Fragmento de sonho
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A instabilidade do tempo parecia provocar a paciência das pessoas que tinham n problemas a resolver e justo naquele dia, dera errado: o céu chorou, de modo a deixar os seres humanos divididos entre raiva e contentamento. Uma garota em especial, observava o teto do lado sobre um corpo quente, sob o edredom, era seu namorado. A mão direita a acariciar os cabelos sedosos e curtos de sua companheira, permaneceu com os mesmos movimentos, mas a voz branda dele se fez ouvir em um sussurro que ela poderia ouvir ao suspirar e seu tórax arquear-se um pouco com tal gesto.
– No que está pensando, amor? — abaixou a cabeça para fitá-la melhor, afinal tinham ficado juntos em um dia tão especial, não era festa de casamento, nem aniversário de conhecido e sim de namoro deles. As nuvens se aglomeravam irritadiças lá fora, deixando o clima em um aspecto sombrio para quem quisesse observar, mas um respirar fundo cortou o silêncio e a voz doce veio a responder o companheiro abaixo de si. Os olhos vívidos e pueris, de uma cor cintilante de azul, como a água mais límpida de um oceano cruzaram com os dourados de seu amado parceiro.
– Na chuva… — sorriu um pouco e deu de ombros, como se dissesse ” é só isso mesmo, relaxa.”
– Na chuva?- indagou, incrédulo e arqueou uma sobrancelha, ela só poderia estar a brincar. — Por que estás a pensar na chuva, Naname? — a mão que antes acariciava os cabelos dela parou, enquanto ele se punha a observá-la.
– Sim, afinal a chuva me traz paz, justamente pelo fato de o céu chorar os sonhos que os homens desperdiçam por bobagem e descartá-los como pedaços de papel desusados para se apropriarem daquilo que lhe é possível alcançar, mas sem nunca ter coragem de ir atrás do que acreditam. — torceu levemente os lábios, ao passo que deslizava o dedo indicador da mão direita pelo tórax dele, percebendo a reação do corpo do parceiro que lutava para não agarrá-la e fazê-la sua novamente.
– Bem…- disse, corando levemente, enquanto se ajeitava na cama e a ajeitava sobre si, para que a pequena ficasse mais confortável. Impressionante que ela apesar de ter seus 13 anos, era uma mulher feita e ele com seus 21, formado em Física se surpreendia com sua parceira. — Você tem razão, muitos desistem dos sonhos que possuem por acharem que é impossível realizá-los… -sorriu de canto de boca, ao passo que inalava o odor adocicado e único de sua amada e deslizava os dedos da mão direita pelo rosto dela até o queixo, onde o segurou levemente com os dedo indicador e polegar.
– Er…E-eu…Si-sim…Re-realmente as pessoas não sabem por que a chuva é importante, pois acham insignificante os próprios sonhos, não percebem que as gotas de chuva são fragmentos dos sonhos que elas desistiram ao longo da vida e mais tarde passaram a amar a chuva pelo remorso de não ter aproveitado a oportunidade que tiveram de tornar os sonhos reais… — pendeu a cabeça para o lado levemente e fechou os olhos, o coração disparado dentro do peito, como se tivesse pedindo socorro, mas não, era de felicidade e excitação, enquanto ele por sua vez roçava os lábios sobre os dela apenas. O mais velho possuía os cabelos um pouco abaixo da nuca, negros como a noite e lisos, corpo não muito musculoso, mas era esbelto, já a morena era encorpada, uma mulher literalmente e foi entre um suspiro e outro, que ela voltou a falar.
– Akira?Você está me ouvindo?
– Não há palavras que possa dizer no momento, o meu maior sonho realizei quando te conheci naquele dia de inverno, Naname. — e foi em um puxão suave que ele a puxou pela nuca, tomando os lábios dela em um beijo suave, enquanto agora vinham trovões a estremecer as vidraças, porém nada importava mais agora, apenas ambos.
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