Notas iniciais
[Referência ao momento da Taki com o Natsume e o Kai – Ep. 12, Temp. 02]
Lembranças tem sempre um significado e, muitas vezes uma lição; sejam boas, ruins, felizes ou tristes, cada lembrança existe por um motivo. Isso Natsume, hoje, entendia muito bem. Seu passado que voltou para ensinar-lhe e dar-lhe felicidade ou tristeza e seu presente que veio de igual forma, agregavam cada vez mais em sua vida e caminho.
Foi durante um jantar em que, novamente, esta reflexão lhe veio, prestando atenção a uma conversa de Touko e Shigeru.
— Touko-san, voltando do trabalho hoje encontrei um campo de flores brancas e pequenas bem extenso.
— Ah! Que maravilha! – ela ficou tão animada pelo comentário, que Natsume não entendeu muito bem o motivo.
— O que acha de irmos nós três amanhã vê-las? – era dia de folga e seria um belo passeio.
— Vamos! – Touko estava muito feliz.
— Sim. – Natsume iria mesmo sem entender o motivo de tão exagerada euforia.
No dia, os três usavam roupas leves e Sensei os acompanhava para proteger Natsume comer no caminho. Chegando ao campo de flores, Natsume reparou que o casal sorria admirando-as e passou a fazer o mês – tantas lembranças elas traziam.
Quando ajudou Nanamaki e Asuma (Ep. 02, Temp. 06)); as flores de Shibanohara, quando conheceu Guen e o ajudou com Sui (Ep. 02, Temp. 02); os fogos de artificio durante o festival de outono que passou com Tanuma e o filhote de raposa (Ep. 13, Temp. 01); ser ajudado por Hidaka (Ep. 06, Temp. 05); ver o concretizar da relação de Mia e Yasaka (Ep. 09, Temp. 02); quando ajudou Taki a ajudar os youkais perdidos em sua casa (Ep. 05, Temp. 05); brincar com Kai e Taki (Ep. 12, Temp. 02); da deusa idosa Aokuchinase que ajudou (Ep. 01, Temp. 03); ver as flores de Shirakiri com Chukiyu (Ep. 11, Temp. 05); ajudar Mitsuzara (Ep. 09, Temp. 05); assistir ao casamento de Gomochi e Kibune (Ep. 07, Temp. 06); testemunha o florescer magnífico de Yukihana (especial Itsuka Yuki No Hi Ni); e de seus pais e sua casa que visitou (Ep. 13, Temp. 04).
— Takashi-kun, um campo de flores brancas guarda uma lembrança especial para nós. – Touko não desviava o olhar das flores.
— Sim. Foi quando nos perdemos em nosso primeiro encontro que acabamos encontrando um lindo campo de flores brancas. Fizemos um piquenique nele e rimos muito naquele dia! – Shigeru contou a ele a lembrança.
— É uma bela lembrança. – Natsume sorriu ainda repassando suas lembranças com flores.
Os três passearam entre as flores e se sentaram para aproveitar a brisa suave da tarde. Nisto, o casal se pegou admirando Takashi recolher algumas flores e começar a arma-las em uma coroa espessa – ele estava bem distraído e parecia aproveitar, já quase terminando a segunda, quando foi pego de surpresa por Touko.
— Ficou bem bonito em você. – ela ria divertida junto de Shigeru.
— Touko-san... – ele ficou envergonhado.
— Onde aprendeu a fazer estas coroas, Takashi? – Shigeru estava curioso.
— A Taki me ensinou a fazer uma vez. – ele esta bastante sem jeito pela descoberta do casal.
Ali os três se divertiram mais, enquanto Sensei dormia no colo de Shigeru, até chegar o final da tarde e voltarem para casa. Natsume levou as coroas de flores consigo e as deixou em seu quarto. Mesmo que elas murchassem, a lembrança e seu significado prevaleceriam ali, com ele, eternas ao seu coração.
Elas que lhe ensinaram, acompanharam e sempre estarão a seu lado, para lembrar-lhe de como trilhar seu cominho e a razão de suas convicções.

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