Fragmentos de Porcelana
3 Fragmento 3 - M E T A M O R F O S E
Notas iniciais
O peito queimava, queria explodir. A mente se embaralhava com pensamentos e mais pensamentos, sem freio. Sentia saudade, sentia uma ponta de decepção, sentia tudo o que não aconteceu , ás vezes não sentia nada e só tinha silêncio. Outras vezes, pensava naquele que um dia amou, mas que não lhe amou de volta. O peito queimava, queria explodir. O diferente é sempre assim, nunca igual. Para que ser?
A mente pensava nas pessoas, pensava na sua falta de ambição e coragem, coisa que ás vezes lhe tinha de sobra, tinha que sempre lembrar. Não tinha fé em Deus, havia descoberto a verdade, encontrou em música. Não lhe serviu, queria mais. Nada satisfazia. Nada. Um estranho no ninho, um ator desconhecido. Pensava, pensava muito rápido. O peito queimava, queria explodir. A mente latejava, queimava em brasa.
Queria morrer. Não, não queria morrer. Queria viver, precisava.
Tinha coisas para mostrar, queria mudar o mundo, depois desistia.
Não era bom, não tinha talento, não tinha talento. Tinha, tinha sim, era importante. Achava que não tinha, se rebaixava. Sozinho, se sentia quase sempre nada. Não! ele era tudo, tinha que se preencher. O peito queimava, a mente latejava, queria explodir.
Tudo sempre explodia dentro daquele caos.
Não era novidade.
Bipolar, depressivo, emotivo.
Um caos explodindo, chamado de
M E T A M O R F O S E
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