Notas iniciais
Essa é uma one de comédia bem bakinha mas que eu gosto mto!
Espero que gostem tbm!
E deixem reviews!
~*[F]ranga Assada ;D

Era uma pequena estalagam á beira da estrada, onde viajantes costumavam parar para comer uma boa comida caseira e descansar. A pequena estalagem pertencia á um velho e sagaz senhor, e nela trabalhavam sua esposa e filhas. O nome do velho era Naraku, e suas filhas eram Kagome e Kikyou. Sua esposa trabalhava na cozinha, e as filhas serviam os clientes.

No entanto, áquela hora, a estalagem se encontrava vazia, passava das onze da noite e os hóspedes que pernoitariam já estavam bem instalados em suas camas, satisfeitos e confortáveis. Eles estavam preparando-se para fechar o refeitório quando entra no pequeno estabelecimento um cowboy, com uma pexeira do lado esquerdo do corpo, usando um chapéu cobrindo a face e fazendo barulho com as esporas no chão. Ao ver o homem, Naraku assentiu ás filhas, dizendo que fossem servi-lo, parecia cansado, embora altivo.

As duas foram então, sorrindo. O homem sentou-se em uma das antigas mesas de madeira, e depositou insolentemente os pés em cima da mesa. As meninas chegaram, sorriram e disseram:

-Bem vindo, senhor! Deseja fazer um pedido?

Ele olhou as duas de cima á baixo, insolentemente, medindo com os olhos o corpo das meninas. As duas coraram, desconfortáveis. O homem disse:

-Estou cansado de viagem, e muito atrasado. Me tragam um frango assado, rápido.

As duas assentiram, e Kagome disse, sorrindo:

-Claro, faremos o mais rápido possível.

-Por favor espere somente um momento, senhor.

As duas se voltaram para onde o pai estava, observando o homem com o olhar calculador. Foram á cozinha e disseram á mãe que assasse o frango mais rápido possível. A mulher sorriu, e disse:

-Sinto muito, mas restam somente dois, e são frangas.

O pai disse:

-Não há nenhum problema, faça a franga mesmo.

-Hai.

Naraku postou-se novamente á observar o cowboy, que olhava com olhos brilhantes para suas filhas, poderia-se mesmo dizer que com avidez. Após alguns minutos, a mulher tocou um sininho, indicando que o pedido estava pronto. Ela disse ás filhas:

-Peça desculpas, só havia uma franga e talvez não esteja assada direito e...

Naraku interrompeu-a, áspero, demonstrando desagrado pelo cliente:

-Estava com pressa, não é?Que coma mal cozido. Levem o pedido.

As meninas sorriram, Kagome pegou a franga e Kikyou a bandeija com o arroz o feijão e a farofa. Chegaram-se ao estranho, e Kagome disse, sorrindo:

-Gomen ne, mas só havia uma franga.

Kikyou completou:

-E talvez não esteja assada direito, por ter sido preparada tão rapidamente.

O homem soltou um risinho malicioso, e disse:

-Sendo uma franga como vocês duas, eu como á qualquer hora, mesmo crua.

Horrorizadas, as meninas foram até o pai.

-Otou-sama...

O homem apenas olhou para as duas belas e idênticas filhas e disse:

-Aquele homem, mexeu com vocês, não foi?

-H-ai...

Ele olhou para o rosto cabisbaixo das filhas e disse:

-Pois bem, eu cuido dele.-voltou-se para a esposa e disse- Tempere mais uma franga, mas não asse.

A mulher estranhou, mas não ousou discordar do marido, temperou a franga crua e entregou numa bandeija para ele. O homem pegou a franga e disse ás filhas que o seguissem até a mesa do cabra safado. Parou ao lado dele, que já havia terminado a refeição e se preparava para sair, e disse:

-Já vai, senhor...?

-É Miroku. Já vou sim, onde eu pago?

Naraku estreitou os olhos para ele e disse:

-Mas o senhor ainda não teve seu pedido!

Miroku não entendeu:

-Já sim, até comi.

-Não- riu Naraku — O seu [i]segundo[/i] pedido. Aquele que fez ás minhas filhas. Não queria comer uma franguinha crua? Pois aqui está -disse ele, lançando com violência a bandeija com a franga crua em cima da mesa. Miroku olhou com nojo para a bandeija, e engoliu em seco.

-Obrigada, senhor, mas receio estar atrasado e...

-Coma.

Miroku olhou para ele. Abriu a boca e começou:

-Realmente obrigada, mas eu...

Miroku olhou para o homem e viu que uma espingarda já estava engatilhada e com a mira bem em sua cabeça. Suando frio, completou:

-...Mas eu com certeza vou aceitar, senhor...

Naraku abaixou a arma, e disse:

-Isso, vai mesmo. E pode comer devagar, certo? Não temos a menor pressa.

Tampando a respiração, Miroku começou á comer a franga crua. Quando terminou, suado e tendo fortes ânsias,disse:

-Muito...Obrigada pela...Gentileza.

Deu o dinheiro dos dois frangos para Naraku, que disse:

-O senhor é bem vindo, qualquer dia que quiser voltar para cá. Sempre que quiser uma franguinha crua, por favor, volte ao nosso estabelecimento que o atenderemos com muito gosto.

Depois daquele dia nunca mais ninguém mexeu com as filhas do velho Naraku.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!