Fotos Trocadas, Destinos Entrelaçados
13 Capitulo 13
Notas iniciais
_EI LOIRA! – gritou uma raivosa Marina – Você não devia ter mexido com o que é meu! – avisou a fotografa e a próxima coisa que a medica viu foi o punho da fotografa indo de encontro com seu rosto.
_Vaca! – retrucou Silvia friamente ao mesmo tempo em que devolvia o soco acertando diretamente o rosto de Marina que cambaleou para trás devido ao impacto, mas rapidamente se recuperou e empurrou a medica contra uma parede onde as duas desferiam socos, cotoveladas e chutes uma contra a outra atraindo a atenção das pessoas que dançavam na pista embalados pela voz da Lady Gaga cantando G.U.Y.
_100 REAIS QUE A MORENA ACABA COM A LOIRA! – gritou um animado Cadu assoviando e pulando ao lado da bióloga que encarava a cena estática – VAI MARINA!
_CADU! – exclamou Clara conseguindo falar mais alto que alta musica que tocava – Não acredito nisso! Você para de apoiar isso e vai lá separar essas duas agora! – concluiu a morena logo após se recuperar do susto puxando o amigo que não parava de pular de animação.
_Mais nem pensar! Você sabe quanto tempo que eu quero bater nessa oxigenada? –questionou o chef rindo animado – Mas como eu não posso, porque sou homem, a fotografa furacão esta realizando meu sonho – continuou Cadu voltando a pular e assoviar – VAI MARINA! ARRANCA OS APLIQUES DESSA OXIGENADA! – gritou o chef quando a fotografa acertou a loira com um belo gancho de direita.
_CADU! – retrucou a morena também gritando o puxando pela gola da camisa – Você vai lá AGORA separar essas duas! – continuou a bióloga ameaçadoramente, lançando um olhar de morte para o amigo – Fui clara?
_E porque eu faria isso? – perguntou Cadu ironicamente levantando uma sobrancelha em desafio – Eu quero mais é que o circo pegue fogo! Vou até jogar um galão de gasolina para aquela loira queimar mais rápido!
_Se você não for lá agora, antes que os seguranças resolvam intervir quem vai queimar são as suas amadas fofoletes! – ameaçou Clara soltando a gola da camisa do chef
_Como você é estraga prazer Clara! – exclamou o chef arrumando a gola da camisa – Nossa... Eu não acredito que eu vou mesmo separar essa briga! O que eu não faço pelas minhas fofoletes... – murmurou Cadu andando em direção as mulheres que ainda brigavam – Vem loirinho, você me ajuda a separar porque eu não encosto naquela oxigenada! – continuou o chef puxando Gabriel pela mão – OKOK GAYS, O SHOW ACABOU! FIM DO BABADO! SAI DA FRENTE QUE EU TO PASSANDO! – gritava Cadu enquanto ia se infiltrando entre as pessoas que observavam a briga de perto
_Com licença... Desculpa... Me desculpa – falava um educado Gabriel sempre que esbarrava em alguém seguindo Cadu
_SATAPATOES! JÁ DEU! CHEGA! – gritou o chef ao lado das duas mulheres que ainda brigavam sendo que no momento a fotografa encurralava a medica na parede desferindo socos no abdômen e rosto dela. – Ok, eu tentei pedir com educação, mas nenhuma das duas quis ouvir. Gabriel segura a loira e leva ela para o carro dela que eu pego a Marina e levo ela ate a Clara e depois me encontre no carro, porque a nossa noite apenas começou gato! – disse Cadu piscando para o loiro
_Você não presta! – retrucou Gabriel já se aproximando da loira
_CHEGA MARINA! – gritou Cadu ao mesmo tempo em que puxava a fotografa , que ainda lutava dando socos e chutes no ar, pela cintura para longe da loira
_PARA SILVIA! – gritou também Gabriel tentando conter a medica que tentava se soltar a todo custo do aperto do sub-chef
_Vamos fotografa! O show acabou. Hora de você encarar a Clarinha que não esta nem um pouco feliz! – comentou Cadu enquanto arrastava a fotografa para longe da medica andando na direção em que Clara estava – ESTÃO OLHANDO O QUE? PERDERAM ALGUMA COISA AQUI? –perguntou o chef gritando para as pessoas que ainda olhavam a cena – BANDO DE INTROMETIDOS! PODEM VOLTAR A DANÇAR! – continuou o Cadu arrastando Marina para a entrada da boate onde já tinha avistado a bióloga – Esta entregue! Agora se vira que o cosplay de Anderson Silva é teu! – concluiu o chef soltando a fotografa em frente a amiga e saindo logo em seguida
Clara apenas olhava Marina com um olhar que mesclava preocupação, pois a fotografa estava um tanto quanto machucada, e decepção devido à cena que acabara de presenciar
_Eu... Clara... Desculpa... – gaguejou Marina tentando achar palavras que explicassem ou desculpassem suas recentes atitudes, mas como resposta teve apenas o silencio da morena que continuou a encarando com o mesmo olhar de decepção o que fez com que a fotografa abaixasse a cabeça e olhasse para os pés devido a vergonha que sentia no momento
_Vem! – falou simplesmente a bióloga ao mesmo tempo em que puxava Marina na direção em que seu fusca estava estacionado
O percurso até a casa de Marina o único som que era ouvido dentro do carro era o ronco do motor, pois as morenas estavam em completo silencio se recusando a sequer olhar uma para a outra. Clara ainda tentava entender o que tinha acontecido e Marina se xingava mentalmente por ter perdido o controle.
