mandou a professora, tomando sua posição inicial. – Devem estar se pedindo o que essa professora maluca, quer que façam com esses pedaços de velharia, não é? – ela riu.

Os alunos assentiram.

- Bem... Todos os anos são feitos anuários, e vídeos anuários com lembranças de seu ultimo ano escolar. Todos os anos, a responsável pela criatividade e design sou obviamente eu. Então, este ano fui um pouco mais original, e ao invés de vídeos, documentários, teatros e álbuns de fotos, quero de vocês, sua pura e realidade do dia-a-dia. Tornem confidentes de seu próprio bloco, e desabafe toda e qualquer emoção neles. Este é o trabalho original de vocês.

A professora parecia estar em sincronia ao tempo de aula. E quando parou de falar, o sinal tocou.

- Vamos? – chamou Nathalie, vendo que Junie ainda não se movera de seu pufe.

- Vai indo... Encontro vocês em dez minutos... – respirou, levantando-se.

- Ok... Estamos na mesa de sempre... – lembraram as duas.

As garotas saíram da sala, e Junie foi conversar com a professora.

- Com licença senhora, McNight... – ela mordeu a língua.

- Oi querida... Precisando de algo? – perguntou a professora, levantando os óculos de seu nariz comprido e vermelho.

- Na verdade sim... Tem um pequeno desentendimento em volta de mim com esse bloco... – ela apontou á professora.

- Não vejo o que quer dizer, menina. – subestimou, olhando-a por baixo dos óculos.

- Eu escolhi esse por acaso... Não é algo que me chamou á atenção. Não posso ter escolhido o clássico, que combina com o bloco de Dan. Somos opostos, completamente diferentes e intransigentes um com o outro... – explicou Junie, quase esbaforida.

- Querida... – a professora apertou o ombro direito de Junie – Não existem coincidências nem enganos, apenas a realidade nula e cega. Acasos, não estão presentes. Eles são mutuamente presentes. Vocês escolheram-se. E foi uma decisão, não se volta atrás dela... – contou a professora com um tom misterioso.

- Deve ter algo errado... – murmurou Junie perdida.

- Não há... Você verá... – concordou a professora.

- Não há como eu e Dan termos algo á ver... – concluiu Junie de mau humor.

- Espere mocinha... Você ainda tem que aprender muito sobre mensagens subliminares do destino... – pigarreou a professora, enquanto organizava suas papeladas.

- Ah não... – Junie foi tomada por um frio como se estivesse presa dentro de um freezer – Ceci... – deu uma tapa em sua testa.

- Cécilys Monnotyêr? – perguntou a professora olhando para Junie de um modo divertido.

- Sim... A própria... Sumiu de novo. – bufou Junie quase espumando de raiva.

- Ela seguiu o Senhor Withlock para fora da sala, Junie. – riu ela.

- Ah... QUE ÓTIMO... TENHO UMA GATA QUE É FÃ DO MEU INIMIGO. – grunhiu a mocinha baixa – Mas obrigada por sua informação.

Junie trincou os dentes, e saiu da sala de mau humor. Ela e Dan? Juntos? Um casal? Era impossível até de pensar. Nada poderia submeter suas diferenças... Eles eram completamente diferentes e opostos.

Junie pisou barulhosamente e irritadiçamente até a mesa onde Dan estava sentado com Jhonny e Peeter. Avistou Ceci, ronronando no colo dele. E foi o suficiente para seu pavio pegar fogo.

- Ah! – ela grunhiu e sapateou até lá com a mandíbula cerrada e os olhos ardentes de raiva. – Me dê ela! Agora! – a incitou, para Dan. Assustando Jhonny e Peeter em conjunto.

- É um prazer ver você também tampinha... – suspirou Dan.

- EU DISSE AGORA! – berrou Junie atraindo os olhares do pátio de lanches.

- Ah meia-irmãzinha... Chega de stress, é só uma gata... – debochou Dan afagando a gata, enquanto ela ronronava.

- ME DE ELA! – Junie enfim bateu seu punho na mesa. – AGORA!

- Acho que não deveria obrigá-la. Ela deveria escolher... – sugeriu de bom humor, pela raiva de Junie.

Jhonny e Peeter estavam prestes a escapar da fúria de uma Stoller.

- QUE MANÉ ESCOLHER! ELA É MINHA, OUVIU? MINHA, SEU IDIOTA! SE QUISER UM GATO, PEGA O SEU CARAMBA! – Junie bateu na mesa mais uma vez, bufando como um búfalo enfurecido. Ela se referira ao gato de Dan, Honey. Um gato que sempre estava à espreita para atacar qualquer gato da vizinhança.

Cécilys levantou do colo de Dan e se empoleirou no ombro de Junie, em seguida esfregou seu rosto no pescoço de Junie, para acalmá-la.

- Se chegar perto de Ceci, mais uma vez... Dê adeus á seus últimos neurônios... – Ameaçou Junie, num tom baixo e cortante.

- Estou morrendo de medo, não é, garotos? – pediu Dan rindo de Junie.

Era por isso que ela o odiava. Nada de fato o importava mesmo. Ele levava a vida numa eterna brincadeira. Apenas diversão, prazer, popularidade e irresponsabilidade. Quando ele iria crescer? Ela se perguntava.

