Notas iniciais
Oie galerinha do bem!!! Não me matem por favor, nem demorou tanto assim rs! DEMOROU SIM E EU MEREÇO UMA SURRA POR ISSO!!! KKKKKKKK Queria pedir 100000000 desculpas pela demora em atualizar, mas estudante de engenharia não tem folga e eu tive alguns problemas para desenvolver a ideia desse capitulo então se vocês puderem me perdoar eu fico imensamente feliz! Mil desculpas novamente a quem ficou esperando... Podem me pocar na porrada KKKKKK O pessoal que me cobrou no twitter, obrigada pelo carinho, vocês são demais! Podem continuar cobrando sempre que eu demorar a postar :D Não se desesperam se eu demorar a postar poque pode acontecer as vezes e fiquem tranquilas por que eu não abandonarei a historia :DDD No mais, mil desculpas, e espero que vocês gostem desse capitulo que estou meio insegura em postar.... Desculpa também postar de madrugada rs E esse capitulo é dedicado a Isa, que escreveu uma linda recomendação para a historia! Obrigada Isa :DDD De verdade!! Você fez meu dia mais feliz :DDD Espero que você goste do capitulo :DDD Obrigada a todos que comentaram/favoritaram/estão acompanhando, é bom saber que tem alguém gostando da historia! Vocês são 10000000! :DDDDDD Obrigada pelo carinho! :DD Criticas e sugestões são sempre bem vindas! :D

Segunda – feira

– Marina... mais rápido... – gemia Clara sentada entre os tubos de ensaio e microscópios espalhados sobre sua bancada do laboratório com a fotografa entre suas pernas.

– E você falou que em quinze minutos não daria tempo. – disse Marina olhando para a bióloga ainda entre as pernas dela enquanto passava a língua pelos lábios esboçando um sorriso safado ao olhar para a morena que ainda respirava entrecortado tentando se recuperar do orgasmo de segundos atrás

– Ok, você é completamente doida e isso foi totalmente inapropriado! Pelo amor de Deus, aqui é meu local de trabalho... – disse Clara com uma voz birrenta abotoando a calça jeans e o jaleco ao mesmo tempo em que um sorriso satisfeito brotava em seu rosto – Tem crianças do lado de fora e eu tenho uma comissão do IBAMA chegando a qualquer minuto.

– Você está reclamando mesmo? – perguntou a fotografa puxando a morena pela cintura enquanto mordia seu pescoço

– Não... Sim... Quer dizer... — gaguejava a bióloga tentando formar uma frase coerente, mas falhando miseravelmente.

_Sim ou não Clarinha? — questionou a fotografa com um tom provocativo e divertido

_Não,não estou reclamando do melhor sexo da minha vida — retrucou divertidamente Clara depositando um beijo na bochecha da fotógrafa saindo em seguida dos braços de Marina — Mas agora você tem que ir, porque a comissão do IBAMA já deve estar chegando — completou a bióloga empurrando Marina para longe de si

_Eu vou, mas a próxima jogada é sua, ladra! — falou Marina sensualmente dando as costas para a morena e caminhando provocativamente para fora do laboratório piscando em direção a Clara ao fechar a porta

_ Me aguarde Meirelles!- retrucou a bióloga, alto o suficiente para que Marina ouvisse de onde estava.

_Estarei aguardando ansiosamente Fernandes! – disse a fotografa abrindo a porta e colocando somente a cabeça para dentro do laboratório – Até porque estou com uma coisa que lhe pertence... – provocou Marina usando sua melhor voz safada enquanto mostrava a calcinha preta rendada de Clara pendurada em um de seus dedos

_Mas o que... Como? — balbuciava a morena tentando entender como sua calcinha tinha ido parar nas mãos da fotografa e como não tinha percebido a falta dela

_Vou guardar com carinho até você vim pegar ela! — respondeu Marina rindo da cara da fotografa guardando a calcinha no bolso da frente de sua calça

_ABUSADA! — gritou Clara percebendo a provocação ao mesmo tempo em que jogava uma caneta na direção de Marina, vendo essa bater na porta, pois a fotografa já tinha fechado a porta indo embora — Essa mulher vai ser minha perdição... — murmurou a bióloga para si mesma ao se lembrar do maravilho sexo que acabará de ter e perceber o sorriso torto que estava estampado em seu rosto

