Hermione estava ansiosa para chegar em casa. Eufórica, se falasse a verdade, seu coração parecia querer saltar pela boca enquanto atravessava o átrio do Ministério em passos rápidos, a risada de Harry a acompanhava enquanto ele corria atrás dela, ignorando os olhares perplexos de reprovação, ambos estavam ofegantes quando chegaram às lareiras.

—Sabe, seria mais fácil ter usado a minha lareira. — Harry disse enquanto eles esperavam na fila para usar a lareira.

—Seria perda de tempo. — Hermione afirmou, erguendo o corpo na ponta dos saltos para observar quantas pessoas faltavam para sua vez. Eles haviam acabado de voltar de uma convenção de quatro dias na Nova Zelândia, Kingsley havia insistido que eles fossem, pois seus rostos passavam confiança para o resto do mundo bruxo que o Ministério britânico tentava construir ao longo da última década. Entretanto, quatro dias provou ser seu limite para estar longe de sua família, ansiava por Ron e Rose, pelos abraços e beijos que havia perdido, e sabia que Harry se sentia da mesma forma pela sua família, a julgar pela maneira como ele olhava ansioso para a fila. — Se tivéssemos descido, teríamos que lidar toda a papelada, mas se evitarmos o escritório…

—Lidaremos com isso amanhã.

—Exatamente! — Hermione afirmou e se levantou na ponta dos pés para observar a fila que gradativamente diminuía.

Seu estômago revirou em ansiedade ou talvez fosse pela onda de náusea que rapidamente passou. Fixando os pés no chão, Hermione lembrou que não comia há horas, talvez estivesse um pouco fraca.

—Você está bem? — Harry indagou colocando a mão no cotovelo dela.

—Um pouco tonta. Não comi nada antes de sair.

—Pegue. — Harry puxou do bolso do casaco uma barra de chocolate.

—Sempre um extra? — Hermione indagou pegando a barra da mão dele.

—Sempre há emergências. — ele deu de ombros e sorriu. Hermione abriu a barrinha e tirou um pedaço, o chocolate derreteu em sua boca e ela suspirou. — Quando você vai contar para ele?

—Logo.

—Sem enigmas desta, por favor. Da última vez Ginny teve que dizer para nós.

—Não é minha culpa se vocês não sabem o básico de Aritmética. — ela disse cruzando os braços ao terminar metade da barra de chocolate.

—Aquilo não era o básico, Hermi. — Harry murmurou, Hermione riu. — Diga diretamente, é o Ron, você sabe, ele não gosta de enrolação. Embora tenha enrolado você por sete anos.

—Calado. — ela bufou. — Não diga a Ginny. Eu a amo, mas ela é fofoqueira.

Harry riu baixo e acenou com a cabeça quando a fila andou.

—Minha boca é um túmulo até segunda ordem. — ele afirmou erguendo as mãos para cima. A fila andou e Hermione se viu cada vez mais perto. — Quando planeja contar para a família?

—Falarei com Ron, mas acho que em breve. Você sabe como nossa família é, George abre a boca e tudo acaba.

—Dê mais crédito a ele, da última vez ninguém realmente estava esperando por isso.

—Porque todos estavam cegos, Audrey vinha demonstrando sinais há semanas. — Hermione argumentou.

—Pode ter sido uma bola fora de George, mas ele tinha boas intenções. — Harry disse, tentando defender o cunhado. A fila se moveu e Hermione ficou à frente da lareira.

—Dois dias. — ela falou apontando para ele.

—Dois dias. — ele afirmou sorrindo para ela. Hermione entrou na lareira e com um leve aceno para Harry, desapareceu em meio às chamas.

Ela foi saudada pela visão de sua sala de estar, o sofá cor de creme, a mesinha de centro coberta de folhas de papel e lápis de cor, as poltronas azuis com almofadas brancas e alguns brinquedos espalhados eram a visão familiar que Hermione tanto esperava. Ela saiu da lareira limpando a fuligem, colocou a bolsa em cima do sofá junto com o chapéu e a sua capa de viagem, retirou a varinha do bolso interno da capa e acenou para a lareira, bloqueando-a.

Hermione colocou a varinha no sofá ao ouvir um som baixo vindo de algum lugar da casa, a televisão deveria estar ligada na sala de recreação, mas também havia barulhos vindos da cozinha. Ela caminhou pelo corredor até o cômodo que ficava nos fundos da casa, espiando pelas portas francesas, Hermione observou Ron de costas para ela, sua filhinha estava sentada no balcão ao lado da pia observando seu pai cortar os vegetais.

