Four Seasons

10 Capítulo 10 – Haru²#


Notas iniciais
Lavi: olá ~ *acena alegremente e pisca o olho* Estou feliz porque notamos que temos novas leitoras, sejam bem-vindas ~ Allen: Não tem ideia de como isso alegrou as autoras e nós. *Sorri doce para as leitoras.* Lavi: pois é, graçinhas~ *abraça Allen por trás* Bem, como estou com a preguiça da primavera... Não tenho muito a falar... Aliás, dormi pouco e Allen, me carrega pra cama vai~~ *beija a boca dele de leve e encosta a cabeça no ombro dele* Allen: ... Lavi... Eu tenho que te lmebrar do meu estado? e_é *Cruza os braços.* Lavi: não, não... E acho que você não conseguiria me levar mesmo não estando grávido... *sorriso desafiador* Enfim, boa leitura a todos ó Allen:... Eu não sou tão fraco assim.. *Gota.* Boa leitura lidinhas ~ *Acena.*

Entrei na sala de Lulu Bell. A atmosfera da sala tem um quê de feminilidade, ampla, arejada e totalmente branca, as melhores capas da revista estão expostas na parede a esquerda da mesa. Cumprimentei-a cordialmente, apresentando-lhe um envelope amarelo como de costume.

Eu estou sendo explorado até o último fio de cabelo e acredite não me importo com isso, afinal, ganho bem para um estagiário. O que não vale uma experiência no campo em que gosto? Opa, a chefia parou de checar as fotos. Ela guardou-as no envelope amarelo, entregou-as e um largo sorriso de bom trabalho, típico de superiores.

– Bom trabalho, Bookman Júnior. Estaria orgulhosa se fosse sua mãe.

– E não está? – Perguntei, sorrindo, enquanto levantava-me.

– De fato, estou.

Fiz uma curta reverência e retirei-me. Lulu era uma mulher de poucas palavras, fria e rígida. Deixei o envelope sobre a mesa de Tikky Mikk, batendo no mesmo para avisá-lo sobre o trabalho extra que ele teria no final de semana. Tikky olhou rapidamente e não fez questão de agradecer. Em vez disso, deu-me o troco, apresentando uma papelada que tinha recém saído da impressora.

– Arrrg, Tikky-pon.

– Dever de casa, tem que fazer.

– Digo o mesmo a você. – Gesticulei para o envelope. Saí pelo corredor com a pilha de papéis, eram uns cinquenta.

– Heey, tô de brinks, Lavi. Ó, deixa isso aí lá na mecanografia!

Os demais jornalistas da sala gritaram “silêncio!” para Tikky, acho que ninguém é capaz de calar a boca dele, mas, enfim, agradeci aos céus por ser só mais uma piada de mal gosto dele. Quando dei por mim, ele havia me seguido e vinha falando comigo.

– Lavi, a Ponchu teve filhotes. Como prometi, vou lhe dar um. – Disse em tom baixo.

– Ah, valeu por avisar.

– Vou deixar na sua casa. Acredita que todos são machos?

––Hm, é? – Não conseguia formular algo para responder aquilo, para minha sorte meu celular começou a tocar.

Passei a pilha para Tikky e atendi o mais rápido possível. Era minha mãe, desesperada. Não consegui entender nada, andei de um lado a outro, sem saber o que fazer, desliguei. Escutei algo como “venha para o hospital!”. Voltei a minha mesa e peguei as chaves do carro, por sorte meu pai tinha me dado hoje. Liguei para ele, estava calmo e me deu as instruções de como chegar lá. Despedi-me de Tikky e saí às pressas.

O elevador não chegava, desci pelas escadas. Cheguei ao carro, entrei e enfrentei um trânsito desgraçado. Que azar era esse? Sinceramente! Quando cheguei ao hospital, quase corri pelos corredores. Em frente à sala de parto estava minha família, os pais de Allen, Mitsu, Kiyo e... Kanda. QUE DIABOS ELE TÁ FAZENDO AQUI?!