_Onde você guarda sua caixa de remédios? – perguntou Clara quebrando o silencio, assim que adentraram no quarto de Marina
_Embaixo da pia do banheiro – respondeu a fotografa enquanto sentava em sua cama e tirava a blusa e a calça ficando apenas com seu conjunto branco rendado de calcinha e soutian
_Espero que tenha tudo – disse a bióloga voltando do banheiro com uma caixa nas mãos, se sentando em frente à Marina abrindo a caixa e começando a limpar os ferimentos da fotografa em seguida tentando ignorar ao máximo o fato da fotografa estar semi nua
_AI!...Ai Clara!... Ai Cuidado! – reclamava Marina enquanto a bióloga limpava seus ferimentos
_Deixa de ser frouxa! Não foi mulher para entrar em uma briga? Agora aguenta –retrucou a morena continuando a limpar os ferimentos de Marina – Meu deus, olha o seu estado... – murmurou Clara baixinho, reparando que a fotografa tinha um corte no supercílio, a boca um pouco inchada e alguns roxos nas costelas.
_Ela ficou pior – respondeu a Marina abrindo um sorriso orgulhoso
_E você acha graça disso? – questionou Clara com uma voz que demonstrava toda a sua irritação
_Ela mereceu! – respondeu Marina sarcasticamente ainda orgulhosa dos tapas que tinha dado na loira que tinha encostado na sua morena
_Ela mereceu? – retruca a bióloga ainda irritada terminando o curativo e se levantando da cama ficando de frente para Marina que ainda estava sentada na cama – Ninguém merece apanhar de graça! – exclamou a morena lançando um olhar mortal na direção da fotografa
_De graça? – perguntou Marina no mesmo tom que a bióloga a encarando fixamente em desafio colocando mais lenha na fogueira que a briga das duas estava acendendo – Não foi de graça!
_Então me explica! – respondeu Clara mantendo o mesmo tom irritado que as duas usavam – Porque eu até agora não entendi que porra foi aquela! – concluiu Clara também encarando a fotografa fixamente
_Não é obvio? – questionou Marina sarcasticamente se levantando da cama e ficando frente a frente com a morena
_Não, não é! Até porque até onde eu sei a Silvia é uma ótima pessoa!
_Silvia? Então esse é o nome dela? Não sabia que vocês eram tão intimas assim! – disse a fotografa com um tom que mesclava irritação e sarcasmo
_Sim, esse é o nome dela! E não, nos não somos intimas! – respondeu Clara se segurando para não explodir com a atitude infantil da fotografa – E não foge da pergunta, porque eu acho que eu mereço uma explicação do porque de você do nada resolver espancar a Silvia!
_PORQUE? – gritou a fotografa, explodindo e dando um passo ameaçador em direção em direção a bióloga – SERÁ PORQUE ELA MEXEU COM A MINHA MULHER?
