Notas iniciais
A segunda parte e ... é... Espero que gostem ;w; Lembrando que eu não sou nenhuma especialista em segunda guerra mundial; então, se eu errar em determinado ponto, não é minha culpa. Mas eu pesquisei muito para fazer esta fanfic. ;w;

Alma Shakesperiana

Aquele ano já tinha se passado há muito tempo. Cinco anos passaram voando, mas foi muito significativo para aquela família. Wagner fez o que parecia ser impossível, que era educar duas crianças que pareciam não ter futuro pela falta de conhecimento de ambos. De certa forma, foi até fácil educá-los. Os irmãos absorviam rápido tudo o que aprendiam.

Um pouco depois do aniversário de oito anos de Vencelau era aquela data de 1927. Alexis já tinha onze anos de idade e já tinha começado a frequentar a escola faziam três anos. E mesmo com tão pouco tempo, já era um destaque dentre os colegas, professores, principalmente entre as meninas.

Alexis não se importava com nada disto.

Vencelau ainda não tinha entrado na escola, mas também tinha uma grande inteligência, o que diferenciava-o das demais crianças de sua idade. O que poderia se diferenciar do seu irmão era exatamente: Vencelau era mais alegre; e ninguém sabe o porque.

Wagner trabalhava numa empresa de sociólogos; antes ele era professor, mas teve que abandonar o cargo por causa dos garotos. E de uma coisa devo falar sobre Wagner Brauen: ele era manco. Ele teria ido para a guerra e voltou sem um manuseamento bom na perna direita; porém não andava com apoio algum; seu orgulho vinha acima de tudo, e porque também era muito jovem.

Wagner e Alexis tinham saído para os seus objetivos. De manhã, o pai ficava estudando com os filhos, depois do almoço, ia para o trabalho; Alexis ia para a escola.

Vencelau ficava com a mãe dentro de casa. E era uma tarde destas naquele dia de Fevereiro. O caçula foi até a sala e antes de sentar-se no sofá, algo tirou sua atenção; era um livro que estava sobre a mesa, perto do rádio. Curioso, dirigiu-se até o livro e o pegou. Leu o título — que era meio engraçado. -: Romeu e Julieta; Depois, dirigiu o olhar para o autor: William Shakespeare.

Aquela cena chamou a atenção de Emilie, que teria acabado de arrumar a cozinha. Ela fez um pequeno sorriso em seu rosto e dirigiu-se até ele, ajoelhando-se ao lado do filho caçula.

– Ele foi um grande autor. — Falou a ele. Vencelau virou o olhar para sua mãe.

– Mas que palavras são essas, mamãe? — Ele mostrou algumas palavras estranhas para ele.

Não conseguia entender, óbvio; porque aquele livro estava escrito em inglês, língua materna de Emilie.

– Isto se chama língua inglêsa, meu querido. — Sorriu para ele.

Vencelau raciocinou um pouco, olhou para o teto.

– É a língua que você vive falando, mamãe?

– Yes... — Ela brincou um pouco com a palavra. — É a língua da minha família, de onde eu vim.

Vencelau sorriu.

– Deve ser legal aprende-la.

Emilie captou rapidamente o que o pequeno tinha dito.

– Se quiser, eu posso ensiná-la a você. — Ofereceu.

O sorriso do pequeno sérvio se alargou.

– Verdade mamãe? Eu gostaria muito.

– Sim, mas este livro é um pouco complexo para você, é bom começarmos com coisas mais simples.

– Tudo bem, mamãe.

A aparição de um melhor amigo

Emilie deixou o seu filho caçula andar um pouco pela rua, ele precisava sair mais. Vencelau teria ido a um campo, que na verdade era as margens de um pequeno rio.

Sentou-se num banco de casal, olhando para o rio, que estava calmo demias. Era bom assim. Sentia os ventos brincando com seus cabelos. E não tinha muita coisa que uma criança de oito anos poderia pensar, então ele apenas olhava as coisas, sem pensar muito.

