Notas iniciais
Gente hoje ou amanhã eu posto as fotos como humanos da Night Class, mas as fotos vão ser de pessoas que eu escolheria para fazer o papel deles e não pessoas parecidas com eles, porque seria impossível a não ser que fosse cosplay. Então é isso. Boa leitura. Bjs.

POV Bella

Zero não ficou muito tempo comigo porque tinha que arrumar suas coisas, então eu aproveitei para arrumar as minhas também, nossas aulas começariam daqui uma semana. Quando terminei de arrumar as minhas coisas, alguém bate na porta.

- Pode entrar, está aberta.

- Vejo que está mais animada. — disse meu irmão Kaname ao se aproximar.

- Zero conversou comigo e como sempre me animou.

- Fico feliz que esteja melhor. De agora em diante Forks é o nosso lar.

- Eu sei, não precisa se preocupar comigo, eu ficarei bem.

- Eu sei que sim.

- Mas você não veio aqui apenas para saber como eu estava, porque você com certeza estava ouvindo a minha conversa com Zero. — acusei.

- É você tem razão. Preciso de um favor seu.

- O que é?

- Preciso que você vá até a Forks High School e converse com o diretor.

- Por quê? O que eu vou dizer a ele?

- Diga que vamos promover uma visita dos alunos da Forks High School à Academia Cross, para que os alunos de ambas as escolas possam se conhecer. E que se algum aluno ficar interessado em entrar para a Academia vai ter a chance de tentar.

- Para que tudo isso? Você não faria isso se não tivesse um bom motivo. — disse desconfiada. Kaname nunca faria isso sem uma boa razão.

- Eu sinto que há outros vampiros nessa cidade, vou começar investigando pelos alunos e no final de semana à Academia promoverá uma festa de inauguração, para qual toda cidade será convida.

- Eu sabia que você tinha uma boa razão. Mas será que eles nos causarão problemas?

- Duvido, se causarem nós cuidaremos deles. Você pode fazer esse favor pra mim irmãzinha? — pediu ele fazendo aquela carinha de cachorro que caiu da mudança.

- Não faz essa carinha que não é justo. Claro que eu faço. Que horas que tenho que estar lá? — não consigo negar nada para ele quando ele faz aquela carinha.

- Às 11h, não se atrase e leve Zero com você.

- Eu sabia que você não me deixaria ir sozinha. — disse brava.

- Você sabe que eu sou super protetor, já deveria ter se acostumado.

- É eu sei, mas não perco minhas esperanças. — disse fazendo manha.

- Boa noite irmãzinha. — disse ele me dando um beijo na testa.

- Boa noite.

Assim que Kaname foi embora coloquei meu pijama e me preparei para dormir. Estava muito cansada da viagem e precisava descansar...

Acordei com batidas insistentes em minha porta e eu sabia que era o Zero e que para ele bater em minha porta eu estava atrasada, como sempre.

- Entra.

- Eu sabia que você ainda tava na cama. Ainda bem que seu irmão previu que como sempre você ia se atrasar e me contou tudo e me pediu para te acordar. São 10h, você tem tempo suficiente para se arrumar e não demore, estarei te esperando lá em baixo. — disse ele tudo de uma vez entrando, puxando as minhas cobertas e indo embora.

- Eu vou te matar depois Zero. — gritei.

- Até parece. — gritou ele de volta, zombando de mim.

Deixei meu plano de matar Zero de lado e corri para o banheiro. Tomei um banho, fiz uma maquiagem leve e coloquei meu uniforme da Night Class, Zero também estava usando o dele. Desci rapidamente e encontrei a mala do Zero sentado no sofá.

Uniforme da Night Class:

http://1.bp.blogspot.com/-qIDvwJIltXU/TdcQkd3mLeI/AAAAAAAAAVE/malAwDYmptU/s1600/catsgggg.jpg

- Vamos logo senhor "eu acordo na hora certa".

- Ok senhora "eu sempre acordo atrasada", vamos logo.

Dei um tapa na cabeça dele e sai correndo, corri o mais rápido que eu pude mas ele conseguiu me pegar. Ainda estávamos dentro do dormitório então não tinha problemas usarmos nossa velocidade normal ou a nossa força, quando ele conseguiu me pegar me jogou no sofá e começou a fazer cosquinhas em mim.

- Para Zero.

- Só se você implorar. — eu já não estava mais aguentando de tanta cosquinha, então implorei.

- Por favor, Zero querido, para de fazer cosquinhas em mim.

