Four Seasons

6 Capítulo 06 – Aki#


Notas iniciais
Lavi: olá a todas *acena* Vai começar (música de fundo TANTANTANDAM) o show ~ Nosso show particular ~ *olha para Allen e oferece sua mão* Tenho a honra dessa dança? Allen:... *Corado* Tem. *segura a mão dele* Lavi: *sorri, puxando-o para perto, coloca o braço em volta da cintura dele* Agora, vem uma música lenta, acompanhe meu ritmo ~ (tocando música lenta) Allen: *Segura no ombro dele* Certo. *Sorri* Hey... A gente vai ficar dançando durante as notas mesmo? Lavi: só um pouco ~ Eu queria sentir o Allen próximo de mim, mas de forma diferente *para, faz ele girar e o traz para bem perto, fazendo ele inclinar para baixo, sorri* De que forma melhor seria se não fosse uma dança? *puxa ele para cima e param de dançar, mas ainda estão agarrados* Allen: Ok... *Corado, evitando olhar para o namorado* Bem, obrigado a todos pelos reviews. Logo vamos responde-los. Esperamos que gostem do capitulo *sorri gentilmente*


Ontem eu tive um sonho ruim. Sonhei que Lenalee estava na minha casa, digo, na casa de Allen que agora é minha casa também. Ela continuava linda, mesmo com um cabelo curto demais, ficou parecida com um garoto, será que ela cortou assim porque tá arrependida do fora que me deu? O sorriso dela estava meio que forçado... Eu sabia que ela ainda era uma boa pessoa, mas tinha tristeza nos seus olhos. Suspirei. Que droga. Não era sonho, era um pesadelo, daqueles que a gente vivencia o começo, mas não sabe quando termina.

– Lavi, está na hora de acordar.

– Tô acordado, mãe. – eu disse no automático, puxando as cobertas para o lado. Eram seis e meia da manhã, verifiquei no meu relógio quando o coloquei no pulso. Levantei e abri a porta, vai ver ela queria falar sobre meu novo emprego na Kyodan, uma editora de. Virei para arrumar a cama, porque ela sempre reclamava que eu esquecia de arrumar isso e aquilo.

– Mãe? – o tom de voz dela estava embargado de bom humor, depois se seguiu de uma risada – Sua mãe ainda vem acordar você, Lavi?

– Ah... – virei a cabeça para trás e encontrei Lenalee escondendo a boca com as mãos, rindo de minha letargia matinal – Foi mal, Lee. Bom dia. Eu, tipo, pensei que você já tivesse acompanhado o Komui...

Olhei para meu corpo, ao menos eu estava com trajes “decentes” – uma bermuda de um pijama e uma camiseta de outro – ao invés de cueca samba canção, como eu usualmente dormia. Lenalee estava hospedada na casa dos Marian e compartilhava o meu antigo quarto com o seu irmão mais velho. Pelo o que eu entendi, eles vão ficar aqui até resolverem uns problemas de pesquisa do Cross e Lenalee vai tentar entrar na editora de meu pai, ela sempre sonhou ser redatora.

– Oh. – ela esboçou surpresa e adentrou no quarto, sem pedir licença – Não sabia que ainda guardava isso.

– Ah... – evitei um bocejo, fechando a boca, ela estava voltando em minha direção com o objeto em mãos – Isso.

Isso era um colar com um pingente em forma de chave, aqueles trecos que garotas gostam que se completam e tals. Hum, será que o Allen gosta dessas coisas também? Lenalee sorria maternalmente, olhando o pingente. Eu não o tinha jogado fora por que ele era de ouro e ainda tinha esperanças de que ela voltaria pra mim ou sei lá.