—Vamos fazer uma salada grega do jeito que sua mamãe gosta. Você consegue dizer salada grega, sunflower? — Ron indagou a Rose que em uma tentativa disse.

—Salada gega?

Ron riu e se inclinou para beijar o nariz dela, Rose gargalhou erguendo suas mãozinhas para agarrar o rosto de seu pai. O coração de Hermione apertou de amor quando observou Ron pegar Rose em seu colo e abraçá-la do jeito como ela queria, não havia como negar que ela era a filhinha do papai.

—Bolo de colate, po favo. — Rose pediu, sua voz infantil sempre lembrava a Hermione o quão esperta era sua filha mesmo com apenas dois anos de idade. Ela havia falado primeiro que Arthur, para o orgulho de Ron, mas o Potter mais novo não ficou para trás, parecia que Albie havia aprendido a falar por meio da raiva e da teimosia Potter, algo que era característico de seus pais.

—Temos um trato, sunflower, chocolate apenas depois do jantar. Mamãe me mataria se eu lhe desse agora.

—Po favo. — Rosie insistiu piscando seus olhos avelãs. Hermione cruzou os braços e se apoiou contra a parede esperando para ver o que Ron faria. — Papai.

—Ok. Apenas um. — Ron murmurou sorrindo para Rosie, que abriu um lindo sorriso. Hermione arqueou a sobrancelha quando ele virou-se para ela, as orelhas de Ron ficaram levemente vermelhas e ele deu um sorriso torto a ela. — Oi amor…

—Mamãe! — Rose gritou empurrando seu pai para que ele a deixasse no chão, Hermione se agachou e abriu os braços recebendo sua filha em um grande abraço. Ela tinha cheiro de rosas e açúcar, o que fez o estômago revirar, mas Hermione rapidamente empurrou seu nojo para baixo, não ficaria longe de sua filha por causa disso.

—Senti tanto sua falta, sunflower. — Hermione levantou beijando o rosto de Rose, que se contorceu em seus braços em meio à risadas. — Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo tanto.

—Eu te amo. — Rose afirmou beijando a bochecha dela e envolvendo seu pescoço com os braços, os cachos vermelhos fizeram cócegas em seu nariz. Hermione ergueu os olhos, Ron estava parado contra o balcão da cozinha, braços cruzados e um sorriso que parecia iluminar toda a sala.

—Eu também senti sua falta, sabia? — ele disse em tom de brincadeira.

—Ah, tenho certeza que você sentiu mais falta de Harry. Foi com ele que você ficou falando quase a manhã toda. — ela falou arqueando novamente a sobrancelha, Ron colocou a mão sobre o coração e fingiu estar ofendido quando disse.

—Não é minha culpa se você preferiu a papelada ao seu marido. Eu tenho necessidades, Mione. Eu preciso ser ouvido.

Hermione riu e revirou os olhos. Ron se aproximou dela, ele a segurou para cintura, mantendo uma distância segura para não esmagar Rosie, que parecia decidida a se manter colada nela.

—Eu também senti sua falta. — ela sussurrou, empurrando os pés contra o chão, Hermione colocou seus lábios sobre os de Ron. Um beijo suave que fez seu coração derreter. — Eu te amo.

—Também te amo. — Ron murmurou contra seus lábios.

Hermione sorriu para ele. Ela nunca achou que fosse possível amar tanto alguém como ela amava sua pequena família, Rose e Ron era tudo para ela e agora esse amor iria aumentar.

—Come macaão? — Rose indagou afastando o rosto para encará-los. Hermione soltou uma risada balançando a cabeça.

—E depois dizem que você não puxou nada ao seu pai. — ela murmurou beijando a bochecha de Rosie antes de entregá-la a Ron. — Vou tomar um banho e já desço.

—Estaremos esperando. — Ron disse sorrindo para ela antes de colocar Rose no chão.

Hermione os encarou pela última vez antes de subir as escadas até o último andar, onde ficava a suíte do casal. A casa deles era uma construção nova em uma área particular em Hitchin, privado o suficiente para afastar visitantes indesejados, ou jornalistas que por vez ou outra lembravam quem eles eram. Hermione amava aquele lugar, a casa era nova, paredes brancas e piso de madeira clara, eles tinham um grande e reservado terreno que era utilizado para eventos familiares, e a parte boa era ser um meio termo entre o mundo mágico e o mundo trouxa.