- Já que você pediu com tanto jeitinho... — então ele parou, mas isso vai ter volta eu me vingarei.

- Você sabe que eu vou me vingar né?

- E você sabe muito bem que vou estar preparado. — provocou.

- Um dia você me paga. Agora espera um pouco para eu arrumar o meu cabelo que está todo bagunçado por sua culpa, e ai nós vamos.

- Rápido que estamos quase atrasados.

Em cinco minutos eu já estava de volta, saímos do dormitório e fomos rapidamente para o portão, não queríamos encontrar nenhum aluno da Day Class.

- Você sabe onde fica a escola? Eu me esqueci de perguntar para o Kaname ontem.

- Que novidade, além de atrasada você tem amnésia. Eu perguntei ao Kaname sim. Eu sabia que você com certeza tinha esquecido.

- Você poderia, por favor, parar de me xingar, senhor certinho. — já estava cansada dessas ofensas infundadas a minha pessoa (mentira modo on). Tudo bem eu admito eu sou um pouco atrasada e esquecida, mas não é algo que acontece com frequência. Tudo bem acontece, mas eu nunca admitiria isso para ele.

- Ok vamos logo Bells, por que se chegarmos atrasados seu irmão irá nos matar.

- É você tem razão. Vamos.

Fui seguindo Zero, já que eu não sabia onde ficava a tal da escola. Ficamos em silêncio o caminho inteiro, era um silêncio agradável estávamos admirando a paisagem. Admito novamente que essa cidade não é tão horrível quanto eu achava. Caminhamos por mais uns 5 minutos e finalmente chegamos a tal escola. Como eu sei? Estava escrito em uma placa na entrada em letras bem grandes: FORKS HIGH SCHOOL, então eu acho que chegamos. Mas esse lugar não se encaixava muito no conceito que eu tinha de escola, era sei lá muito simples. Não se parecia nem um pouco com à Academia Cross. A escola era totalmente aberta, sem portão nenhum e aparentemente sem nenhuma segurança, essa escola é o oposto da Academia que tem muros bem altos ao redor e monitores. Mas uma coisa me chamou a atenção, alguns dos carros do estacionamento — o estacionamento era na parte da frente da escola- eram carros caros que aparentemente ninguém que vive nessa cidade poderia comprar, o que eu mais gostei foi um Volvo prata reluzente, que era muito lindo.

- Vamos logo Bells, estamos atrasados. — disse Zero me tirando de meus devaneios.

- Claro, vamos.

Andamos mais rápido em direção a escola e entramos em uma sala que tinha o letreiro indicando ser a secretaria. Era uma sala bem grande, muitas prateleiras com o que aparentavam ser arquivos, algumas cadeiras, plantas (como se já não bastasse o verde lá de fora), uma mesa de mogno muito bonita com um computador meio pré-histórico em cima e algumas pastas e papéis espalhados e atrás da mesa estava sentada uma senhora de óculos que estava tão compenetrada em seu computador que nem percebeu a nossa presença.

- Aham. — pigarreou Zero impaciente.

- Oh... Olá crianças. O que desejam? — disse ela.

- Nós temos uma reunião agendada com o diretor.

- Ah... Vocês devem ser Isabella Kuran e Kiryuu Zero. — disse ela. Odeio que me chamem de Isabella, mas como ela não me conhece decidi deixar para lá.

- Sim, somos nós. — disse Zero.

- O diretor está no refeitório, parece que teve uma discussão entre alguns alunos do 2º ano e ele foi resolver. Vocês querem esperá-lo ou querem ir até o refeitório? Já faz uns 10 minutos que ele foi para lá então com certeza a discussão já acabou e ele deve estar passando um daqueles seus sermões que levam horas. Tem vezes que eu tenho pena dos alunos.

- Queremos ir ao refeitório. Se os sermões dele são tão ruins assim acho que dessa vez iremos salvar os alunos. — disse dando uma risadinha.

- Agradeço em nome dos alunos. Então venham comigo, vou levá-los até lá.

Seguimos a secretária pelo corredor, Zero veio para mais perto de mim e disse:

- Se até os funcionários falam mal, imagina o que deve ser esse diretor.

- Com certeza, estou até com medo de começar a nossa reunião com ele e sair daqui de noite. — disse rindo.

- Com certeza. — disse Zero rindo também.

- Chegamos. — ela abriu a porta e todos olharam para gente.

- E onde está a moral... — parou o diretor quando notou a nossa presença. Não quero nem imaginar que discurso era porque só por essa última frase já me deu tédio.