Cocei minha nuca, desconcertado, eu deveria esconder isso melhor, vai que o Allen encontra e... Como foi que esse colar parou em cima da minha estante de livros? Lembrei que eu tinha pego o pingente de dentro do armário depois que Allen pegou no sono – as lembranças vinham à tona rapidamente – depois esqueci de guardá-lo num lugar seguro porque... Talvez, porque não tenha a mesma importância que antes de conhecer o Allen. Lembro que eu pensei em jogá-lo fora e esse pensamento sempre me perturbava quando eu tocava nessa frágil estrutura, nosso relacionamento fora resumido a meros pingentes de aniversário de namoro.

Me senti mal agora, embora quisesse escolher as palavras certas, elas sempre soavam rudes e sem sentimento. Havia acabado o amor ou será que nunca viera a ter sido? Não importa mais.

Allen havia me mudado. Eu amava-o e era correspondido. Tem felicidade maior do que esta? Acho que nem preciso de mais nada na vida, brincadeira. Ele me fez esquecê-la da melhor maneira – fizemos sexo incontáveis vezes e ele sempre responde quando eu digo que o amo – Mas, merda! Eu deveria ter devolvido isso pra ela, se ele entender errado, ferrou. Virei pra cama, procurando por Allen. Ele levantava cedo, será que já tinha acordado? Pulei na cama, apavorado, estava vazia.

– Entendo porquê deixou de usá-lo. – ela disse, interrompendo meu desespero – Já eu, nunca deixei de usar o meu.

Sentei na cama e coloquei a mão no queixo, raciocinando. Ele deveria estar tomando café já que sua bolsa estava encostada na escrivaninha. Saltei para fora da cama, esquecendo de responder Lenalee, refiz os passos e encontrei seus olhos confusos.

– Você está bem? – ela perguntou, seu tom de voz preocupado.

– Arrã. – soltei uma risada que soou forçada – Eu só tava preocupado com o...

– Com licença. – disse Allen, num tom polido e levemente irritado.

– Allen, bom dia. – segurei meus instintos de me jogar em cima dele e abri um imenso sorriso – Já tomou seu café da manhã? – a palavra que eu sempre o chamava ficou engasgada em minha garganta: “amor”.

– Sim. – ele sorriu, cumprimentando Lenalee com um aceno e um “bom dia” generalizado, mal me olhando nos olhos. Ele deve ter visto a droga do pingente!

Lenalee se aproximou de mim, o rosto acolhedor e sorriso sereno, virou minha mão direita para cima e colocou o pingente sobre ela pra depois fechá-la e tornar a sorrir. Allen observou a cena da porta, incapaz de se mover pelo desenrolar da situação.

– Eu ainda amo você, Lavi. – ela disse num sussurro e continuou num tom quase choroso – Espero que a gente consiga reatar nosso namoro, era tudo tão lindo, mágico. – E, como se esquecesse que Allen estava na sala, se inclinou para frente e me deu um beijo no rosto.

– Lee, eu gosto de você, mas não é como antes. – eu disse, prendendo a respiração quando senti o toque de seus dedos finos em meus lábios.

– Mais tarde conversamos, sim?

Engoli em seco. O que ela estava fazendo? Querendo acabar com o meu presente relacionamento?! Peguei sua mão delicadamente e afaguei seu dorso, Lenalee pareceu surpresa com o gesto e sorriu. Molhei os lábios e inspirei o ar, eu tinha que tomar mais cuidado com minhas palavras para não lhe dar falsas esperanças e terminar aquele tormento.

– Temos pouco tempo para resolver o passado, na verdade, pensei que já estivesse resolvido pelo menos pra você.

Allen moveu-se, indo pegar a bolsa encostada na escrivaninha. Observei seu movimento de fuga, era cauteloso e estratégico, mas eu sabia como mantê-lo ali comigo, eu precisava dele pra provar a Lenalee que era perca de tempo ter esperanças.

– Eu queria pedir desculpas... – ela começou a dizer, mas eu saí de perto dela e interrompi o movimento de Allen, abraçando-o pelas costas.

