Four Hearts

3 Capítulo 3 Fire


Notas iniciais
Corações e chamas, novas formas de ver o mundo e sentir toda adrenalina, quando o fogo está quase no fim, é nos braços ou em um colo de amigo que a chama continua acesa.

As semanas foram passando e o começo das aulas estava cada vez mais próximo, o clima na casa dos Leoni não estava nos seus melhores dias, o pai de Blaine ainda não tinha falado com ele e os cafés das manhãs eram tomados por um silencio ou até mesmo pela ausência de Blaine que só ia tomar seu café da manhã depois que seu pai fosse às reuniões de negócios, mesmo com Marley do seu lado ele sentia saudades de Santana que sempre sabia animar ele do jeito dela e já fazia um ano que eles não se viam e o contato era só por celular ou internet. Enquanto Blaine pensava em Santana ela foi acordada por uns barulhos de caminhões na rua onde ela morava, ela levanta da sua cama e vai até a janela do seu quarto e observa que alguém chegou de mudança na casa de frente a sua, ela coloca uma roupa mais adequada e desce e logo vai para a rua.

Santana – Mas que porra é essa? Ninguém mais pode dormir sem silêncio neste país, isso lá são horas de se mudar – Ela leva um susto com alguém que toca seu ombro.

Finn – Mocinha já são 10h da manhã, gente normal se acorda ás 8h – Dá um sorriso

Santana – Bom dia pra você também Finn, eu sou diferente meu querido, eu sou uma líder de torcida e preciso descansar 13 horas da minha beleza, agora terei que fazer compras pra compensar meu sono perdido.

Finn – Como consegue dormir 13 horas sua preguiça?

Santana – Quem tem algo chamado cartão de crédito e uma mãe como a minha pode dormir até dizer chega, e outra, eu sou rica meu bem, casarei linda com algum gatinho do condomínio de mansão que meu amigo mora, serei sustentada.

Finn – Volta Santana, volta! Deixa eu ir que vou jogar uns rachas com os amigos.

Santana — ei espera ai, quem são eles que estão de mudando pra cá?

Finn – Fiquei sabendo que são de Brasília.

Santana – Nossa, esses políticos estão se escondendo cada vez mais longe.

Finn – Acho que não.

Santana – você é muito lesado, por isso... Tem que ser igual a mim u.u Olha pra mim, sou a principal das lideres de torcida.

Finn – E eu sou capitão do time do Futsal e Futebol, e vem cá, você ainda não foi expulsa do colégio ainda não? Pensei que depois que você transou na sala do diretor com o capitão de lá você seria expulsa.

Santana – A gente não transou, foi só uns pegas enquanto estávamos esperando o diretor.

Finn – É porque não deu tempo mesmo, olha santana a menina está vindo em nossa direção.

Santana – Ela deveria ajeitar isso que chama de cabelo – cruza os braços

Finn – Seja educada, não me faz passar vergonha e ela é linda.

Santana – Homens não podem ver um rabo de saia que fica já de 4.

Rachel – Olá, eu me chamo Rachel – estende a mão pra Santana e Finn que se apresentam – acabei de me mudar.

Santana – É, eu senti quando acordei de manhã com barulhos lindos.

Rachel – Como?

Finn – Nada não, ela está brincando, então seja bem vinda Rachel.

Rachel – Muito obrigada e espero que a gente se veja mais vezes, agora vou conhecer minha escola, é a The Elite, meus pais disse que é uma ótima escola e que vale muito apena.

Santana – Mais uma dessa escola.

Finn – não liga pra ela não, é que o colégio dela apanha do nosso, se é que ela ainda tem escola, mas eu sou de lá, vamos estudar na mesma escola, você vai se amarrar, é muito puxado, mas é bom.

Rachel – Foi um prazer conhecê-los, agora eu tenho que ir, vou ajudar meus pais com as coisas, vocês são adoráveis

Santana – Bye bye

Finn – Até breve – acena pra Rachel que vai se afastando até atravessar a rua.

Santana – Vocês homens são patéticos, fecha a boca se não entra mosca – Bate no queixo dele.

Finn – Para com isso, você pensa muito besteira, eu não não não.

Santana – Ta ta ta, agora deixa eu entrar que tenho compras pra fazer e já dispensei meu tempo com os dois, bye bye – ela entra e fecha o portão, Finn então recebe uma mensagem de sua mãe e volta pra casa rapidamente, quando ele chega vai direto para o quarto de seus pais. O pai de Finn estava com um tumor no cérebro e estava tomando medicamentos fortes para não poder passar por cirurgia, alem disso seria uma fortuna, Dona Rosa mãe de Finn assumiu os negócios da família, já que seu pai Manuel estava impossibilitado de tocar os negócios para frente, eles eram dono de uma empresa de tecidos que exportava para outros países, Rosa deixou seu trabalho para virar dona de casa e voltou um pouco desatualizada, os tempos não estavam nada fácil e gastos foram cortados para que não se gastasse tanto em medicamentos, dispensaram o motorista e ficaram só com a empregada, os lucros davam pra despesas, mas muitas coisas foram cortadas, Rosa não conseguia dar conta de tudo só, mas ela tentava, perdeu alguns contratos e outras empresa entenderam a situação de sua família, Sr.Emanuel já estava na fila de espera de uma cirurgia pelo SUS, Finn saberia que seu pai poderia morrer a qualquer momento, o quarto estava com aparelhos que indicava a situação dele, mesmo com tudo isso a Fé deles era grande e saberia que passariam por essa fase.

