Freak Show
2 A Chegada
Notas iniciais
* Mônica on *
Eu não acreditei quando eu passei para entrar no programa. Uns dias antes, todo mundo estava muito agitado. Era dois dias antes de irmos. (Ela disse para não levarmos nada. Mais levamos).
— Mônica, me ajuda com a mala! — Disse Magali
Magali foi dormir naquela noite comigo. Ficávamos com papéis, celulares, pranchetas...um monte de coisas, para não esquecermos de nada.
— Claro amiga! — Magali sempre precisava de ajuda
— Ai se fosse você, eu nem sabia o que fazer — ela colocou as mãos nas costas
— Quando nos casamos eu não vou poder te ajudar, o.k? — Disse fechando e finalizando sua mala
— Brigada. Ei já terminou sua mala? — Ela tirou a mala da cama
— Sim. — Disse
— O Cascão me mandou um mensagem, dizendo para encontrar a galera do parque — Ela checava seu celular
— O.k — respondi cansada
— Então vamos logo
— Tô indo! — Não acreditei ser deixada para trás
O parque estava cheio. Muitas pessoas pedalando, correndo, colocando as novidades em dia, namorando e rindo. Logo avistei o Do contra, Cascão, e Cebola. Corri para o Dc.
— Oi lindo — Dei um abraço
— Oi — Ele me deu um beijo. O melhor do mundo
Mais o beijo foi interrompido por um garotinho que estava olhando para nós.
— Para!
Ele parou. Após o menino passar, falei com o Cebola, — que estava com um olhar triste. E o sujo do Cascão. Pouco depois começou a chegar o Luca, a Denise, Carmem. Quando estava completamente completo o grupo, começamos a falar dos dois dias à frente.
— Será que é sujo?! — Comentou Carmem
— Se for vai ser "10"! — Disse o Cascão com a mão no queixo
— 10 pra você seu sujo! — Carmem estava prestes a iniciar um briga
— Carmem, Cascão! — nunca tinha visto o Cebola tão irritado — Vocês tem que parar um minuto! — Carmem pareceu brava por não conseguir sua "Batalha".
— O Cê tem razão! — Me meti
— Cala a boca! — Disse Carmem
— Meu Deus! Dai — me paciência! — Denise estava impassiente
— A Denise tem razão! — Luca disse isso, enquanto girava com sua cadeira de rodas, para pero de Cascão
— Como vocês acham que é lá? — Perguntei
— Que nem no programa — Disse Cascão
Discutimos muito sobe o local. Depois fomos pra casa. Dois dias se passaram, e muito ansiedade.
Finalmente, o dia chegou. A pequena e velha van do programa foi nos pegar em casa. A van era totalmente azul, como um mar bem azul. Era velha, enferrujada, e seu azul era bonito...mas desbotado.
Lá dentro era um preto desbotado, e cheio de flores vermelhas. Dentro estava a Glória, e o Motorista. A última a subir foi a Denise por que se atrasou se maquiando. Depois entramos numa floresta, e um campo de Narcisos. Era um lindo caminho até que a cada esquina, ele ficava mais macabro. Depois de um tempo, dormi. Quando acordei estava em um lugar totalmente tenebroso.
Parecia um pesadelo. Tinha uma neblina assustadora. Tinha algumas casas abandonadas, e vendas também. Depois de um tempo, a neblina ficou mais forte.
Eu só conseguia ver aquela fumaça.Neblina. Era só isso isso que eu conseguia ver. Já andei muito de carro. Mais nunca vi nada como aquilo. Era estranho.
Minutos antes, comecei a sentir um calafrio. Era desconfortável a cadeira de Luca encima de nós.
— Por quê não colocamos essa cadeira lá no porta-malas hem? — reclamou Denise
— Por que a Carmem trouxe malas demais! — disse Magali — Por isso Denise!
— Gente?! Vamos curtir! — uma voz de atrás, me fez tentar virar. Mas não consegui.
Depois disso, o que vi foi pura escuridão. Luca jogou discretamente a sua carteira em cima de mim. Ele se fez de bobo, e colocou sua mão na minha coxa.