Uma lágrima ameaçou a cair dos olhos puros de Junie, mais sua raiva á impediu. Sua gata parece ter notado o quanto Dan magoara a pobre menina, e automaticamente guinchou pra ele, o assustando.

- Boa menina... Mas não compre a minha briga, ok? – sorriu Junie e a acariciou indo na direção da mesa, onde suas irmãs e amigas se sentavam.

Aos poucos o silêncio obtuso, causado pela confusão entre Dan e Junie, foi sendo consumido por burburinhos de todo o refeitório.

Junie enfim, sentou-se a par de sua mesa.

- O que houve lá? – pediu Nathalie quase explodindo de curiosidade.

- Ele é um imbecil... E vocês sempre duvidaram. – deu de ombros Junie, e a gata sentou-se ao lado de sua poltrona acolchoada. Afinal... Era uma escola com design europeu...

- Tudo bem... – disseram todas as garotas em uníssono.

Mais garotos e garotas, sentaram-se na mesa de Junie, e a garota popular e simpática, estava apática e triste por um motivo que nem ela mesma sabia.

As amigas e as irmãs conversaram sobre a despedida de solteiro da mãe, que seria hoje a noite, e planejavam dar um tempo em suas relações amorosas para poder curtir a noite sem dó nem piedade.

- Mas uma vez “gossip girl”... – murmurou Junie num tom baixo, e nauseante enquanto remexia as panquecas com molho de cereja em seu próprio prato.

Junie referia-se ás regras de vida da alta sociedade. Estava tudo liberado, mas as condições eram: Manter as aparências, e sem mais regras.

Era obvio que Junie contrariava esta regra, porém aproveitara bastante, na hora de encher a cara com Martini.

- Você vai com que roupa, gêmea? – perguntou Anna animada.

- Eu não vou... Tenho que praticar mais meia hora de corrida. Elisabeth não vai se importar, eu garanto... – Junie desviou o olhar das garotas e remexeu as panquecas novamente.

- Não creio... – disse Vick estupefata.

- Gêmea, não posso ouvir o que acabou de dizer... – os olhos de Anna duplicaram de tamanho.

- Está maluca? – perguntou Rose em meio á agitação.

- Caramba... Deixem-me, Ok? Não estou com humor para festas! – grunhiu Junie mal humorada. E a lágrima suprimida escorreu por seu rosto.

- É por causa do nosso meio irmão, não é? – perguntou Rose cuidadosa.

- Ele não é nosso meio irmão! – berrou Junie em resposta, e outras lágrimas vieram a seguir.

- Gêmea, vai ter que aceitar Dan, cedo ou tarde... – Anna encorajou.

- Nunca, gêmea, nunca! – Junie gritou raivosa.

O peito de Junie doía de aflição, e sua garganta queimava com sede de poder inventar possíveis palavrões que definissem o perfil de Dan.

- Tudo bem, amiga. Estou com você... – Nath sentou-se mais perto de Junie, e afagou seu ombro – Tome... – alcançou um lenço e limpou as lágrimas da amiga.

- Eu não quero mais falar dessa criatura imunda, por dentro e por fora! – exasperou Junie bebendo uma latinha de coca da mesa.

- Ok, sem Dan nesta mesa, gêmea... – saudou Anna.

- Acabou de falar o nome do demônio, gêmea... – falou mal Junie.

- Tudo bem... Esqueçamos o incidente. E não vai ser obrigada a ir à despedida de solteiros... – Bufou Rose.

- Obrigada garotas... – Junie aconchegou Cécilys em seu colo, e devorou as panquecas sem mais palavras.

[...]

- O que foi aquilo? – perguntou Peeter descabido.

- Como conseguiu fazer a menina quase chorar, Dan? Exagerou cara... – negou Jhonny.

Dan continuava a comer sua batata frita com a expressão vazia.

- Dan, por que trata Junie como um cachorro vira lata? – perguntou Peeter.

- Vou ter que defender a honra da minha cunhadinha, Brow... – reclamou Jhonny.

- Ah, calem a boca seu dois inúteis. – xingou ele.

- Explique então. Por que tratar a garota assim? Por que ela não está se atirando á seus pés como metade da escola faz? – exaltou-se Peeter.

- É Dan, é por isso? – uma expressão maldosa apareceu em Jhonny – A não ser que...

- Goste dela... – complementou Peeter, com uma voz tenebrosamente maliciosa.

- Eu? Gostar daquela garota extremamente freneticamente perfeita? – ironizou Dan de maneira acuada – Só se for em outro universo!

- Bom... Freneticamente perfeita... Seria um adjetivo bom, ou excessivamente bom? – perguntou Jhonny com humor.

- Querem parar de falar asneiras? – pediu Dan corado.

- Ah cara... Admite, tu curte a garota... – cantarolou Peeter.

- Parem imbecis! – grunhiu furioso, cuspindo batata frita por toda a mesa.

- Dan ta apaixonado... – Cantarolaram os dois amigos, com humor e voz feminina.

- Calem a boca! – gritou.

-... e não admite! – continuaram cantando.

- SON OF A BITCH! – gritou Dan se levantando, e logo correu para fora do refeitório, atraindo olhares curiosos.