Four Seasons

9 VII - The Venous Moon


Notas iniciais
Olá Angel's! Este capitulo é um pouco mais pequeno mais vai dar asas ao resto da historia de Drew, fiquem atentas aos pormenores, principalmente a características que Liv dá ao irmão antes e depois da transformação do mesmo, e os nomes que ela usa. Beijinhos minhas e meu Angel's

As grandes dores fazem com que as menores mal sejam sentidas e, na falta das grandes, até o menor desgosto nos atormenta. – Schopenhauer

Senti seus dentes saírem do meu pescoço, ele não me olhou, apenas pousou sua cabeça no vão do meu pescoço, o seu corpo tremia em convulsões querendo aceitar o meu sangue e o meu veneno.

O silêncio inundava a casa, apenas as nossas respirações eram ouvidas, Dominick olhava-nos atento, ele iria atacar Drew se fosse preciso, e matá-lo-ia apenas numa dentada. “Está tudo bem Dom” sussurrei apertando mais Drew contra mim. “As tuas feridas ainda não ceraram” ouvi a voz rouca do meu irmão, ele olhou-me nos olhos, o mel desapareceu dando um olhar escuro, vermelho sangue com preto carvão, “Não importa” encolhi os ombros, “Ainda dói?” perguntei passando a mão onde ainda estava a marca dos meus dentes, ele gemeu fechando os olhos, “Um pouco” sussurrou, “Desculpa maninha”.

Deitei-me na cama depois de um banho com o meu irmão, ele ainda olhava-se ao espalho como se fosse um monstro, “Eih! Como é que viste-me?” chamei a sua atenção, ele não poderia ficar a olhar-se ao espelho enquanto não aceita-se o que ele era. Ele suspirou, e deitou-se ao meu lado, “Estava com Beatriz…” olhei-o à espera de mais alguma coisa, “Já tinhas dito, eu quero é saber o que tu estavas lá a fazer com ela!” revirou os olhos com a minha curiosidade, “Porque não mataste-os? Doeu tanto ver-te a sofrer e não poder fazer nada…”, “Não desvies a conversa! E eu não podia, o meu castigo seria pior se o fizesse.” Ele suspirou:

– Tudo bem, Beatriz é uma besta – ele sussurrou, olhei-o intrigada, o que ele fazia com uma besta!? – E bem – ele grunhiu, neguei, ele não iria dizer que também era uma, era impossível o meu irmão ser uma besta e ter repulsa por vampiros – Eu era o seu acompanhante – sussurrou tímido

– Então quer dizer que não és uma besta? – ele olhou-me assustado

– Nunca! Ela apenas quis mostrar-me o que era o vosso mundo, não me transformou! – suspirei aliviada

Ele olhou-me, retirou os pequenos fios de cabelos que caiam na minha face, “Sou algo bem pior” olhei-o assustada, “O que queres dizer?” perguntei aflita pela sua resposta, os seus dedos passeavam entre a minha mandibula e a minha bochecha passando de leve no pescoço. Eu poderia dizer que ficamos assim horas a fio mas seria ocultar a verdade por inteiro.

A forma preto carvão dos seus olhos, pura luxaria ao percorrem cada pedaço do meu corpo seminu, suas mãos percorriam traços, cicatrizes e feridas que estavam por cicatrizar. O medo o pânico não largavam-me a mente, afundavam-me numa escuridão que só uma pessoa poder-me-ia tirar de lá, e essa mesma pessoa faz parte do meu sangue, faz parte da luxaria que estes olhos negros transmitem, do ardor sobre a minha pele, como se não fosse nada mais simples do que aquele delicado e carinhoso, mas louco e doloroso toque.

“Oje Vita, oje vita mia” sussurrou numa melodia romântica, “lembraste dela?”, sorri querendo acompanhar, “Oje core’e chistu core” sussurrei de volta, “Si’ stata ‘o primmo ammore”, os seus toques perlongavam ao longo do meu corpo enquanto melodiávamos a restante letra, Oh Céus! Como seu toque era carinhoso mas tão ardente ao mesmo tempo! Estava a dar em doida com aquilo.

Os pequenos carinhos perlongavam entre as minhas cochas e barriga, seus beijos iam do meu calcanhar ao joelho, lentamente torturando-me de ansiedade, a minha pele queimava, seus lábios ameaçaram a parte interna da minha cocha, mas ele rapidamente sorriu atrevido e desceu de novo até ao joelho, quanto tempo iria durar aquela tortura?

Seus lábios queimava-me a pele e seus olhos amendoados e negros devoravam-me como se quisessem “comer-me” viva, não que eu esteja meio viva e meio morta. Logo seus olhos estavam de frente aos meus, e sua respiração tão perto da minha, seus lábios tão encarnado quanto sangue, “My Lady” segredou, aquela voz doce mas tão encantadora chamara-me, como para acordar de um sonho onde estava.

E então como se o meu corpo acordasse para a vida e toda a minha mente sã volta-se à realidade e percebe-se a situação, eu levantei-me deixando-o tão desnorteado pela força exercida sobre ele, então eu apercebi-me do que ele realmente era, não uma besta ou um vampiro ou um humano, ele era Imperium, um sádico vampiro do seculo XVIII que encarnava-se nas pessoas quando morto, e era desperto quando era mordido. Ele bebeu o meu sangue, isso quer dizer que, ele viverá muitos mais anos, e ele é o meu irmão!

– O que foi Liv? – a voz de Drew despertou-me

Olhei a lua, Maldita lua! Teria de estar em eclipse lunar, ainda por cima ser o chamado eclipse “Blood Moon”! Não hoje! Senti uma rápida respiração perto de mim, rapidamente afastei-me em defesa, “O que se passa?” ele rosnou, janela? Ah não ele não pode ver a lua!

– Nada – murmurei, tentando pensar numa solução – És meus irmão, isto não está correto – inventei, na verdade nem era de todo mentira

– Pequena, nós não estamos a fazer nada de mal, se é isto que queremos – revirou os olhos e sentou-se na cama, fechei os estores e suspirei

– Não devemos Drew, se a mãe descobre, não vai ficar nada bem com isto

Ele desistiu deitando-se na cama, sentei-me na poltrona e esperei, na verdade não irei dormir. Vi-o adormecer cansado de resmungar para ele próprio, tentando de alguma maneira evitar-me e julgar-me.

– Desaparece Blood Moon – murmurei suspirando

Notas finais
Comentem se for possível, continuo a dizer que não mordo haha. Kiss