Notas iniciais
Boa leitura!

Paris, França

O homem baixo e calvo de meia idade fumava seu charuto e bebericava seu uísque enquanto encarava a grande Paris com brilho no olhar, seu semblante estava calmo e parecera relaxado, um sorriso tímido saia dos seus lábios.

A melodia lenta de Charles AznavourShe” embalara o ambiente, deixando tudo com um ar melancólico e tanto triste.

O homem que sorrira a instantes atrás, chorara.Tacara seu copo com uísque russo contra a parede, seu semblante havia mudado e naquele momento, não havia mais rastros do seu sorriso.

– Maldita, Chienne! Maldita, chienne! – Repetia o xingamento por diversas vezes.

O homem enfurecido era o milionário e viúvo é Jean Girard Rousseau, não era um homem atraente, tinha um sorriso amarelado pela nicotina, e um rosto redondo, era rechonchudo, viciado em uísque e belas mulheres. Vivia em Paris, mas nascera em Mônaco. Beirava os 62 anos, era um homem solitário e egocêntrico, passara boa parte da sua vida no Brasil, mas agora voltara para a bela e encantada Paris.

E fora lá que recebera a noticia que tanto aguardara naquela manhã ensolarada.

Monsieur, Rousseau?

A voz que surgiu por trás da porta era de Lucia, uma jovem de corpo esguio e olhos de um marrom intenso como café, morena cor do pecado, seus cabelos longos atravessam a cintura, tinha seus 21 anos e desde os 18 viera a morar com Jean, que primeiro lhe oferecerá sexo e um teto, mas agora arranjara um emprego como sua secretaria e lhe presenteou com um belo apartamento nas ruelas de Paris. Lucia era o braço esquerdo de Jean, mesmo jovem a garota já mostrara para o que veio. Natural de Jundiaí-Sp, abandonara a família no Brasil quando viera para bela Paris com o sonho de casar-se com o velho ricaço, obviamente, o casamento não ocorrera, mas Lucia tinha um bom emprego. E se sentia satisfeita por isso.

– Entre, mademoiselle Lucia. – Anunciou Jean com seu sotaque francês enquanto recuperara a compostura – O que você deseja?

A jovem que agora entrara em sua sala, parecia preocupada – e talvez ela tivesse motivo – nunca vira o chefe tão mal assim, e no fundo, ela sabia que ninguém poderia ajuda-los.

– Eu tenho noticias do Brasil. – Começou a jovem.

Oui,oui. Diga.– Incentivou o homem.

– É sobre Carmem.

O homem pareceu interessar-se sobre o assunto, sentou-se em sua aconchegante poltrona de um couro importado da Suécia e pareceu relaxar. Levanto os dedos gorduchos até o Ipood e pausara a musica que embalara o ambiente.

Continuer... – Pediu com gentileza.

– Ela está morta, monsieur.

As palavras da bela jovem a sua frente fizera que Jean abrisse um sorriso cheio de vaidade, como se a noticia da morte de Carmem Florent fosse um premio, ou uma noticia que fosse preciso comemorar.

Grand, grand. – Anunciou o homem satisfeito, enquanto prepara mais um charuto.

Monsieur Rousseuau, só tem um problema. – Lucia parecia embaraçada.

– Diga, fille. Dire! – Encorajou Jean impaciente.

– Não fora o homem que contratou que matou Carmem Florent – Lucia parou por um instante procurando as palavras certas – Havia outro atirador, alguém queria Carmem Florent morta tanto quanto você.

Naquele instante o charuto de Jean Girard caiu sobre a mesa de mármore maciço.

– Oh, Dieu! – Exclamou Jean petrificado.

***

Verônica observara Amélia enquanto as duas tomavam um café em uma cafeteria próxima do departamento de policia. Verônica sabia o quão embaraçoso seria trabalhar com Amélia, mas naquele momento sabia que precisaria afastar qualquer chance de uma aproximação além de profissional.

– O que tem feito? – Começou Amélia enquanto lia alguns papeis da investigação.

– Sexo – Respondeu Verônica secamente – Precisamos ir até o local do crime, tentar falar com algumas pessoas que estavam lá. Esse caso é grande e complexo. – Continuou verônica ignorando o assunto anterior.

Amélia encarou Verônica por um instante, ela não havia mudado, tanto nos traços quanto no jeito. Aquele jeito grosso e curto, era apenas uma proteção que Verônica usara. E Amélia saberá disso.

Durante esse tempo que estivera longe de Verônica, ela não passou um dia sequer sem arrepender-se do que fez. Ela havia conhecido uma mulher incrível, doce e gentil, que estava disposta a dividir uma vida ao seu lado. Mas Amélia, tola que foi, trocara tudo isso por William, um filho de mamãe acomodado que Amélia sustentou todo esse tempo.

Agora, já era tarde, e Amélia sabia que uma parede grossa havia sido erguida entre as duas.

– Tudo bem. Vamos começar pela casa, ver o circuito de segurança é um bom começo.

Amélia levantou-se trazendo consigo os papeis e seu café expresso. Verônica fez o mesmo e logo as duas partiram em busca das primeiras pistas para traçar uma investigação.

Notas finais
Espero que gostem. Até o próximo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.