– Não, eu que devo pedir desculpas aos dois. – apertei-o mais forte e o mantive em meus braços. Afaguei seu rosto contorcido numa máscara de confusão – Por favor, espere um pouco, prometo ser breve.

Allen assentiu e Lenalee fitava-me com incredulidade, sabendo que eu estava com ele agora, não mais com esperanças de reatar nosso namoro de três anos ou reviver o passado.

– Meu primeiro beijo foi com ela, hã, aprendi várias coisas com ela. Gosto dela como amiga e espero que as lembranças daquela época não afetem nosso relacionamento. – Allen parecia tão surpreso quanto eu, nunca me imaginei entre duas pessoas que eu gostava e dizendo coisas do tipo, mas continuei assim que o vi assentir com a cabeça novamente – Eu amei Lenalee. Agora, eu amo você. Quero que confie em mim, que compartilhe suas dores comigo. E, acima de tudo, quero que me entenda, preciso disso, sei que é um pedido egoísta.

– Tudo bem. – ele deu um sorriso duro. Quem sabe ele não quisesse o mesmo de mim.

– Só estava confuso, perturbado pelo passado. – voltei meu olhar pra Lenalee – Já que sabe sobre nós, poderia manter segredo por um tempo? Nossos pais não sabem sobre e... Lenalee? – os olhos dela brilhavam mais do que nunca, uma admiração e fanatismo transbordaram pelo ar como se flores e brilho saíssem de dentro dela.

– Claro que sim. Ai, que lindo, Lavi. Vocês parecem muito felizes juntos – ela juntou as mãos e abriu um grande sorriso, escondendo as lágrimas de tristeza que escorriam por seu rosto corado – Formam um casal perfeito, nem tinha como eu competir. Eu desejo de todo o coração que sejam felizes.

– Obrigado. – eu disse, guardando o pingente no bolso.

– Senhorita Lee... – Allen disse, estendendo a mão a ela – Eu que fico emocionado por conhecer alguém como você.

– Ah, não, não. Eu... Obrigada, Allen. – ela sorriu e apertou a mão dele – Quero ser madrinha do casamento de vocês.

Sorri desconcertado, enquanto Allen escondia o rosto em meu peito. Ela se despediu com um aceno e fechou a porta. Afaguei a cabeça contra meu tórax, ele estava bem enterrado e o calor de suas bochechas aquecia-me.

– Que foi, amor?

– Ahm, nem eu sei.

– Não se preocupe, ela nos entendeu. – trouxe seu rosto para perto do meu – Ela nos abençoou, você ouviu? – Allen fez cara de interrogação – Disse que quer ser nossa madrinha, ela deseja que a gente se case.

– Ah, isso. – Allen riu, aumentando o rubor de suas faces – Ela estava brincando.

–Talvez estivesse mesmo. – tracei seus lábios com o indicador – Mas eu não pretendo me desfazer de você, nem agora, nem nunca. Felizes para todo o sempre, o que acha?

Ele sorriu amavelmente e colocou-se na ponta dos pés para alcançar meus lábios, dispensei o beijo, virando o rosto para o lado, o que o deixou muito indignado: – Vai trair suas palavras agora, Bookman Junior?

– Não é isso – sorri – É que eu prefiro ser o ativo.

– Não posso ter a iniciativa nem de um beijo?

Allen pôs as mãos na cintura. Será que ele se zangaria se eu dissesse que ele parece garota – mais ainda – quando fica irritado? É engraçado vê-lo assim.

– Não, não pode. – eu disse sério, mas estava tirando da cara dele – Vai que você toma meu posto de quem fica por cima? Seria imperdoável.

– Oh, que horrível que você é, Lavi. Muito mais egoísta do que eu imaginava. Não quero mais beijá-lo, então.

