Notas iniciais
Tenha uma boa leitura

- UM –

Junie perdera o pai – Charlie Stoller – quando tinha apenas três anos de idade. Então nunca pode conhecê-lo como queria. E há pouco tempo ela e suas duas irmãs – Rose e Anna – encontraram o deus grego – perfeito – para Elisabeth. O provável e conceituado bom pai: Harry Withlock.

Harry era um famoso cirurgião plástico de Nova York – mais por motivos desconhecidos, veio para L. A. á três anos atrás. E agora trabalha no hospital do bairro. Mas... Como nem tudo é perfeito... Harry tem um filho e é separado.

Sua ex-mulher – Renée – o abandonou duas semanas depois do parto do filho Dan. E desde então, Harry tem cuidado do garoto problema – que é insuportável á visão de Junie.

Junie olhou em seu relógio na cômoda e largou seu livro. 11h49min da noite. E Elisabeth ainda não tinha voltado do encontro com Harry – os encontros que estavam ficando cada vez mais freqüentes, depois do noivado dos dois.

— Alguém em casa? – uma voz estranha veio do hall da enorme casa.

Junie amarou rapidamente seus cabelos curtos e botou um hobbie em cima de seus ombros. Procurou avidamente por suas pantufas de coelhinho rosa. Mais não as encontrou. Saiu do quarto resmungando qualquer coisa. Que mala viria visitar alguém á essa hora? Pensou Junie.

— Hey Junie! – aquela voz que Junie tanto detestava foi reconhecida ao olhar para o Hall de cima das escadarias.

— Ah que devo o desprazer de sua visita, Dan? – respondeu Junie em sua voz rigorosamente anojada.

— Junie, você sempre me surpreende com a sua hospitalidade... – Dan ironizou sentando-se no sofá caríssimo – de pele animal.

— Diga o que quer idiota, e depois se mande. – Junie estreitou os olhos e desceu as escadas, cética.

— Oh irmãzinha... Pra que ser tão dura comigo? – ele tirou os tênis e se esparramou no sofá.

— Não somos irmãos... Nem jamais seremos. – ela garantiu com a expressão maldosa.

Dan era um cara bonito – super popular – e ainda tinha um rosto angelical – mais como dizia Junie – que a carinha de anjo, não escondia a peste que ele era.

— Tsc, Tsc, Tsc... Quando vai aprender? – perguntou ele com a voz debochada de sempre.

— Diga logo e se mande! – gritou Junie estressada.

— Onde estão Rose e Anna? – perguntou o garoto de cabelos cor de mel.

— Estão comemorando aniversários de namoro, com Peeter e Jhonny. – enfim Junie sentou-se na poltrona ao lado cedendo á conversa de Dan. Ele tinha o talento de enrolar as pessoas.

— E por que não está com seu namorado, “festando” com eles? – perguntou com uma careta maldosa e cheia de segundas intenções.

— Não dá pra conversar com você Dan Withlock! – Junie gritou enervada.

— Ah, apertei seu calo, é fadinha? – ele gargalhou com seu tom rouco e grotesco. Os olhos castanhos claros pulsavam maldade e a boca avantajada sorria maldosamente.

— Dan... O que ganha por ofender as pessoas? – perguntou Junie indignada.

— É... Divertido. – ele sorriu debochado.

— Nunca fui de falar palavrões... Mais...FODA-SE imbecil! – Junie gritou e se levantou.

— Hey... Foi mau! – ele girou para o lado de Junie impedindo-a de sair da sala, e seus olhos encontraram os de Junie.

Junie perdeu a fala por um minuto e seus olhos se amansaram ao encontro dos dele. Um sorriso tranqüilo e harmônico – poderia ser dito até – apaixonado, surgiu nos lábios de Dan.

— E- Eli-Elisabeth está jantando com Harry... – ela gaguejou e procurou manter a voz estável.

Dan segurou os dois braços de Junie forçando-a continuar olhando para ele – e esqueceram que se odiavam por ao menos um minuto.

— Bom... Poderíamos fazer alguma coisa enquanto meu pai não chega... – sugeriu Dan, sua voz sedosa e quase impossível de negar.

Junie quase assentiu... Mais acordou do transe.

— Pode esperar Harry aqui. Tenho um ótimo livro lá em cima esperando por mim. – Junie fez questão de poder dar um bom soco na boca do estômago de Dan e virar as costas para ele. – Ah... Dan, não se esqueça de limpar a sujeira que seus tênis fizeram no chão limpinho. – A menina com feições de fada escondeu o que se passava dentro dela e subiu as escadas e logo desapareceu no andar de cima.