Terça — feira

_Não me deixe nunca mais dispensar aquela ruiva ninfomaníaca! — esbravejava Marina entrando em seu estúdio

_Eu te disse que você ia se arrepender. A Vanessa é a melhor nessa parte de interagir com os clientes e galerias interessadas nas suas fotografias — disse Gisele se jogando em uma das poltronas no moderno estúdio

_Mas o que eu poderia fazer? — pergunta a fotografa cruzando os braços em uma clara demonstração de aborrecimento

_Ter negado as ferias dela — retruca Gisele enquanto girava uma almofada entre suas mãos

_ E logo em seguida ser assassinada? Não obrigada! — exclama Marina caminhando em direção a sua mesa e colocando seus óculos começando a analisar alguns documentos

_Não exagera Marina! — respondeu Gisele jogando a almofada para o alto

_Não exagera? Negar essas ferias para a Vanessa é a mesma coisa que empatar o romance dela — disse a fotografa concentrada nos papeis a sua frente

_AI JESUS! — gritou Gisele ao mesmo tempo em que se levantava e corria em direção a mesa da prima e se sentava em cima dessa — Quer dizer então que a curupira ta apaixonada de verdade?

_Ao que tudo indica sim — respondeu Marina sem tirar os olhos dos documentos que analisava — Não duvido nada se ela voltar casada dessa viajem!

_Sempre soube que a Vanessa era do tipo "conheceu ontem e já quer casar" — comentou Gisele rindo

_Deixa de ser fofoqueira menina! — retrucou a fotografa rindo junto com a prima

_Okok! — disse Gisele rindo e levantando as duas mãos em sinal de rendição — Estou indo encontrar um pessoal em uma boate nova que abriu esta a fim de ir?

_Obrigada, mas não... Tenho que terminar de ler esses contratos aqui – respondeu a fotografa ajeitando os óculos e voltando sua atenção novamente para os contratos

_Muito bem então! Já vou indo prima – falou Gisele saindo de cima da mesa e dando um beijo estalado na bochecha de Marina – Boa festança para você! – exclamou Gisele provocando a prima

_Vai curtindo da minha cara mesmo! Sua hora vai chegar garota! – retrucou a fotografa vendo a prima sair pela porta do estúdio com um sorriso implicante nos lábios

Marina ficou analisando os contratos durante algum tempo e quando seus músculos começaram a dar sinais de cansaço a fotografa subiu em direção ao seu quarto com a intenção de tomar um banho e relaxar, mas a cena que encontrou ao entrar em seu quarto mudou completamente os planos que Marina tinha para a noite.

_Você demorou muito... – disse Clara com uma voz manhosa

_E... Eu... – gaguejava a fotografa vidrada na morena que se encontrava deitada no centro da sua enorme cama usando apenas uma pequena lingerie preta rendada

_Você o que? – questionou a bióloga de forma lenta e provocativa engatinhando na cama em direção a Marina que estava petrificada em pé na borda da cama – Ein fotografa? – sussurrou a morena sensualmente contra o ouvido de Marina ao mesmo tempo em que a puxava pelos quadris e colava seu corpo bronzeado e semi nu no da fotografa

_Eu... Eu não sabia que... Que você estava aqui – balbuciava Marina tentando formar uma frase coerente apesar do corpo e cheiro da bióloga estarem a tirando todo o seu controle – O que... O que você esta... Esta fazendo aqui?

_Eu vim pegar uma coisa que esta com você que me pertence – respondeu a morena enquanto beijava lentamente o pescoço da fotografa

_Vai ter que fazer por onde então se quiser sua pequena e adorável calcinha de volta, ladra! –retrucou Marina provocativamente após se recuperar do choque inicial de encontrar Clara deitada em sua cama. Segurando então possessivamente a cintura da bióloga

_Mas eu aposto que estou no caminho certo, não é verdade? – perguntou Clara mordendo em seguida o lábio inferior da fotografa

_Com toda a certeza – respondeu Marina retribuindo a mordida da morena – Só não me provoque porque você não sabe do que eu sou capaz – ameaçou a fotografa enquanto suas mãos apertavam a bunda da bióloga a trazendo para mais perto de si iniciando assim um beijo intenso onde as línguas das morenas procuravam conhecer e dominar cada parte da boca da outra