_EU NÃO SOU SUA! – gritou Clara em resposta indignada com a atitude da fotografa ao mesmo tempo em que dava um empurrão
_ISSO EXPLICA O FATO DE VOCÊ DAR PARA A PRIMEIRA QUE APARECE! – retrucou Marina ainda e tomada pela raiva, mas logo que a frase saiu de seus lábios a fotografa percebeu o tamanho da besteira que tinha falado – Clara... Eu... – gaguejou Marina tentando pele segunda vez na noite achar palavras que desculpassem suas atitudes, mas parou de tentar quando percebeu o olhar frio que a morena lançava em sua direção e que ela se aproximava invadindo seu espaço pessoal e segurando em sua cintura grudou seus corpos causando um arrepio nela que ainda estava apenas de roupa intima
_ Vai se foder! – sussurrou Clara a milímetros dos lábios de Marina a empurrando em cima da cama e saindo logo em seguida do quarto.
Já era a segunda vez em menos de 15 dias que Clara saia da casa de Marina dirigindo em meio a lagrimas, porem dessa vez ela chorava de raiva. Raiva das atitudes infantis de Marina e raiva de si própria por não conseguir sentir raiva da fotografa em si, pois por mais que as ultimas atitudes de Marina a magoassem e a deixassem com raiva, a morena não conseguia deixar de acreditar que a verdadeira Marina era aquela Marina encantadora que mergulhou com ela, que a levou para passear de moto e lhe mostrou seu lugar de paz, que parecia uma menina de 12 anos defendendo golfinhos e que fazia milagres com uma câmera na mão.
Foi entre lagrimas e pensamentos conflituosos que Clara estacionou eu fusca na garagem de seu prédio e encostando a cabeça no volante deixou as lagrimas correrem por todo o seu rosto até que ouviu o seu celular apitar avisando que uma nova mensagem tinha chegado
Cadu: Não vou dormir em casa hoje, mas amanha vai ter um Brunch na casa dos meus queridos papais e como eu fui curado da minha doença estou convidado para comparecer com a minha belíssima namorada! Então por favor, me quebra mais esse galho! Prometo que é a ultima vez que você vai ter que fingir ser minha namorada! Eu te faço panquecas e lasanha por um mês! EIN?? POR FAVOR??
Clara: Okok, eu serei sua namorada amanha. Mas eu quero panquecas flambadas todos os dias!
Cadu: Você é a melhor Clarinha!
Clara: Que belo par nos fazemos: o gay e a sapatão!
Cadu: Tem combinação melhor? Resposta: Não. Esteja pronta às 10 horas! Pode levar a fotografa furacão se quiser :D
Clara: Quero que a Marina vá para a casa do caralho.
Cadu: Mas nossa... Quanto ódio! Olha que sexo com raiva é mais gostoso ein rs! Leva só o tênis então porque vamos precisar. Agora adeus porque eu vou trepar a noite inteira.
Clara: Me poupe os detalhes...
Ao terminar a conversa Clara juntou todas as suas forças e saiu do carro indo em direção ao seu apartamento. Quando a morena se deitou para dormir, após tomar um longo e relaxante banho, seu celular apitou novamente avisando que uma nova mensagem tinha chegado.
Marina: Eu sou uma idiota. Sei que não existem palavras que façam meus atos serem corrigidos, mas me desculpe? Por favor?
Clara: Sim, você é uma idiota.
O dia amanheceu como sempre ensolarado na cidade maravilhosa e assim como o combinado as 10 horas Cadu passou no apartamento para pegar a bióloga e após a morena lhe contar a briga que teve com a fotografa ambos se dirigiram até a casa dos pais do amigo.
Tudo corria perfeitamente bem durante o Brunch e Clara e Cadu enganavam a qualquer um já que o chef agia como um verdadeiro príncipe e a morena se comportava como uma verdadeira dama da sociedade. Os dois juntos cumprimentavam, conversavam e desfilavam pelo belo Brunch que estava montado no jardim da imensa propriedade dos Castellar-Lugon.
_Príncipe, queria saber se você veio preparado para jogar? – perguntou a mãe de Cadu ao se aproximar do falso casal
_Claro mamãe, não ia perder a chance de jogar, ainda mais que a Clarinha vai ser a minha dupla! – respondeu um animado e feliz Cadu
_Então vão se preparar que a dupla que vai jogar contra vocês já esta chegando – disse a Sr. Castellar-Lugon ao mesmo tempo em que empurrava o casal em direção à casa principal – Podem ir se trocar no seu antigo quarto príncipe!