– Não seja oito ou oitenta, Allen. – ri, enquanto recebia um empurrão fraco – Eu só queria terminar o que dizia. Posso? – encostei minha testa contra a dele, ele assoprou em meu rosto, seu hálito estava com cheiro de hortelã o que me deixava mais tentado a beijá-lo – Eu amo você.

– Eu também te amo, Lavi. – ele sorriu, corando um pouco e envolveu meu pescoço com os braços, pedindo um beijo.

Puxei seu corpo pela cintura, cravando meus lábios nos dele com sede. Allen movia sua língua com gentileza, me deixando invadi-lo com ardor. Sentir o seu gosto era inebriante, enlouquecedor. Quero domá-lo, subjugá-lo ao meu amor, o fazer sentir como me sinto. “Me sinto preso a você, Allen.”, pensei e apoiei minha testa na dele de novo. Ele sorriu como se pudesse ler em meu rosto o que eu estava pensando em fazer.

– Quero fazer sexo com você pra sempre.

– Que romântico. – zombou Allen, corando mais ainda. Depois franziu o cenho, seu rosto transformando-se de novo – Ainda faço greve de sexo. – eu encarei-o com cara de cachorrinho pidão e ele ficou sério – AH! É só pra isso que você quer ficar comigo?

– Não – dei um curto beijo – E sim.

– Típico. – Allen alfinetou novamente, olhando para o lado, a porta estava fechada.

– Você não vai fugir, Allen-chan. – eu disse, fazendo-o olhar unicamente para mim.

Ele fez cara de “não duvide”, um sorriso de trapaceiro profissional refazendo suas feições. Esconde algum às na manga, né? Vai ver só.

– Temos tempo ainda. – arrastei minha voz, fazendo manha. Vi seu corpo reagir a minha voz, arrepiando-se, mas ele manteve o tom firme.

– Vai ficar pra mais tarde, eu tenho aula, você trabalho... – interrompi seu discurso com um selinho.

Ele piscou os olhos freneticamente, não esperava ser interrompido. Sorri, murmurando um “foi mal”.

– Eu tenho aula, aula de Biologia e Geografia. Depois, educação física. Vou chegar lá pra sete da noite porque vou sair com o Kanda.

– Vai me trair?

– N-não! – Allen falou tão alto que depois tapou a boca com as mãos.

– Serei rápido, é só um pouquinho, estou fervendo.

Allen uniu as sobrancelhas, acho que ele não entendeu minhas últimas palavras; porque expirou o ar, pegando a maleta que estava no chão, passou por mim e disse “até mais”. Corri, coloquei-me a frente da porta, travei-a e joguei a chave pela janela aberta.

– Pronto.

– AH! O que você fez?!

– Prendi você comigo.

– Meu Deus, Lavi! E se a chave cair na cabeça de alguém? – eu ri da possibilidade, observando-o ir para a janela e procurar nossa única chave com pavor – Pior! Estamos no segundo andar! Como vamos descer?!

– Relaxa, Allen, pensamos nisso depois. – eu disse, caminhando para perto dele.

– Vou pular, pegar a chave lá embaixo e te deixar preso aí pra aprender. Droga, vou chegar atrasado e você também!

Eu ri mais alto, ele estava preocupado comigo, mais comigo do que consigo. Allen mostrou a língua pra mim no ápice da irritação e eu gargalhei. Pôs um pé para fora, o telhado rangeu alto, depois sentou sobre o parapeito, estava calculando como se agarrar a cerejeira e descer pelos galhos retorcidos sem quebrar nada com seu peso mínimo.

– Já sei, eu vou.

– Eu não vou deixar. – agarrei-o pela cintura e o puxei pra meus braços, fazendo-o cair sentado sobre eles – Que parte não entendeu que está preso comigo?

– Lavi, não estou pra brincadeiras, sério!

– Nem eu.

– Você vai ser despedido na sua primeira semana de experiência se continuar com isso.

– Eu disse que seria rápido, mas você esperneou tanto que ficamos atrasados.