– Tá atrasado. – Disse Kanda.

– Vai logo, Lavi! – Disse Mitsu, pedindo gestualmente que eu apressasse o passo.

– O Allen deve estar sofrendo muito. – Disse Maria, abrindo a porta da sala.

– Lavi, está quase na hora! – Disse a senhora Jane, empurrando pra dentro.

– Seja forte. – Disse Kiyo.

– Se desmaiar, será uma vergonha. – Disse Cross com um sorriso cruel.

– Transmita forças ao Allen, filho. – Disse meu pai.

Ok, todo mundo preocupado com ele, e eu?! O médico disse que eu tinha dois minutos somente, pediu que eu vestisse um traje esterilizado, num sala diminuta, vesti-me. Allen estava deitado, coberto e muito suado. Apressei o passo, passei a mão sobre sua testa, ele abriu os olhos chorosos e deu um sorriso sofrível.

– Oi, meu amor... – Eu disse, sorrindo.

– Oi... – Ele respondeu.

– Tá todo mundo aqui com você. Eu bem que queria assistir, mas não posso. Vou ficar ali, do lado de fora, te dando forças... Vai dar tudo certo... Vai ficar tudo bem... – Enquanto eu conversava com ele, afagava seus cabelos.

– Eu sei... – Allen gemeu baixo, fechou os olhos e fez uma careta.

– Bookman, tá na hora de ir. – Informou-me o médico.

A equipe pôs-se a trabalhar, despedi-me de Allen, dando-lhe um beijo na testa, troquei-me e saí. Todos estavam aflitos do lado de fora, mas nenhum deles estava pior do que eu. Desabei na cadeira, apoiei minha cabeça entre as mãos, respirando fundo. Alguém parou a minha frente, olhei, era Kanda. Voltei a posição em que estava.

– Como ele estava?

– Sofrendo. – Respondi com um aperto no peito.

– Ele vai ficar bem. – senti um calor nas costas, era a mão de Kiyo.

– Só espero que corra tudo bem com a cirurgia depois da cesárea. – disse Mitsu, sentando-se ao meu lado.

– Só fiquei um pouco apreensivo, agora estou bem. – Eu disse sorrindo para acalmá-los.

Depois de duas horas, pudemos entrar para ver Allen. Ele estava bem, só não podia falar. Tinha um pequeno no colo, seu nome era Joshua, como tínhamos combinado, era tão lindo, os cabelos vermelhos, as bochechas bem rosadas e nariz pequeno. O médico disse que tudo tinha ocorrido bem, informou-nos que a amamentação ficaria por nossa conta, sendo que tínhamos de vir ao banco de leite três vezes por semana.

Fomos para casa, quando anoiteceu. Allen e Joshua voltariam após três dias, o médico havia explicado que ele teria que ficar em repouso completo, mas não houve complicações na cirurgia de remoção, era apenas uma garantia. Tikky estava na sala de espera, entregou-me o pequeno e pediu que eu tivesse cuidado. Disse que cuidaria dele como se fosse meu filho, Tikky mostrou-se satisfeito com a resposta e despediu-se.

– Seu nome será, hm... – Olhei para o filhote, tinha olhos azuis e uma pelagem tão branca e farta que mais parecia uma bola de pelos.

– Allen tem trauma de cães. – Uma voz fria cortou a sala.

Virei para trás, era Kanda. Ele estava recostado à porta de um jeito arrogante, não estava aparecendo demais não?! Lembrei que ele tinha jantado conosco, mas, por mim, que fosse embora logo. Levantei, indo atrás do filhote que andava de forma desengonçada, peguei-o nos braços.

– Que tipo de trauma é esse? – Perguntei.

Kanda fechou a cara, deu as costas e, antes de sair, disse:

– Como se eu fosse te dizer.