_Obrigada mamãe – respondeu Cadu com um tom doce nada característico de sua personalidade extravagante enquanto dava um beijo na bochecha da mãe e puxava a amiga pela mão em direção ao seu antigo quarto
_Quem diria que você é o principezinho da mamãe em viado! – comentou a bióloga divertidamente ao entrarem no quarto que pertencia ao chef
_Sempre fui! Porque você acha que eu ainda estou insistindo nessa palhaçada toda? –questionou retoricamente o amigo – É por ela! Porque eu sinto falta do amor dela, sinto falta de ser o pequeno príncipe dela... Eu só queria que ela me aceitasse do jeito que eu sou, queria ser motivo de orgulho para a mulher que sempre foi minha diva e inspiração – divagou o chef enquanto tirava sua roupa e vestia uma polo e um short ambos brancos e espertivos
_Eu acho que você deveria tentar conversar com ela de novo. As coisas podem ter mudado Cadu – falou a morena enquanto se sentava na cama ao lado do amigo
_Talvez... – respondeu vagamente com um tom triste
_Então, pequeno príncipe, posso saber o que nós vamos jogar? – perguntou Clara usando um tom leve e divertido para tentar animar o amigo que terminava de calçar os tênis
_Tênis! – respondeu o chef se animando rapidamente e pegando uma das raquetes que estavam encostadas em um canto do quarto a rodando entre as mãos
_Tênis? Você só pode estar de sacanagem né viado? – perguntou Clara com um tom incrédulo enquanto tirava a roupa e colocava uma regata e um short-saia ambos brancos
_Lógico! Ou você achou que eu iria perder a chance de jogar com a melhor tenista da faculdade? – perguntou Cadu divertidamente ao mesmo tempo em que batia a raquete contra o ar como quem rebate uma bolinha
_Meus dias de tenista acabaram junto com a faculdade! Tem um bom tempo que eu não pego em uma raquete – respondeu a bióloga terminando de calçar os tênis pegando a raquete e se parando em frente ao imenso espelho que ficava em uma das paredes do quarto – Aposto que foi você quem escolheu os modelitos!
_Bingo! Quem mais conseguiria combinar as roupas de um casal sem fazer isso ficar brega que não eu? – comentou o chef rindo e abraçando a amiga por trás – Fora que eu não poderia deixar de escolher um short-saia que deixasse essas suas belas pernas foras! – completou Cadu rindo enquanto apontava para as coxas de Clara que estavam completamente expostas
_Muito bem então Sr. Namorado, vamos lá acabar com a raça desses riquinhos! – falou Clara divertidamente enquanto saía do abraço do amigo e caminhava em direção à porta
_É assim que se fala Ana Carolina! – implicou Cadu ao passar pela amiga que o esperava no batente da porta –AI CLARA! Que isso? Surra de raquete? Olha a Lei Maria da Penha! Uma dama como eu não deve apanhar desse jeito! – reclamou o chef ao levar uma raquetada na bunda
_Isso foi pelo Ana Carolina! – retrucou a morena rindo da cara de indignação do amigo
_Minha garganta estranha; Quando não te vejo; Me vem um desejo; Doido de gritar – cantou o chef já correndo para longe da bióloga
_Você me paga viado! – replicou a morena correndo atrás do amigo e só parando quando ambos chegaram ao local onde algumas pessoas já jogavam – UAU! Não sabia que você era rica assim não besha! – exclamou a morena ao entrar em uma das três quadras que haviam na mansão
_Mais eu não sou! Meus pais quem são! – respondeu Cadu respirando pesado tentando se recuperar da curta corrida e rindo ao ver Clara revirar os olhos para sua resposta – E essa dupla que não chega? – questionou o chef quando ele e a morena terminaram de se alongar
_Pergunta para a sua mamãe! Ela esta vindo ali! – respondeu a bióloga apontando com a raquete na direção em que sua falsa sogra vinha
_Príncipe, a dupla que vai jogar contra vocês acabou de chegar! – disse a Sra. Castellar Lugon ao se aproximar da grade da quadra – Elas são moças encantadoras então por favor sejam bonzinhos com elas – concluiu ela enquanto acenava para uma ruiva e uma morena que vinham ao longe já prontas para jogar
_Eu não acredito nisso! – murmurou Clara ao reconhecer Marina
_O que foi? – perguntou Cadu sem entender a reação da amiga – Ai senhor! Prevejo confusão! Porque mamãe tinha que ter convidado elas mesmo? – concluiu Cadu quando olhou na direção em que a amiga olhava e viu que era Marina uma das componentes – Relaxa e esquece o que aconteceu ontem Clarinha! Já te disse que a Marina fez muito bem em bater naquela oxigenada!
