Four Seasons
4 Capítulo 04 – Natsu#
Notas iniciais
Allen (vestido de gato): Ah! Olá a todos e... Por que ainda estamos assim mesmo? o_õ
Lavi (coelho): foi um pedido das autoras. *beija a bochecha de Allen* Além do que, acabamos de nos atracar no jardim suspenso e não deu tempo da gente se trocar. *dá um lindo sorriso*
Allen (gato): Er... Er... *Fica um pimentão* Bem... ER... Bem, esperamos que gostem do capitulo e aproveitem bastante, lembrem-se que adoramos cada uma de vocês e... Lavi... Pare de falar coisas assim nas notas... Ah! Eu tinha prometido... *dá beijo na bochecha de Lavi* Pronto, esotu retribuindo >_>"
Lavi (coelho): sim, adoramos vocês. Aw, não faça isso como obrigação, Allen. -3- Enfim *suspira* Boa leitura a todos. ;D
Allen (gato): ... *Dá outro beijo nele* Eu faço por que gosto u//u
Bem, boa leitura a todos ;D
Lavi (coelho): isso mesmo, faça por amor. *pisca pra ele* Até, lindas. Vou me pegar com o Allen e volto nas notas finais. *pega o gato no colo e sai do camarim*
– Allen~ ♥ – Eu disse, correndo atrás dele – Vem cá seu gatinho teimoso.
– S-sai pra lá seu... Seu coelho tarado! – gritou, extremamente corado.
Estávamos no andar superior da casa de Allen, ninguém iria nos atrapalhar ali, no jardim suspenso. Sorri perversamente, assustando-o. Indefeso, ele encolheu-se no canto.
– Sério, Lavi. M-me deixa em paz!
– Não mesmo~ – sorri, cercando-o no canto – Eu quero ver seu rosto direito e tirar fotos...
– UGH! Não! Não se aproxime! Ou eu vou... Arranhá-lo...? – Ele bateu no meu peito com as patinhas de gato – Por favor, não. – E fez uma carinha de dar pena.
Mas, eu não iria cair nessa. Tirei a primeira foto.
– Perfeito! – focalizei o rosto dele novamente – Prometo recompensa depois dessa sessão maravilhosa~ ♥
– Você é sádico! – apontou pra mim e tirei uma foto – Não acredito! – colocou as mãos na cintura e tirei outra – Quer parar com isso, seu coelho metido?! – fez cara de mal e tirei novamente – Sorte que não tem flash... Se não já estaria cego... – Olhou pro lado com tédio e tirei a última.
– Pronto. Agora, vamos nos amar! – pulei em cima dele, abraçando-o – Sabe que eu te amo, né?
– Não diga isso da boca pra fora.
– Quem disse que é da boca pra fora? – peguei seu rosto entre minhas... Patas – O que ‘cê acha de um sexo animal pra provar o contrário, hein?
Allen corou bastante e recebi um nocaute no estômago. Eu tava brincando, mas ia chegar o dia que eu não me aguentaria... Sexo faz parte do relacionamento...
Horas atrás, estávamos reunidos na sala de estar da mansão Marian, provando roupas de festa a fantasia. Mamãe e seu estranho hobby, ela deveria só trabalhar como dona-de-casa. Preciso mesmo dizer que Allen ficou fofo na fantasia de gatinho? Pois é, ficou uma graça. Tirei fotos a mando de Maria. Claro que ele ficou irritado, mas eu estava cumprindo ordens de uma superior, fazer o quê?
Depois do irritado Allen em trajes de gato e um jantar, viajamos de avião para Yokohama, cidade litorânea situada na costa leste do Japão, não muito longe de casa.
Estamos hospedados na casa de veraneio da família Marian, uma mansão menor feita de madeira cedro. Não é nova como mansão principal, sem pilares de mármore, paredes de cores claras ou extenso jardim com degrais de granito, mas é tão luxuosa quanto. Nem é rústica, apenas tem aspecto gasto devido a maresia, o que a torna mais atraente são os jardins suspensos no segundo andar, piscina e fica aos pés do mar.
Eu chamaria esse lugar de paraíso particular, pela vegetação vasta, as formações rochosas escuras, dunas de areia branca e o mar é de um azul profundo. Paisagens transmitem certa paz, mas eu gosto mesmo é de tirar fotos das pessoas, traz aquela ideia de movimento, sentimento.