Ela entrou no quarto, as luzes dos postes que circulavam a casa iluminavam o cômodo em um tom de laranja, Hermione estendeu a mão e apertou o interruptor, acendendo as luzes do quarto. Por mais que amasse o mundo bruxo, Hermione não era muito adepta a certos costumes, como a falta de energia elétrica e o desejo contínuo por se manter afastados do mundo.

Hermione suspirou aliviada quando a água quente tocou sua pele, longas horas em filas de espera para uma chave de portal e conversas supérfluas que havia tirado todo o seu ânimo para qualquer coisa. Ela girou o pescoço sentindo os músculos estalarem, suspirou deixando a água escorrer pelo seu corpo.

—Mione? — a voz de Ron ecoou pelo banheiro, Hermione olhou por cima do ombro, o vapor da água quente embaçou o vidro do box fazendo seu marido virar um borrão vermelho.

—Sim?

—Não quero lhe apressar, mas… Rosie está sonolenta demais para permanecer acordada por mais tempo. Passamos o dia com Ginny e Teddy estava lá com os garotos.

—Posso imaginar. — ela desligou o chuveiro e saiu do box. Os olhos de Ron a seguiram enquanto ela se enrolava na toalha branca, Hermione tentou ignorar o calor que subiu pela sua nuca e deixou seu corpo extremamente desconfortável, ela não podia negar que sentia falta de Ron, de seus toques, seus beijos, de todas as coisas que eles faziam quando estavam na cama. Depois do terceiro dia tudo parecia uma tortura.

—Eu vou esperar por você lá embaixo, deixei Rosie vigiando August, ele precisa de água de cinco em cinco minutos.

Hermione franziu a testa e olhou para ele.

—É um cacto de plástico. — ela disse e Ron riu.

—Eu sei, mas ela não precisa saber. — Ron piscou para ela antes de desaparecer. Hermione soltou uma risada baixa e caiu para o quarto em busca do que vestir, optando por uma calça de tecido folgada, o elástico da cintura estava caído devido ao uso em excesso durante sua gravidez, e uma blusa do Chudley Cannons de Ron. Ela desceu para a cozinha, Rosie estava sentada em sua cadeira alta perto da mesa e como Ron havia alertado, ela estava sonolenta, seus olhos piscavam mais lentamente, era quase como uma luta para mantê-los abertos.

—Minha florzinha. — Hermione segurou o rosto de Rose entre suas mãos e beijou sua bochecha fazendo barulhinhos que a fez rir. — Vamos jantar?

—Sim! — Rose gritou animada. Hermione se sentou à mesa, Ron havia preparado pratos deliciosos, os seus favoritos, mas por algum motivo seu estômago não gostou disso, o que a irritou bastante.

—Você não vai comer? — Ron indagou enquanto se servia da carne. Hermione assentiu pegando um pouco mais da salada. Com um esforço herculano, ela conseguiu passar pelo jantar sem chamar atenção, distraindo Ron com todas as perguntas possíveis, para que ele não percebesse seu prato ainda cheio.

—Eu faço isso. — Hermione disse puxando o prato para si. — Eu lavo a louça.

—Oh não, você coloca Rose para dormir. Sei que está com saudades dela.

Hermione sorriu para seu marido, seu coração saltou com aquelas palavras. Ron sempre soube mais sobre ela, do que ela mesma.

—Venha, sunflower. — erguendo Rose de sua cadeirinha, Hermione a levou para o andar superior, pequenos dedos brincavam com o seu cabelo, enrolando e desenrolando seus cachos, em um tentativa de se manter o máximo possível acordada.

Hermione entrou no banheiro primeiro, deixando Rose sobre a privada fechada, pegou a pasta de dente e a escova de dentes que tinha desenhos de florzinha.

—Vamos começar? — Hermione indagou sorrindo para Rose enquanto estendia a escova. Sua rotina noturna começava com a escovação e partia para troca de roupa, tudo terminava com Rose em sua cama dormindo calmamente sob a luz de sua luminária de fada.

—Olha! 'aposa! — Rose apontou para a pequena raposa na folha do livro. Hermione assentiu levemente e se acomodou melhor na poltrona, Rose encolheu as pernas vestidas para cima e deitou a cabeça contra o peito dela.

—Esse é o bebê raposa. — ela explicou traçando com o dedo a família de quatro raposas. — Uma família de quatro.

—Quato! — Rose exclamou, o tom baixo seguido de um bocejo.