Finn – O que aconteceu mãe?

Rosa – Preciso que fique com o seu pai, eu tenho uma reunião hoje pela tarde com os empresários do México e é muito importante, sei que tinha seus compromissos, só que você tem que ficar com o seu pai, acabei esquecendo mesmo, me desculpa.

Finn – Tudo bem mãe, vai lá, não era nada de importante, pode deixar que eu fico com ele.

Rosa – Hoje a Vanda vai chegar um pouco tarde, ela foi resolver uns problemas, mas quando ela chegar avisa pra ela fazer a dieta do seu pai e o seu almoço.

Finn – Ok mãe, já está na hora.

Rosa – Obrigada meu anjo – Se despede de seu filho e do seu marido que se encontrava dormindo, e foi para a reunião com seu coração de dona de casa bem apertado. Enquanto isso Finn senta do lado da cama que seu pai se encontra dormindo.

Finn – Vai dar tudo certo meu pai, pode acreditar – segura na mão de seu pai e ali fica. Enquanto isso na casa de Santana ela se arruma pra ir ao shopping, enquanto se arruma sua empregada que foi sua baba entra no quarto.

Maria – Vai sair meu anjo?

Santana – Vou sim, sozinha como sempre, sabe como é, desde que meu pai deixou minha mãe ela não faz outra coisa do que não ser nada além de remédios e dormir, preciso esquecer disso um pouco, estou tão farta de tudo isso

Maria – Ela amava seu pai minha querida, entenda ela.

Santana – E o amor que ela sente por mim? Se foi no dia que meu pai nos deixou? Esse tipo de amor eu to fora, não quero ser refém de um sentimento que fode com as cabeças das pessoas. Agora eu tenho que ir, as aulas começam amanhã e eu tenho que comprar uns sapatos, roupas e jóias, se ela perguntar por mim, que creio que é impossível diga ela que vou demorar, vou visitar meu amigo Blaine.

Maria – Pode deixar meu amor, Deus te guie – Santana então pegou um taxi e foi para o shopping, ao chegar ela andou pelos largos corredores do shopping rodeados de vitrines com lojas caríssimas e bem famosas, estava andando e olhando aqueles sapatos que lhe encantava, comprou sapatos, blusas, vestidos, relógios, e entre outras coisas, estava sentindo um pouco só, a situação de sua vida estava queimando ela por dentro, passou a fazer coisas como beber, fumar e sexo sem compromisso para esquecer todo o tormento que estava vivendo, ao sair ela pegou um táxi e foi para a casa de Blaine, no caminho ela tragou uns cinco cigarros, naquela tarde ela usava uma saia de couro preta com uma blusa de decote, um cordão grande com um relógio folheado a ouro, suas pernas estava escondida pelo meão preto e sua boca cano curto, seus cabelos estava de lado deixando a lateral da cabeça como tivesse raspado, mas era apenas um penteado. Estava um pouco atrasada e ligou pra Blaine dizendo que chegaria um pouco tarde, depois dos 5 cigarros o táxi chega na portaria das mansões e ela desce e pede ao segurança avisar que ela tinha chegado. Então ele liga pra mansão onde Blaine mora.

Segurança – Oi,dona Cleide avise para o senhor Blaine que tem uma moça chamada Santana aqui na portaria.

Cleide – Pode deixar ela entrar, é amiga dele.

Segurança – A senhorita pode entrar, já sabe aonde é não é?

Santana – Sei sim obrigada – Então ela vai andando por um curto caminho, porém muito luxuoso, com palmeiras, arvores cortadas com cortes de animais, uma cascata artificial e no meio do caminho ela cruza com Sue.

Sue – Ainda quero saber o que você está fazendo aqui, não sei como a segurança autoriza a entrada de certas pessoas como você, não sabe nem ao menos se comportar, olha que roupas são essas? Você não tem espelho minha querida? Você parece uma vela de terreiro toda de preto assim, você precisa de ajuda, realmente eu não posso te ajudar, do contrário...

Blaine – Do contrário o que Sue? Fala, olha... Na minha casa entra até um carrapato se eu deixar, quem você pensa que é? Não é melhor que ninguém, engula essa sua arrogância, você é uma pessoa triste, ver se cresce, nunca mais ouse a falar assim com ela, não esqueça que de onde você veio era precisa catar no lixo – Então ele segura na mão de Santana e leva para dentro de casa.

Santana – Obrigada, eu sei me defender, mas hoje eu estou tão fraca.

