Fraqueza
1 ♡ . único
Notas iniciais
Sentia-se sufocada, o que lhe causava agonia, e a deixava agitada, Kiki detestava se sentir incomodada.
Era irritante sentir e ainda mais não saber o que era. Estava duas vezes mais enfurecida.
Quando, pela enésima vez, repetiu para sra. Osono o que sentia, a mulher riu, espirituosa, e repetiu que ela deveria ter paciência.
“Sabe Kiki, você não acha que pode estar amando?” Espontâneo e instantaneamente, seu rosto avermelhou. De raiva e vergonha.
Oh, o amor. Kiki não negaria que pensara na possibilidade, mas parecia uma ideia impossível, e tratou de descartá-la imediatamente.
Agora, Osono-san possuía a ousadia de sugerir tal coisa, nunca que aconteceria. E enfureceu-se consigo mesma por mentalizar o rosto de Tombo. Aquele garoto pretensioso.
Inadmissível.
Negou veemente, e Osono riu mais uma vez, o que a deixou mais encabulada. Kiki não gostava do rumo que aquela conversa estava tendo.
“Ora, vai dizer que não acha uma grande coincidência?” Osono estendeu-lhe uma pequena sacola de papel, onde havia acabado de colocar bolinhos recém-saídos do forno.
Não quis ouvir mais o que ela poderia dizer. Não quando sentia um rebuliço dentro de si.
Prendeu a respiração, e levantou-se de súbito, empurrando a cadeira com as pernas. Pegou a sacola das mãos da mulher com rapidez.
“Obrigada pelos doces. Preciso ir agora, tenho coisas para fazer.” Mentiu descaradamente. Osono viu por trás da sua mentira e sorriu.
Saiu da cozinha o mais rápido que pôde com seus pés trêmulos.
Não, não, não e não! Pensou repetidamente.
Soltou o fôlego ao sair da casa, e no mesmo instante, o rosto sorridente de Tombo voltou aos seus pensamentos.
Não daria o braço a torcer para mera especulações.
Com certeza encontraria um motivo para a fraqueza dos seus poderes e ele, definitivamente, não seria amor, muito menos por aquele garoto abusado.
Fale com o autor