Fraterno
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Fraterno
By Amanur
Capítulo 16
...
Fechei os olhos, para não enchergar a realidade em volta. Abri os olhos, para encontrar o teto branco do meu quarto. Fechei novamente, mergulhando na escuridão das minhas pálpebras, me tornando o centro de nada. Abri a boca para deixar escapar as palavras que não se formavam em minha mente.
Ensaiar o dia mais complexo da minha vida era complicado, por que não fazia a menor ideia do que iria acontecer. Era tudo ou nada. Ou receberiamos o maior abraço solidário que alguem poderia dar, ou seriamos mandados para um manicômio.
Fora isso, a noite foi tranquila. Depois da janta, enquanto contemplava toda a glória do teto branco que parecia prestes a desabar sobre a minha cabeça a qualquer momento, Itachi se jogou na minha cama.
— Oi. — ele me diz, sorrindo.
— Oi.
— Tudo bem?
— Uhum.
— Alguma novidade?
— Nenhuma. — ao contrário.
— Fico feliz por ver que você e o Sah voltaram a se dar bem, mas me sinto excluido.
— Eu ainda sou virgem, se é o que quer saber!
Ele sorriu, jogando as costas no colchão.
— Ótimo. O pai me mandou aqui para perguntar isso! — ri — Mas também vim para saber como anda o seu pecado.
Engasguei com a própria saliva.
— Como assim?
— Aquele, que pode ser pior do que matar alguém.
— Ah... Andei pensando sobre isso. Acho que não é tão ruim assim.
— Hum... Sabe que minhas suspeitas estão ficando cada vez mais altas?
Ele não olhava para mim. Fitava o mesmo teto imaculado sobre nós. Mas estava com a expressão calma, meio divertida. Perguntei-me se suas suspeitas eram certas.
— E como você se sente com relação às suas suspeitas? — quis saber.
— Hummm... Não formei uma opinião ainda, mas...
Nesse instante, Sasuke entrou no quarto com um caderno na mão. Se assustou ao ver o Chi na minha cama e desviou o olhar, meio acanhado.
— Achei que estivesse estudando para a prova de amanhã. — resmungou.
Itachi se levantou, e foi arrastando os pés preguiçosos pelo chão até a porta, dizendo que nos deixaria a sós para estudarmos. Mas antes, parou com a mão na maçaneta, para reclamar do Sah.
— Essa camiseta é minha!
— A cueca também!
— Que saco! Você deixa seu cheiro nas minhas roupas!
— Mas eu sou tão limpinho!
— Não me interessa o que você é! Pare de mexer nas minhas coisas.
— Mas eu te amo tanto! Estou treinando para ser como você, quando crescer.
— Seu retardado! — Chi resmungou.
Assim que Itachi colou a porta, saindo do quarto, Sasuke voou para a minha cama. Me encheu de beijos molhados e apertados. Passava a mão em minha cintura, pressionando a pele para ter certeza de que eu estava ali, enquanto eu puxava seus cabelos recém lavados. Ele estava afoito, meio apressado, querendo mais. Sua língua quente explorava minha boca, deslizando por todos os cantos. Estranhei a afobação, mas não ousei reclamar. Era bom o suficiente sentir o peso do seu corpo sobre o meu, para que fizesse minha mente inquieta se calar para apreciar o momento.
Beijos vai, beijos vêm. Aí, ele me virou sobre a cama, me pondo por cima do seu corpo, aprofundando mais ainda o selo. Ora ele sugava minha língua, ora sugava meus lábios ruidosamente, como se chupasse uma laranja. Meu corpo todo amoleceu, e me sentia ansiosa por mais. Sua respiração me estimulava e, quando me dei conta, Sasuke apertava minha bunda sobre o short jeans que eu vestia, me fazendo rebolar por cima dele. Sua mão deslizava pela minha coxa, até apertar a base da bunda, passando o dedo bem no meio do corte do jeans. Um fogo transparente ardia em meu corpo todo, e eu precisava me esfregar a ele, como se isso fosse capaz de apagar aquela chama. Mas aquele fogo só crescia, se transformando numa labareda, ardendo em cada centímetro da pele. Eu roçava minhas pernas nas pernas dele, enquanto ele erguia minha blusa. Eu buscava seu rosto com as mãos, e o pressionava contra meu corpo. Só me dei conta do que estava acontecendo quando deixei escapar um gemido suave, ao sentir sua ereção embaixo de mim.