– Atrasados? Atrasados vamos ficar se não parar agora! Por favor, Lavi, me deixe ir e você tem que ir também.

– Allen. – ele olhou-me com os olhos preocupados – Hoje é feriado, não tem porque se preocupar.

– Hã? Não é não.

– É sim. – sorri casualmente, colocando-o na cama com carinho – Feriado nacional.

– Mas... Como eu não lembrei disso? – desabotoei sua camisa, sem ligar para o que ele dizia – Como o Kanda não lembrou disso? Espera aí.

Terminei com os botões, já passando a blusa para fora de seu corpo com uma mão e puxando o zíper de sua calça xadrez, ele se manteve estático, quase acreditando na minha mentira. Tirei minha blusa, jogando-a para o lado e baixei meu corpo para o dele.

– Quero saciar minha fome...

– Ah é, você não tomou café. Sabia que suco de abacaxi com hortelã é bom? – ele gemeu baixo quando suguei seu mamilo, descendo para as partes mais baixas.

– Sim, senti o gosto em seus lábios. – mostrei um sorriso malicioso e o puxei pela nuca pra beijá-lo mais uma vez – Delicioso.

– Pervertido. – ele fechou os olhos, tomando um susto quando arranquei sua cueca com rapidez – Uah! T-tem certeza que hoje é feriado?

– Quase certeza. – fiz Allen deitar na cama, empurrando-o sobre esta com meu corpo, capturando sua boca, ele iria protestar mais uma vez, eu só não conseguia evitar fazê-lo se irritar, pois tinha criado o hábito de fazê-lo.

Hoje eu iria prepará-lo calmamente, mais cuidado que das outras vezes que fizemos sexo, quero tornar a dor prazerosa e intensa. Tirei meu calção e o lancei para trás. Allen olhou para mim com desejo, eu sabia que ele sentia fome também. Sorri maliciosamente agarrando seu brinquedinho com as mãos, ele levantou o tronco e o fiz baixar, empurrando-o pra colcha. Tá querendo briga, é? Assim, vou apelar.

– Calma, meu amor. – eu disse, passando os dedos sobre o “pequeno Allen”. Ele soltou um curto gemido de prazer com o toque – Vou te preparar com cuidado.

Desci meus lábios e o provoquei passando minha língua pela extensão de seu pênis, ele contraiu-se todo, prendendo seus gemidos com as mãos.

– Hn, Lavi... – ele disse, soltando o ar – Eu não vou aguentar...

– Ora, Allen, não precisa se conter. – mordi sua glande demoradamente, sorrindo ao vê-lo soltar o gemido trêmulo; já estava excitado e eu sabia o que fazer para tornar as coisas mais divertidas.

Aliviei seu membro um pouco e lambi sua virilha para depois voltar a torturá-lo com os dentes. Allen gemeu alto e não pude evitar olhá-lo, suas palavras desfaziam-se em gemidos cada vez mais altos e prolongados. Sorri e ele agitou-se na cama, prendeu a boca com as mãos como se auto amordaçasse e me ameaçou com o olhar.

– Isso mesmo. – beijei-o ali. Ele moveu as pernas como se quisesse me acertar com elas, ri – As paredes dessa casa são a prova de som, não tem com o quê se preocupar, ninguém vai nos interromper.

Allen concordou, desistindo de lutar contra mim. Jogou a cabeça para trás quando o abocanhei, sugando-o com força. Eu o estava provocando, mas parecia que ele também fazia o mesmo, contorcendo-se e gemendo meu nome.

Queria saborear cada centímetro de seu corpo. Puxei-o pelos braços e segurei seu rosto delicado. “Lindo.”, pensei, afagando suas bochechas rosadas com os polegares. Allen enlaçou meu pescoço com os braços e abriu os lábios convidativamente. Prendi meus dedos em seus fios sedosos e enterrei minha língua em sua boca.