Blaine – Vamos para o meu quarto, lá conversamos – Então os dois vão para o quarto e ao chegar Santana desabafa tudo, as coisas que Blaine sabe, mas que ele sempre estaria lá pra escutar ela mil vezes, ao acabar ela chorou e ele deitou ela no colo dele, ficaram um bom tempo em silêncio e isso era o suficiente pra ela se sentir melhor.

Santana – Obrigada meu príncipe por me escutar, mas nem perguntei, que estúpida eu sou, e como vai por aqui? E aonde vai estudar?

Blaine – Vai do mesmo jeito, meu pai mal me olha, mas estou suportando e evitando cruzar com ele, e vou estudar no The Elite, começa amanhã e eu não estou me sentindo bem, minha sorte é que Marley conseguiu a Bolsa dela, ela estudou tanto que conseguiu um milagre, ela foi aprovada com 100% da prova, ela ficou muito feliz e eu por ela, ela sempre foi muito inteligente, agora terei uma cola amiga – Risos

Santana – Marley merece mesmo, sei que vocês são bem amigos, ao menos você tem alguém na hora que precisa, sabe, você tem sorte por ter uma mãe como a sua, mesmo que seu pai seja um idiota, essas coisas, você tem ela por você.

Blaine – E você tem a sua mãe, mas ela tem que se recuperar e você tem que ajudar, você tem a Maria e isso também é alguém e você tem esse galã aqui dos olhos verdes pra lhe proteger – Aperta o nariz dela.

Santana – Então já está na minha hora, tenho que ir.

Blaine — Vou pedir o César pra lhe deixar e aproveito e vou com você, quero sair um pouco.

Santana – Ah eu aceito, a carona e você, então vamos – Blaine pede Cleide para César preparar o carro e depois de alguns minutos ele está pronto, logo eles partem em direção a casa de Santana, no meio do caminho eles brincam muito e vão trocando informações sobre variados assuntos. Depois de uns 30 minutos por causa do transito eles chegam, Blaine desce do carro e dá um abraço em Santana e ajuda a tirar as sacolas de compras do carro e se despede, e antes de César abrir a porta pra ele, ele ver Finn e algo dentro dele acontece, uma espécie de explosão inesperada, como aquele pressentimento voltasse, ele não conhecia Finn e nem Finn conhecia ele, então Blaine entra no carro e vai embora, Santana se aproxima de Finn.

Finn – Que maquina em, realmente você achou o cara certo, quem era?

Santana – engraçadinho, é meu amigo Blaine, ele mora na mansão Hiltons, apesar de ser um herdeiro de uma fortuna, o dinheiro não subiu na cabeça dele, ele é bem bacana.

Finn – Eu notei quando vi ele, tem algo nele que sei lá, parece ser gente boa.

Santana – E ele é sim, Finn desculpa por hoje mais cedo, estou com muitos problemas, e eu sei que você também, sorry, como seu pai está?

Finn – Tudo bem, sei que falou da boca pra fora, ele está na mesma, hoje graças a Deus ele não teve nem uma crise, mas sempre estamos atentos

Santana – Isso vai passar, pode ter certeza, eu vou torcer pra que dê certo, agora deixa eu entrar que eu estou morta, vou tomar um banho e vou dormir, amanhã começa tudo de novo, se cuida – Ela se despede e entra dentro de casa.

Finn – Se cuida morena – Ele entra dentro de casa e vai para o seu quarto, pega a lista já feita de todos os dias de aulas e matérias, organiza os livros na mochila, separa a farda de camisa social branca com suspensório vermelho, um casaco com o símbolo da escola e a calça preta. Ao chegar em casa Blaine vai até a sala de Jantar e encontra Cleide retirando tudo.

Blaine – Meu pai não comeu em casa?

Cleide – Não, tanta comida vai estragar, sua mãe ligou dizendo que ficaria no hospital e seu pai saiu, foi na casa de uns amigos.

Blaine – Não sei como ele chama aquilo de amigos – Enfim eu vou comer.

Cleide – Vou deixar aqui na mesa e quando acabar me avisa.

Blaine – Claro que não, vamos comer isso na cozinha, eu você e a Marley, não quero comer só, e se não comerem comigo eu vou dormir com fome, viu?

Cleide – Ai que menino atentado Deus, tem como dizer não pra este menino?

Blaine – Vamos logo e deixa de reclamar criatura – Então eles vão pra cozinha e comem em uma grande mesa redonda com um jarro de flores grande no centro, o jantar foi bem divertido – E ai Marley gostou da farda?

Marley – Ah, eu gostei, é uma saia até os joelhos cinza escura, com uma blusa social de mangas longas e uma gravata vermelha com branca, e um colete.

Blaine – Detestei a minha, mas tudo bem, a gente supera – Eles deram muitas risadas, Blaine então foi para seu quarto, tomou um banho, escovou os dentes e colocou seu pijama, deitou lentamente na cama e ligou o ar condicionado, estava ainda pensativo, mas logo dormiu, assim com Blaine fez sua rotina, Marley e Cleide também foram para seus aposentos e dormiram, foram dormir cedo já que as aulas para todos começaria amanhã.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.