Notas iniciais
Podem me apedrejar, eu deixo. Devo pedir desculpas mesmo que não me perdoem. Sim demorei para atualizar, mas tenho motivos, mesmo que não os aceitem, mas vou informá-los. No começo, estava com bloqueio mental, nada me vinha a cabeça, mesmo com a historia programada o que me faltava era detalhes e paciência para descrever cada ação, teria ficado algo parecido com um roteiro. Depois me veio problemas pessoais. Namorado traiu, amiga falsiane, que no caso me traiu com ele. Ou seja, dose dupla de traição. Veio o perdão por que sempre soube dessa vontade insaciável da falsiane de pegar ele, mas ela quero que vire cinzas. Depois meu padrinho faleceu, e logo depois houve confusão com o namorado de novo, que rolou policia envolvida, seguranças do meu apartamento, meus pais e os dele, a escola dele ficou sabendo, e bem, foi tudo culpa minha. Não estava em condições boas para escrever. Espero que entendam, mas eu voltei... Ta, esse capítulo estava pronto desde ontem 05/09 ... mas vim postar hoje..

Tudo aquilo estava me comendo de dentro para fora. Eu estava sendo consumido pelos meus próprios pensamentos. Passei noites em claro, não conseguindo nem ao menos fechar os olhos. Eu não queria aceitar que de alguma forma minha vida voltaria a ser a velha vida chata e sem graça de um Thomas. Eu não queria deixar de receber suas cartas, de saber o que se passa em seu misterioso lar. Eu queria poder saber como ela está...

Olhei para o relógio ― 3h07 da manhã ― Não havia sequer peso no olhar de sono. Eu estava disposto, como se a noite fosse o dia para mim. Por mais que antes dormir com a janela aberta e as luzes apagadas me davam medo, eu estava tranquilo como se nada pudesse me afetar, como se um escudo invisível me protegesse. Virei então o rosto para a janela e comecei a encarar o ambiente escuro. O vento soprava fortemente as folhas das árvores e eu desejava que o mesmo vento soprasse mais uma carta para mim.

De alguma forma comecei a me sentir extremamente incomodado, como se algo me observasse. Eu não sabia ao certo distinguir o que era, mas eu podia sentir uma presença desagradável. Meu corpo começou a se arrepiar, e a sensação de perigo tomou-me conta. Por mais que eu quisesse erguer os braços e fechar a janela, algo me prendia na cama e me fazia olhar fixadamente para a mesma.

Aos poucos, risadas iam entrando em minha mente, me consumindo e me deixando louco. Estava lutando contra eu mesmo para levantar e fechar a janela, mas nesse momento eu já sentia que agora não teria mais jeito, tinha alguém se aproximando. Meus olhos já estavam lacrimejando de tanto tempo que eu não os piscava. Uma mão então pousou sobre a janela, as folhas das árvores começaram a voar por causa do vento, e mais uma mão pousou na janela. Meu coração palpitava forte, e um corpo surgia. A pele descascava, caía, quebrava, como se fosse de porcelana, os olhos avermelhados, o sorriso medonho e o cabelo bagunçado. Pontadas invadiram meu coração quando percebi que conhecia aquele ser... Era Luana.

― Querido... ― Disse invadindo meu quarto. ― Quanto tempo exatamente faz que não o vejo? Alguns dias? Sinto-me tão confusa... ― Ela sorriu. Um de seus dentes caiu.

― O-O que você quer? ― Indaguei gaguejando. Lembrando-me da cena em que havia sido devorada por pássaros. ― Por que está viva?

― Não seja grosso comigo! ― Gritou Luana apertando minha perna. Suas enormes unhas invadiram minha pele, deixando o sangue escorrer. Gritei de dor. Ela riu. ― Comporte-se querido, lembre-se de que vamos nos casar...

― O que? ― Eu estava confuso. Apertava o machucado com força. ― Responda, por que está viva?