Descemos para a cama, unidos pelo beijo. Inesperadamente, senti suas mãos tirarem minha peça íntima às cegas. Murmurei um “safado” em seu ouvido, ele riu. Visualizei aquilo mais estupefato do que nunca, pois era a primeira vez que escutava a maldade engrossar sua risada sem ser numa mesa de pôquer.

Joguei a peça para o lado e fui novamente surpreendido, perdendo mais uma “peça”, meu tapa-olho. Virei para ele sorrindo, estava mais travesso do que nunca, hein? Decidi deixar de ser bonzinho e acabar com os preliminares, eu iria domá-lo com o meu corpo.

– Allen, eu não queria usar a força bruta com você, mas vejo que é necessário. – sorri maliciosamente e umedeci meus lábios ao vê-lo me desafiar com um sorriso igual.

– Bruta? – ele repetiu com desdém.

– Arrã. – caminhei sobre a cama de joelhos. Prendi seus pulsos a cama fisgando seu pescoço com avidez, um chupão para a marca durar uns três dias. Fui mapeando sua pele com várias marcas, observando seu deleite. Voltei para sua orelha e o avisei que iria penetrá-lo. Allen corou bravamente e dei um beijo para apaziguar sua tensão.

Coloquei as pernas dele dobradas, pressionando meu dedo úmido sobre sua entrada. Apoiei minhas mãos em sua bunda e inseri minha língua no local. Allen arqueou pra trás, apertando os lençóis da colcha. “Já, já vai ficar mais gostoso.”, eu disse, segurando-o pelos quadris. Allen sentou sobre meu colo, acostumando-se com a invasão aos poucos. Ele segurou em meus ombros, pronto para cavalgar.

“Posso?”, perguntei assim que ele baixou os olhos para fitar os meus. Allen suspirou e tornei seu suspiro num gemido ao agitar-me por baixo dele. “Ahn, Lavi.”, ele fechou os olhos, pareceu irritado. Sorri, era confortável tê-lo em meus braços. “Pode...”, respondeu num sussurro quase inaudível. Puxei seu rosto para um beijo, ele estava “no alto” agora.

– Hm, Lavi. – ele segurou meu rosto, pedindo por mais.

Deixei que ele comandasse o beijo, distraindo-o para o próximo passo, fazê-lo cavalgar. Segurei seus quadris, levantei minhas pernas para colocar-me numa posição que eu pudesse senti-lo mais fundo. Allen ajeitou-se em cima de mim, empurrando-me para dentro dele com movimentos lentos, quando me senti inteiramente dentro dele, pedi que cavalgasse.

Sem jeito, ele começou a movimentar-se, subindo e descendo, enquanto eu segurava sua cintura magra. Gemíamos junto ao ranger da cama, cheguei ao meu ápice e apertei o pênis de Allen para alertá-lo que eu fervia. Ele abriu os olhos num semicerrado morteiro. Abracei-o, jogando-nos juntos na cama para recomeçar com minhas investidas.

– Ah... Anh! AH! La... Ah... – ele segurou meus ombros com força. Parei para observá-lo, seus olhos pediam mais e essa foram as palavras que vieram aos seus lábios – Mais, Lavi...

Obedeci, fazendo deitar completamente e relaxar, estava massageando seus ombros. Allen me puxou para um beijo feroz, o que eu não esperava. Afastei-me dele, retomando minha posição, voltei a estocá-lo, torturando seus mamilos com os dedos.

Os gemidos de Allen sobrepujavam os meus, ele gozou pela segunda vez, molhando meu tórax e minha face. Limpei a bochecha dele com a língua e o empurrei num “solavanco”; atingindo sua parte mais sensivel, notei ao vê-lo gritar. “Finalmente.”, cantei vitória esboçando um imenso sorriso. Mais investidas, mais gritos. Ele levantou, agarrando-se ao meu corpo com todas as forças, arranhando minhas costas, pedindo que eu parasse.