—Que tal se fossemos quatro? — ela indagou. Rose ergueu a cabeça, seu rosto pardo franzido em confusão. Hermione perguntou se Rose havia entendido o que ela estava falando. — O que você acha de um irmãozinho ou irmãzinha, Rose? Um bebê?

—Bebê? — Rose arregalou os olhos e sorriu. Ela tinha experiência com bebês, Lucy sendo a mais nova da família não tinha mais do que três meses.

—Você gostaria de ter um novo bebê em casa, sunflower?

—Onde?

—Aqui. — Hermione abaixou o livro e apontou para sua barriga. As mãozinhas de Rose ergueram sua blusa em uma animação típica de um bebê animado.

—Não bebê. — Rosie sussurrou, desanimada.

—Ainda não. — Hermione disse, puxando-a para deitar em seu colo novamente. — Mas ele está aí, mamãe vai confirmar logo, mas eu sei que ele está.

Rosie suspirou, os bracinhos envolveram seu pescoço, Hermione cantarolou sua música favorita e esperou que ela adormecesse, o que não demorou muito. A deitou em seu berço percebendo que logo Rose deveria ter uma cama de menina grande, como sua mãe costumava falar.

—Ela dormiu rápido. — Hermione comentou enquanto entrava no quarto, Ron não estava presente, mas ela podia ver a luz que vinha do banheiro por debaixo da porta fechada. — Você fez aqueles deveres escolares que deixei? Sei que você ainda não gosta da ideia de colocar Rose na escola, mas sinto que será bom para ela, veja James, ele está mais calmo depois da escolinha.

—Primeiramente, ter "calmo" e "James" na mesma frase é uma calúnia. E segundo... — a porta do banheiro se abriu revelando a Hermione seu marido seminu. Ela perdeu levemente a linha de raciocínio, as palavras se perdendo em sua boca enquanto o observava, Ron sempre foi alguém para ser visto, mesmo quando insistia que não era ninguém, Hermione sabia, mais do que qualquer um, as sensações e emoções que Ron causava. Seu marido, parecendo inconsciente dos efeitos que tinha sobre ela, continuou a falar. — você está certa, o que não é uma grande surpresa, será bom para ela.

—O que te fez mudar de ideia? — Hermione indagou, movendo o peso do corpo de uma perna para outra, tentando aliviar o calor que parecia queimar em sua pele.

—Eu sei que ela não vai ficar sozinha, Ginny vai mandar Al e James também estará lá. Ela estará com a família, isso me deixa mais calmo. — Ron disse, seu rosto expressava a insegurança em suas palavras. Ela sabia muito bem o quão protetor Ron era em relação a Rose. Ele havia desistido da carreira de auror para permanecer perto de sua filha, algo que ela pensou que ele nunca faria, ele amava seu emprego, mas amava ainda mais Rose.

Ron se aproximou dela, seus braços a envolvendo com carinho e amor. Seus olhos tinham aquele brilho familiar que a fazia se sentir em casa.

—Senti sua falta. — Hermione sussurrou, sorrindo. Ron abaixou a cabeça e tomou seus lábios em um beijo intenso, seu coração saltou quando a mão dele subiu por baixo da blusa, os dedos brincavam com o cós da calça, empurrando-a para baixo.

—Foram longos dias. — Ron murmurou contra a boca dela. Hermione soltou um grito surpreso quando ele agarrou sua bunda e a ergueu do chão, suas pernas instintivamente envolveram a cintura dele e sem interromper o beijo, Ron a levou até a cama.

Seu corpo caiu sobre os lençóis macios e travesseiros fofos, Ron pairou sobre ela, seus beijos desleixados de boca aberta, suas mãos errantes tentando tocar cada pedaço de pele despida, Hermione deixou que os gemidos escapassem pelos seus lábios enquanto era agraciada pelo seu marido. Os dedos de Ron envolveram o elástico de sua calça, puxando-a para baixo. Hermione soltou um suspiro de protesto quando os lábios dele se afastaram dos dela, mas ela foi silencia quando ele beijou seu pescoço naquele ponto abaixo de sua orelha que a fez gemer.

—Ron. — seus lábios se entre abriram em um sussurro baixo, a mão de Ron subiu por debaixo de sua blusa, seus dedos roçando sua pele antes de envolver seu seio, mas o prazer rapidamente se transformou em dor ao perceber que os primeiros sinais de sua nova gravidez era o pior de todos. Sua mão voltou a se fechar sobre o seio, desta vez Ron amassou a carne com mais força, daquela maneira que em dias normais a fazia gemer intensamente, mas que naquele momento apenas a fez se sentir mais dolorida. — Ron, pare.