_Hoje você não é capaz de nada! Hoje quem manda sou eu e você apenas obedece! – rebateu Clara com um tom autoritário que teve um efeito arrasador no sexo de Marina ao mesmo tempo em que a jogava violentamente na cama subindo em cima do quadril da fotografa – Você entendeu? – questionou a morena lançando em direção a Marina um olhar firme e carregado de desejo

_ Sim senhora – respondeu a fotografa devolvendo a Clara o mesmo olhar carregado de desejo e luxuria

_Então seja uma boa menina e coopere comigo – pediu a bióloga enquanto tirava a calça e logo em seguida a blusa de Marina a deixando apenas com suas roupas intimas azul escuro que contrastava perfeitamente com a pele de marfim as fotografa

_Acontece que eu não sou uma boa menina – retrucou Marina invertendo as posições e ficando por cima da morena começando a beijar e morder o colo de Clara

_Eu sei disso... – respondeu Clara entre gemidos – Por isso eu vim preparada! – completou a bióloga enquanto invertia novamente as posições prendendo os com uma mão os pulsos da fotografa acima da cabeça dessa

_Preparada? – perguntou Marina abrindo um sorriso de safado de canto de boca e levantando uma sobrancelha em desafio

_Sim – respondeu Clara abrindo um sorriso sapeca algemando logo em seguida a fotografa na cabeceira da cama

_Mas o que... — disse a fotógrafa atordoada puxando os braços e constatando que estava realmente presa a cabeceira da cama — O que... O que você esta fazendo? — questionou a fotografa olhando para a morena sentada em seu quadril ainda confusa apesar do seu nível se excitação ser altíssimo

_Nada que você não vá adorar... — respondeu a bióloga sensualmente contra os lábios de Marina passando a língua sobre esses. Depositou beijos por todo o pescoço e colo da fotografa ao mesmo tempo em que retirava o soutian dela tomando assim entre suas mãos os seios de Marina e obtendo como a resposta o som das algemas batendo contra a cama já que a fotografa se contorcia toda tentando a todo custo encostar-se à morena — Negativo Meireles! Hoje você só sente. Não encosta! Então para de se contorcer antes que você machuque os pulsos – declarou Clara usando um tom autoritário enquanto lançava seu melhor sorriso cafajeste na direção da fotografa que tinha seus olhos castanhos já escuros de tanto desejo

_Não sabia que você tinha esse lado dominador... – comenta Marina com a voz rouca de desejo. Desejo esse que era refletido na umidade que aumentava cada vez mais entre suas coxas

_Pode apostar que tenho querida – retrucou a morena enquanto passava lentamente suas mãos pelo abdômen e entre as coxas da fotografa refazendo em seguida o mesmo trajeto arranhando agora levemente o abdômen definido de Marina – E pelo jeito isso te agrada! –constatou Clara após sentir a umidade que vinha do sexo da fotografa

_Com toda a certeza... – disse Marina gemendo ao ver a bióloga tirar sua calcinha com os dentes a deixando completamente nua e a mercê dos caprichos de Clara

Clara explorava o corpo de Marina sem nenhuma pressa. Passava suas mãos pela cintura, seios, abdômen e virilha da fotografa refazendo depois todo o caminho com sua boca, alternando entre beijos, lambidas e mordidas, mas sem encostar no ponto a onde Marina mais desejava

_Clara... Por favor... Isso é tortura... – gemia descontroladamente a fotografa tentando inutilmente se livrar das algemas e acabar logo com aquela doce tortura – Clara... Por favor... –implorava Marina enquanto a bióloga alternava sua boca entre os dois seios e seus dedos brincavam com o sexo da fotografa

_Por favor, o que Meirelles? Me diz o que você quer? – perguntou Clara com um tom autoritário que demonstrava toda sua excitação

_Eu... Eu quero... Quero você – balbuciava Marina sem conseguir formar uma frase coerente. Podia sentir sua umidade escorrendo entre suas pernas

_Como? – questionou a morena com uma falsa inocência enquanto passava os dedos por toda a extensão do sexo da fotografa e lhe beijava provocativamente – Assim? – continuou a bióloga com sua tortura introduzindo um dedo na intimidade de Marina iniciando lentos movimentos de vai e vem