_Não interessa... – falava Clara até perceber a presença da ruiva e com isso toda a sua irritação pelos acontecimentos da noite passada ser substituída por um ciúmes arrebatador ou ver que as duas sorriam e andavam de braços dados – Quem é esse arroto de fanta que está pendurada da Marina? – questionou a bióloga fechando suas mão em punhos e tentando controlar sua vontade de arrancar a tapas a ruiva de perto da sua fotografa
_Eu acho que alguém passou de “estou odiando a Marina” para “estou morrendo de ciúmes da Marina! – implicou o chef recebendo como troco outra raquetada da amiga –AI! Não tenho culpa que a sua namoradinha está acompanhada!
_Será que elas têm algo? – perguntou a bióloga lançando um olhar mortal na direção da ruiva
_Não sei, mas com certeza a ruiva joga no time do arco-íris! – respondeu Cadu se arrependendo logo em seguida ao ver o corpo da morena tremer de raiva
_Príncipe, essas são Marina e Vanessa, não sei se você lembra, mas eram elas que estavam expondo as fotos na nossa ultima festa! – disse a mãe de Cadu começando as apresentações – E Marina e Vanessa esses são Cadu, meu filho, e Clara a namorada dele! – concluiu a senhora alheia ao clima tenso que tinha se instalado no local
_Nós nos conhecemos no dia da exposição, mas é sempre um prazer rever um casal tão lindo – falou Marina sarcasticamente olhando diretamente para Clara
_Sendo assim, bom jogo para vocês! – desejou a mulher já saindo em direção as outras quadras
_Ok, nós vamos perder feio! – exclamou Marina quando Clara a olhando intensamente lhe deu as costas e com isso ela pode ter uma visão completa das curvas da morena o que elevou drasticamente a temperatura do seu corpo – Deus me ajude! –concluiu a fotografa se abanando
_Eu só espero sair daqui viva! – replicou Vanessa ao sentir o olhar mortal de Clara sobre ela
O jogo começou e de um lado da quadra estavam Clara e Cadu, e do outro lado estavam Vanessa e Marina que tentava a todo custo se manter focada no jogo ao em vez de olhar para as pernas de Clara que estavam totalmente expostas devido à pequena saia-short que ela usava já Vanessa queria apenas sair inteira do jogo já que a bióloga a perseguia jogando a bolinha em sua direção com tanta força que a cada vez que a bola passava de um lado para o outro se ouvia o som do urro de força que Clara soltava ao bater na bola, o que tinha um efeito direto sobre o corpo da fotografa, que a cada urro da bióloga se via mais excitada.
_Presta atenção no jogo porra! – exclamou Vanessa lançando um olhar na direção de Marina que transmitia toda a sua raiva e desespero e obtendo como resposta um sorriso sem graça da fotografa – Se eu levar uma bolada e ficar com o rosto ou qualquer outra parte do corpo deformado eu vou mandar a conta do hospital para a sua casa! – completou ao mesmo tempo em que rebatia com força a bolinha que vinha em sua direção
Enquanto Cadu ria ao ver a dupla adversaria tentando se defender da fúria de Clara da melhor forma possível, a bióloga sentia cada vez mais vontade de acertar a bolinha no meio da cara da ruiva abusada que estava fazendo dupla com a sua fotografa.
_Presta atenção viado! – disse Clara quando Cadu errou a bola pela segunda vez seguida – Não vou perder para essa cabeça de fosforo!