Observei o nascer da lua, as nuvens escuras que tentavam encobrir sua beleza, o mar calmo ao longe. Olhei as rochas que desciam adentrando no mar, em cima delas teria uma vista melhor. Subi o rochedo, o vento frio castigava-me pelas roupas leves, mas a sensação era gostosa. O dia era ensolarado e quente, a noite fria. A escalada foi rápida, emocionante até para um falso alpinista. Olhei para baixo, deveria estar a uns cinco a sete metros da terra firme.
Peguei minha câmera guardada na bolsa, foquei o melhor ângulo, tiraria uma boa foto. Mar e lua cheia, grande e amarela... Que combinação maravilhosa. Observei a visão privilegiada fora das lentes,enquadrei, testei de vários ângulos e tirei uma foto vindo da direita. Olhei a imagem e comparei a real, esplêndido.
– Ei...Apague... Aquelas fotos... Lavi!
Virei para trás e vi o chibi-tan acenar rochedo abaixo. Deve ter vindo da mansão correndo, estava com a respiração descompensada e o rosto corado. Foquei a câmera nele e tirei uma foto. Allen pegou ar e gritou:
– Não me ignore... Apague tudo!
– Nem que me pagasse. – Eu disse,rindo.
– Não tem jeito, então – Ele fez uma breve pausa – Vou subir aí e apagar todas.
Allen ainda estava muito irritado com as fotos de gatinho, também não é pra menos, Maria pediu todas as possíveis e imagináveis fotos.
– Desencana, elas estão ótimas. Viu a lua como tá linda? – Apontei para a vista magnifica com o queixo.
Ele fechou a cara, como se dissesse “não mude de assunto”, abanei com a cabeça, fazendo-o desistir. Bufou e olhou para a vista além mar. Aos poucos, ele mudou de expressão de raiva para maravilhado. Sentou na beira da praia, parecia sorrir para o desenho da natureza a sua frente. Desci da rocha, ganhando um arranhão no joelho esquerdo. Xinguei momentaneamente, bati com a mão, ia ficar melhor.
– Tirei uma ótima foto – Disse, sentando ao seu lado.
– Paisagens assim me fascinam...
É, pude notar o fascínio nos olhos dele. Mostrei a foto que capturei e Allen ficou comparando as duas. Era engraçado vê-lo se empolgar, coisas simples cativam bastante esse garoto.
– Incrível. É a mesma imagem só que na fotografia parece... Mágico.
Sorri, evitando o constrangimento. Magia é a capacidade de mudar ou transformar algo. Se minhas fotos conseguirem arrancar elogios bons como esse, continuo a acreditar no meu sonho. Cavei a areia fofa com os dedos dos pés.
– Fotógrafos tem que pegar o melhor ângulo – Deitei, apoiando a cabeça sobre meus braços – De preferência o melhor, aquele ângulo que possibilita as pessoas admirarem a imagem com mais detalhes... Mais realidade...
– Acho que entendo isso... – Sorriu para a imagem.
O rosto dele de perfil, o cabelo em desalinho pelo vento fraco... Minha mão formigou e eu apertei-a de encontro meu cabelo. Eu tenho que me segurar, ele vai acabar me achando um tarado de tanto que o agarro. Aculpa não é minha, mas eu tenho que me controlar, droga! Não conseguia mais olhar a lua, nem escutar o quebrar das ondas, tudo que eu via agora era ele e sentia uma imensa vontade de tocá-lo...
– Allen...
Ele virou para mim, com uma expressão vazia. Levantei e, por impulso, fui de encontro ao rosto dele. Rocei meu polegar contra seus lábios, deslizando minha mão do queixo para sua nuca, enroscando meus dedos nos seus fios. De repente, senti um pinicar joelho, depois, ardência.
– Ai, droga! – resmunguei.
– Você se machucou enquanto descia?! – Ele perguntou, mais chocado com meu descuido que com o corte.
–É. Vou ficar bem é só um cortezinho. Ha, ha. – Agarrei minha perna, puxando-a para perto, assoprei o machucado.– Vou limpar no mar, dizem que o sal ajuda na cicatrização.
– Hã?! – Ele piscou, parece que não duvidava da minha ideia, ruborizou um pouco, porém manteve o olhar firme no meu. Continuei brincando com ele.
– Se você for cuidar de mim, posso mudar de ideia.
– Pare com essas brincadeiras. – Ele pediu, sério.