_Sim...Deus... – arfava a fotografa enquanto sentia os toques da morena – Caralho... – xingava Marina sentindo-se totalmente entregue a bióloga que a chupava com maestria — Porra! NÃO! – gritou Marina arqueando seu quadril abraçando Clara com suas pernas quando ela tentou se mover para longe justamente quando a fotografa estava quase chegando

_O que é isso Meirelles? – disse Clara com uma voz forte se livrando das pernas da fotografa – Esqueceu que quem manda aqui hoje sou eu? – declarou a morena acertando um sonoro tapa na bunda de Marina recebendo como resposta um longo gemido de prazer da fotografa – Esqueceu? –perguntou enquanto separava as coxas de Marina deixando sua intimidade encharcada totalmente exposta as caricias da bióloga, que introduzia dois dedos no sexo da fotografa em um ritmado vai e vem enquanto com o dedão massageava circularmente o clitóris dela – Responde! – ordenou a bióloga desferindo outra tapa conta a bunda de Marina

_N.. Não... – balbuciava a fotografa totalmente entregue as sensações que Clara despertava nela

_Não o que? – questionou a morena puxando o cabelo de Marina provocativamente

_Não... Não senhora... – gaguejou a fotografa em resposta, totalmente excitada com o lado dominador da bióloga.

_Muito bem! –exclamou Clara ao pé do ouvido de Marina parando de estimulá-la começando logo em seguida a descer pelo corpo da fotografa depositando beijos e mordidas por toda a pele de marfim

_PORRA! ME FODE LOGO! – gritou Marina ao sentir a ponta da língua de Clara passar lentamente sobre seu clitóris se contorcendo no colchão e puxando as algemas que ainda prendiam suas mãos na cabeceira da cama

_Seu desejo é uma ordem... – murmurou Clara voltando a estimular com maestria e em um ritmo frenético usando seus dedos e língua, pois já não aguentava mais torturar Marina

_Clara... – gemeu a fotografa quando um violento orgasmo a atingiu espalhando pequenos espasmos por todo o seu corpo a deixando completamente mole e saciada em cima da cama.

_Você é absolutamente linda... – disse Clara depositando um beijo carinhoso nos lábios de Marina ao mesmo tempo em que tirava as algemas do pulso dela

_Eu... Obrigada – agradeceu Marina com um sorriso tímido e uma voz fraca devido ao orgasmo de momentos atrás

_Sempre as ordens – respondeu a bióloga devolvendo um sorriso deslumbrante para a fotografa depositando logo em seguida um selinho em seus lábios

_Você ainda vai acabar comigo mulher! – falou Marina rindo e puxando Clara para deitar em seu colo

_Não tenho culpa se você é fraquinha! – retrucou a morena rindo junto com a fotografa enquanto depositava um beijo da bochecha de Marina desenhava com o indicador círculos imaginários da barriga dela

_Fraquinha? Vou te mostrar quem é a fraquinha! – exclamou Marina com um falso tom de indignação apartando mais seus braços em volta da cintura de Clara e aspirando o cheiro inebriante que vinha do cabelo da bióloga – Mas não hoje porque a senhorita realmente acabou comigo – completou a fotografa rindo e começando um cafuné na sua morena

_Assim eu vou acabar dormindo... – disse a bióloga com uma voz preguiçosa após alguns minutos em que se escutava apenas o silencio e ela sentia apenas as mãos de Marina em seus cabelos

_Essa é a intensão – respondeu a fotografa apertando o corpo da morena contra o seu depositando um leve beijo nos lábios dela

_Então depois não reclame se eu babar em você – brincou Clara se aconchegando ao corpo de Marina já de olhos fechados sentindo todo o cansaço do dia cair sobre seu corpo dormindo quase que instantaneamente

_Não reclamarei... – murmurou a fotografa após um tempo não conseguindo conter seu sorriso apaixonado ao observar a morena dormindo reparando no biquinho fofo que essa fazia

Quarta – Feira

_Me acompanha até a porta? – perguntou Marina vestindo sua calça de costas para a cama em que sua morena se encontrada deitada completamente nua

_Você tem que realmente ir embora agora? – questionou a bióloga com uma voz manhosa – São 2 horas da madrugada Marina...