― Isso mesmo... ― Suspirou e sentou-se sobre mim, ignorando mais uma vez a pergunta sobre estar viva. ― Somos um casal... Sempre fomos... Maia o roubou de mim, mas agora estamos juntos e sempre vamos estar. Quero que pare de ir atrás dessa menina, eu tenho ciúmes... Agora seremos apenas um... ― Disse Luana se aproximando. Sua pele estava abrindo e isso me dava calafrios e ânsia. Ela me beijou. Eu queria vomitar, então a empurrei, mas foi uma péssima ideia, ela logo me perfurou com sua unha novamente. ― ME BEIJE! ― Gritou.

Puxei-a então para um beijo. Nojento e sinistro. Ela me beijava com pressa e passava sua mão pelo meu corpo. Eu já estava entendendo onde ela queria chegar, mas algo que não me deixava prosseguir era tanto seu estado físico e seu status ‘’morta’’, quanto Maia que nesse momento não saía dos meus pensamentos. Mesmo relutando ela continuou se livrando das minhas roupas e das dela e quando fui perceber, já não tinha mais volta...

Assim que acordei, pude ouvir vozes femininas vindo do andar de baixo, logo pensei em minha mãe e depois em Luana. Eu não conseguia tirar a sensação de nojo de mim, então levantei e fui até o banheiro, banhando-me nas águas que caíam do chuveiro. Eu não queria de maneira alguma ter que aceitar essa situação. Sem ajudar Maia, e ter que estar com Luana, se ao menos ela estivesse bonita...

Não que eu ligasse apenas para a aparência, mas se for para ter algum tipo de relacionamento com alguém que eu não sinto nada, essa pessoa tem de ser ao menos bonita. E Luana já fora tudo isso, mas dessa vez era como se fosse um morto-vivo, na realidade é bem isso o que é ela.

Se outras pessoas a vissem com certezas ficariam chocadas, algumas até desmaiariam, mas eu não estava muito surpreso. Estava inquieto, claro! Mas não como deveria estar.

A imagem do rosto da minha mãe passou pela minha mente, e logo pensei que as vozes que eu ouvira poderia ser sua e de Luana, e logo meu coração palpitou forte. Minha mãe vira Luana sendo enterrada e se a visse agora nesse estado, sabe lá o que lhe aconteceria. Me vesti apressadamente e desci as escadas indo até as vozes. Quando cheguei ao meu destino minha mãe estava paralisada e Luana sorria.

― Gostou? Sei imitar a voz da sua mãe, certinho! ― Soltou uma risada de orgulho.

― O que fez com ela? ― Cerrei o pulso. Estava ficando irritado.

― Calma querido! Se sua mãe me visse agora ela teria um ataque do coração, só a estou deixando quieta, para que a gente seja feliz! ― Disse Luana com um ar psicopata estampado em sua face.

― Como fez isso? Traga-a ao normal! ― Gritei, perdendo a paciência.

― Oh, que grosseiro! Devia respeitar mais sua futura esposa... ― Disse enojada. ― Não dá pra trazer de volta, já roubaram a alma dela. Agora ela é só um recipiente, mas posso lhe dar outra alma! Os humanos se preocupam mais com a aparência do que com a personalidade e caráter, vai dar no mesmo... ― Disse dando de ombros.

― Você fez o que? ― Indaguei com as veias pulsando sobre a pele. ― Você... ― Cerrei os dentes e punho, indo de encontro com o rosto de Luana. O soco acertou seu nariz que a fez cair para trás, e quando se levantou seu rosto estava deformado e despedaçado literalmente, mas aos poucos foi se regenerando.

― É uma pena não? ― Ria loucamente. ― Peça desculpas...

― Vou pedir porra nenhuma sua vadia! Traga de volta a minha mãe. AGORA!

― Senão? ― Indagou Luana se aproximando. ― Vai fazer o que? Matar-me? ― Começou a rir novamente. ― Duvido que consiga, faça o que quiser, mas não tem mais como sua mãezinha voltar... Aceite.

― Vadia...

Corri até Luana e esqueci completamente que ela era uma menina, na verdade, eu estava nem aí para isso, eu só queria espancá-la. Comecei então a enchê-la de chutes e socos, mesmo que não a afetasse, eu estaria descontando minha raiva por mexer com minha mãe que não tinha culpa de nada. Mas para minha surpresa algo me empurrou...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.