_Calma Clarinha! Isso é só um jogo! Controle seu ciúmes! – exclamou o chef rindo do ciúmes da amiga – TEMPO! – gritou Cadu em seguida – Senta ai e relaxa Clara, assim você vai acabar machucando alguém! – repreendeu o chef ao mesmo tempo em que entregava uma garrafa de água para a morena que se alongava
_Será que você pode ir lá e falar para a sua namoradinha que eu tenho namorada? – pediu Vanessa ao se sentar em um dos bancos do outro lado da quadra pegando uma garrafa de água – Cansei de ser alvo ambulante da sua morena! – reclamou a ruiva, mas como resposta obteve apenas o silencio da fotografa que apenas encarava Clara se alongar – MARINA! – chamou Vanessa irritada ao perceber que estava falando sozinha
_O que... O que foi? – perguntou Marina sem tirar os olhos da morena – Desculpa, mas ela está muito gostosa!
_Porra Marina! Presta atenção em mim e no jogo! Para de comer essa mulher com o olhar! – disse a ruiva irritada e se levantando do banco – Se eu levar uma bolada na cara por sua culpa eu te mato e depois a Flavinha te mata por deixar eu me machucar! Então presta atenção na porcaria do jogo! – completou Vanessa empurrando a sócia de leve e voltando para a quadra
As duplas voltaram para a quadra e a partida recomeçou onde novamente Clara perseguia a ruiva rebatendo a bolinha com cada vez mais força na direção de Vanessa. Marina ainda evitava olhar para Clara, mas às vezes era inevitável não olhar, principalmente quando a bióloga soltava os pequenos urros de força que tanto a excitava.
A fotografa queria agarrar sua morena e levá-la para o quarto mais próximo e faze-la sua até que nenhuma das duas não tivesse mais forças para continuar, porem Marina sabia que precisa conversar com Clara e implorar pelo seu perdão já que em menos de quinze dias tinha sido mais babaca com ela do tem foi em toda a sua vida. Ela pensou em chamar a biologa para conversar durante o tempo pedido por Cadu, mas tinha medo de não conseguir falar já que seus únicos pensamentos envolviam, ela e a morena nuas em cima de uma cama.
Marina estava tão concentrada em suas fantasias com a bióloga que não percebeu quando a bola veio em sua direção atingindo em cheio sua testa e a ultima coisa que a fotografa viu foi a quadra rodar antes de desmaiar.
_Marina! – exclamou Vanessa correndo da direção de Marina – Marina! Fala comigo! – chamava a ruiva sacudindo levemente a sócia que ainda estava caída no chão
Cadu e Clara atravessa a quadra correndo em direção a fotografa e a bióloga se xingava mentalmente por ser tão idiota e não conseguir controlar seu ciúmes e com isso ter conseguido machucar a ultima pessoa que ela queria machucar.
_Eu vou levar ela para o meu quarto e ver se tem alguém aqui que pode ajudar! – disse Cadu enquanto pegava a fotografa no colo e começava a andar rapidamente em direção a casa com Vanessa e Clara o seguindo
_Satisfeita? – perguntou Vanessa sarcasticamente olhando com raiva para a morena
_Na verdade não, estaria se quem estivesse desmaiada fosse você! – respondeu Clara usando o mesmo tom da fotografa não fazendo questão nenhuma de esconder que não gostava dela e com isso arrancando uma risada de Cadu que andava a frente com Marina em seus braços já quase chegando em seu quarto
_Nossa que agressiva você! Fiquei ate com medo! – retrucou a ruiva com ironia – Devo fazer uma queixa formal na delegacia, já que tenho uma perseguidora pessoal agora?
_Nos seus sonhos eu seria sua perseguidora, arroto de fanta! – respondeu Clara já irritada devido ao nível de ciúmes está elevadíssimo em seu corpo ao mesmo tempo em que parava na porta do quarto de Cadu impedindo assim com que a ruiva adentrasse no recinto – Agora sobre a denuncia, sinta se a vontade em fazer o que você quiser! – completou Clara fechando a porta do quarto na cara de Vanessa
_Abre essa porta sua abusada! – exclamava Vanessa do lado de fora esmurrando a porta
_Obrigada Cadu! – agradeceu ao amigo que colocava a fotografa em cima de sua cama – Será que você pode cuidar do curupira lá fora enquanto eu cuido dela? – pediu Clara educadamente
_Claro – respondeu o chef sem questionar ou fazer qualquer tipo de piada, pois era visível o estado preocupado e culpado que sua amiga se encontrava – Deixa que eu cuido de tudo. Tem uma bolsa de gelo ali no frigobar e eu te aconselho a colocar ele na testa dela antes que forme um galo. Quando ela acordar, me procura para a gente chamar um medico ou algo do tipo – completou o amigo já saindo do quarto e deixando as duas sozinhas
Clara andava de um lado para o outro dentro do quarto tamanha era a sua apreensão de ter machucado a fotografa e por isso sequer percebeu que Marina já tinha acordado e a encarava.