– Ainda... Não... – consegui dizer e deitei-me sobre ele, socando-o mais e mais naquele ponto. Allen tentou abafar seus gritos, porém eu afastei suas mãos, entrelacei meus dedos ao dele e beijei seus lábios. Então, gozei. Aliviado, desprendi minha boca da sua. Saí de dentro dele inteiramente satisfeito e exausto.

– Ah... Lavi... – ele disse, colocando o travesseiro em sua cara – Isso foi...

– Incrível... – completei sua fala, engolindo o ar com dificuldade – Merece replay.

– Não! – ele gritou, depois pigarreou – Ah, minha voz... Minha garganta... Dói...

Realmente estava meio rouca. Ri fracamente, isso foi de tanto gritar, culpa dele, não minha e, como se soubesse o que eu pensava, ele jogou o travesseiro num golpe certeiro.

– Foi mal, Allen. – eu disse sem conseguir deixar de rir da cara dele.

– Por isso eu pedi que parasse. – pigarreou novamente.

– Hum, mas tava bom, não tava? – perguntei acercando-me dele. Allen não afirmou nem negou, somente rejeitou meu beijo. Assanhei seu cabelo mais ainda e ele não resistiu, pulou em cima de mim bagunçando o meu.

Caímos rindo, o cansaço voltando. Aconcheguei-o contra mim, afagando seu cabelo com uma mão enquanto a outra descia por sua coxa macia. Ele empinou o queixo para cima e mordeu meu queixo. Parei de assediá-lo para puxar seu pequeno nariz. Seus orbes brilhavam e eu sorri para ele. Allen suspirou, passando a mão em meu peito, disse que me amava. Eu disse a ele que o amava também, apertando-o num abraço.

– Fiquei excitado de novo~ – cantarolei.

– Fala sério. – ele riu em zombeteio.

De repente, escutamos batidas pesadas na porta. TOC, TOC, TOC. Allen arregalou os olhos como se a pessoa fosse adentrar ao cômodo. Eu beijei sua testa antes de levantar, meu corpo pesava. Peguei minha cueca e a vesti enquanto andava em direção a porta.

– “Não pode ir atender assim!” – cochichou Allen.

– “Eu sei!” – respondi, pegando minha regata. – Droga. Onde enfiei minha bermuda?

TOC. TOC. TOC. TOCTOCTOCTOCTOCTOC.

– Já vai! – berrei impaciente, vistoriando meu quarto – Cadê?!

– Está procurando isso aqui? – perguntou Allen, rindo. Virei e vi minha bermuda em suas mãos traquinas.

– Passa pra cá! – confisquei e a vesti rapidamente. Allen pulou da cama e correu para o banheiro. Alertei-o do perigo num: Shh. Ele riu e fechou a porta. Bati em minha roupa, eu estava um trapo, mas quem liga? Abri a porta e vi Kanda parado, não consegui ser indelicado – O que você tá fazendo aqui?

– Eu que pergunto. – ele fechou a cara – O que diabos está fazendo na casa do Allen, cabeça de fósforo?

Respirei fundo, cruzando os braços para não agarrar o pescoço do fedelho cabeludo. Eu tinha que manter a calma, mesmo ele sendo irritante era amigo – senti um arrepio desagradável ao confessar isso – de Allen.

– Eu moro aqui. – disse entre dentes.

– He. Um sem teto.

Minha veia ganhou dimensão em minha testa, quase explodindo. Quem deixou aquele imbecil entrar ali?! Bufei. Merda. Era de se esperar que ele conhecesse a família Marian, afinal o retardado era amigo dele!

– Kanda. – ele semicerrou os olhos quando o chamei – Não quero criar inimizade com você por mais insuportável que seja, por Allen, é melhor “dar-nos” bem. – desenhei aspas bem perto da cara dele, queria enfiar meus dedos em seus olhos depois fechar a mão em punho para esmurrá-lo. Sim. Eu o odeio.