Apartei nossos lábios, descolando os corpos. Me joguei para o lado, tentando controlar minha respiração. O calor ainda pulsava junto com as batidas do coração, lutando para voltar ao seu ritmo normal. Vi que Sasuke fazia o mesmo, embora não parecia entender bem o que estávamos fazendo. Ou, talvez não quisesse acreditar.
— O que estamos esperando para transar? — ele perguntou.
— Como assim? Nós resolvemos assumir isso ontem!
— E daí? Não é como se não fôssemos dois estranhos! Não é como se precisássemos nos conhecer melhor! Eu já te conheço como a palma da minha mão!
Ele ganhou um ponto por sua observação. Mas aquilo não era tudo.
— Não estou preparada para o sexo. — para o sexo com o meu irmão!, eu quis dizer. Mas resolvi ocultar aquela parte para não deixá-lo aflito. Era bom saber que eu deixava de ser sua irmã, aos seus olhos, embora eu não tivesse certeza sobre isso. Talvez ele apenas quissessa acabar de vez com todas as dúvidas que ainda lhe rondasse pela cabeça. Aliás, tinha certeza de que era isso. Ele estava com tanto medo quanto eu.
— Eu tenho algo para confessar. — ele diz, em um quase sussuro. Sua respiração ainda estava um pouco ofegante — Acabei de me masturbar no banho, pensando em você. E não foi estranho... quero dizer... No início foi. Mas depois foi tornando natural. Você consegue fazer isso?
Virei o rosto para o lado oposto a ele.
— Faço isso desde os meus quinze anos. — resmunguei.
— QUINZE ANOS???
— Shhhiiii!
— Hahaha! Sua freirinha safada.
Ele virou-se de barriga para baixo, enquanto eu beliscava seu braço. Mas agora me olhava intensamente. Seus olhos miravam meu busto, minha barriga que ainda estava exposta, e minhas pernas. Ele parecia analisar cada célula. De repente, como se tivesse tido alguma idéia genial, ele sentou tirando a camiseta.
— Tire a roupa! — me disse.
— Hein? Não!
— Anda, tire a roupa! Você não tem curiosidade em me ver nú?
— Eu já te vi nu.
— Hum. Meu corpo mudou um pouco, desde os meus dez anos, Ku, caso não tenha percebido. E não te vejo desde quando começou a usar sutian, quando eles eram dois carocinhos. E eu sei que eles creceram!
Num salto, ele foi até a porta e a trancou com delicadeza, para que ninguém ouvisse o trinco. Aí, voltou deixando a bermuda pelo caminho, ficando só de cueca. Se jogou de volta na cama, sorrindo para mim.
Resolvi me deixar levar por aquela brincadeira de criança, de um descobrindo o corpo do outro. Era uma loucurinha idiota, mas achei que não tivesse mal algum nisso. Então, tirei meu short, deixando a calcinha, e tirei a blusa, ficando com o sutiã. Aí, nos enfiamos para dentro do cobertor. Tiramos a roupa de baixo, sem que um visse o outro ainda.
— Quando eu disser três, agente espia por baixo do lençol. — ele diz.
— Ok.
— Um. Três.
Ele acabou espiando antes de mim, e ainda se jogou por cima do meu corpo, me impedindo de vê-lo da cintura para baixo.
— Ual. — ele resmungou — Estou vendo minha irmã pelada. — ele se ergueu, se apoiando com os braços no colchão, me deixando entre eles. Dali, ele tinha visão completa dos meus seios.
— Saia de cima de mim, Sasuke. — resmunguei.