– Desculpa. – Peguei sua mão e beijei o dorso da mesma – Cuide de mim, por favor.
– Você... – Calou-se, desviando o olhar. Ajoelhou-se, tirou um lenço de dentro do bolso e amarrou-o no meu joelho. – Você nunca parece sério.
–Você percebeu que eu falei sério... – Recebi um aperto demasiado – Ai, Allen! Vai devagar aí.
– Me senti incomodado, por isso pedi que parasse.
– Não gosta de mim como eu gosto de você? – Ele olhou para mim.
– Eu gosto de você, mas isso tudo... É muito confuso...
– Sei, também fico confuso. – Acerquei-me e peguei seu rosto, afagando suas bochechas com os polegares. – O quanto posso me aproximar de você sem ser rejeitado?
– Lavi...
– Foi difícil pra mim perceber o que eu sentia por você. Passei um tempo mal, sentia meu peito revirado e minha cabeça totalmente bagunçada. Então, pensei: “ah, isso deve ser amor...” – Allen arqueou as sobrancelhas, parecia não acreditar em minhas palavras.– Dói quando estou perto de você, só que longe dói mais ainda...
Ele baixou os olhos, envergonhado. Eu falava com dificuldade, porém não iria desistir de tentar colocar em palavras o meu sentimento por ele, não queria perdê-lo. Respirei fundo, tentando acalmar meu estúpido coração.
– E não tinha percebido antes porque não tava acreditando... Nunca pensei que amaria de novo, nem em sonho. Eu pensava assim, até te conhecer. –Escondi minha cabeça nos joelhos, sem controle das palavras – Só penso em você, no que tá fazendo... Não consigo me segurar, te beijei porque... Quero você como nunca quis outra pessoa... – Meu coração parecia querer quebrar minhas caixa torácica, eu amava e estava falando coisas desconexas, tentando achar as palavras certas em meio a um turbilhão que surgiam e confundiam minha mente.
Silêncio, somente o som do mar ao fundo. Levantei a cabeça, será que ele tinha ouvido tudo ou eu tava sozinho? Allen parecia petrificado, sentado a minha frente, num tom de pele escarlate, os olhos grandes, inquietos. Ele pediu um tempo, desculpou-se, virou de costas e saiu correndo, deixando apenas marcas na areia fina.
Olhei para a lua solitária, fui um tanto egoísta, despejando tudo o que tinha dentro de mim nele. Suspirei, eu comecei a gostar dele, eu tinha me declarado, é o fora foi justo. Voltei para a casa, estava vazia como eu. Descalcei-me, entrei na casa e fui recepcionado pela minha mãe. Ela me guiou até o andar de cima, disse que meu quarto seria o mesmo que o do Allen, o dela e do papai seria no andar abaixo, junto com Maria e Cross.
– Um quarto pra quatro pessoas?
– Hã? Não, não. – Ela riu. – Cada casal num quarto. Eles ficam no primeiro andar, corredor a esquerda da escada. Sua mala já está no quarto e seus pertences guardados do lado direito do armário. Essa família tem centenas de empregados, mal deixam eu fazer as coisas por mim mesma.
Jane passou a mão nos meus cabelos, despedindo-se com um “boa noite”. Apressou o passo, deixando-me só com meus pensamentos. Allen não deve ter gostado da ideia de dormir comigo. Bati na porta, ele permitiu que eu entrasse, fechei a porta atrás de mim. Ele estava sentado, lendo um livro de literatura japonesa. Entrei no banheiro, tomei uma ducha de água fria e vesti meu pijama.
– Vamos dormir juntos. – Brinquei, enxugando meu cabelo na toalha.
– Tem bastante espaço na cama. Você do seu lado, eu do meu. – Ele disse, fechando o livro e desligando o abajur. –Se quiser, providencio um colchão de ar.
– Tudo bem, não vou invadir seu lado da cama. – Ri, sem humor algum. – Você pensou sobre o que eu disse?
Devagar, ele colocou o livro sobre a cabeceira, puxou as cobertas, cobrindo até a cabeça. Guardei a toalha dentro do banheiro, ainda esperando. Escovei os dentes, olhei para a cama. Allen estava escondido, sentei do meu lado da cama e invadi o espaço dele, puxando as cobertas de cima dele.
– Desculpa por sair correndo, desculpa por não dizer nada, desculpa... Por tudo! – Ele fechou os olhos, escondendo o rosto com as mãos. Nem parecia a mesma pessoa que disse como príncipe: “Providencio um colchão de ar”.
