Freedom

3 Falsidade


Troquei de roupa e chamei o motorista da minha família, alegando que era uma coisa urgentíssima e que eu precisava ver Laura. Chegando a casa dela, saltei e toque i a campainha. Minha amiga então apareceu toda sorridente como sempre e me cumprimentou:

- Isis! Que surpresa! Entra!

Entrei, conversamos, rimos, vimos filme, contei minhas novidades para ela e ela me contou as dela. Ela havia ido para o Brasil á algum tempo e me mostrou um enfeite lindo que trouxe de lá. Enquanto eu o observava ela disse que ia ao banheiro. De repente ouvi um barulho do MSN do seu lindo computador. Alguém estava chamando-a. Como não tínhamos segredos, olhei a conversa dela com Klarissa.

Klarissa diz:

Oi

Laura diz:

Oi amor

Klarissa diz:

Boa?

Laura diz:

Mais ou menos.

Klarissa diz:

Pq?

Laura diz:

Pq a vaca da Isis vem para cá hj.

Klarissa diz:

Nossa de novo.

Laura diz:

É, sabe, eu só agüento ela pq ela é famosa pq senão.... nunca gostei dela.

Klarissa:

É, ela é mimada, metida e chata.

Laura:

Demais. Todo mundo é amigo dela por causa do tanto de dinheiro que ela tem e pq ela dá status á todos que ficam perto dela. Tadinha, todos falam mal dela pelas costas, boba ela de acreditar durante 5 anos que eu sempre gostei dela.

Klarissa:

Concordo. E o pior, ela sempre fooi enganada.

Laura:

Claro, e por falar na merdinha, ela chegou vou lá atender a porta.

Klarissa diz (15:30):

Amor vou sair.

Amoor?

Klarissa chamou sua atenção.

Eu li e re-li a conversa pelo menos umas 3 vezes para ver se eu não estava louca. A Laura? Cara, ela sempre foi aquela amiga que eu jurava que não tinha um pingo de falsidade em nada. Quando reparei, já estava chorando no teclado do PC. Também, to pouco me lixando se ela vai ficar viva ou morta. Peguei meus pertences ainda chorando enquanto ela tava naquele banheiro fazendo-seilá-o-quê e pensei em alguma maneira de ela perceber que eu vi tudo. Já sei! Vou embora silenciosamente e vou jogar aquele enfeite brasileiro no chão. E foi isso que eu fiz, com o maior ódio que pude. O enfeite se partiu em 1000 pedaçinhos e eu ainda pisei nesses mil pedacinhos. Melhor, eu pulei. Eu precisava andar, somente andar. Quando estou triste ou coisa do tipo, saio andando pela cidade. Não sei o porque disso. Saí daquela casa e fui andando pelas ruas de Milão sem olhar para frente e nem nada do tipo. Enumerei tudo que aconteceu naquele dia em voz baixa e chorando:

- Primeiro, eu sou um peso para tudo e todos. Segundo, vou fazer jornalismo. Terceiro, vou para Nova York. Quarto, a pessoa que eu amava mais que minha família, me detesta. Nossa que coisa linda.

Do nada trombei em alguém. Levantei a cabeça e vi quem eu acabara de derrubar no chão: Jéssica Artejod. É a modelo nojentinha. Abaixei-me e ajudei ela a pegar todos os seus pertences. No final ela ainda agradeceu:

- Obrigada.

- Por nada. Han, e outra coisa... Me perdoa, eu não sei o porquê eu fiz aquilo mas, eu fiz e admito, eu estava errada.

- Hum, vou pensar no seu caso. E porque você está chorando? Sei que nem te conheço mas, quer desbafar?

Ta bom que eu nunca falei com aquela menina na minha vida mas, ela me transmitiu uma confiança que ninguém nunca me transmitiu, nem mesmo Laura, então, eu fiz sim com a cabeça. Nos dirigimos ao café mais próximos e nos sentamos. Falei tudo, desde da moda dos bebês sul-africanos até a parte que minha ex-melhor amiga mostrou a verdadeira intenção de ficar perto de mim.