Fotos que Contam uma História – Ichigo e Orihime
7 Próxima Geração
Notas iniciais
Ichigo terminava mais uma aula na Academia de Artes espirituais. Hoje havia sido o dia de aula dos alunos do primeiro ano e muitas instruções e dicas foram passadas, além de perguntas evitadas – ele já havia se acostumado aos alunos ouvirem boatos sobre suas atividades e quererem ouvir histórias das mesmas, criando a regra de que estes questionamentos eram proibidos durante suas aulas.
Saindo da Academia, foi treinar com Renji. Estavam devendo uma prática para suas Zampaktous e, enquanto se ocupavam, Orihime e Rukia conversavam nos jardins da 13ª Divisão. Rukia estava com ordem de redução de tarefas no esquadrão, mesmo sendo uma capitã agora, e Orihime de licença do trabalho, já que ambas estavam grávidas.
— Rukia, quanto tempo falta para você? – Orihime e ela sabiam que Renji e Ichigo iriam demorar no treino.
— Mais dois meses ainda. – ela acariciava a barriga – Para você falta só um mês, certo?
— Sim. – Orihime sorria animada, rindo sem motivo na sequência – Você vai ser um garotinho muito enérgico.
— Orihime? – Rukia não entendeu.
— É que ele se meche bastante, bem mais que o normal na opinião do Ryuken-san e do Ishida-kun. – os dois eram responsáveis por fazer os check-ups dela, afinal – E os dois já confirmaram que ele vai ter uma boa dose de reiatsu desde o começo, para que eu e o Ichigo fiquemos atentos aos riscos.
— Bem, ele é o filho de vocês, afinal. – Rukia sabia que não haviam argumentos ali, pois os dois eram seres espirituais bem fortes – Embora não possa dizer muita coisa sobre isso. – ela riu olhando para sua barriga.
— A sua também!? – Orihime estava surpresa.
— Sim. O quarto esquadrão já confirmou e Renji e eu estamos pensando em recomenda-la para aprendiz nas 13 Divisões, dependendo de como isso progredir com os anos.
— Seria bom se os dois fossem amigos e pudessem treinar juntos. – Orihime imaginava como seria se seus filhos fossem tão companheiros quanto eles.
— Desde que eles não treinem tentando se matar como o Ichigo e o Renji fazem. – as duas começaram a rir alto e descontroladas da piada, já que os treinos dos maridos eram realmente destrutivos e perigosos, sempre com repercussões em diferentes escalas.
— Mesmo que os dois não sejam Shinigamis ou Quincys, vamos ter que ensina-los a controlar seus poderes por segurança. – Orihime estava séria sobre isso.
— Com toda certeza. – Rukia admitia a importância do assunto – Embora ainda esteja curiosa para saber como faremos isso com crianças tão jovens. Vocês já têm algum plano?
— Nem um! Mas estamos aceitando sugestões. – elas riam cada vez mais conforme imaginavam o que fariam com seus filhos neste quesito e extrapolavam ideias aleatórias.
As duas ainda riram e conversaram por horas até Renji e Ichigo voltarem. Renji iria ajudar a finalizar algumas tarefas do 13º Esquadrão que apenas Rukia, como capitã, podia lidar e Ichigo levaria Orihime para casa – se perdesse o jantar que Yuzu estava preparando para comemorar que faltava só mais um mês, ela ficaria chateada.
Descendo na cidade, ele se abaixava para que Orihime pudesse descer de suas costas tranquilamente – Ichigo a carregaria nos braços sem problemas, mas não era confortável para ela. Indo para a porta de casa o casal conversava.
— Ele vai ser muito enérgico mesmo. – Ichigo ria.
— Você sentiu? – ela estava em suas costas, obviamente, e, sem Zangetsu lá, o contato com sua barriga estava livre.
— O caminho inteiro! – ele riu mais – Tem certeza de que você está bem? – com o filho se movendo tanto, não podia ser que ela não sentia nenhum desconforto em algum momento.