- Diretor o senhor tem visitas.

- Oh sim, estava esperando por eles. — disse ele. — Mas não pensem que escaparam do meu sermão. — falou apontando para os alunos, então veio em nossa direção. — Me acompanhem até a minha sala, por favor.

O seguimos, dei graças a deus que ele ficou quieto porque pelo que deu para notar ele é daquele tipo de pessoa que não para de falar um segundo. Caminhos mais um pouco até que ele parou, abriu uma porta e disse:

- Entrem, podem ficar a vontade.

Entramos, a sala era bastante espaçosa, muitas estantes cheias de livros e assim como na secretaria tinha uma mesa de mogno, um computador pré-histórico, pastas e papéis espalhados por cima.

- Podem se sentar. Então qual é o motivo desta reunião? Seu irmão não quis me adiantar o assunto, Isabella. — disse ele. Mais um que me chama assim, é hoje que eu mato um.

- Não sei se meu irmão te disse, mas nós somos da Academia Cross. — falei. Eu não sabia se Kaname tinha dito isso a ele.

- Não, ele não me falou.

- Somos da Academia Cross, viemos até aqui conversar com você porque queríamos propor uma confraternização entre as escolas para que os alunos possam se conhecer. E o aluno que quiser vir a estudar na Academia também pode, porque ainda temos algumas vagas.

- Por acaso vocês estão querendo levar os meus alunos para a sua Academia? Porque se for isso eu não irei deixar confraternização alguma.

- Não estamos querendo levar os seus alunos, eu só disse que temos algumas vagas em aberto e como essa é a única escola da cidade tende a ser um pouco superlotada. Mas pode ficar tranquilo que não roubaremos seus alunos, pois como eu disse temos apenas algumas vagas e é muito difícil entrar para Academia, não é qualquer um que quiser estudar lá que vai estudar, entende? — esse diretorzinho já estava me irritando.

- Tudo bem, agora eu entendi o que você quis dizer. Desculpe por ter me alterado com você. Eu acho uma boa idéia, afinal a Academia Cross é uma escola com dormitórios e os alunos que estudam lá vem de outros lugares... — e continuou falando, na verdade ele fez um discurso. Quase morri de tédio. Eu acho que o homem não respira, porque ele não parou de falar um segundo.

- Ok, então está tudo certo não é? — Zero cortou ele.

- Sim.

- Ah... A Academia Cross também vai promover uma festa de inauguração no sábado para toda a cidade, por favor, peça para os seus alunos chamarem os pais e todas as pessoas que eles conhecem. — comentei.

- Claro. — falou simplesmente. Acho que ele entendeu a cortada que Zero deu no "discurso" dele.

- Então para quando você acha melhor marcarmos a confraternização das escolas? — perguntei.

- Que tal para daqui a dois dias?

- Ótimo, nos vemos daqui a dois dias. — queria me livrar logo dele para que não começasse com outro discurso.

- Ok. — nos levantamos e ele nos acompanhou até a porta.

- Nos vemos. — disse ele apertando as nossas mãos. — Agora vou ir continuar o meu discu... Ops... Meu sermão aos alunos. — e partiu em direção ao refeitório.

- Eu tenho pena desses alunos. Se eu quase morri com o discurso que ele fez pra gente imagina ouvir esses discursos todos os dias.

- Com certeza. Que cara mais sem-noção. — disse Zero. Olhei para o relógio e me espantei:

- Já são quase 13h, garanto que demorou uma hora só para o discurso daquele maluco.

- É eu também acho.

- Vamos logo para casa, todo esse falatório me deu sono.

- Sono? Você já não dormiu o suficiente? — perguntou Zero surpreso.

- Sim, mas ainda estou com sono, acho que deve ser por causa do fuso horário

- É talvez.

- Mas mesmo cansada e com sono desse jeito aposto que ganho de você em uma corrida até a Academia. — o desafiei, eu queria minha revanche.

- Duvido.

- Mas tem que ser na velocidade humana hein, porque estamos em plena luz do dia e no meio da cidade.

- Mesmo assim eu irei ganhar de você, soneca. — disse ele começando a correr.

- Não vale trapacear. — gritei e comecei a correr atrás dele. Eu iria vencê-lo.

Mas eu não o venci aquele trapaceiro chegou antes de mim, mas só porque roubou e correu antes de mim. E agora ele se escondeu, ele sabe que se eu o achar vou matá-lo. Estou muito brava, eu odeio perder. Zero me paga...