O cachorro soltou um latido, eu acariciei entre suas orelhas. Mitsu e Kiyo entraram na sala, mesmo tentando disfarçar, elas notaram que eu estava apreensivo, pois trocaram um olhar significativo e pediram que eu sentasse para conversar.

– O que houve, Lavi-chi? Vi Kanda sair e... Vocês ainda estão se estranhando? – Perguntou Kiyo, afagando minhas costas.

– Queria fazer uma surpresa a Allen quando voltasse, até tinha dito antes sobre... Kanda disse que Allen tem trauma de cães. – Expirei o ar, enfadado.

– Ah, não é bem trauma, é só rejeição. – Disse Mitsu com o filhote no colo, dando de ombros enquanto observava o bichinho.

– Rejeição? – Repeti como se pedisse explicação.

– É. Spike, meu cachorro, mordeu-o quando tínhamos 8 anos e brincávamos de esconde-esconde. Ele chorou pra caramba, mas sua intenção é boa, acho que ele vai gostar deste aqui. – Explicou ela.

– Também acho. – Disse Kiyo.

– Assim espero. Bom, ainda falta dar o nome a ele. O que acham de Kod?

– É um bom nome. – Respondeu Kiyo.

– É, é legal. – Respondeu Mitsu, entregando-me o cãozinho.

Elas despediram-se e foram embora. Eu realmente espero que Allen goste de Kod, não queria ter de devolvê-lo.

Três dias depois Allen teve alta. Estávamos tomando café quando falei sobre o cãozinho, ele fez uma careta horrível, mas nada disse. Apresentei Kod a Allen, ele pareceu mais acostumado com a ideia, pois até aceitou pegá-lo no colo. Mostrei Kod para Joshua, ele com seus grandes olhos bicolores deu um sorriso banguela e fez que queria pegá-lo.

– Quando estiver maior aí sim, Joshua. – Eu disse, colocando Kod no chão.

– Tem seus cabelos, Lavi. – Disse Allen, passando o indicador sobre a cabeça do bebê.

– É... Mas o nariz é seu. Engraçado é que tem um olho verde e outro cinza. Será que vai querer usar tapa-olho como eu? Hein, mocinho?

Joshua mordeu sua mão e olhou para o lado, depois para Allen e ergueu os bracinhos. Allen pegou-o no colo, dizendo estar na hora do café da manhã para ele. Kod acompanhou-nos até a cozinha. Peguei a mamadeira de Joshua na geladeira e entreguei a Allen. A forma como Joshua olhava para Allen era indescritível, algo como admiração e contentamento, enquanto eu estava abobalhado, ele disse:

– Mamãe irá fazer um chá de bebê.

– É uma boa ideia. – sorri para eles.

– Mitsu e Kiyo estão empolgadas com isso.

– Como sempre, aquelas duas.

– Sabe, eu até que gostei do Kod?

– Mesmo?

– Sim. Parece que ele será uma boa companhia para Joshua.

Pensei em perguntar sobre o trauma, mas aquilo poderia fazê-lo mudar de ideia sobre Kod, então optei por perguntar sobre outra coisa, as aulas dele. Allen explicou que voltaria as aulas assim que acabasse o período de licença, o que atrasaria seus estudos, porém era necessário. Me pergunto o quanto diferente serão nossas vidas com a chegada dessa criança... Bom, ao menos estamos bem, vamos nos adaptar.

Durante a tarde ficamos no jardim com Joshua e Kod. Maria já tinha chegado a casa e pediu para cuidar do pequeno, em boas mãos, convidei Allen para sairmos um pouco. As flores das cerejeiras do Cherry Park estavam lindas. O parque estava tranquilo como de costume. Convidei Allen para sentar sobre a sombra de uma delas, num banco de madeira. Ele olhou para cima, respirando o ar fresco, disse:

– Que nostálgico.

– Muito. Faz um ano que nos conhecemos e quem diria que estaríamos prestes a casar agora.