Até que viu alguém indo em sua direção; era um garoto de aparentemente a mesma idade que Vencelau, só era um pouco mais alto; tinha cabelos negros e olhos igualmente escuros. Estes olhos escuros estavam cabisbaixos. Foi até o outro garoto que estava sentado no banco.

– Bom dia. — Falou, com um tom tristonho.

– B-Bom dia... — Vencelau impressionou-se um pouco. Era a primeira vez que via alguém de sua idade sendo educado com ele. Por isso, ele se interessou. — O que houve? Tudo bem contigo?

O garoto revirou o olhar tristonho para Vencelau, no qual ficou um pouco nervoso; estaria ele se metendo em algo que não era chamado?

– Eu estou bem... — Ele sorriu meio amarelado.

Vencelau sentiu um pouco de pena daquele garoto. Não poderia o deixar assim; afinal, ele era bem educado. Até um garoto de oito anos pode perceber a diferença entre pessoas rudes e pessoas educadas.

– Qual é o seu nome? — Tentou continuar a conversa.

O garoto ergueu a cabeça.

– Scepan. — O seu nome completo, Scepan Petrovick. — E o seu?

– Vencelau — Ele sorriu. — Prazer em conhece-lo, Scepan.

Desta vez, o garoto sorriu verdadeiramente.

Os dois começaram a conversar e descobriram que tinham muito em comum. Vencelau falou sobre o trem e sobre os seus pais, e pela primeira vez, encontrou alguém que não se importava por ele ser adotado.

Eles acabaram por não perceber o sol se pondo. Vencelau lembrou-se do quanto sua mãe poderia estar preocupada.

– Eu preciso ir. — Falou Vencelau.

– Eu também preciso. Aonde você mora?

– Na rua de Munique... E você?

Scepan pareceu um pouco surpreso, sorriu fraco e sincero.

– Eu também.

Era bom, porque eles eram visinhos e isso melhorava a comunicação de ambos. O primeiro a chegar em casa foi Vencelau.

– Não quer entar um pouco? — Ofereceu.

– Não... A minha mãe poderia me matar se eu demorar um pouco mais.

Os dois riram.

– Então, até mais. — Despediu-se Vencelau

– Até mais.

Vencelau entrou em casa, enquanto Scepan seguiu o seu caminho.

Emilie acompanhava aquela cena, e comentou com um sorriso no rosto:

– Pelo visto, já fez um amigo.

Vencelau corou um pouco, mas contou para a sua mãe sobre aquela tarde.

Escola e sentimentos

Alexis saira de mais uma aula, em um dia normal. Normalmente, os seus dias na escola são os mesmos. Não conversava muito com os outros e parece sempre estar concentrado. Ele também era muito famoso com as garotas de sua sala e de outras, provavelmente por ser bonito e inteligente.

Alexis não se importava com isso, como dito anteriormente. A mesma coisa se tratando dos olhares tortos dos garotos de sua idade; parte por causa dos ciúmes com as meninas; parte por causa da preferência dos professores. E isso incomodava os garotos; que das garotas só conseguiam ouvir sobre o atraente e talentoso búlgaro Alexis.

Durante o caminho para casa, de deparava com olhares derretidos de garotas apaixonadas, mirando em direção a ele. E ele nunca se importava, e nunca se aproveitava disto. Mesmo não demonstrando, ele era muito tímido.

Finalmente tinha chegado em sua casa

– Cheguei. — Cumprimentou sua mãe e seu irmão mais novo.

Conversavam enquanto esperavam o pai da família chegar. E Emilie perguntou algo em que muitos garotos da idade de Alexis pudessem ficar um pouco avergonhados:

– Muitas garotas olham para você de um jeito muito diferente, Alexis. Você teria alguma em especial?

Uma simples resposta:

– Não — E calou-se diante a isto.

Bom, os sentimentos do irmão mais velho são algo de muito mistério.

Notas finais
Final meio vago, eu sei. Mas o problema foi que eu iria postar mais um tópico. Eu ia enviar esta parte da fanfic de madrugada, mas acabou a gênia aqui fechando a aba e perdendo tudo >=I Mas espero que tenham gostado. :'D