Seus olhos maliciosos encravaram nos meios seios. Com um sorriso torto, ele se inclinou, beijando meus lábios. Aos poucos, foi descendo. Beijou meu queixo, e se demorou em meu pescoço, me deixando completamente anestesiada, desarmada. Seus beijos em meu pescoço me deixava completamente inativa. Toda a razao se calava, me deixando completamente nula, sem reação. Enquanto lambia meu pescoço, ele massageava meu seio. Meu corpo todo relaxou. E ainda senti sua ereção novamente, mas tudo o que fiz foi abrir minhas pernas para ele. Sasuke poderia fazer o que quisse comigo naquele momento, e não seria capaz de contestar. No entanto, ele se limitou a apenas pressionar seu membro contra o meu corpo, enquanto respirava profundamente.
Ele desceu mais um pouco, deixando um rastro de beijos do meu ombro até meu seio. Eu arranhava as unhas em suas costas, enquanto ele me permitia roçar minha genital em sua barriga. Eu rebolava o quadril suavemente, mas com relativa pressão. Precisei abraçar seu tronco com as pernas, para que houvesse mais contato com o seu calor, enquanto Sasuke sugava meus mamilos entre chupadas fortes e lambidas suaves no bico. Aquele fogo voltara a arder ainda mais quente, e comecei a me contorcer na cama, gemendo baixinho para ele. Eu repetia seu nome em minha mente, mordiscando meus lábios inchados pelos seus beijos, implorando para que apagasse aquela chama. E então, pensei que não me importaria com mais nada, se ele continuasse daquele jeito...
Até alguém girar a maçaneta, batendo na porta.
— Sakuraa! O teu irmão está aí? — mamãe não parava de girar a porcaria da maçaneta — Por que trancaram a porta?
— Merda! — ele praguejou.
Rapidamente, saimos da cama, juntando nossas roupas espalhadas pelo chão. Naquele momento, cada segundo disperdiçado parecia uma hora jogada ao vento.
— O SAH NÃO ESTÁ AQUI! — eu não deveria ter berrado daquela maneira, mas o nervosismo foi inevitável.
— Não consigo achar ele em lugar algum, e o Chi disse que o viu aí.
— Bom, ele disse que ia dar uma volta. — respondi, enquanto vestia meu short sem abotoar, e a blusa sem o sutian. Sasuke também não vestiu a cueca, e já estava saindo pela janela, enquanto eu chutava aquela coisa para baixo da minha cama.
— Está tudo bem? Por que trancou a porta?
— Eu estava trocando de roupa.
Assim que Sasuke desapareceu da minha vista, girei o trinco da maçaneta gelada. Mamãe me olhava com leve irritação, misturada à confusão.
— Não gosto quando vocês saem sem avisar. — me disse.
— Ele me avisou. — dei de ombros.
Ela olhou para minha blusa, como se tivesse encontrado alguma terrível e aboninável mancha de molho de tomate.
— Você não disse que estava trocando de roupa? Por que ainda está vestindo a mesma coisa do jantar? — de repente, seus olhos se arregalaram — Seu namorado está aí? — ela sussurrou.
— Meu namorado não está. E eu não achei meu pijama. — tentei manter o olhar erguido, para demonstrar segurança na mentira. E achei melhor não desmentir que tivesse um namorado, até por que eu tinha. Só não era quem ela pensava.
— Oh. Ok. Vá dormir. Espero que seu irmão não demore a voltar. Terminei de ajustar o cós da calça dele, queria ver se ficou bom. — só então percebi que ela tinha algo nas mãos.
— Tenho certeza de que ele voltará logo. — resmunguei.
Assim que fechei a porta do meu quarto, novamente, o ouvi entrar pela sala. Ouvi mais ainda as reclamações da mamãe, até ele ir batendo o pé no piso ao seu quarto. De repente, meu quarto pareceu maior do que realmente era.
Notas finais
No blog eu deixei mais um post falando sobre sinopses, para quem tiver interesse.
http://amanur.blogspot.com/2011/12/sinopses.html
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