Notas iniciais
Leiam n/a com atenção, please, e divirtam-se, ha :33

A casa tinha cheiro de fechada e estava escura. Sentindo seu coração apertar a cada passo que dava, Edward Cullen esticou a mão e apertou o interruptor.


Parecia que uma faca tinha lhe furado as costas.


As coisas estavam em seu lugar, mas tudo ali – a poeira, as janelas fechadas e o cheiro – indicava que ninguém vivia ali por um tempo.


Na verdade, desde que Isabella Swan fora presa, sua casa estava fechada.


O problema era que Edward conseguia imaginá-la ali. Jogada no sofá, aninhada em um cobertor enquanto via televisão ou lia. Ele sentia falta dela – ele sentia muita falta dela. O sorriso, os olhos, o modo que seu cabelo emoldurava o rosto. Os beijos, os toques.


Ele ainda a amava, mesmo meses após sua morte.


As lágrimas escorreram pelo seu rosto sem que ele se desse conta, enquanto caminhava pela casa, descobrindo outros cômodos, descobrindo outras coisas.


Descobrindo mais sobre ela.


A cozinha estava sem alimentos nenhum, descobriu ao abrir a geladeira e os armários. Mas ele conseguia imaginá-la cozinhando e comendo às pressas ali. Na porta da geladeira, ele encontrou um bilhete.


Consulta com o dentista às 3:30 p.m. no dia 12/maio.


– A letra dela... – sussurrou, em meio a um sorriso.


Ele pegou o bilhete para si antes que percebesse e o guardou no bolso, saindo logo em seguida do cômodo. A próxima parada foi o escritório.


Havia livros ali. Milhares de livros. E fotos também. Ele viu cada uma delas, sentindo mais do que nunca falta da mulher por quem ele ainda era completamente apaixonado.


Por que ela tinha que ter partido daquele jeito?


Edward parou no banheiro também e sorriu ao ver o xampu de morangos dela. Sorriu ao imaginá-la cantando enquanto tomava banho...


E decidiu que era hora de criar coragem para ir olhar o último cômodo da casa: o quarto dela.


Ele seguiu pelo corredor e parou numa porta também fechada, sem indícios de que seria o quarto. Mas era a última...


Ele a abriu e encostou no batente da porta, observando tudo ao redor, enquanto as lágrimas ainda desciam com toda a força pelo seu rosto.


Era o quarto dela... As coisas dela.


Sem ter mais forças e sem se importar com a sujeira, Edward caminhou até a cama e deitou, puxando o travesseiro para si. Ele mergulhou o rosto ali e chorou tudo o que tinha para chorar.


Como ele podia suportar sua perda? Como podia lidar com isso, mesmo tendo passado meses desde a execução dela? Como podia seguir em frente e lidar com toda essa dor que ele estava sentindo naquele momento?


Ele não tinha respostas para nenhuma dessas perguntas, mas sabia que tinha que começar a lutar para ser feliz sem ela, acostumar com sua ausência.


Ela iria querer isso, afinal.


Ela iria querer que ele seguisse em frente.



Notas finais
N/A: Surpreendi vocês? :33 Acho que ninguém suspeitava disso, hã? É isso mesmo, galera, essa é a continuação de Guilty! Mesmo esquema: postarei todas as sextas ;).
O que acharam?
Como disse na N/A de Guilty, o review que eu mais gostar aqui e receber a estrela, vai receber um spoiler das duas primeiras páginas do primeiro cap de Freedom. Eu vou mandar na segunda para as duas ganhadoras. Lembrando que a pessoa que mandar melhor review em Guilty não vai ser avaliado aqui. Quero mandar spoiler para duas pessoas, ok?
É isso. Vou avaliar review que eu receber até segunda, às 17h. Depois disso, lerei todos e mandarei o spoiler para as duas ganhadoras. Quem não quiser participar, porque não gosta de receber spoiler, só dizer no review. Quem quiser, deixa e-mail, por favor. Qualquer dúvida, forms (dehcc) ou twitter (deh_cc)
Espero que tenham gostado.
Besos besos e até sexta que vem ;*
N/B: hmmm o edward sofrendo horrores e mais horrores D: dá até vontade de pegar no colo n.n Enfim... muito curiosa com esse resumo... qual verdade? quais sentimento? hm... hm... bom pra saber, tem que comentar ;) Sejam bem vindos!!! Friida Cullen xoxo