_Tenho! Você tem que levantar daqui a algumas horas para trabalhar e eu não quero atrapalhar seu resto de noite – respondeu a fotografa sentando na cama da bióloga já vestida

_Você não atrapalha – retrucou a morena sentando no colo de Marina enquanto levava as mãos da fotografa para seu corpo ainda nu – Fica. – pediu Clara usando seu melhor tom sensual passando seus braços em volta do pescoço da fotografa lhe dando um beijo cheio de sentimentos em seguida

_Porque você faz isso comigo? – perguntou Marina sem conseguir desgrudar os olhos do corpo de Clara

_Porque eu sei que vai dar certo! – respondeu a bióloga com um sorriso safado empurrando a fotografa de volta para a cama

_Não dessa vez querida – rebateu Marina saindo em um pulo da cama, fugindo de Clara como o diabo foge da cruz

_Calma! Não precisa fugir também! Não ia te obrigar a ficar... – disse Clara com um tom triste se levantando da cama e vestindo uma blusa qualquer – Vamos, eu te levo até a porta...

_Estou fugindo pelo simples fato de que se você encostar em mim mais uma vez , eu não te largo nunca mais e eu ainda tenho que me vingar por você ter saído ontem de madrugada da minha casa, sem se despedir e acordando o bairro inteiro com aquele seu fusca! – falou a fotografa brincando e arrancando uma risada da bióloga

_Eu já pedi desculpas por isso. Eu acordei de madrugada e lembrei que meu turno seria de hoje seria de manhã então não podia ficar e como você estava tão bonitinha dormindo, n tive coragem de te acordar! – comentou Clara se aproximando da fotografa e entrelaçando sua mão na dela a puxando para fora do quarto

_Como se o barulho do seu fusca não fosse me acordar! – provocou a fotografa

_Ei! Não fala mal do meu bebe! Ele é original! – retrucou a morena fechando a cara

_ Okok, não precisa ficar bravinha! – pediu a fotografa girando a morena como em um passe de dança parando o corpo de Clara com as costas recostadas em seu peito – Mas o fato dele ser conversível não o transforma em uma Mercedes gatinha! – falou Marina abraçando a bióloga por trás e depositando um beijo em sua nuca enquanto as duas entravam na sala indo em direção a porta de saída da casa

_Mais um insulto sobre o meu bebe e eu te jogo daqui de cima! – brincou Clara voltando a andar com a fotografa ainda abraçada a si

_Vou começar a cobrar sua parte do aluguel Marina! Não sai mais daqui! – exclamou Cadu sentado no sofá da sala

_CADU! – gritou Clara devido ao susto que levou – O que você está fazendo acordado essa hora?

_Como se eu tivesse dormido! – respondeu o amigo com um leve tom de irritação – Vocês não são silenciosas e as paredes do apartamento são finas, logo estou acordada desde a primeira rodada de sexo de vocês!

_Ai meu Deus que vergonha – disse a bióloga escondendo o rosto no peito de Marina que apenas ria da situação – Não ri que não tem graça Marina!

_É sapatão! Não ri porque não é você que está acordada às 2 horas da madrugada porque a sua colega de apartamento resolveu virar uma coelha e trepar o maior numero de vezes em um menor intervalo de tempo! – implicou o chef jogando uma almofada em direção a fotografa

_Sem violências, por favor! Já estou indo embora e você poderá finalmente dormir! – respondeu a fotografa ainda rindo da situação – Boa noite, Clara! – desejou Marina dando um demorado beijo na morena e andando em direção à porta – Boa Noite Cadu! – completou a fotografa já abrindo a porta

_Ei fotografa furacão! – chamou o chef antes que Marina fechasse a porta – Esqueceu a parte do aluguel! – completou implicando

_Pode deixar que a minha parte eu acerto depois com a Clara! – revidou Marina usando um tom sensual piscando em direção a morena fechando a porta logo em seguida não dando chances a Cadu de retrucar a resposta

_Essa foi boa! – comentou o chef rindo da resposta de Marina – Eu gosto dessa sapatão!