—Algum problema? — ele indagou, encarando-a com o rosto franzido.

—Eles estão sensíveis.

—Oh, sinto muito. Irei com mais calma. — Ron beijou seus lábios e ergueu a camisa para cima, Hermione arqueou as costas deixando que ele tirasse a peça e a jogasse no chão. — Droga, eu senti falta disso.

Hermione sentiu uma estranha alegria borbulhar em seu estômago, enquanto deixava Ron observá-la, seus olhos azuis estavam escuros de desejo, ele se abaixou e capturou novamente os lábios dela, demonstrando a fome insaciável que tinha. Hermione arrastou suas unhas pelas costas dele, erguendo as pernas ao redor de sua cintura, ela o puxou para baixo e ambos gemeram quando se encontraram.

—Senti sua falta. — Hermione sussurrou segurando seu rosto entre as mãos. Ron sorriu para ela e beijou seu nariz, sua bochecha e então seu queixo. — Senti falta de vocês dois. Foram longos dias.

—Oh sim, foram longos, longos dias. — Ron disse descendo os lábios, passando pelo seu pescoço, dando uma atenção especial aos seus seios, apenas o suficiente para tirar seu fôlego antes de descer, ela soltou um grito quando o sentiu beijar sua barriga, a língua mergulhando em seu umbigo enquanto suas mãos empurravam a calça para baixo. Ron se colocou de joelho e puxou a última peça junto com sua calcinha, jogando-as no chão. Então estendeu a mão, em segundos sua varinha apareceu em sua mão, ele apontou para a porta. — Não queremos que nada nos atrapalhe, não é?

Hermione riu baixo e estendeu a mão para puxá-lo para si, ela o beijou intensamente deixando suas mãos correrem pelo seu corpo, apertando seus braços e arranhando suas costas. Ron voltou a descer, beijando sua pele até finalmente chegar onde os dois mais queriam.

Hermione virou o rosto contra o travesseiro para abafar seus gemidos, Ron a conhecia muito bem, depois de todos aqueles anos, ele sabia exatamente o que fazer para que ela se descontrolasse. Ele havia falado uma vez que gostava quando ela grita ou gemia em um tom mais elevado, mas Hermione ainda era um tanto envergonhada nesse quesito, por isso todas as vezes em que ficava um tanto quanto alta era porque ele fazia perder o controle.

E naquele momento, Hermione estava enlouquecida.

Ela jogou a cabeça para trás soltando um gemido alto quando a língua dele deslizou suavemente sobre ela antes de sua boca alcançar o ponto que pulsava de desejo. Hermione apertou o cabelo dele entre seus dedos e empurrou sua cabeça para baixo, Ron traçou novamente o caminho com sua língua, suas mãos correram pela cintura dela até sua bunda, ela ergueu os quadris para perto da boca dele.

—Ron, mais. — ela gemeu e ofegou quando os dedos dele entraram em ação. Empurrando o quadril contra a mão e boca dele, Hermione se viu perder a maior parte dos sentidos, era apenas o toque de Ron e os barulhos que ambos faziam. Ela podia sentir o acúmulo quente em seu estômago, empurrando cada vez mais baixo, a pressionando para se liberar, mas Hermione queria vir com ele, ela precisa vir com ele.

Sua mão apertou os fios ruivos entre os dedos e o puxou para cima, chamando-o. Clamando por ele. Ron a soltou com uma última lambida e subiu em cima dela, Hermione empurrou os calções dele para baixo, sua mão deslizou para frente, o acariciou com força, sentindo-o pulsar contra sua palma. Ron soltou um gemido e a beijou novamente, Hermione o guiou até ela, ele empurrou contra ela sem qualquer hesitação. Ela gemeu e gritou, os sons abafados pela boca dele.

Seus quadris se movendo em sincronia usando aquele ritmo apenas deles. Hermione gemeu quando ergueu as pernas para envolver a cintura dele, Ron empurrou com mais força, forçando-a contra o colchão, quase a impossibilitando de se mover. Ele desceu a boca pelo rosto dela, beijando sua bochecha até seu pescoço, ela empurrou os quadris para cima, Ron grunhiu e mordeu sua pele com força. Eles nunca foram brutos na cama, geralmente suas noites eram lentas, uma doce tortura para eles, mas naquele momento era diferente, seus corpos estavam necessitados, implorando por cada pequeno suspiro, cada pequeno gemido, cada toque de prazer.