– Você já tinha se desculpado. – Encostei minha cabeça no travesseiro, rindo. – Queria saber se aceita meus sentimentos. – Engoli em seco e virei-me para ele. – Quer namorar comigo?
– Ah, eu... – Corou muito, depois bastante. – E-eu vou responder, só peço mais um tempinho...
– Não posso esperar mais, Allen-chan... Só diga “sim” ou “não”.
– N-não... Espera, não é isso! Eu gosto de você, gosto muito, muito mesmo. Não soube o que dizer, foi a primeira vez que alguém disse que gostava de mim... – Olhou fixamente para mim, uma mão apertava o travesseiro, a outra as cobertas.
– “Sim” ou “não”? – repeti calmamente, segurando-me para não atacá-lo.
– Sim... – Respondeu, soltando a respiração presa.
Envolvendo-o pela cintura, trouxe-o para perto de mim, abracei seu corpo e encostei meu queixo sobre sua cabeça. Um cheiro de lavanda preencheu meus pulmões, aquele era o cheiro de Allen. Apertei-o contra o peito, feliz por amá-lo. Afastei-me um pouco, ele estava sorrindo, segurei seu rosto e beijei a estrela sobre sua testa, depois, sua bochecha esquerda e finalmente os lábios.
– Eu te amo. – Agarrei-me a ele de novo, era meu.
– Também te amo... – Ele fechou os olhos, dei um último beijo, sobre seu nariz. Ele sorriu, aconchegando-se na curva do meu ombro. – Boa noite, Lavi.
– Boa noite, meu amor. – Fiz Allen adormecer, acariciando sua nuca. Dormi muito tempo depois, pois assim como tê-lo distante era meu martírio, tê-lo perto demais também o era, quando seria nossa primeira vez, hein?
Notas finais
Allen: Olá de novo... *Olha para autoras sentadas no cantinho discutindo algo* MENINAS, ME AJUDEM, ELE VAI FAZER COMIGO DE NOVO DEPOIS DESSAS NOTAS ;-;
Lavi: *puxa a cadeira pra Allen e o faz sentar* amor, deveria não falar nosso segredo pras leitoras~ *puxa mecha do cabelo dele e olha para todas as presentes* A verdade é que sempre fazemos DE NOVO antes e depois das duas notas~ ♥
Hakura: Hm... Então foram vocês que quebraram a minha cama e a da U-chan? *Olha para os dois*
Allen: ... Ai meu senhor ;///; *Parecendo um tomatinho*
Lavi: hum, aquela cama enferrujada- *tem a boca tapada por Allen* 'x'
U.: ao contrário, era uma cama inteiramente NOVA! *bufa* Oh, olá, pessoas~ *acena pras leitoras* x3
Hakura: Meninos, não discutam, agradeçam aos reviews como bons meninos e PAREM, de usar nossas camas para fazer coisas. Se eu encontrar novamente minha cama caída no chão e quebrada na metade, eu castro o senhor Lavi e_é
Allen: Eu falei para ele não usar a cama de vocês... *Se faz de santo* u-u
Lavi: por que só EU?! Castrem o Allen também! *aponta pra Allen* Ele me provocou, ele... *olha pras leitoras* Hm, é segredo. *cruza os braços* u-ú
U.: fala sério, o Allen é um santo, Lavicchi. *olha pra Allen* Ahm, se bem que pessoas boazinhas sempre guardam um lado um tanto que *pigarro* né? E-E
Hakura: Não vou castrar ele... *Olha para Allen* SUA COISA FOFA ♥ *Abraça o albino* Mas o Lavi e_é *Olha feio* Bem, agradeçam logo os reviews e se despessam. u_u
Allen: Ok, ok... *Sendo abraçado* Obrigado a todos por ler e comentar, e por estarem acompanhando, até a todos e esperamos vocês até o fim disso tudo o/
Lavi: hmmm~ Concordo com a Uki-chan. Elas não sabem como Allen é de verdade. E-E *sorri* Obrigado e continuem nos suportando até o final. *manda beijo pra elas*
U.: Bem, bem. Elas verão nos próximos capítulos. Ei, eu agradeço a todas também~ Obrigada, obrigada, obrigada! Mandaremos Allen e Lavi responderem os reviews bonitinho. 'Té. ♥
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