— Está tudo bem sim. Isso significa de que ele está bem, afinal. – ela sorria e os dois já estavam entrando em casa, quando foram interrompidos.
— Bem vindo de volta, meu neto! – Ishin veio descontrolado para a entrada, tirando fotos do casal e da barriga de Orihime; até Ichigo lhe virar um chute no estômago, para que a deixasse me paz.
— Você está bem? – ele viu o como ela se assustou com a aproximação de Ishin.
— Estou. – ela sabia o como ele estava animado pelo neto e não via problemas nisso, mas sua condição não permitia que desviasse de seus ataques de felicidade.
— Eu vou ser avô! – ele se levantou o melhor que pôde e continuou eufórico.
— Você tem idade para ele ser seu tataraneto, no mínimo, já! – ele recebeu um soco de Karin na cabeça – Pare de gritar e incomodar os vizinhos! – suas palavras fizeram com que todos rissem.
O casal entrou, Karin ajudou a colocar a mesa, Ichigo foi arrumar alguns móveis novamente bagunçados das crises do pai e Yuzu terminava o jantar. A família aproveitou o jantar e, enquanto a noite ainda se estendia, Ichigo sentou-se no sofá com Orihime em seu colo.
— Mais uma foto! – o pai já aparecia de trás do sofá com a câmera, querendo mais uma foto do casal.
— Chega de fotos pai! – Ichigo não sabia mais quantas ele já tinha tirado desde que descobriram a gravidez de Orihime; lembrando-se, inclusive, do alvoroço que causou no quarto do hospital de Ryuken, quando receberam a notícia, o que resultou em ele levando alguns tiros do mesmo.
— Good Job, Ichigo! – Ishin já ficava com o rosto vermelho e formava lágrimas nos olhos, enquanto contendo sua animação e fazendo um sinal positivo.
— Eu sei. – Ichigo cedeu e sorriu, sabendo o quão feliz ele realmente estava por aquilo e que, assim que a notícia saiu, ele foi contar para Masaki, no cemitério da cidade, fazendo ele e as irmãs terem que ir lá busca-lo.
Enquanto isso, as irmãs estavam se divertindo checando os movimentos do bebê – ao menos Yuzu estava. Ela contava seus movimentos divertida e curiosa, enquanto Karin estava surpresa em o quanto ele conseguia se mover ainda sem ter nascido e nas sensações que passava. A sensibilidade espiritual de Karin era muito boa e, com os treinos que vinha recebendo, já podia notar sem dificuldades os poderes do sobrinho a caminho.
Com a data se aproximando, Orihime já foi para o hospital, onde Ryuken, Uryu, Tesai e Hachi trataram de armar algumas barreiras de segurança. Segurar sua reiatsu, nas últimas semanas, estava difícil e seria ainda mais quando ela desse a luz, então tomaram algumas precauções – além de não poderem esquecer que o bebê em questão dividiria a capacidade espiritual de Ichigo com a dela, dando mais do que motivo suficiente para se precaverem.
O pequeno que nasceu foi nomeado de Kurosaki Kazui. Um menino a cara de Ichigo e realmente com uma reiatsu evidente. O pequeno tinha muita energia para gastar e faze-lo dormir era bem difícil, mas o casal encontrou uma solução! Tendo que vigia-lo, Orihime não treinava muito, mas os personagens de seus poderes podiam ajudar a manter seu filho ocupado, vigia-lo e, no processo, ela treinar se concentrar neles a distância.
Uma ótima ideia que facilitou a vida do casal, principalmente quando Kazui e Ichika, a filha de Renji e Rukia, se tornaram amigos e começaram a se aventurar juntos em treinos e brincadeiras.
Amigos e companheiros que cresceram juntos pelo caminho que trilharam, se uniram para toda vida e, agora, acompanhariam os passos da próxima geração que criaram rumo a seu futuro e um novo capítulo da história.

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