_Ela é perfeita! – disse Clara com uma voz apaixonada enquanto caia no colo do amigo

_Gente! Interna que o caso de paixonite está aguda nessa caminhão aqui presente! – implicou Cadu rindo da cara de boba apaixonada da amiga

_Já é caso de CTI! – exclamou a bióloga entrando na brincadeira do amigo – E esse é o problema... – continuou Clara com um tom triste

_Qual o problema amor? – perguntou Cadu com uma preocupada observando a cara de chora que a amiga fazia – Você está com distúrbio bipolar? Porque 5 minutos atrás você estava rindo e toda apaixonadinha e agora esta com essa cara de choro

_Não... É só que... – gaguejou a bióloga tentando encontrar as palavras – É que eu estou com medo...

_Medo de que criatura?

_De não dar certo, porque eu nunca fiquei com nenhuma mulher antes... – confessou a morena mexendo nervosamente na barra da blusa

_A única diferença que você vai sentir é que você vai ter muito mais intensidade e sofrimento, porque sapatão é uma raça que nasceu pra sofrer! – respondeu o chef mexendo no cabelo da amiga que se encontrava espalhado em seu colo

_Mas e se ela só quiser sexo comigo? Porque como você disse, nós estamos trepando todos os dias, desde domingo que eu não tenho uma noite de sono completa e esta sendo tudo maravilho e completamente perfeito! Mas eu quero mais que isso... E talvez ela queira apenas relação carnal, por assim dizer. – metralhou Clara não parando nem para respirar

_Meu deus! SAPATÃO BURRA! – gritou Cadu indignado com a cegueira da amiga em relação os sentimentos de Marina – Você é muito sonsa Clara! Pelo amor de Jesus! Até um cego vê que a fotografa gostosona esta completamente na sua. Só pelo jeito que ela te olha e te trata da pra perceber que ela definitivamente não quer só sexo!

_Você acha? – perguntou Clara confusa sentando-se de frente para o amigo

_Logico! A mulher me enfrentou para te defender quando achava que eu era um namorado ciumento além de aguentar seu fusca! Se isso não é paixão eu não sei o que é!

_Então porque ela não comentou nada sobre relacionamento ainda?

_Talvez ela esteja do mesmo jeito que você! As pessoas tendem a ficarem burras quando estão apaixonadas e como você já é sonsa de natureza e ela parece nunca ter tido um relacionamento serio, as coisas só pioram. – declarou Cadu se levantando do sofá e indo para seu quarto – Agora se você me dá licença, eu vou dormir porque já passou da hora! Boa noite!

_Mas o que eu faço então? – perguntou a morena quando o amigo já tinha sumido dentro do quarto dele

_Toma a iniciativa mulher! – respondeu o chef alto o suficiente para que a amiga ouvisse fechando a porta do quarto encerrando assim a conversa

Quinta – feira

_MARINA! DEVOLVE MINHA BLUSA! – gritava Clara correndo envolta da cama atrás de Marina

_VEM PEGAR! – gritava Marina de volta vem parar de correr – Não é justo depois dessa maratona de sexo você simplesmente ter que ir embora!

_Deixa de ser criança! Me devolve isso! Meu turno começa em 40 minutos e eu não posso me atrasar! – exclamava Clara correndo atrás da fotografa

_Só se você prometer que vem jantar comigo amanha! – declarou Marina parando de correr e pulando deitada em cima da cama

_Eu venho! Agora me devolve a blusa! – pediu a morena sentando em cima do quadril da fotografa e estendendo a mão para pegar a blusa reforçando o pedido

_Sempre bom quando as pessoas aceitam meus convites – implicou Marina abrindo um largo sorriso

_Por livre e espontânea pressão – retrucou Clara rindo enquanto vestia a blusa e pegava sua bolsa já caminhando em direção à porta do quarto

_O importante é aceitar – respondeu a fotografa levantando da cama e acompanhando a bióloga até seu carro.

_Então eu vou indo... – disse a morena abaixando a capota do carro para aproveitar o sol que fazia no Rio

_Até amanha – despediu-se Marina dando um selinho em Clara que já se encontrava dentro do carro – Você fica tão gracinha dentro desse carro que eu ate ignoro esse barulho todo que ele faz – provocou a fotografa quando a bióloga deu a partida no fusca

_Muito engraçado Meirelles! – falou Clara colocando seus óculos escuros – Não reclame se eu passar por cima de você!