_Se fosse continuar andando em círculos desse jeito eu vou desmaiar de novo – falou a fotografa divertidamente
_Ai meu deus! Você acordou! – exclamou a morena com um tom que demonstrava todo o seu alivio enquanto se sentava na cama ao lado de Marina – Me desculpa, eu não tive a intenção –completou Clara olhando intensamente na direção da fotografa e segurando a mão dela entre as suas
_Só me lembre de não jogar mais contra você! – respondeu Marina abrindo um sorriso – Apesar de dessa vez eu ter merecido a bolada – concluiu a fotografa devolvendo o olhar intenso que a bióloga lhe lançava
_Não fale uma besteira dessa Marina!
_Olha Clara eu queria te pedir desculpas mais uma vez pela minha atitude infantil de ontem... Eu sinto que por mais que eu queria acertar com você eu só cometo um erro atrás do outro e eu sei que você não é minha, mas eu sinto como se fosse e eu quero que você seja! Você me cativa todos os dias! – discursava a fotografa com os olhos marejados deixando todos os seus sentimentos virem de uma vez só – Então, por favor, perdoa o meu ciúme irracional porque só de pensar em alguém que não seja eu tocando o seu corpo ou desvendando sua mente e coração eu fico completamente desnorteada...
A fotografa foi interrompida pela morena que pressionava seus lábios contra os de Marina em um beijo lento e cheio de sentimentos que aos poucos foi se tornando mais intenso e sensual.
Quando ambas interromperam o beijo a procura de ar, Clara subiu rapidamente no colo da fotografa que ainda estava recostada na cabeceira da cama e retirou tanto a sua regata quanto a de Marina
_Deus, como eu estava com saudade da sua pele! – sussurrou Marina roucamente contra o pescoço da bióloga enquanto distribuía beijos e mordidas naquele local e arqueando suas costas passou seus braços pela cintura da morena a trazendo para mais perto.
_Menos fala e mais ação! – disse Clara com uma voz carregada de desejo ao mesmo tempo em que empurrava com força a fotografa novamente contra a cama e retirava as ultimas peças de roupas que cobriam tanto seu corpo quando o de Marina as deixando completamente nuas
_Como queira ladra! – retrucou Marina invertendo as posições e ficando por cima da morena começando a sugar seus seios enquanto sua mão direita descia até o sexo da bióloga onde passou o indicador por toda a sua extensão constatando que ele estava totalmente encharcado — Molhada! – exclamou a fotografa com uma voz rouca enquanto trazia sua mão de volta para cima onde tinha a intenção de chupa-lo e provar o gosto da sua morena, porem para a sua surpresa Clara foi mais rápido e o chupou o que fez com que o nível de excitação da fotografa dobrasse e despertando animal preso dentro de Marina que rapidamente desceu pelo corpo da bióloga distribuindo beijos por cada centímetro da pele de Clara ate chegar a seus sexo dando uma leve assoprada onde a morena mais a desejava
_Não me torture Marina! – pediu Clara e logo teve seu pedido atendido quando a fotografa a penetrou com dois dedos e começando um lento vai e vem que arrancou um longo e rouco gemido de sua garganta
_Isso Clara! Geme para mim! Eu quero ver você gemer igual estava gemendo naquela quadra! – sussurrou Marina provocativamente contra o ouvido da bióloga se lembrando dos urros de força que a morena dava ao rebater a bolinha ao mesmo tempo em que aumentava o ritmo de suas investidas
_Ma...Marina...Eu.... – gemia Clara o nome da fotografa já quase alcançando o orgasmo, mas rapidamente Marina interrompeu seus movimentos e retirou seus dedos de dentro da bióloga que soltou um gemido de protesto que não durou já que a fotografa encaixou seus sexos e começou a fricciona-los – Mais... Mais rápido – pediu Clara entre gemidos e tendo como resposta o aumento dos movimentos da fotografa que soltava pequenos e roucos gemidos até que as duas explodiram em um orgasmo arrebatador e caíram exaustas em cima da cama.
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