Fotos que Contam uma História – Ichigo e Orihime
3 Aquele único momento
Notas iniciais
Depois da noite em que levou Orihime para casa, Ichigo não conseguia parar de pensar nela e ela não conseguia parar de pensar nele. Para agradecer pela gentileza de Ichigo, Inoue lhe deu um beijo! Um selinho na bochecha, mas ainda assim um beijo – que resultou em Ichigo a chamando de ‘Orihime’ e não de ‘Inoue’ como de costume. Ambos se perderam no momento e apenas se despediram envergonhados.
Orihime já havia tido coragem para encarar tudo! Invadir a Gotei, ficar frente a frente com os Espadas, ser levada para Las Noches, se aproximar dos Fullbringers e entrar na Guerra dos 1000 anos, então qual era a dificuldade de criar coragem para dizer que gostava de Ichigo?
Medo, claro. Para ela, ele gostava da Rukia, mas agora que Rukia já namorava com Renji e era claro que ambos eram apenas amigos, então de quem ele gostava? Os dois estavam muito próximos recentemente, então talvez seu amor secreto pudesse ser correspondido! O medo de ser rejeitada ainda permanecia, mas não podia mais esconder isso. Estava decidido! Contaria para ele.
Ichigo tinha que admitir que realmente estava fazendo a exata mesma coisa que Renji o aconselhou a não fazer. Depois de todas as lutas que enfrentou, todas as situações de medo e desespero pelas quais passou e as vezes que a vida o obrigou a refletir, como não conseguia se tocar que gostava de Inoue e ela gostava dele?
Era lerdo de verdade! Nunca se tocou que Rukia e ele até tinham uma amizade diferente, mas que ela realmente gostava de Renji e nunca se tocou que Inoue gostava dele a tempos. Era hora de deixar de ser idiota e realmente falar com ela! Como iria fazer isso, pensaria na hora; mas faria custasse o que custasse.
Já estavam os dois a uma semana na enrolação e organização de seus pensamentos sobre seu relacionamento, enquanto os amigos apenas assistiam à espera de algum resultado. Era mais que óbvio que ela gostava dele e ele finalmente estava correspondendo aos sentimentos dela, porém ambos não conseguiam admitir nada.
— Inoue. – Ichigo a encontrou desacompanhada no corredor durante o intervalo.
— Kurosaki-kun! – ela se surpreendeu um pouco ao encontra-lo exatamente naquele momento. Ela tinha acabado de sair de um dos banheiros femininos! Ichigo não era abusado ou cara de pau daquele jeito, mas já estava cansado de ser covarde em relação a ela.
— Você pode vir comigo um pouco? – ele não sabia como pedir para conversar sobre aquilo com ela.
— Posso. – ela ficou um pouco vermelha e o seguiu até a parte de trás do colégio, onde ficaram sozinhos.
Fase 1 concluída! Estava sozinho com ela, agora deveria ter coragem para fase 2: contar como se sentia! Como conversar com ela pode ter se tornado algo tão difícil!? Uma retórica obviamente.
— Inoue, eu queria falar com você sobre... – como um cara deveria juntar as palavras certas nessa hora? Ah que seja! Seria direto e pronto! – Eu gosto de você! – pronto resolvido. Falou o que queria, ou, ao menos, a parte mais importante.
— Você gosta de mim? – por aquela ela não esperava. Ele contou primeiro como se sentia?!
— Gosto. Desculpa dizer desse jeito, mas não consegui juntar as palavras para te explicar e... – ele foi interrompido quando ela o abraçou em um rápido pulo.
— Eu também gosto de você! Estou tão feliz! – ela realmente não se continha de felicidade e estava querendo muito fazer uma coisa, até ambos serem interrompidos.
Era um espirito de criança. Um menino pequeno e tímido, que soube por outros espíritos da região que Ichigo era o shinigami responsável por Karakura. Ichigo e Inoue se soltaram e ele retirou seu emblema de substituto para poder sair de seu corpo e levar a alma do garoto.
“As almas realmente tem conversado sobre os locais que ele frequenta. – Inoue pensava consigo – Pelo que me contou, algumas tem até aparecido em sua casa de madrugada.” Ela se mantinha atenta a cena. Ichigo confortava a criança assustada e lhe explicava para onde iria envia-lo. Com a criança mais calma, ele fez o Konsou.
“Justo quando eu falo com ela e nós estamos conversando sobre isso, tenho trabalho para fazer. Queria que as almas parassem de fofocar os locais que frequento.” Ele suspirava já de volta em seu corpo.
Inoue decidiu aproveitar que o lado gentil de Ichigo estava presente e fazer exatamente o que queria. Pulou nele por trás e ambos foram ao chão, quando ele se virou para ela seus lábios se encontraram! O plano dela era apenas um beijo rápido, mas o dele não. Aquilo estava ótimo e a sensação dos dedos dela e seu pescoço passavam um calor muito bom. Ela também gostou de seu plano e absorveu cada sensação.
Se separando, ambos estavam um pouco vermelhos e sorriram. Ichigo se virou para levantar e ofereceu sua mão para ajudá-la. Ela ficou de pé, mas ele não soltou sua mão! Conseguiu se confessar, conseguiu um beijo e não ia terminar de dizer tudo que queria!? Mas não mesmo!
— Tudo bem eu te chamar de Orihime daqui para frente?
— Claro! – ela sorriu animada.
— E, você quer namorar comigo, Orihime? – essa era a principal de suas questões.
— Sim!! – ela pulou em mais um abraço! Estava com bastante força e isso o lembrou que Tatsuki ensinava Caratê para ela e que seus treinos vinham dando ótimos resultados.
Agora estava tudo bem, finalmente! Iam ficar ali mais um pouco para almoçar, porem o sinal tocou. Trocar o almoço por suas confissões de amor pareceu uma excelente oferta! Voltando para sala, os amigos repararam que estavam os dois juntos, felizes e de mãos dadas. Finalmente aconteceu! Ficaram felizes por eles e começaram a fazer graça com os dois.
Com a chegada da professora, Tatsuki pediu licença para levar Chizuro a enfermaria. Já que Inoue era ‘sua Hime’, perceber que ela e Ichigo estavam juntos agora não foi bom, então avançou sobre ambos em um ataque descoordenado de ciúmes. Claro que Tatsuki não permitiria e espancou Chizuro até que parasse com seus ataques – o que demorou demais dessa vez.

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