Kanda ignorou-me sistematicamente, tentando passar por mim. Barrei sua entrada e ele olhou o quarto com desdém. Ele deu um passo para o lado e eu também, ele voltou pra direita, segui seu compasso.

Tch. Eu sei que vocês estavam transando, seu retardado.

Ei, ele era o retardado, não eu. HÃ?! Eu ouvi bem?! Puta merda. Allen tinha dito a ele? Não, ele não diria. Kanda estava me testando ou sei lá, mais que diabos! Como ele descobriu? Um sorriso escroto adornou seus lábios e eu não parti para cima dele porque a razão falou mais alto, ou melhor, a senhora Marian apareceu no corredor falando.

– Onde está Allen, Lavi? Oh, Kanda, não precisava vir até o quarto dos garotos para buscá-lo, queira esperar lá embaixo, sim? – ela disse, sorrindo.

– O Allen tá no banho. – tentei mentir, mas eu lembrei que ele estava fardado quando começamos a nos despir, fazer isso e aquilo. Maria olhou para mim sem entender e tentou entrar no quarto, mas eu a impedi – Eu acho, quando eu tentei entrar, estava ocupado. Ele disse que tá saindo, Maria. Eu aviso a ele que a senhora o chamou.

– Obrigada, Lavi. – ela estranhou, porém não insistiu. Ufa. – E é bom mesmo ele se apressar já que Kanda veio buscá-lo na hora do intervalo.

Kanda saiu junto com Maria, rindo de mim pelas costas. Girei nos calcanhares e encontrei Allen parado em frente ao banheiro totalmente estático.

– Intervalo... – ele disse, num tom sombrio.

– Hahahaha. – sorri forçadamente, fechando a porta – Allen, você ouviu. Sua mãe e o Kanda, que engraçados, ótimos piadistas, não acha?

– Lavi... Você mentiu pra mim... – seus olhos estavam duros e sua voz era cortante, a rouquidão acentuando meu desespero, ele repetiu – Mentiu pra mim!

– Eu não menti exatamente. – sorri de nervoso. Não sabia o que fazer, comecei a expressar meu terror descontroladamente, atropelando as palavras – Olha, foi sem querer, eu juro! Juro! Allen, desculpa!

– Sem querer?! – ele pigarreou e tomou fôlego – Você mentiu, fizemos amor de uma maneira absurda – “E o parque?”, lembrei a ele. Allen corou mais ainda e continuou num tom mais raivoso: – Perdi aula por sua causa! Vou te matar!

“Fudeu.”, pensei. Aproveitei que ele estava só de toalha presa a cintura e corri porta afora.

Notas finais
Allen: LAVI *Saindo de uma porta, vestido de empregada* EU NÃO VOU REALIZAR ESSE FETICHE SEU! *Olha para o lado e nota a camera*...Oh God... Lavi: Allen, você ficou tão bem nessas roupas *sorri perversamente* Só de olhá-lo já realizou boa parte dele *vai se aproximando do albino cautelosamente e o agarra num abraço quando ele tenta fugir* Peguei você ~ Minha bela maid~ ♥ Allen: Er... I-i-i-iss-isso... *Gaguejando sem parar* So-Socorro i//i *Parecendo um pimentão* Lavi: está pedindo socorro a mim, Allen? *pega o rosto dele entre as mãos* Já, já vou te salvar ~ Mas, antes... *beija ele e o faz encostar na parede, intensificando o beijo* ~ Allen: *O empurra e olha para a camera* Gente, até, esperamos comentários e... Socorro T_T Lavi: até, leitoras, queridas. *acena pra câmera, atrás do desesperado* Enquanto o SOS não chega, vamos, Allen *pega a mão dele e beija o dorso* Você tem que me servir agora~ ♥