Não havia dormido, porque estava vivendo em um pesadelo: desde a pequena mentira que havia contado a sua chefe, depois a Harry e então ao seu porteiro, até ter que lavar o corpo de Pansy Parkinson, Hermione tinha certeza de que estava vivendo seu inferno astral.

Aguardou impacientemente a chegada de seu pobre corpo sob a posse de Parkinson, que, como sempre, estava atrasada!

Viu uma bela mulher adentrando o escritório e teve que piscar duas vezes para reconhecer a si mesma.

— Manteve meu cabelo volumoso! — Hermione constatou encantada, porque estava obviamente diferente, mas ainda era ela, só que em uma versão sofisticada.

— Sim, meu cabeleireiro me convenceu de que essa é sua marca registrada. Agora vamos, porque posso ter encontrado uma solução para nossos problemas.

Disso Hermione duvidava.

Deixaram uma mensagem para a chefe e então aparataram em uma zona herma, onde apenas uma grande mansão se destacava. O coração da grifinória acelerou e uma bola de gelo se formou no estômago emprestado.

— Não vou entrar nesse lugar!

O lugar em que foi mantida refém, torturada e quase morta! Não falou nada disso, mas esperava que Pansy pudesse ler em sua expressão.

— Vai sim. ­— A sonserina concluiu impiedosamente.