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2 Capítulo 2 - “O que aconteceu depois”
Notas iniciais
Após da morte dos meus pais, fui levado para um “lugar de não sei aonde e nem para quê”. Eles acharam que eu precisava de reabilitação, e preciso ficar aqui até completar meus dezesseis anos de idade, depois estou liberado para cuidar da minha vida.
Como estou aqui faz alguns dias, notei que nem todos gostam do lugar (não que eu goste, mas é o que tenho no momento... Afinal não é muito fácil alguém de dez anos viver sozinho). Aqueles que se comportam mal são encaminhados para uma sala branca, mas nunca consegui ver nada além disso. E depois daquele acidente de carro, parece que meus “pesadelos” acabaram. Passo o dia tranquilamente, o que parece ser estranho para as pessoas que trabalham aqui... É como se não fosse dessa maneira que eu deveria agir, como se eles esperassem algo ruim e imprevisível de mim.
E foi isso o que aconteceu, ou mais ou menos... De repente um garoto teve um surto (estava com raiva, porque os “veteranos” o provocavam direto). E ele foi levado à força para aquela sala misteriosa, a qual me deixava curioso, e assustado.
Não demorou muito para que uma das “enfermeiras” (se é que eram mesmo) chamar cada um para aquela sala... Ela chamava por ordem alfabética: “Alex, Brandon, Elios...” (não havia muitos ali, mas eu era o último). Depois de certa demora, chegou a minha vez. Fui andando devagar por um longo corredor, cujo fim era uma porta grande de metal com duas janelas bem no alto. Eu encarava aquela porta, e foi encarando-a que me lembrei do dia em que meus pais morreram. Vi aquela imensa porta metálica, como vi o caminhão naquele dia... E lembrei que meu pai disse: “Makishima, você precisa encontrar um garoto...”. Um garoto, mas que garoto? Eu havia esquecido o nome dele!!
Meus pensamentos foram interrompidos quando esbarrei num menininho bem mais novo que eu... Desculpei-me, e ele veio logo se explicando com sua voz baixa: “Oh! Acabei de chegar... Meus pais foram assassinados por um homem mal quando saiam de um restaurante, então fui trazido para este lugar. Por isso estou meio perdido.”, e de forma breve expliquei a minha história para aquele garoto... Disse meu nome, e perguntei o dele. “É Koop, meu nome é Koop Sakahiro!”... Fiquei estático, imóvel, meus olhos fixaram-se naquele garoto. E consegui lembrar-me o que meu pai havia dito naquele dia: “Makishima, você precisa encontrar um garoto chamado Ko...”. Mas não pude dizer mais nada a ele. A porta abriu lentamente, e de dentro alguém chamou meu nome.
Notas finais
(comentários são bem-vindos)!
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