_Não está mais aqui quem falou! – brincou Marina dando um passo atrás as mesmo tempo em que levantava as mãos em sinal de rendição e observava a morena ir embora

_Pelo sorriso bobo no seu rosto e pelo barulho que acabo de ouvir, devo assumir que essas suas olheiras são por causa de uma certa bióloga e não por horas de trabalho né? – perguntou Gisele estacionando seu carro no lugar que antes estava o fusca de Clara

_Bingo! – exclamou Marina usando um tom triste – Acho que estou apaixonada prima...

_Então porque essa cara de morte? – questionou Gisele abraçando a prima pelos ombros e andando em direção ao estúdio

_Por que eu sei que eu não sou boa o suficiente pra ela – respondeu Marina se jogando em uma das poltronas de seu estúdio

_Quem te disse isso? – perguntou Gisele se sentando de frente para a prima

_Acorda Gisele! Eu nunca tive um relacionamento concreto! Toda semana tinha uma mulher diferente na minha cama! Eu nunca gostei de alguém como eu gosto dela! Eu não sei como fazer isso, eu não sei amar direito... – declarou Marina com um tom triste – Não posso fazer ela sofrer...

_Isso não quer dizer nada! Se você quiser sempre ser melhor por ela e a felicidade dela ser sua prioridade o fato de você nunca ter tido um relacionamento duradouro não quer dizer absolutamente nada – disse Gisele rodando na cadeira

_Você acha? Porque é exatamente isso que eu sinto – perguntou Marina abrindo um tímido sorriso

_Eu tenho certeza!

_E o que eu faço agora?

_Agarra ela antes que aguem a roube de você.

Sexta – feira

_Posso abrir os olhos? – perguntou Clara

_Só um minuto! Não foi fácil preparar esse jantar então me de um tempo para deixar tudo perfeito! – pediu Marina com um tom divertido

_Não acredito que você realmente fez um jantar para mim! – disse a morena abrindo um sorriso imenso

_Logico que eu fiz! Preparei minha especialidade! –exclamou a fotografa rindo para a imagem da bióloga sorrindo de olhos fechados – Agora me de a sua mão e não abra os olhos! Não vale espiar! – pediu Marina agarrando a mão de Clara e a conduzindo

_Para onde você esta me levando? – perguntou Clara após andarem alguns segundos em silencio

_Abra os olhos e descubra você mesmo! – respondeu Marina soltando a mão de Clara que ao abrir os olhos começou a rir – O que foi? – perguntou a fotografa um tanto quanto preocupada

_É só que você acaba de ganhar meu amor eterno! – respondeu a morena rindo enquanto observava a toalha de piquenique estendida no imenso jardim da fotografa contendo algumas almofadas e alguns Big Macs que era iluminada apenas por algumas tochas e pela luz das estrelas

_Por causa da minha beleza e simpatia ou por causa dos Big Macs? – questionou a fotografa deitando na toalha

_Por causa dos Big Macs com toda a certeza! – respondeu a bióloga sentando ao lado de Marina e dando um selinho nela – Está tudo lindo! E eu estou impressionada com os seus dotes culinários! – implicou Clara já mordendo um pedaço do hambúrguer

_Eu sabia! Ninguém resiste ao poder do Bic Mac!

_Com toda certeza!

Durante algum tempo as morenas comeram, conversaram se divertiram e trocaram caricias de baixo do céu estrelado, mas logo a beleza das estrelas roubou suas atenções e as duas caíram em um silencio confortável onde apenas observavam as constelações.

_Marina? – chamou Clara após um tempo

_Oi

_Posso te perguntar uma coisa? – questionou Clara com a voz tremula de nervoso enquanto se virava na direção da fotografa apoiando a cabeça na mão

_Claro – respondeu a fotografa imitando os movimentos da morena

_O que não somos? – perguntou com um tom baixo e tremulo sem olhar nos olhos da fotografa – Digo, o que nós temos? –continuou, mas dessa vez sua voz saiu mais firme e ela conseguiu olhar nos olhos da fotografa que não deixavam transparecer qualquer emoção o que deixou Clara com medo de ter passado do limite estragando assim o que as das tinham.

Notas finais
Obs 1: As palavras besha, sapatão, viado, gay e similares NÃO são usadas com sentido pejorativo Obs 2: Quem quiser saber como eu imagino o fusquinha da Clara, aqui está o link: http://sosnoceu.tumblr.com/post/84871534674/wreckers-the-most-beautiful-and-romantic-places E ai?