—Me deixe ouvi-la. — Ron sussurrou freneticamente. Ela ofegou quando um golpe mais forte tirou seu ar.

—Ron. — Hermione grunhiu baixinho.

—Mais alto, amor. — ele beijou seu pescoço, seu rosto, seu queixo...

Hermione gritou, os sons saíram de sua boca sem permissão, cada vez mais altos à medida que ele afundava nela, seus movimentos se tornando irregulares e ferozes, seu orgasmo se intensificando e se aproximando. Ela apertou os dedos contra os ombros dele, suas unhas afundando na pele, deixando marcas vermelhas em sua pele pontilhada de sardas. Ron se afastou uma última vez antes de empurrar contra ela, Hermione sentiu seu corpo tremer, sua garganta ardeu enquanto ela se dissolvia, seu corpo tremendo em uma deliciosa tortura. Ron logo a seguiu, derramando-se nela.

Ele deitou a cabeça em seu ombro, escondendo o rosto contra seu pescoço, usando os cotovelos para equilibrar o peso de seu corpo contra ela. Hermione respirou fundo sentindo uma onda de paz tomar conta de seu corpo. Era isso que ela ansiava quando estava fora, essa paz que somente Ron poderia lhe dar.

Ela ergueu a mão observando sua aliança dourada, uma promessa de dias melhores, de um novo começo cheio de felicidade, amor e carinho que crescia a cada dia que passava, que era apenas deles e…

—Estou grávida. — as palavras escaparam de seus lábios antes que pudessem se conter. Ron ficou em silêncio, ela pensou que ele estava dormindo, mas então ele ergueu o rosto e encarou com a testa franzida.

—O que?

—Eu estou grávida. — ela disse novamente, incerta sobre a escolha de palavras. Talvez tivesse que ter preparado isso melhor, poderia ter escolhido melhor como falaria, em um jantar talvez fosse uma ideia melhor ou apenas…

Ron interrompeu seu fluxo de pensamento com um beijo que a fez suspirar.

—Você está pensando demais. — ele sussurrou apoiando a testa contra a dela.

—E você está muito quieto. — ela retrucou. — Eu sei que não era isso que estávamos planejando, Rose ainda é muito pequena e voltei a trabalhar a pouco tempo e…

—Mione. — Ron a chamou, ela abriu os olhos encarando o azul infinito que sempre a acalmou. — Eu te amo, amo Rose e vou amar esse bebê mais do que tudo. Eu sempre vou amar qualquer coisa que você fizer.

—Então você está feliz pelo bebê?

—Se estou feliz? — Ron se afastou dela, sentando-se completamente na cama. Hermione seguiu seu exemplo, apoiando as costas contra a cabeceira. — Hermione! Essa é a melhor notícia do mundo! Eu amo ser pai, principalmente ser pai dessa coisinha que é metade você. — ela riu quando ele se aproximou e a beijou com carinho. — Eu estou mais do que feliz. Não consigo descobrir uma palavra que define o quão animado, ansioso e feliz eu estou. Eu te amo tanto.

—Eu também te amo tanto. — ela afirmou sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Ron as limpou com cuidado, arrastando os dedos pelo rosto dela.

—Quando você descobriu?

—Hoje de manhã, ainda não fui ao curandeiro, mas sei que ele está aqui. — ela pegou a mão de Ron e colocou a mão sobre a sua barriga. — Eu estava enjoada demais nos últimos dias, pela manhã Harry passou pelo meu quarto para tomarmos café, acabei vomitando antes de sair, você ligou bem na hora.

—Ah, por isso o bastardo falou sobre o jogo do Chudley.

—Sim, ele estava te distraindo enquanto eu vomitava minhas tripas no banheiro. Depois Harry correu para uma farmácia e comprou um teste para mim.

—Ele não fez mais que sua obrigação. — Ron murmurou. Hermione riu e deixou que ele a puxasse para deitar na cama, suas pernas sobre as dele e a cabeça descansando em seu peito.

—Você não está chateado por ele ter descoberto primeiro?

—Não, Mione. Estou mais feliz por ter sido ele do que algum desconhecido, além do mais, acabamos de ficar quites, eu descobri sobre Arthur e ele descobriu sobre esse.

Ela riu novamente e bocejou sentido os olhos pesarem. Ron acariciou suas costas e beijou seu cabelo. Hermione fechou os olhos e relaxou contra seu marido, o pai de seus filhos, seu melhor amigo. O sono veio logo em seguida.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!