Imediatamente, fiquei vermelha. Peguei sua mão, e, coloquei nela a sua carteira. Aos poucos meu rosto foi voltando ao normal. Depois de um tempo, o cenário foi ficando mais melancólico.
As árvores eram destorcidas, tinham muita neblina. Em fim. Tudo parecia um filme de terror. Daí me lembrei da voz, e consegui me virar. Mais não havia ninguém.
Pouco tempo depois, a carro parou. Todos queriam ver se tinha algo no caminho.
— Gente, não vai dar. Tem muita neblina, e não sabemos o que à no caminho. — anunciou triste, o motorista
— Vocês vão ter que ir andando — disse Glorinha abrindo a porta
— O.k! Então é isso! Eu vou gastar meu sapato da Chanel nesse chão — disse Carmem que estava ao meu lado
— Sim — disse revirando os olhos
— AFF! Vocês são chatos! — disse trocando seu salto por um chinelo de dedos baratos
— Não sabia que usava chinelo — disse brincando
— Eu só compro isso para não gastar os meus saltos!
— Sei!
— Sei! — ela disse com a voz fina
Cada um saiu do carro. Carmem, andava na ponta dos pés, com medo de ficar descalça. Luca foi o último, por demorar com a cadeira de rodas. Ele saiu e abriu um pequeno zíper de sua camisa, por conta do calor.
Lembro de ter visto Cebola tirando o casaco, e ,o colocando na pequena mala.
— Tava fazendo frio no carro, né? — disse
Ele levantou o rosto, e sorriu.
— É!
Na estranha e escura noite, seus olhos brilhavam. Seu sorriso, era lindo! Parecia uma lua bem iluminada. Ele estava lindo. Seus cabelos acompanhavam o vento frio( que não esfriava ninguém).
Denise estava dando as malas. Quando ela me deu a minha grande mala cor de rosa, meu estômago, embrulhou. Mas antes que eu pudesse cair, Luca me puxou, o que me fez cair acindetalmente em seu colo.
Logo fiquei vermelha. Me levantei rápido, peguei minha mala, e fui sentar em uma grande pedra. Morta de vergonha fiquei mais ainda, quando Cebola deu um soco na cara de Luca. A vergonha passou, e levantei o rosto.
Corri, e empurrei a cadeira de Luca. Caí, e me cortei. Cebola abriu a bolsa, tirou algo que não consegui ver, e me levou para a pedra. Ele fez meu curativo.
— Você está bem?! — perguntou
— Sim...
— Mônica! — disse Luca se aproximando
Eu rapidamente peguei a mala, e sai andando.
— Quem vem?
— Eu amiga! — disse Magali
— Sempre a Magali! — mumurrou a Carmem
Depois todos me seguiram. Chegamos a um grande e velho casarão. Cebola tomou dianteira e abriu o portão. Entramos juntos e devagar. Carmem abriu a bolsa e pegou uma serra de unha.
— Gente? Cadê o Cebola? — perguntei me virando
— Está lá atrás. — disse Magali
* Luca on *
Eu não acredito nisso. O Cebola brigou comigo. Sempre fomos amigos. Mas sempre uma garota estraga tudo.
— Cebola... — Eu começo
— Olha hoje eu não tô bom o.k? — Ele diz
— Mas...
— Mas nada! Cala a boca o.k?
— Okay!
Eu não acredito! Bom eu quero ver direito tudo. Não ficar lá no fundo. Então eu empurro todo mundo para abrir caminho.
Corro e passo de Mônica que não tira a mão do curativo. Depois sinto um cheiro como se tivesse um corpo em decomposição. Que estranho!
— Que cheiro ruim! — Digo para mim mesmo
Em seguida começo a ouvir reclamações de mal cheiro. Até que vejo uma sombra de longe. Parece algo como um mostro.
Corro quando ele tenta me pegar. Até que seus braços carnudos e peludo me pegam. Ele é bastante alto e têm chifres. Tem um mal cheiro. Ele ruge como um leão, e tem um fino grito.
Até que ele me aperta, e eu desmaio. Enquanto meus olhos estão fechando, vejo todos gritando. Até que entro dentro dele...é o fim!
Fale com o autor