Allen riu, abanou a cabeça e recostou-se ao banco. Trouxe-o para mais perto, aconchegando-o em meus braços, encostei minha cabeça sobre a dele. Era tão bom ficar assim, junto dele, fazia-me sentir seguro, completo.

– Já pensou no que vai ser quando crescer? – Perguntei.

– Nossa, você falou como se fosse meu pai.

Ri, vai ver era por causa de Joshua que esse lado paternalista havia aforado em mim.

– Sim, pensei. Nada que envolva Ciências.

– Cross ficará chateado com isso. – Eu disse, brincando.

– Não vai não, ele nem parece se importar com isso. Já mamãe vive perguntando... Aliás, como está sua vida profissional?

– Nossa, você falou como se fossemos colegas de trabalho numa mesa de almoço.

– Que específico. – Allen riu, ajeitando-se nos meus braços.

– Vai bem, vai ótimo. Agora vou dar-lhe uma sugestão, caro “colega de trabalho”.

– Desde que esteja sério, irei escutá-lo. – Ele disse, entrando na brincadeira.

– Venha trabalhar comigo como modelo fotográfico!

– Ah, sabia que não seria sério. – Ele expirou o ar, fazendo-me rir.

– Ok, ok. Sendo sério. – Virei o rosto dele de encontro ao meu, dei-lhe um beijo demorado e fiquei bem sério, antes de dizer – Eu te amo.

– P-por essa eu não esperava... – Ele corou, desviando os olhos.

Sorri, pegando seu rosto entre as mãos, acariciei-o, adorava pegá-lo de surpresa. Suas bochechas estavam ficando mais vermelhas, conforme me aproximava mais dele para tomar seus lábios de novo e de novo. Ainda unidos pelo beijo, deitei-o no banco, tornando a beijá-lo tão intensamente ao ponto de roubar-lhe o ar dos pulmões. Desci para seu pescoço, beijando-o e mordendo-o, ele apertou minhas bochechas e chamou atenção para o local público.

– Ah, como eu amo você... – Eu disse, agarrando-me a ele.

– Também amo você... – Disse, afagando minha cabeça.

– Você é muito viciante, que nem chocolate. E ficou mais lindo depois que voltou do hospital e...

– Eu ganhei uns quilos a mais. Está dizendo isso pra me agradar?

– Não, Allen! Não diga isso nem de brincadeira! – Ele riu, frente ao meu desespero, puxando-me para um beijo terno.

– Eu sei, calma.

– Tá tudo bem com você, né? – Perguntei passando a mão de leve sobre sua barriga.

– Melhor impossível. – Ele abriu um grande sorriso.

– Posso ver? – Fingi que ia levantar sua blusa.

– N-não! Lavi!

– Ai, ai, vamos logo pra casa antes que eu fique com vontade de te agarrar aqui mesmo. – Levantei-me num pulo.

Allen levantou, rindo, peguei sua mão e entrelacei nossos dedos. Estava realmente difícil me segurar, mas eu deveria fazê-lo até ele ter sua recuperação completa. Voltamos para casa e a primeira coisa que ouvimos foi o choro de Joshua.



Notas finais
Lavi: *grudado em Allen* e aí, curtiram? O Kanda tava um porre, não tava? Allen: Gostaram florzinhas? :3 *Com o filho no colo* Não é lindo nosso bebe? ♥ Lavi: lindos ~ *apertou as bochechas de Allen e passou o indicador no nariz de Joshua* Agora tenho um Allenzinho pra mimar ~ ♥ Allen: *Sorriu e deu um beijo em Lavi.* Eu ainda não acredito que somos uma familia... É tão bom... Leitoras, espero realmente que tenham gostado ♥ Lavi: também espero *manda beijo para as leitoras* Até logo ~ *faz Joshua dá tchauzinho com a mão* Allen: Até garotas, ainda tem mais para vocês. *Acena dando tchau.*